Nos últimos 4 domingos comprei, na banca diante do "Pão de
Açúcar", na rua Paulo Alves, no Ingá, o jornal “O Estado de São Paulo”,
apelidado pelos paulistas de “Estadão”,
acho que pelo enorme volume de sua edição dominical. No Rio chega reduzida, sem os cadernos de classificados.
E deixei de comprar “O Globo”, depois de muitos anos de
fidelidade. Fiquei enojado com a atitude do jornal dos Marinho que fez pose e papel de “Madalena arrependida”, muito provavelmente
para agradar o poder.
O edital em que “O Globo” renega o apoio que afirma ter dado
ao movimento militar de 1964, deixou-me decepcionado e a decepção se
transformou em raiva e a raiva em ojeriza, aversão.
Se os eventuais leitores estão pensando que acho que as pessoas, ou entidades
públicas e privadas, não podem reconsiderar opiniões e posturas estão muito
enganados.
Como disse o poeta popular, é preferível ser uma metamorfose ambulante do
que ter a velha opinião formada sobre tudo.
Só que, no caso que estamos comentando, não havia alternativa
válida e possível senão a intervenção dos
militares. Ou os Marinho prefeririam uma
república sindicalista terceiromundista?
Aplaudi e não renego que gostei da intervenção militar
naquele momento. Se depois eles se perderam e adotaram posturas condenáveis,
com truculência, torturas, prepotência e autoritarismo, tem-se que lamentar e
repudiar.
Mas os militares agiram com coragem e no momento certo. E
lembro que não houve o derramamento de uma só gota de sangue naquele 31 de Março de 1964. E ficamos livres da ditadura do
proletariado.
Já que falo deste tema, aproveito para comentar que lamento
não haver clima, nas forças armadas, para nova ação saneadora, afastando a
quadrilha de corruptos e mensaleiros de todos os matizes, inclusive peessedebistas.
Só que, desta feita, se possível fosse, sem que se embriagassem com o poder e
o entregassem à lideranças civis menos comprometidas com ideologias que não privilegiem
o mérito individual, a propriedade privada,
a livre iniciativa, a alternância no poder e o respeito à dignidade humana.
Não é possível que um país que beira os 200 milhões de habitantes não tenha uma centena de homens de bem, mesmo sem formação politica, que possam exercer o poder de forma equilibrada, com justiça social e metas de crescimento econômico, porque é o emprego decente, com registro e direitos assegurados que tira o homem da marginalidade. Lógico que a educação é importante, mas quando me refiro à justiça social também ela e mais a saúde e a segurança estão abrangidos
Casuísmos, planos populistas, invasão de propriedade, e os “sem
tudo” que se disseminaram (terra, teto, etc) que desrespeitam a lei e a ordem, invadindo e depredando
repartições públicas precisam ter um paradeiro.
Outra aberração inaceitável
são as famigeradas greves no serviço público. Ora, o patrão do servidor público é a sociedade, é a
população que paga impostos. Logo, a greve feita contra o povo é uma coisa
inconcebível.
Digo mais, até mesmo a greve dos bancários, que em princípio
deveria penalizar, pressionar ou botar os banqueiros contra a parede, acaba por
fazer o jogo deles. No escuro de seus quartos os acionistas e diretores das
casas bancárias (agiotas com alvará de localização), ficam felizes com estas
greves que trazem benefícios para as instituições financeiras. Eles não perdem
coisa alguma. Todos os prazos correm a favor deles (acionistas) e o dinheiro
continua rendendo de forma imoral.
Volto à imprensa, para dizer que nada perdi com a troca do
jornal dominical. Com o Estadão continuo contando com a inteligência, a verve,
a cultura e a fina ironia do Veríssimo e
do João Ubaldo. E ainda passei a ter contato com outros ilustres articulistas,
que não acompanhava, e que nos brindam com análises bem estruturadas,
fundamentadas, sobre assuntos nacionais e internacionais, nos campos político,
econômico e científico.
“O Estado de São Paulo” é um ótimo veículo de informação.
“O Globo” foi para a cama com os petistas , e como “não há
almoço de graça” tem caroço debaixo deste angu”. E não é só a veiculação nas
várias mídias das “Organizações Globo” dos mentirosos anúncios de obras
governamentais e dos feitos pífios das empresas estatais.
E não deixem de assistir ao vídeo profético produzido pelo Duda Mendonça para o PT:
http://jorgeifraim.blogspot.com.br/2012/10/video-profetico.html