5 de abril de 2026

Amigos que me aguardam, seja lá onde possível na imensidão chamada Universo

"Viver é acumular perdas",  já definiu Paulo Alberto Monteiro de Barros (Artur da Távola).

Registro aqui, com atraso (mas por razões justificadoras para mim), as passagens de dois diletos amigos.

Tão amigos, parceiros, leais, generosos, com os quais convivi em diferentes momentos de minha vida, que avento, no título, a possibilidade de reencontro na eternidade, no infinito, onde seja viável, aceitável, razoável, crível, admissível, lógico, coerente, provável, acreditável, possível, porque mais do que fé ou verossimilhança, é meu forte desejo.

Ambos já foram citados aqui no blog.

Tomei conhecimento, num dos casos, por e-mail da esposa; no outro por nota de falecimento encontrável no website da AMAERJ.


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Doraly Representações

6 de mar. de 2026, 18:02

para Jorge,

Prezado amigo de Doraly ! 

Seu amigo partiu em 03/10 /25.

Ele me contava como era amizade de vocês e como foi feliz nessa época com você e os outros amigos!

Ficava feliz em receber seus e-mails .

Cuidei com muito amor durante 2 anos, ficou comigo em casa e recebeu todo o carinho que ele merecia e que eu recebi dele e pude devolver com meu amor . Faríamos 49 anos de casados e ainda estou tentando superar sua ausência!

Achei que devia te avisar pois a amizade de vocês foi muito bonita!

Deus te abençoe com saúde e paz! 

Forte abraço e minha gratidão! 

Geralda Canto 

Enviado via UOL Mail

Doraly

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Notícias | 23 de março de 2026 18:30

AMAERJ lamenta o falecimento do juiz Carlos Augusto Lopes Filho.

A AMAERJ informa, com pesar, o falecimento do juiz Carlos Augusto Lopes Filho, aos 84 anos. O magistrado era aposentado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Carlos Augusto Lopes Filho foi promotor de Justiça no antigo Estado do Rio, nas Comarcas de Casimiro de Abreu, Silva Jardim e Niterói.

Ingressou na Magistratura em 25 de setembro de 1973, no antigo Estado da Guanabara. Presidiu o 1º Tribunal do Júri de dezembro de 1982 a junho de 1990.

Carlos Augusto Lopes Filho faleceu nesta segunda-feira (23). A AMAERJ expressa condolências aos familiares e amigos do juiz e manifesta reconhecimento pela dedicação à Magistratura e ao Judiciário do Estado.

Para mim, como sempre foi : Carlinhos


https://amaerj.org.br/noticias/amaerj-lamenta-o-falecimento-do-juiz-carlos-augusto-lopes-filho/

11 comentários:

Jorge Carrano disse...

Carlinhos era blogueiro. Extrai o trecho abaixo de um de seus posts:
segunda-feira, setembro 03, 2018
MEMÓRIA NACIONAL...
https://calfilho.blogspot.com/2018/09/memoria-nacional.html

"Ontem, recebi um prazeroso telefonema do meu ex-colega Jorge Carrano, do Liceu Nilo Peçanha de Niterói, onde estudamos alguns anos de nossas vidas. Batemos um agradável papo e ele me cobrou porque eu não escrevia mais nada aqui no meu despretensioso blog. Respondi-lhe que não estava tendo inspiração para ser alegre ou espirituoso, que considero requisitos indispensáveis para quem se dispõe a colocar no papel alguma coisa. A situação do nosso Brasil atualmente, perdido na política e com os políticos, justamente quando se aproximam as eleições que irão escolher os futuros governantes nos próximos quatro anos, não me anima a comentar ou emitir opinião sobre o que está por vir pela frente. Reclamei com ele do radicalismo que domina os pronunciamentos daqueles que pretendem ser presidentes da república ou governadores de Estado: preferem atacar raivosamente uns aos outros, chegando mesmo às ofensas pessoais e, as poucas propostas que apresentam são de uma utopia extraordinária. Pretendem fazer tudo sem ter verba para nada ou pouco realizar, esquecendo-se que temos milhões de desempregados em nossas cidades, muita gente dormindo nas ruas, educação de pior nível e saúde à beira da falência. Isso sem falar na insegurança que assombra nossa população, quando temos receio de ir à rua, com medo dos assaltantes armados que nelas circulam com a maior desenvoltura.
Realmente, com esse estado de coisas em que vivemos atualmente, difícil é ser otimista para escrever algumas palavras num blog, que é veículo muito mais do cotidiano do que da história.
Nesse breve telefonema de manhã de domingo, relembramos muita coisa boa por que passamos, nossos tempos de Liceu, nossa vida como adultos, como a mão do destino interferiu em nossas vidas, fazendo-nos seguir caminhos que talvez não pensássemos em trilhar em nossa trajetória de vida.
Desligamos o telefone com a promessa de marcar um almoço de fim de ano, onde pretendemos reunir um pequeno grupo de amigos, a maior parte remanescentes da nossa época de alunos do Liceu de Niterói."

