25 de março de 2026

Farah Diba, imperatriz bonita, elegante e envolvida em causas culturais

Ela é dois anos mais velha do que eu. Portanto está com 87 anos de idade. Foi imperatriz consorte do Irã de 1959 até 1979, pois era casada com o último  Xá do Irã, Mohammad  Reza Pahlavi.

Eu estava saindo da adolescência e entrando na fase adulta quando ela frequentava as manchetes das mídias então existentes. 

Muitas eram as histórias e muitas eram as lendas que envolviam o  casal imperial.

Dizia-se dele que na data de seu aniversário sentava-se num dos prato de enorme balança, e a população depositava joias, metais  e pedras preciosas no outro prato até que a balança equilibrasse.

E dela, como não poderia deixar de ser, enaltecia-se a beleza, a elegância e o porte de nobreza. Eu sonhava ver sua imagem, nos telejornais dos cinemas, nas revistas, para constatar a procedência das loas (laus em latim) sobre sua beleza.

Ela nasceu em uma família próspera cujas fortunas diminuíram após a morte prematura de seu pai.

Enquanto estudava arquitetura em Paris, França, ela foi apresentada ao Xá na embaixada iraniana, e eles se casaram em dezembro de 1959.

Os dois primeiros casamentos do Xá não produziram um filho — necessário para a sucessão real — resultando em grande alegria com o nascimento do príncipe herdeiro Reza em outubro do ano seguinte.

Farah Diba, já então Farah Pahlavi, estava então livre para perseguir outros interesses além dos deveres domésticos, embora não tivesse permissão para um papel político.

Trabalhou para muitas instituições de caridade e fundou a primeira universidade de estilo americano do Irã, permitindo que mais mulheres se tornassem estudantes no país. Ela também facilitou a compra de antiguidades iranianas (persas) de museus no exterior.

Em 1978, a crescente agitação anti-imperialista alimentada pelo comunismo, socialismo e islamismo em todo o Irã mostrava sinais claros de uma revolução iminente, levando Farah e o Xá a deixar o país em janeiro de 1979 sob a ameaça de uma sentença de morte.

Por esse motivo, a maioria dos países relutou em abrigá-los, com o Egito de Anwar Al Sadat sendo uma exceção. Enfrentando a execução caso retornasse, e com problemas de saúde, o Xá morreu no exílio em julho de 1980. Na viuvez, Farha Diba continuou seu trabalho de caridade, dividindo seu tempo entre Washington, nos Estados Unidos e Paris na França.

A imperatriz participou de questões culturais e de bem-estar social que interessavam ao xá e criou seu próprio círculo de patrocínio e influência.

Ela foi patrocinadora do Festival Internacional de Shiraz. Farah, em geral, não estava envolvida na corrupção e nas ações repressivas da corte imperial, mas sua família tinha ampla representação em instituições culturais. 

Ele apoiou fortemente a política de modernização do xá, chamada de "Revolução Branca": expropriação de grandes propriedades, sufrágio feminino, ocidentalização e assim por diante.

Embora essas reformas acabassem não atingindo mais que uma pequena parcela da população, a política econômica ligada ao petróleo favoreceu o enriquecimento excessivo da classe ligada ao poder e o empobrecimento de amplas camadas da população."

Se os dados acima, obtidos via Google e IA, estiverem corretos, merece todos os encômios, não só pela beleza física, senão também pela interior a julgar pelas causas que abraçou.

Espero que seus últimos anos, em exilio na França e USA, estejam sendo vividos com saúde, sucessos e alegrias.

E encerro com louvores à professora Molca, de história, em meus tempos de ginasiano, que nos ensinava sobre a importância de Xerxes e o Império Persa, cujos resíduos históricos guardo na memória.

Duvido que Trump tenha ideia sobre a história dos persas, origem dos iranianos. 

4 comentários:

Jorge Carrano disse...

Parafraseando Geraldo Vandré, o post tem o sentido de "Para Não Dizer que Não Falei das Flores".

Jorge Carrano disse...

Imediatamente após a Revolução Islâmica de 1979, sob a liderança do Aiatolá Ruhollah Khomeini, o novo regime teocrático rompeu as relações cordiais com Israel, mantidas pelo Xá.
E em face a ameaça de morte, levou o casal imperial ao exílio.

RIVA disse...

A pergunta que faço é (e não tenho a resposta) :

O povo iraniano prefere o Irã da época do Xá ou o atual dos Aiatolás ?

Jorge Carrano disse...

Também não tenho esta resposta, caro Riva.
Talvez minha analogia seja espúria, mas me faço esta pergunta em relação a Cuba. Os cubanos eram mais felizes ao tempo de Fulgêncio Batista ou agora, depois da revolução comandada por Castro.
O que se dizia, antes da revolução, era que Cuba "vivia sob uma casca de faceirice que escondia um país marcado por desigualdades sociais". Por trás dessa situação, dois fatores determinantes: a subserviência total aos interesses dos Estados Unidos e a influência perversa de um militar que virou o homem
forte de Cuba: Fulgêncio Batista.
Acho que a Revolução de Fidel foi um erro ao fim e ao cabo. Execro “Che” Guevara, tão reverenciado pelos intelectualóides.
Não vou falar da Rússia dos Czares, até Nicolau II, e a atual, pós 1917. Seria ir muito longe.
No Irã o regime foi deposto e substituído por uma teocracia liderada por Aiatolás.
De minha parte acho que religião não deve se misturar, se envolver em política.
Cada qual deveria ficar em seu quadrado: sagrado e secular.
Não sou – e nem precisava alertar – autoridade neste assunto. Portanto, sorry for my mistakes. Simple opinions.