14 de janeiro de 2013

Não faria por dinheiro algum?


Pretendia escrever sobre coisas que não faria mesmo que por muito dinheiro. Mas não encontrei um fio condutor.

Li uma matéria na rede, sobre Marcio Thomaz Bastos, figura por demais conhecida nos meios forenses e políticos, porque defensor de bandidos, delinquentes de várias estirpes, como alguns dos envolvidos no processo do mensalão e até (argh!) do médico Roger Abdelmassih denunciado e preso por estupro e abuso sexual de pacientes.

Mas se a caixa registradora fizer tirrim, tirrim, ele não recusa coisa alguma. A matéria a que me refiro é grande e a leitura pode desanimar os mais preguiçosos. Mas asseguro que vale a pena. Não exatamente, ou exclusivamente, pelo personagem em questão, mas porque ela (a matéria) é um retrato perfeito e acabado do que ocorre nos bastidores dos tribunais superiores, do jogo de interesses políticos e econômicos, do tráfego de influências até mesmo na indicação de ministros para o Supremo Tribunal Federal, mais alta corte de justiça do país.

Garanto que após a leitura, em http://novo-jornal.jusbrasil.com.br/politica/8697704/marcio-thomaz-bastos-e-a-confraria-dos-homens-da-lei você ficará desiludido com o Judiciário, se é que ainda tem alguma crença a respeito desta instituição tão fundamental nos estados democráticos de direito.

Antes de continuar a leitura deste post, click no link acima e vá até lá para ler a matéria sobre um dos maiores criminalistas da atualidade, pela cultura jurídica, pelo trânsito que tem nos diferentes setores da sociedade – político, empresarial e social – e pela capacidade de seduzir os interlocutores.

Depois volte aqui e prossiga, se ainda tiver ânimo e crença em algum valor ético e/ou moral.

Como eu ia dizendo, melhor, escrevendo, fiquei em dúvida sobre o que não faria mesmo por muito dinheiro. As coisas que me ocorrem seriam não vestir a camisa do Flamengo, nem em peladas de final de semana ou disputa de casados e solteiros nas empresas por onde passei, nem tampouco participar do programa do Silvio Santos, no quadro que tem por título ”topa tudo por dinheiro”. Não conseguiria viver com esta vergonha.

Bem, tem outras coisas que muito provavelmente não toparia fazer. Não sei se meu estomago aceitaria que eu viesse a comer olho de cabra, para ganhar uma competição, por dinheiro, como já visto na TV. E nem outras “iguarias” repugnantes como acontece no oriente.

Mas, falando (escrevendo, né) sério, sem declinar nomes, por óbvios motivos, e só para citar um caso que estava acima de meu nível de tolerância, conto que certa feita fui procurado por um empresário que queria ficar livre de uma companheira, com quem tinha uma filha.

Relatou uma história que fazia da companheira, com a qual mantinha união familiar estável, uma megera impiedosa, desalmada, desequilibrada, impaciente com a filha e ciumenta ao extremo em relação a ele.

Foi convincente e por isso estabeleci uma estratégia, que consistia em oferecer pensão para sustento da filha, pedir a dissolução da sociedade de fato, e postular a guarda unilateral da filha (mesmo sabendo da dificuldade de obtenção).

Mas a mentira tem pernas curtas. Na semana seguinte volta a me telefonar pois queria agendar uma ida ao escritório porque havia um fato novo.

Marquei para o dia seguinte e fiquei sabendo  que o fato novo era um processo que tramitava no juizado especial criminal (pequenas causas), com audiência marcada para dali a dez dias e queria que eu o defendesse.

Não atuo na esfera criminal, mesmo em juizado especial que aprecia delitos de menor valor ofensivo, mas fiquei sabendo que a origem do processo era uma denúncia de agressão física. O cara espancava a mulher.

Ora, isto estava acima e além da minha capacidade de digerir, de tolerar. Bater em mulher, por definição, é inaceitável.

