6 de abril de 2026

How embarrassing!!!

Ultimamente nem tanto, mas costumava caminhar no calçadão  de Icaraí, com meu filho caçula, ao tempo em que íamos conversando sobre temas os mais variados.

Na fala de hoje, na coletiva concedida, que despertava grande interesse porque se cogitava e torcia que Trump pudesse sinalizar o fim da guerra contra o Irã, ou quem sabe considerasse viável a proposta de paz apresentada pelo Paquistão, ficamos frustrados.

Ele ficou mais de três quartos do tempo falando da operação resgate do piloto de avião abatido pelo Irã. E ao contrário do previsto - a aguardado -  manteve prazo e ameaça ao Irã caso não seja liberado o Estreito de Ormuz.

Sem tirar o mérito da operação bem-sucedida, difícil, perigosa que era, Trump transformou  o feito numa epopeia, grandiloquente, inigualável, de bravura, competência e planejamento.

Uma breve menção, com as congratulações e agradecimentos da família, do governo e da sociedade norte-americana teriam sido suficientes. 

Mas voltemos ao início para destacar a relação da entrevista do Trump, hoje, com minhas conversas com o Ricardo.

Numa das supracitadas caminhadas, contei para ele - meu filho - minha admiração com um advogado com o qual trabalhara no Jurídico de determinada empresa (mantenho o anonimato, sem citações).

Relatava que o tal advogado ao prestar concurso público (difícil), para a Procuradoria do Estado, fora reprovado por décimos.

Inconformado, com base no Direito (comparado, intertemporal, consuetudinário), na doutrina, em normas regulamentadoras, inclusive internacionais, recorreu da decisão com a tese das teorias de aproximação matemática, do arredondamento. E logrou aprovação, e atua até hoje, com brilho, como procurador da fazenda estadual.

No final da narrativa meu filho ponderou que se ele tivesse todo o brilho intelectual e cultural que atribui ao amigo, ele não teria ficado por décimos de atingir a nota mínima exigida. 

Noutra caminhada e outro assunto, mencionei orgulhoso  que o Brasil era o maior reciclador de latas de alumínio.

Ele obtemperou que tal fato camufla em seu bojo a vergonha de sermos o pais mais descuidado, mais relaxado, mais sem princípios no descarte de latinhas. É um ângulo se a maior parte das latinhas é coletada nas vias públicas, praças, jardins e areias das praias.

Num outro momento comentamos que segundo a filosofia oriental, a segunda colocação numa competição é desonrosa. Se foi segundo evidencia que poderia ter vencido, ao contrário do último, por exemplo, que certamente não teria chance.

Finalmente chego à fala de Trump que transformou o resgate num feito heroico sem precedentes no mundo.

Sabem o que está camuflado na narrativa? Que tal ocorreu (e foi necessário) porque um avião da força aérea americana foi abatido pelo Irã, cuja capacidade de combate estava destruída segundo ele mesmo.

What a shame!!!

5 comentários:

Jorge Carrano disse...

Precisa ficar claro, sedimentado, cristalizado, que os americanos deram início à guerra. E cometendo "crime de guerra" atingindo com um míssil uma escola de crianças, quando 115 morreram.

Jorge Carrano disse...

Que figura patética o diretor da CIA babando os avos do Trump, na mesma coletiva de hoje.

Jorge Carrano disse...

Aviso aos engraçadinhos, inoportunos, inconvenientes que pretendem fazer comentários desairosos, ofensivos , etc...
Eu tenho estreito de Ormuz sob controle. Só eu posso liberar os comentários.

Jorge Carrano disse...

Não sou contra os USA ou contra os americanos, sou radicalmente contra o Donald Trump. Sua soberba, sua ambição desmedida, sua busca por louros, por ser o patife que ele é, em suma.
Torço para que os iranianos, e somente eles, livrem-se da teocracia sufocante, arbitrária, brutal, seja apeada do poder e sua ação fique limitada à porção religiosa, se o caso.

Jorge Carrano disse...

Xenófobo, supremacista branco, negacionista, imperialista. Tudo isto cabe na biografia do Trump.