Nota: alguns dias depois realizamos o almoço, com um grupo de ex-liceistas.

Jorge Carrano disse...

De Doraly, reproduzo e-mail recebido em abril de 2016:
"Bom dia!
Mais uma vez planejei (sonhei!) fazer uma coisa e aconteceu(!) outra, não lembro sobre o Lit's cooks, provavelmente era emprego em um dos navios que faziam rotas turísticas entre USA e Bahamas que foi uma das tentativas em viajar e conhecer lugares paradisíacos, e ainda ganhando dinheiro (não acreditava ser possível como turista).Meu 1º trabalho foi fazendo faxina noturna em supermercado, e urbanização (fazendo muros, calçadas, replantando arvores, cortando gramas, etc...), como a alimentação era muito cara e pelo volume de trabalho tinha de comer muito e bem, migrei para trabalhar em restaurante lavador de panelas e ajudante de garçom o dinheiro era razoável, mas, a comida era farta, ai cheguei à profissional, tanto na área de Preps (preparador dos alimentos para os cozinheiros), como saladeiro e como cozinheiro propriamente dito na área de frituras e padaria.
Quando da 1ª viagem fui de trem da cidade do México até (Ciudad Juárez) divisa USA (El Paso-Texas) dai de trem novamente até Los Angeles-Califórnia aí por 8 meses (fiz turismo trabalhava durante a semana e curtia aos finais (Disneyland, Beverly Hills, Santa Monica, Pasadena, Bush Garden, San Bernardino, Las Vegas e Hawai). em outro momento (foram 3 anos) após retorno ao Brasil já com a Geralda, morando no ES, pelas contigências, do plano Cruzado (Funaro, trabalhava vendendo e a empresa não entregava por conseguinte não recebia, após 3 meses acabou a reserva), preparei as malas e fui novamente para os USA, agora para Massachussets (Boston, Framingham, Marlboro, Hudson, Worcester, Clinton), New Hampshire (Nashua), New York, (Long Island, Blooklyn).
Carrano, você sabe que nas minhas reflexões, lembro claramente quando seu pai mandou me chamar para ir a sua casa e nos sentou juntos, e nos chamou a responsabilidade, porque você tinha tirado uma nota ruim, não lembro a matéria, e disse que se queríamos sair juntos deveríamos também estudar juntos e tirar boas notas!!!!
Minha mãe era analfabeta e meu pai semi e era envolvido com o trabalho e com objetivo de acumular dinheiro, escola não era importante, já sabia as 4 operações e escrever o suficiente para se fazer entender e a partir daí tinha de objetivar montar um comércio (preferência boteco-Cachaça e café davam lucro de mais de 100% ).
Meu objetivo com relação à Marinha (não precisar pagar escola, ficar longe da família e viajar conhecer lugares), Lembro também de nossas viagens, e acima de tudo lembro de sua mãe dona Edith, que me tratava com tanto carinho era o meu sonho de mãe.O tempo que estivemos juntos foi muito importante (a esta altura podemos dizer que foram poucos), mas, muito importante, porque convivi com alguém de personalidade forte, porque convivi com uma família no cerne da palavra, que foi muito importante quando tive de sobreviver.
"A graça do Senhor Jesus Cristo seja com seu espirito" Fl.4.23
Doraly "

RIVA disse...

Ler esse post e as mensagens nos comentários me traz muita tristeza, e ao mesmo tempo também muita alegria, pela exposição de tudo que realizaram juntos ou separados.

A finitude ........ muito duro, para mim, lidar com isso.

Jorge Carrano disse...


Além dos citados no post, nos últimos anos tenho perdido muitos amigos, muito próximos, muito queridos. Sobre todos já escrevi no blog: Mario Castelar da Silva, João Jorge Elias Bazhuni e Florihermes Souza dos Santos.
Todos AMIGOS na acepção da palavra.

Jorge Carrano disse...

Tive um privilégio pontual, em razão de uma circunstância: o pai do Carlinhos comprou um automóvel e não tinham carteira de motorista. Como eu dirigia e tinha habilitação, Carlinhos me perguntou se eu iria a casa dele (moravam em São Francisco) para sairmos num passeio pelo bairro com o automóvel comprado.
E foi assim que fui o primeiro a dirigir o carro da família.
E teve ainda um aniversário deste amigo, quando ele completava maioridade legal, quando assisti a um ritual simbólico nunca visto e que conservo da memória. O pai amarrou, com barbante, seu (his) polegar ao do Carlinhos e seccionou com uma tesoura na ora do "Parabéns a você."
Era a autonomia, com todas as liberdades e responsabilidades. O pai, que era médico, era uma figura singular.