Com isto ele deixou de contar com minha atuação no processo criminal, porque fora de minha área, bem como declinei da causa na esfera da vara de família, para dissolução da sociedade de fato e pagamento de pensão para a filha, porque ele passou a me causar náuseas.

E sempre há uma maneira legal de recusar uma causa, coisa complicada eis que todos têm direito de defesa.

Não estou querendo me gabar e pousar de paradigma da virtude, da decência,  e de guardião da moral, mas se mesmo dependendo (e muito) dos caraminguás que cobrava advogando, era capaz de declinar de algumas causas, imagine se tivesse uma pequena parte do patrimônio do ex-ministro que aceita tudo desde que haja dinheiro envolvido.

13 de janeiro de 2013

Não restará pedra sobre pedra




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)










Recebi mais um e-mail semanal da B&H Photovideo, uma das maiores revendas de material fotográfico do mundo e sediada em New York, apresentando-me ao novo cartão de memória Lexar SDXC de 256GB, ao preço de 399 dólares.

A capacidade de armazenamento dos cartões de memória vem aumentando e não vemos limite superior. A tecnologia de miniaturização de circuitos evolui e a cada  ano somos surpreendidos com mais e mais gigabytes (1GB = 1 bilhão de bytes) sendo confinados num invólucro tão pequeno que se bobeamos desaparece no meio da papelada da pasta ou da nossa mesa, se formos meio desorganizados. 

O e-mail da B&H me transportou imediatamente a anos atrás, quando eu ainda era chefe da manutenção do Centro Telex do Rio de Janeiro, onde se encontrava uma das 4 maiores centrais do país, um dos nós principais da finada Rede Nacional de Telex. Inaugurada em 1974 e gerenciada pela Embratel, a chamada RNTx existiu por vinte e poucos anos antes de ser desativada, engolida pelas redes de dados e internet. 

A central Siemens EDS ocupava um andar inteiro do edifício de 18 andares duplos na esquina da R. Senador Pompeu com R. Alexandre Mackenzie. Dentre os equipamentos que dela faziam parte, o mais sensível era o sistema de armazenamento de informações. Dotado de 3 enormes (fisicamente) unidades de disco magnético com capacidade individual de 29MB (1MB = 1 milhão de bytes) e que eram duplicadas por segurança, armazenava 87MB de dados de sistema e tarifação. Essas 6 unidades ficavam numa sala especialmente vedada, dotada de sistema próprio de ar condicionado com filtros hospitalares, o qual estava instalado em sala à parte.

As unidades de disco eram alimentadas por equipamento de energia AC especial, dotado de proteção no-break e bancos de baterias em flutuação, também instalados em suas salas individuais. Cada um desses equipamentos (discos, ar, energia, baterias) tinha seu próprio pessoal de manutenção especializado e a Embratel ainda mantinha um contrato com firma externa só para lavagem e limpeza periódica dos discos magnéticos.

Eis que a B&H Photovideo me apresenta a um cartãozinho com o tamanho aproximado de um negativo de foto (alguém ainda sabe o que é isso?) com 256 gigabytes de memória. OK, muito interessante, pensei eu. QUANTO??!

Gente, os equipamentos por mim descritos nos parágrafos iniciais tinham capacidade para armazenar 87MB (eu disse MEGA bytes) e ocupavam uma boa parte do andar em que eu trabalhava e esse ridículo pedacinho de plástico tem 256 GIGA bytes de capacidade??

Não pude deixar de fazer umas contas. 256GB divididos por 87MB dá 2.942,5. Matemática é fria, vamos dar volume aos números. O ridículo cartãozinho armazena o mesmo que quase 3.000 conjuntos de salas que ocupavam boa parte do andar em que eu trabalhava? Naquela época, para ter essa capacidade de armazenagem de informação a Embratel teria ocupado um bairro inteiro!!

E não é só isso! Esqueça custos associados a ( 2.942 ) equipes de manutenção de unidades de discos, de ar condicionado, de energia AC e DC, mais respectivos plantões, fora prédios e logística associada. Esqueça tudo e pegue o cartãozinho de 400 dólares. Deu defeito? Joga fora e compra outro.

