6 de janeiro de 2021

Atendendo pedido do Riva


Riva é um amigo, ex-cliente, que eventualmente colabora com o blogueiro, publicando neste espaço postagens de sua lavra.

E participa ativamente em comentários.

Engenheiro, tricolor e bolsonarista, não se conforma com a posição adotada pelos ministros do STF em alguns casos. 

Vejam algumas cobranças dele: 

Os clientes do PdB (Pub da Berê) poderiam comentar o que acharam do Alcolumbre arquivar os pedidos de impeachment dos ilustres do STF ?

- Mas e os do STF ? Nada a comentar, como sempre ?




Atendendo sua cobrança, publico o vídeo acima que possivelmente dará a ele mais munição para seus questionamentos sobre a mais alta corte de Justiça e de seus ministros.

Veja este comentário, de quem tem condição profissional e intelectual de criticar:






ENTREVISTA

 

Mencionei noutro dia a entrevista imaginária que o Nelson Rodrigues bolou para sacanear Helder Câmara, que foi bispo auxiliar no Rio de Janeiro e mais tarde arcebispo de Olinda e Recife.

Por causa de sua atuação política sobretudo de critica aos governos militares, Helder Câmara foi rotulado de comunista.

Abro aqui um parêntesis para reparar um esquecimento: Golbery do Couto e Silva. Citei Odylio Denis e Henrique Lott como bons e velhos generais e não mencionei talvez o que tenha sido o mais cerebral deles.

Lembrei agora porque no dizer de Golbery no Brasil não tinha comunista, mas algumas pessoas estavam comunistas. Foi em entrevista nas páginas amarela da Veja.

Algum tempo depois desta entrevista o Eduardo Portella, então ministro da educação, parafraseou Golbery, dizendo que não era ministro, estava ministro... e foi reverenciado pelo plágio.

Volto a Nelson e sua entrevista imaginária com Helder Câmara que era expoente da "nova igreja".

Eis a crônica, a concepção da entrevista e a própria conversa imaginária: 

“(...) Até que, um dia, na crônica, ocorreu-me a idéia das ‘entrevistas imaginárias’. Aí estava a única maneira de arrancar do entrevistado as verdades que ele não diria ao padre, ao psicanalista, nem ao médium, depois de morto. 

“Fascinou-me a ‘entrevista imaginária’. Precisava, porém, arranjar-lhe uma paisagem. Não podia ser um gabinete, nem uma sala. Lembrei-me, então, do terreno baldio. Eu e o entrevistado e, no máximo, uma cabra vadia. Além do valor plástico da figura, a cabra não trai. Realmente, nunca se viu uma cabra sair por aí fazendo inconfidências. Restava o problema do horário. Podia ser meia-noite, hora convencional, mas altamente sugestiva. Nada do que se diz, ou faz, à meia-noite, é intranscendente. Boa hora para matar, para morrer ou, simplesmente, para dizer as verdades atrozes. 

“(...) E súbito um nome ilumina minhas trevas interiores: -- ‘D. Hélder!’. De todos os vivos e mortos do Brasil, era ele o mais urgente, o mais premente. E, de mais a mais, uma batina é sempre paisagística. 

“Ontem, finalmente, houve, no terreno baldio, a ‘entrevista imaginária’. À meia-noite, em ponto, chegava d. Hélder. Lá estava também a cabra, comendo capim, ou, melhor dizendo, comendo a paisagem. À luz do archote, começamos a conversar. Primeira pergunta: -- ‘O senhor fuma, d. Hélder?’. Resposta: -- ‘A entrevista é imaginária?’ Acho graça: -- ‘Ou o senhor duvida?’. E d. Hélder: -- ‘Se é imaginária, fumo. Qual é o teu?’. Digo: -- ‘Caporal Amarelinho’. Cuspiu por cima do ombro: ‘Deus me livre. Mata-rato!’. 

“Faço a pergunta: -- ‘Que notícias o senhor me dá da vida eterna?’. Riu: -- ‘Rapaz! Não sou leitor do Tico-Tico nem do Gibi. Está-me achando com cara de vida eterna?’. No meu espanto, indago: -- ‘E o senhor acredita em Deus? Pelo menos em Deus?’. O arcebispo abre os braços, num escândalo profundo: -- ‘Nem o Alceu acredita em Deus. Traz o Alceu para o terreno baldio e pergunta’. 