Jorge Carrano disse...

Foi na casa do Doraly, na rua Visconde de Uruguai, onde então moravam, que aprendi a dançar, com a irmã dele e a manicure, para poder ir ao nosso baile de formatura.
Ele era muito bem acolhido na minha casa. Assim como eu era na casa dele.

Jorge Carrano disse...

Neste blog, sobre Doraly José do Canto:
https://jorgecarrano.blogspot.com/2016/04/retrovisor.html

https://jorgecarrano.blogspot.com/2016/04/amizades.html

Jorge Carrano disse...

Neste blog, sobre Mário Castelar:
https://jorgecarrano.blogspot.com/2020/03/tipos-inesqueciveis-mario-castelar.html

https://jorgecarrano.blogspot.com/2025/03/justas-homenagens-amigos-diletos-iii.html

RIVA disse...

Acho que já comentei há algum tempo essa alteração no meu dia a dia de uns tempos para cá .... encontro poucos amigos nas ruas ...onde estão escondidos ?
Ontem mesmo comentei isso com a MV.

Campo de São Bento sempre cruzei com inúmeros amigos ou conhecidos nos fds ....não ocorre mais.

Fui a 6 velórios nos últimos 12 meses .... toc toc toc !!! Sendo 4 aqui do meu prédio.

Será que é normal nessa idade ? Ou eu é que estou muito enclausurado ?

Jorge Carrano disse...

Riva, todos os mencionados foram AMIGOS, não meros colegas de trabalho, conhecidos ou vizinhos no condomínio.
Doraly foi contemporâneo do curso primário; Castelar e Hermes da mesma turma da faculdade de Direito; Carlinhos parceiro no LIceu; Bazhuni, Hermes e Castelar contemporâneos de atividades políticas estudantis; com Hermes e Castelar trabalhei em mesmas empresas (um recomendando o outro e o outro indicando o um); todos frequentavam minha casa e eu a deles.
A diferença de idade, entre nós, não ultrapassava de dois anos, portanto mesmíssima geração.
O gosto pela literatura foi sedimentado por causa dos livros que o Hermes me emprestava. Castelar, vascaíno como eu, topou irmos ao Morumbi, debaixo de temporal do quinto ato do Rigoleto (licença Nelson), para assistir Vasco x Corinthians (morávamos em São Paulo, para onde ele mudou antes de mim).
Bazhuini me fez comprar título do Líbano Fluminense e me elegeu diretor jurídico do clube da colônia libanesa em Niterói.
Todos éramos cúmplices, parceiros, conselheiros, uns dos outros, em cada momento de minha vida.
Este gênero (que engloba várias espécies) de amigo não mais existe, é formado na infância ou, quando muito na adolescência.
O convívio com o Doraly foi muito estreito até o primeiro. casamento dele. Depois ele partiu em aventuras pelos EEUU e quando regressou nos perdemos numa esquina da vida. O reencontro, virtual, aconteceu com ele tendo nova família constituída e morando em João Neiva, no Espirito Santo.
Todos tiveram muita relevância em minha vida, por isso a perda definitiva machuca tanto.
Se eu fosse contar as aventuras, peripécias, sufocos que passamos juntos (com cada qual num momento e circunstância), daria um coleção com 5 volumes alentados.
Para encerrar conto que quando o Castelar faleceu, uma empresária de São Paulo, com quem ele tivera uma relação amorosa (depois do divórcio) me telefonou preocupada: "Carrano estou ligando porque vocês eram tão amigos que fique preocupada com você."
E me apresentou sentimentos pela perda.
Ufa!!!

RIVA disse...

O mundo digital e virtual destruiu esses elos que construimos na infância e na adolescência.
Invejo um grupo que vejo aqui na esquina que estão juntos todos os dias, faça chuva ou faça sol ...devem estar na faixa entre 70 e 80. Mas é raro.

Como você disse, nos perdemos pelas esquinas da vida.

Também tenho umas pessoas que fazem parte da minha existência, mas não estão por aqui, nos encontramos virtualmente, e aqueles encontros presenciais são sempre adiados por motivos diversos. E aí nos arrependemos quando um parte......

E partem mesmo !

Façamos um exercício : no último ano, quantas vezes você esteve na casa de um amigo ? E quantas vezes recebeu na sua casa ? E quantas vezes se reuniu em algum barzinho ou restaurante ? E quantas vezes viajaram juntos ?

E quantas vezes se falaram pelo WhatsApp ????