Sim, amigos, com a chegada da era da informática não restará pedra sobre pedra da sociedade que conhecemos.

12 de janeiro de 2013

Indicado também para mulheres


O Sergio, meu despachante (de documentos, não de ebó), é uma figura e tanto; velho e feio adora dançar não perdendo arrasta-pé em lugar nenhum, nem mesmo em praça pública como acontece aos domingos pela manhã na pracinha do cinema Icarai.

Pois o Sergio, depois de fazer uma visita ao blog (eu sugeri) fez o seguinte comentário: - Tem que ter assunto que interessa as mulheres, porque vi que tem varias seguidoras.

Quais seriam os assuntos de interesse das mulheres, na opinião do Sergio? Talvez receitas, horóscopo, novelas, trabalhos manuais? Acho que o Sergio não conhece mulheres bem informadas, cultas, antenadas, que acompanham tudo que acontece ao redor, seja MMA, política, processos judiciais, futebol, economia, tudo enfim.
                                                
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Feito o registro acima, começo este post revoltado, indignado com o que acabei de ouvir num programa de rádio, destes que promovem debates populares.

Consta que num colégio particular, que figura entre os mais conceituados e tradicionais do Rio de Janeiro, um aluno arremessou uma pedra contra um ônibus que passava, ferindo uma moça que estava sentada junto a janela.

A direção da escola telefona para a casa do aluno e narra o acontecido a sua  mãe (dele, menino). Sabem qual foi a resposta da mãe? - O que vocês querem? Que eu faça um curativo?

Aqui só caberia um palavrão, que não utilizarei em respeito as senhoras que nos lêem.

Já escrevi um post inteiro sobre as mães de antigamente, espécie em extinção, que impunham aos filhos limites e responsabilidades. Examinavam as orelhas após o banho, diziam para que não mastigássemos com a boca aberta, estas coisas que as crianças hoje ignoram.

Qual será o futuro deste menino que teve a infelicidade de ter esta mãe?
  
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Durante o ano de 2012, foram encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça 7.797 pedidos de sindicância e representação contra juízes.

Destas investigações resultaram 7 aposentadorias compulsórias, que é a mais severa punição a magistrados. Houve casos de remoção (transferência de comarca) e censura.

Há casos de venda de sentenças e outros favorecimentos.

A conclusão a que chegamos é que os poderes da Republica estão bichados. Os três: executivo, legislativo e judiciário.

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Penso que o jornal “Folha de São Paulo” deve um pedido de desculpas e uma retratação junto ao ministro Luiz Fux, por isso que publicou, em 3 de maio de 2012, uma matéria segundo a qual ele – Fux – seria indicado para o Supremo, com a condição de absolver os envolvidos no mensalão.

Emboramente as fontes do referido jornal tenham sido Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira, que como sabemos não têm qualidade de fonte (pureza e frescor), pois são poluídos, ainda assim a denúncia foi publicada. Felizmente para o ministro os fatos desmentiram a aleivosia, pois foi um dos que mais acompanharam, sem restrições, os votos do relator (Joaquim Barbosa).

Aliás parabéns ao ministro Fux, que andou aqui por Niterói jurisdicionando na década de 1980. Ele só não merece complacência como tocador de guitarra.

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Já o ministro Dias Tóffoli, hein!!??

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O céu é o limite? O “Burj Kalhifa” com seus 828 metros de altura, em Dubai, já está sendo superado em 10 metros pelo ”Sky City One”, na China,  este com 838 metros.

Agora surge a notícia, para mim nova, de que haverá um no Azerbaijão, num arquipélago artificial - Ilhas Khazer - no Mar Cáspio, que terá 1.050 metros, correspondentes a 189 andares, o “Azerbaijan Tower”.

A construção terá início em 2016 com prazo de conclusão em 2019. Quem viver verá!

Quem conhecer o idioma pode conferir a matéria e a imagem acima em http://vizpartifejlesztesek.blog.hu/2012/02/10/a_vilag_legmagasabb_epulete_azerbajdzsanban.

