quarta-feira, agosto 06, 2014

MÚSICA, MINHA VIDA



Por
RIVA







O título significa mesmo que minha vida está atrelada à música. Foi devido à inserção da música na minha vida, desde cedo, que cresci, aderi a conceitos, formei minha personalidade, fiz amizades, continuo fazendo, e sou o que sou hoje, um eterno Peter Pan, graças a essa linguagem universal – a MÚSICA.

Tudo começou com a cegueira da minha mãe, que decidiu que eu e meu irmão teríamos que aprender piano, para tocar para ela. E assim foi, acho que com uns 8 anos de idade (Freddy deve confirmar datas). Foi assim a inserção nesse mundo, através da música clássica e estudos de teoria musical e canto coral.

Sei que o foco não é esse, como tudo começou, mas é importante para entendimento geral. Estudei (fui obrigado) 5 anos de piano clássico e teoria musical, fiz 6 meses de piano não clássico (popular), 2 meses de violão (abandonei porque o professor era uma mala sem alça – lecionava dentro da Mesbla, antiga loja de departamentos de Niterói) e 3 anos de acordeão.

Um dia, olhando a banca do jornaleiro que me abastecia de gibis há trocentos anos, vi um livrinho interessante – violão sem mestre. Comprei (nessa época tínhamos uma mesada do “velho”, que não sei que valores eram). E aprendi a tocar violão sem professor. Aprendi não, apaixonei-me pelo instrumento !

E então, aconteceu ..... Beatles, Stones, Big Boy todos os dias, Jovem Guarda, anos 60 ingleses e americanos ! Um verdadeiro tsunami, como diriam hoje em dia.

Esse convívio com a música existe até hoje, com meus 62 anos de idade, meus filhos também. Afinal, foram criados num ambiente musical, todos os dias. Nossa casa sempre teve instrumentos musicais, sempre teve música “na vitrola” e ao vivo, tocando com meu irmão e amigos nos fins de semana.

Tivemos até uma banda de rock (Reino de Magog), de 1983 a 1986, no auge da MALDITA FM de Niterói, uma rádio que lançou grandes nomes como Capital Inicial, Ultraje a Rigor, Kid Abelha, Marisa Monte e sua banda Rumo, Paralamas, Celso Blues Boy, e muitos outros. Não tivemos sucesso no mercado ....éramos muito amadores, e não tínhamos grana nem empresários nem contatos no mercado. Bem que tentamos, e como ... 

Ficaram quase 10 horas de gravações e recordações do grupo.

Mas voltemos ao passado, às coisas marcantes, às tatuagens, às cicatrizes. Como bom engenheiro, cartesiano “sometimes”, vou tentar classificar as preferências. Muito difícil essa tarefa do meu amigo Carrano, porque tivemos períodos de influências diversas em nossas vidas, e, ao final, aos 60 anos, você tenta filtrar para tentar saber o que marcou mesmo .......

Naquela fase dos 12 aos 15 anos – 64 a 67 :
Sem dúvida, Beatles demais, tudo ! Um pouco dos Stones, e muita Jovem Guarda também.

Marcante nos bailes ? Todo o álbum RUBBER SOUL dos Beatles, Je t´aime, músicas do Roberto Carlos, do Renato e seus Blue Caps.


1968 : Surgiu na minha vida um tal de Simon & Garfunkel, trazido dos States por um amigo do meu irmão Freddy, Carlos Jairo, que fez um intercâmbio em casa de família americana. Aquele som e a viagem do Carlos jairo viraram a minha cabeça. Os detalhes que ele me contou da viagem me piraram totalmente. Decidi que também iria viajar para os EUA em intercâmbio.

Sem meus pais saberem, tratei de todos os procedimentos para a viagem de intercâmbio (entrevistas, provas de inglês), até o momento em que precisava da autorização e grana deles para viajar. A conversa foi “longa”, mas consegui a autorização, a compra das passagens, e a grana para viajar.
1969 : A viagem para Baltimore foi um divisor de águas em minha vida, em todos os sentidos, inclusive musical. Difícil escrever sobre isso .... os EUA viviam sob o impacto da guerra do Vietnam, do Flower Power, muita música !!!