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Faixa levada por avião na zona sul
Nós, vascaínos, queríamos Dinamite, não trinitroglicerina (C3H5N3O9), quando torcemos por sua vitória na disputa pela presidência.

Deve ter havido um engano pois o que está acontecendo em São Januário é uma explosão de dinamite (nitroglicerina), expelindo jogador para todo lado, para o bem e para o mal: Alecsandro, Jonas, Pipico, Auremir, Fernando Prass, Nilton Juninho, Felipe. E outros que nem lembro.                                                                                                 
                                              
                                                         
                                                      
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Enquanto o Corinthians, campeão mundial, comemora, e com razão, um patrocínio de R$ 40 milhões, o Arsenal, meu clube na Inglaterra (sim, sou um dos gunners), fechou contrato com a empresa Emirates, de transporte aéreo, até 2019, pela bagatela de R$ 100 milhões anuais. Isso mesmo, serão R$ 500 milhões até o fim do contrato.

E o Arsenal não conquista um título inglês há muito tempo. Nem mesmo uma das duas copas lá disputadas.

E em matéria de venda de camisas, o Manchester United e o Real Madrid continuam na liderança, com uma média anual de 1,400 milhões de unidades, enquanto o Barcelona, em terceiro lugar, vende 1,150 milhões. O meu Arsenal ocupa a 7ª posição neste ranking, vendendo cerca de 800 mil camisas por ano.

E dizemos que o Brasil é o país do futebol.

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Sergio, se você estiver plugado, veja que todos estes assuntos são de interesse feminino também. Pelo menos as que frequentam este espaço virtual, e que eu conheço, não são alienadas. 

O mundo é delas, meu caro. Em carreiras como medicina e odontologia, já são maioria. No Judiciário também. Até no campo de engenharia já representam 30%, inclusive no terreno das construções (engenharia civil), formando um contingente de 28%.

Estes dados são do censo realizado pelo IBGE (2010).

11 de janeiro de 2013

Dia do obrigado





Por
Ana Maria Carrano


Li no Facebook que hoje é Dia Internacional do Obrigado. Não vamos confundir com o Dia de Ação de Graças dos americanos.  São objetivos diferentes que movem essas comemorações. Este foi criado espontaneamente por colonos nos EEUU e instituído oficialmente por Franklin Delano Roosevelt  em 1939. Seu objetivo final é agradecer a Deus pelos benefícios recebidos durante o ano, e se comemora na quarta quinta feira do mês de novembro.

Já o dia do Obrigado é uma nova comemoração. Criada em 2012, busca juntar muitas pessoas em torno do princípio da gratidão.

Assim o dia de Ação de Graças refere-se  à relação do homem com a divindade, enquanto o dia do Obrigado, nos reporta a relação do homem com seus semelhantes.

Também concordo que já temos datas comemorativas em demasia e que isso não muda grande coisa em nossos sentimentos e atitudes, mas a informação recebida hoje me deixou pensativa.

Talvez deva mesmo existir um dia para que nos lembremos de agradecer.

Eu, por exemplo, venho recebendo favores, apoios e afetos sem os retribuir. Bom saber que hoje eu posso com uma pequena palavra, dizer ao mundo que reconheço essas dádivas e que agradeço por elas. Não agradecer somente a Deus que colocou Anjos em meu caminho, mas agradecer as pessoas que no meu dia a dia, por suas ações e atitudes fazem a minha vida ficar mais confortável e/ou feliz.

Talvez, em algum lugar, a pessoa a quem ajudei de alguma maneira, esteja me enviando, também um agradecimento.

Pois é, hoje vou mandar meu OBRIGADO a meus familiares, de quem recebo muito amor; aos amigos que propiciam horas agradáveis e conselhos inestimáveis; aos vizinhos que me fornecem material necessário ao meu aperfeiçoamento; aos porteiros, faxineiras, balconistas que me servem com gentileza e de quem, vez ou outra, recebo sorrisos que iluminam meu dia.