Teve um “baile” que fui numa universidade em Salsbury, e a banda que estava tocando era o Greatful Dead, na minha frente, ali, como se fosse um daqueles bailes no Central, no Pioneiros de Niterói ..... como eu ia explicar isso aos meus amigos ????? Conversei com Jerry Garcia (já falecido) no intervalo, depois troquei cartas com ele durante meses ! Dá pra perceber a porrada na minha cabeça niteroiense ? Isso sem falar que na viagem de ida para os EUA, fomos de São Paulo a Lima (Peru) no avião, com Mick Jagger e Keith Richards tocando violão por quase 3 horas para nós !!!

Greatful Dead
Passava as tardes nos States, quando chegava da Curley High School, ouvindo a rádio FM local, gravando músicas com um gravador que comprei assim que cheguei lá ....tenho essas gravações até hoje !!!!!!! E ali conheci inúmeras bandas.

Músicas marcantes dessa fase :
Crimson & Clover (arrasadora), Everyday people, tudo do The Doors, Son of a preacher man, Dizzy, Magis Carpet Ride, muita coisa dos Bee Gees, Magic Bus (The Who), The Rascals, Jose Feliciano, etc, etc….
E foi nessa época que conheci aquilo que, musicalmente, mudou minha vida : LED ZEPPELIN.

Led Zeppelin
Muitas coisas vieram depois, ainda em 69 e 70 : Jimi Hendrix, Janis Joplin, Mutantes, Deep Purple, Grand Funk Railroad, Black Sabbath .... poderia ficar o dia inteiro aqui mencionando tudo que me impactou ! Tem as famosas “mela-cueca” como A WHITER SHADE OF PALE. E comecei, discretamente a compor.

Veio então uma espécie de calmaria, uma calmaria chamada ISA ..... sim, me acalmou, musicalmente inclusive. Comecei a compor, muito mesmo, quase 50 músicas e letras, apaixonado. Muita criatividade. Qualquer coisa, qualquer movimento era inspiração para compor alguma coisa.

Não sei dizer hoje as músicas que nos marcaram, porque acho que foram muitas – lembro que teve fase do BREAD, do CARPENTERS, do CAT STEAVENS, RITA LEE, algumas músicas carro-chefe de novelas da GLOBO na época. Momentos entre nós, momentos de músicas infantis com nossos filhos.

Mas comigo, pessoalmente, a cicatriz, a tattoo sem dúvida é BEATLES e LED ZEPPELIN. Com certeza ....

terça-feira, agosto 05, 2014

As canções que fizeram pra mim - parte II (Explicações)

Por problemas técnicos verificados após a publicação da segunda parte do post da Alessandra Tappes, ele foi retirado do ar momentaneamente.

Assim que corrigida a falha, voltará a ser publicado.

Peço desculpas a Alessandra e aos visitantes que ficarão frustrado por não encontrarem aqui a continuação da interessante narrativa.

Atualizado às 18 horas:
Lamentavelmente não conseguimos identificar o problema. Mas os interessados na segunda parte da narrativa da Alessandra não perderão o prazer da interessante leitura, que contém os componentes habituais de sensibilidade e boas lembranças. As trilhas sonoras de alguns filmes inesquecíveis e o surgimento do rock, como fenômeno mundial serão retratados.

Estou fazendo contato com a autora a fim de que, tendo disponibilidade de tempo e paciência, volte a digitar o texto, excluindo imagens e links, para publicação oportunamente.

A série segue amanhã, com post do  Riva, amigo/seguidor/colaborador do blog, já conhecido daqueles que nos acompanham assiduamente.

segunda-feira, agosto 04, 2014

As canções que fizeram pra mim - parte I






Por
Alessandra Tappes












Falar de música não é complicado. É delicado. Envolve sentimentos, situações, gostos, cheiros, saudade... Enfim, envolve as lembranças que tatuam nossa mente em noites de insônia e também as calorosas noites de amor...

A música sempre fez parte da minha vida. E faz. Não crio temas para a vida. A música se encaixa em cada época, ação, situação. Sou péssima cantora de chuveiro e nunca me arrisquei em karaokê. Mas tudo transformo em música. Sempre tenho algo ligado em casa. Não sei fazer nada se não tiver música de fundo.

Falemos de música. De todos os estilos que influenciaram a minha vida. Relaciono aqui as canções que foram feitas pra mim. Cada uma a sua época.
Mas vamos partir do princípio. Onde tudo começou.