10 de janeiro de 2013

Inveja


Torci tanto pela Patrícia Amorim e infelizmente ela perdeu a reeleição para presidência do Flamengo. Com ela na presidência o clube que esteve a beira do buraco, certamente daria um passo adiante.

Um misto de incompetência, descaso como o futebol e uma boa dose de falta de sorte marcaram sua administração. Senão vejamos: tentou com Ronaldinho Gaúcho e ele enfiou os pés pelas mãos, tentou com Adriano e ele enfiou as coisas goela abaixo, o goleiro (bom) Bruno envolveu-se em assassinato. Enfim, nada deu certo. Pelo menos no que respeita ao futebol que é o carro-chefe do clube.

A nova administração, composta por executivos vitoriosos em seus respectivos ramos de atividade, provavelmente colocará o clube nos trilhos e dará ao departamento de futebol a atenção devida. Com planejamento e organização, não há como um clube com a marca Flamengo, que congrega 35 milhões de torcedores não dar certo. Certo?

Devem estar espantados os mais antigos seguidores do blog, eis que era vedada, até bem pouco tempo, a simples menção ao nome do clube rubro-negro. E agora apareço tecendo loas à grandiosidade e importância do clube.

Não, não estou com febre e nem comi feijoada ontem à noite que não digeri direito. Podem chamar de inveja, pois gostaria que ocorresse um fenômeno idêntico no Vasco.

Quero o Roberto, um banana, simplesmente (não confundir com banana de dinamite), tenha um pouco de bom senso, autocrítica e renuncie. Ou que alguns conselheiros de colhão roxo e saco cheio deste palerma que está na presidência promovam seu impedimento.

O Vasco tem iguais condições de ser um grande clube, por sua história, suas glórias e sua imensa torcida. Falta gestão profissional.

9 de janeiro de 2013

Para aceitar o outro


Por Jorge Carrano

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Quando conquistadores ingleses chegaram à Austrália, viram um estranho animal, que pulava em duas patas e carregava seus filhotes numa bolsa na barriga. Perguntaram a um aborígene como se chamava. Resposta: Kan Ghu Ru, que virou “kangaroo”, em inglês, quando os indígenas queriam dizer “não te entendo”.

Se fosse hoje, talvez os conquistadores digitassem “kanghuru” no Google e o capitão usasse o Twitter para pedir resgate, depois de colocar o vídeo do naufrágio no YouTube. Apesar de todos os recursos de comunicação à nossa disposição,temos grande dificuldade de nos entendermos.

Essa falta de entendimento vai desde a sensação de estranhamento numa cidade como Nova York, passa pela dificuldade de fazer a leitura correta no ambiente corporativo, até chegar às guerras de fato, onde a falta de entendimento acaba em armas. Estamos todos “on-line”, mas nos tornando surdos digitais.

Nos relacionamos – seja na vida real ou nas redes sociais – com aqueles que têm as mesmas opiniões, hábitos e gostos. Atravessamos o mundo e acabamos comendo no mesmo fast food, sem curiosidade gastronômica.

As tecnologias hoje nos permitem sair para uma viagem já com muitas providências tomadas, fazer passeios virtuais antes de embarcar, conversar com visitantes que foram antes de nós ou com as pessoas que lá moram. Saber o que se come e que roupa levar.

São informações úteis, mas de nada adiantam se estivermos dispostos a ouvir apenas o que já sabemos, nos tornando refratários ao que é diferente.
Experimente deixar o celular em casa na próxima viagem, esqueça o e-mail e dedique-se a conhecer pessoas e lugares. Seja um estrangeiro assumido. Manter a curiosidade e a capacidade de nos surpreendermos é uma parte interessante de nossa jornada.

Mesmo que a gente se confunda com os lugares, ou batize bichos com nomes estranhos.



Nota do Editor: Artigo publicado no jornal O Vale em 18 de dezembro de 2012.

8 de janeiro de 2013

TESTE

Alô! Alô!
1   2   3   alô alô
Testando, testando.





N. do A: parece teste de som em microfone, mas é de acesso ao blog. Há alguém aí?  Anybody here?