Momento gauchesco

Quando trocamos os pampas por São Paulo, eu então com 10 anos de idade saí do aconchego familiar onde nos reuníamos todo fim de semana aos montes na casa do Tio Paulo e tia Sônia com primos, tios, avós, vizinhos, cachorro e o churrasco em brasa pegando a todo vapor. Juntos as malas e móveis, levamos uma vasta bagagem musical gauchesca. Alguns LPs e fitas cassetes feitas pelo Tio Mairnard (irmão de meu pai) e outras pelo Tio Paulo (irmão de minha mãe, o churrasqueiro de plantão, até hoje...)

A saudade do sul foi acalentada pelas músicas que escutávamos reunidos nós os 5 (pai, mãe, minha irmã mas velha e meu irmão mais novo e eu, claro) sobreviventes na selva de pedra, São Paulo. Uma família que se afastara de suas tradições, familiares, costumes, em busca de dias melhores. Uma família que se unira através da música.
Hoje em dia, quando falo das canções que fizeram parte dos meus dias, não posso deixar de falar das canções gaúchas que tanto marcaram a minha família.
Linguagem única e muito peculiar. Mas como tudo na vida da gente é peculiar, vou tentar ser resumida pra não ser cansativa...

Uma das canções que considero principal é o Canto Alegretense. A família de minha mãe toda é de Alegrete. Seus pais que já fazem morada no céu, seu irmão Tio Paulo, o famoso churrasqueiro e meus outros tios que tive a felicidade de reencontrar através do facebook. Tia Alicinha, Tio Flávio (faleceu recentemente) Tio Nelson, Tio Paulinho (também falecido), Tio Danilo e Tia Lucia. Sem falar em minha mãe e minha irmã mais velha Symonne.

 Essa canção é considerada o Hino do Alegretense.
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra
moura das quebradas do Inhanduy
(Neto Fagundes - Canto Alegretense)

Outra canção que se tornou hino mas não só para minha família, como para muitas, é a de Teixeirinha “Querência Amada”. O tradicionalismo no sul é muito forte e evidente até hoje. Os CTGs (Centro de Tradições Gaúchas) ainda promovem a preservação da cultura gaúcha através das danças, hábitos, costumes e músicas.

Osvaldir e Carlos Magrão – Querência Amada





Momento Instrumental (Radio Skalla)
Meu pai era “visita” em casa. Assim minha mãe explicara o porquê dos silêncios quando ele estava presente e o porquê de sua ausência quando não estava. Éramos (e somos) 3 filhos. E meu pai mal nos viu crescer. Ficava sabendo que um ficara para recuperação, que o outro tivera febre, mas no final estava tudo bem.

Quando meu pai chegava a casa tarde da noite, nós os filhos já estávamos dormindo, então eu sabia que era a única oportunidade que eu tinha de “curtir” aquele momento em família. Eu ficava acordada fingindo dormir a espera dele. Ele tinha uma rotina que seguia pontualmente quando chegava a casa: pegava seu radinho de pilha, sintonizava na rádio Skalla FM e ia ao banheiro fazer sua barba.

Vinha aquela enxurrada de música instrumental que eu simplesmente adorava! Foi naquele momento tão esperado por mim que eu descobri Jonh Barry tocando Born Free, 101 Cordas com a interpretação sensível de Autumn Leaves, Glen Miller e a bela Moonlight Serenade e outras orquestras como Paul Mauriat, Franck Pourcel, Percy Faith. Ray Conniff! Lembro que meu pai ganhara de minha mãe no Natal 7 LPs de Ray Conniff, e eu secretamente, dizia que era pra mim o presente... Adorava tanto quanto ele.

No final da barba feita, do banho tomado, meu pai vinha em nosso quarto, verificava se estávamos tapados e beijava nossa face. Um homem que foi criado dentro de um quartel militar, cheios de regras e cobranças particulares, aquele era o ápice de carinho que nos era permitido ter de nosso pai.

Pra mim, era pura magia tudo aquilo: as músicas, o cobrir e o beijo. E eu ali, quieta, fingindo dormir pra não perder um momento qualquer. O rádio tocava a madrugada toda. E eu dormia tranqüila, pois sabia que meu pai estava em casa.




Jonh Barry -  Born Free
101 Cordas  - Autum Leaves https://www.youtube.com/watch?v=FnDVxArSLfk

Momento MPB
Minha mãe ficou com a parte da criação dos filhos e das tarefas do lar. Incluía nas tarefas nos tornar cidadãos de bem, filhos prendados e independentes em todos os sentidos. Era árdua sua tarefa, pois tínhamos (e temos!) personalidades bem diferentes.

Mesmo com tantas dificuldades, do macarrão com salsicha em pleno domingo, do refrigerante de 1 litro ser dividido em 5 copos e ser bebida apenas de domingo, do pão com ovo virar festa ao invés de sopa de legumes, minha mãe se saiu bem. Não tínhamos condição de ter empregada em casa então, dividíamos as tarefas e pra coisa ficar mais saborosa, e, minha mãe ligava a todo vapor um “3x1” da Sharp. 

Era a última geração aquele 3 em 1! Rádio, vitrola e fita cassete. Nossa! Nós delirávamos com o aparelho e no meio as faxinas semanais, fomos apresentados a coleção de minha mãe do “Círculo do Livro” com as vozes nacionais de Chico Buarque, Elis Regina, Emilio Santiago, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Nana Caymmi, Belchior, Gilberto Gil... Aos 12 anos minhas colegas deliravam pelos Menudos e eu pedia de amigo secreto na escola um LP de Ney Matrogosso... 

Nem preciso dizer que eu era a queridinha das tias, mães das tias. Acho que minha mãe não tem noção do bem que nos fez ao nos botar pra trabalhar ao som do seu bom gosto musical. Sou grata a ela. Muito mesmo.



Geraldo Vandré – Pra não Dizer que Não Falei das Flores
Elis Regina & Adoniran Barbosa - Tiro ao Álvaro


Nota do editor: continua no próximo post.

domingo, agosto 03, 2014

UMAS & OUTRAS



Por
RIVA







CICLOVIAS em NITERÓI

Vamos nos afundando cada vez mais, com essa teimosia e esse Complexo de Pastor Alemão de não chamar quem faz isso há décadas, com sucesso - vários países da Europa.


Hoje no GLOBO até tem alguém mais lúcido que pontua algumas coisas importantes. Onde isso vai parar ?


- Ciclovia não é Velódromo
- Ciclovia é para bicicletas, não é para pedestres
- Ciclovia tem mão e contramão
- Ciclista tem que respeitar os sinais de trânsito
- Como pode ter parada de ônibus, afastada da calçada, devido à uma ciclovia ? Estão pensando que isso aqui é Suiça ? Complexo de Pastor Alemão?
- Como implantar ciclovias sem uma maciça campanha de EDUCAÇÃO e INFORMAÇÃO sobre o sistema ?
- Por que só tem ciclovia nos bairros mais nobres da cidade ?

Hoje quase fomos atropelados NA CALÇADA, aqui em Icaraí, por uma mãe carregando seu filhote numa bicicleta. Imagina se ela nos atropela, cai com a criança, e todos se machucam gravemente ?

Hoje também vimos um carro VARAR o sinal vermelho na ROBERTO SILVEIRA, bem depois do sinal fechar !

Nosso problema é muito grave, muito mesmo. Não temos educação nenhuma, não temos respeito por leis, e pior, não queremos ter. E ainda tem gente que acha que temos complexo de vira-lata ! Antes tivessemos !! Seríamos mais humildes, e com vontade de aprender.


CAMPANHA ELEITORAL 2014

O aprazível Campo de São Bento - Icarai - Niterói

Uma voltinha hoje pela manhã no Campo de São Bento, lindo local aqui em Niterói onde tem uma ótima feira de artesanato e comidinhas nos fins de semana, e já tivemos uma amostra do caos que se avizinha.

Campo de São Bento
Não se consegue dar 3 passos sem esbarrar num braço estendido oferecendo panfletos de candidatos políticos. Revoltante ...

Muitas pessoas, que não sei porque não tem coragem de recusar educadamente, pegam o raio do panfleto, para jogá-lo no chão alguns metros à frente !! É muita falta de educação !!

Estou imaginando a sujeirada que vai estar por lá amanhã, num belo domingo de sol.

Na escolinha ao lado, onde também tem uma feira de artesanato e comidinhas, tem uma placa na entrada proibindo a panfletagem no interior. 

O autor com sua nova camisa do tricolor

Por que a Prefeitura não coíbe também essa prática no interior do Campo de São Bento ?


DIA DOS PAIS

No próximo domingo, dia 10, estará sendo comemorado o dia dos pais. Portanto daqui a uma semana.

Não tenho a presença física do meu há 51 anos. Que seu espírito esteja seguindo seu caminho, com muita luz.

Mas sou pai e aguardo, pelo menos, o abraço dos dois filhos. Tudo bem, é jogada comercial, mas no fundo acabamos por considerar uma data especial para cumprimentos e abraços. Seria hipócrita se dissesse que não ligo.

Em homenagem aos pais já foram produzidas lindas e inesquecíveis crônicas, saídas das penas de grandes escritores, e belos poemas da lavra de poetas renomados.


Lanço aqui e agora um concurso: os autores dos melhores comentários neste post, reverenciando os respectivos pais, serão premiados com uma assinatura do blog (por um mês - rs), e, ainda, os selecionados serão publicados no dia 10 numa homenagem coletiva e pública.

sábado, agosto 02, 2014

Cerveja sem álcool e outras bobagens

Ainda não aceitei provar cerveja sem álcool. Deve ser uma coisa horrível. Acho que os 4%  de teor alcoólico da Murphy´s Irish Stout, são fundamentais para acentuar o seu sabor. Ou os 4,1% da minha preferida, a Guinness.

Cerveja sem álcool é para mim algo como transar com camisinha, mal comparando. Ao contrário de cerveja sem álcool, que não experimentei, transar com camisinha fui obrigado, algumas poucas vezes, por razões contraceptivas. Vamos combinar que aquele que comparou a relação sexual com camisinha ao ato de chupar bala sem tirar o papel estava muito próximo da verdade.

Vocês querem ver outra coisa mais sem graça? Jogar pôquer de mentirinha, valendo caroço de feijão. Este jogo, absolutamente interessante, nas diferentes variáveis, depende da aposta envolver alguma coisa de valor material agregado. Dinheiro, por exemplo, por menor que seja o cacife ou o valor da aposta inicial. Sem este componente, é melhor assistir  ao filme “O poderoso chefão”, mesmo que seja pela enésima vez.

Pão sem bromato de potássio (KBrO3), que adicionado à massa faz com que ela se expanda, permitindo seu crescimento, pode até ser consumido (e é), mas eu prefiro com bromato, condenado pelas autoridades sanitárias e até banido na Europa.

O pão fica mais crescido, mais fofo, mais leve.

Essas coisas adaptadas às circunstâncias, para atender ao público sujeito a restrições, como a camisinha para o sexo seguro (em relação ao contágio); jogar pôquer sem dinheiro envolvido por causa do risco do vício; tomar cerveja sem álcool por causa do mal que pode fazer, ou por causa de combinação com medicamentos,  digo-o sem pudor, são tapeações que não satisfazem.

Vai tomar refrigerante ou um suco natural de frutas, bem mais saudável. E vai jogar xadrez que faz muito bem ao cérebro.

Essas coisas inventadas para as minorias são como esta bobagem do politicamente correto. Tem graça uma piada de anão tendo que falar em “verticalmente comprometido”? E a piada pode ser contada?


Como faremos com o filme "Orfeu Negro"? Estamos falando de gente do naipe de Marcel Camus, Vinicius de Moraes, Antonio Maria, Luis Bonfá e Tom Jobim, todos envolvidos no roteiro cinematográfico, na adaptação da peça teatral e na trilha sonora: devemos mudar o titulo para "Orfeu Afrodescendente"?












Notas do autor/editor: 
1)sobre o chamado “politicamente correto”, vale ler a matéria no link abaixo:
http://judsoncanto.wordpress.com/2011/01/07/esta-comprovado-o-politicamente-correto-e-mesmo-imbecil/
2) sobre cervejas - marcas mais conhecidas e teores alcoólicos, leiam em: 

http://mulher.terra.com.br/cervejarias-do-mundo/

sexta-feira, agosto 01, 2014

DOM MARCEL LEFEBVRE

Sempre acreditei que antigas e respeitáveis instituições resistem ao passar dos séculos, mantendo-se fortes, importantes e respeitadas, por serem alicerçadas, melhor, apoiadas,  em dois pilares: disciplina e hierarquia.
Os exemplos mais significativos seriam a Igreja e o Exercito. Todas as Igrejas e todos os exércitos. Desde a antiguidade.
Em todas as organizações, quando há quebra da hierarquia, que significa ao mesmo tempo quebra da disciplina, acontece o debacle total.
E tradições (ninguém jamais me convencerá em contrário), precisam ser respeitadas. Talvez admita algumas exceções episódicas. No geral, se der certo não havia tradição.

Acho bobagem, por exemplo, modificar embalagem de produto tradicional, conhecido, só porque o marqueteiro de plantão quer apresentar serviço.

Teria uma infinidade de casos para citar, mas irei fixar-me em um: O amido de milho, da marca Maizena.

Ora, num supermercado, um breve olhar nas prateleiras identifica logo a amarela embalagem da Maizena, que acabou por virar substantivo comum. Ninguém pede amido de milho, ou pede?

Lógico que algumas mudanças em embalagens ocorrem por causa de materiais mais modernos, ou mais baratos, ou mais leves, etc., mas o visual (cor, formato, tamanho) deveria ser preservado.
Não busco apoio para meu ponto de vista, até porque pretendo abordar coisa mais séria do que embalagem de produto de consumo popular. A ideia é só fixar uma posição sobre tradições, para melhor explicar o cerne do tema que vou enfrentar.
Quando a Igreja católica resolveu abolir o latim nas missas, colocar os padres de frente para aos fieis e introduzir cantorias acompanhadas de palmas, pensei com meus botões: que bobagem, que lambança.
Fui coroinha e embora afastado da igreja católica (e de outras também), por falta de convicção, achei que se a Igreja Romana estava perdendo fieis e seguidores, não seria a guinada dada em direção aos rituais e normas de outras seitas que iria estancar esta perda.
E muito menos resgataria e traria de volta aqueles que se debandaram para outras religiões, de quaisquer fundamentos teológicos ou filosóficos.
Ir à missa, depois disto, tendo que cumprimentar aos circunstantes, automaticamente, sem nenhum sentimento, é para mim uma coisa hipócrita. As pessoas nem se olham e quando o fazem é com desconfiança.

Torci muito pelo cardeal Lefebvre na sua resistência contra estas inovações que o Vaticano pretendia, e acabou por introduzir, nos ritos e liturgias.
Para meu contentamento, não porque pretenda voltar às missas, mas porque ainda é tempo para evitar novas fugas e atrair novos seguidores, estão cada vez mais comuns as celebrações de missas à antiga, na língua (latim) que sempre foi utilizada na liturgia, com o padre voltado para o altar, e resgatando todos os mistérios, os códigos e os dogmas que fizeram do catolicismo a fé religiosa preponderante no Brasil.

Recentemente, matéria de página inteira em jornal de grande circulação,  tratou do retorno das missas às tradições d'antanho.

Fui à Wikipedia (abaixo) para obter e apresentar um pouco da história do cardeal que resistiu bravamente, a todo risco, aos novos caminhos, tendo sido até excomungado por isso. E ele estava certo!

"Marcel Lefebvre foi um arcebispo católico francês que se notabilizou pela resistência às reformas da Igreja Católica instauradas pelo Concílio Vaticano II. Foi uma personalidade polêmica e controversa e um dos promotores do movimento tradicionalista católico. É, sobretudo, conhecido pela fundação da Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X, que se dedica à formação de padres e ao apostolado na forma pré-conciliar.

D. Lefebvre integrou a comissão preparatória do Concílio Vaticano II. Terminado o Concílio, embora tivesse firmado todos os seus documentos, afligiam-no algumas questões entre as quais a liberdade religiosa e o ecumenismo.

 Convencido de que o Concílio conduzira a Igreja para o erro, Lefebvre colocou-se contra o que considerava a “protestantização da Igreja” Nos anos seguintes, em repetidos artigos e homilias, falou contra as novidades trazidas pelo Concílio que, na sua opinião punham em xeque a tradição da Igreja, e que eram, para ele, resultado da infiltração do espírito modernista na Igreja."