“Ele continuava: -- ‘O Alceu acha graça na vida eterna. A vida eterna nunca encheu a barriga de ninguém’. D. Hélder falava e eu ia taquigrafando tudo. Aquele que estava diante de mim nada tinha a ver com o suave, o melífluo, o pastoral d. Hélder da vida real. E disse mais: -- ‘Vocês falam de santos, de anjos, de profetas, e outros bichos. Mas vem cá. E a fome do Nordeste: Vamos ao concreto. E a fome do Nordeste?’. 

“Não me ocorreu nenhum outro comentário senão este: -- ‘A fome do Nordeste é a fome do Nordeste’. D. Hélder estende a mão: -- ‘Dá um dos teus mata-ratos’. Acendi-lhe o cigarro. ‘Diz cá uma coisa, meu bom Nelson. Você já viu um santo, uma santa? Por exemplo: -- Joana D’arc. Já viu a nossa querida Joana D’arc baixar no Nordeste e dar uma bolacha a uma criança? As crianças lá morrem como ratas. E o que é que esse tal de são Francisco de Assis fez pelo Nordeste? Conversa, conversa!’

“Lanço outra isca: -- ‘É verdade que o senhor vai para o Amazonas?’. Riu: -- ‘Onde fica esse troço? Ó rapaz! Ainda nunca desconfiaste que a fome do Nordeste é o meu ganha-pão? E o Amazonas é terra de jacaré. Tenho cara de jacaré?’. Concordo em que ele não tem nenhuma semelhança física com um jacaré. Indago: -- ‘E o comunismo?’. 

“D. Hélder conta: -- ‘Quando estive nos Estados Unidos, bolei um cartaz assim: O arcebispo vermelho! Era eu o arcebispo vermelho, eu!’. Insinuei a dúvida: -- ‘Mas esse negócio de comunismo é meio perigoso’. Nova risada: -- ‘Perigosa é a direita. A direita é que não dá mais nada. O arcebispo vermelho fez um sucesso tremendo nos Estados Unidos.’. 

“ Pede outro cigarro. Fez novas confidências: -- ‘Sou homem da minha época. Na Idade Média, eu era da vida eterna, do Sobrenatural. Fui um santo. É o que lhe digo: -- cada época tem seus padrões. Benjamim Costallat, no seu tempo, era o Proust. O charleston já foi a grande moda. Pelo amor de Deus, não me falem da vida eterna, que é mais antiga, mais obsoleta do que o primeiro espartilho de Sarah Bernhardt. Hoje, a moda não é mais Benjamim Costllat, nem o charleston. Entende? É Guevara. O santo é Guevara. E acompanho a moda’. 

“Desfechei-lhe a pergunta final: -- ‘E a Presidência da República?’. D. Hélder respira fundo: -- ‘Depende. A fome do Nordeste é o barril de pólvora balcânico. Fome, mortalidade infantil, muita miséria e cada vez maior. Chegarei lá’. Era o fim da ‘entrevista imaginária’. Despedi-me assim: -- ‘Até logo, presidente’. Respondeu: -- ‘Obrigado, irmão’. E antes de partir fez a última declaração: -- ‘Olha, as donas de casas têm uma simpatia para curar dor de barriguinha em criança. Acredito mais na simpatia do que na ressurreição de Lázaro’. Disse isso e sumiu na treva.”


Nota: O Alceu citado na crônica era o pensador católico Alceu Amoroso  Lima, mais conhecido pelo pseudônimo de Tristão de Athayde.

5 de janeiro de 2021

Contando vantagem

 

Nelson Rodrigues é um dos personagens mais citados neste blog. 

O  festejado dramaturgo tinha uma pinimba com Helder Câmara, então cardeal arcebispo de Olinda e Recife, pela oposição deste último aos governos militares. 

Helder Câmara era o "padre de passeata", o "cardeal vermelho", o interlocutor com o sobrenatural. 

Em suas crônicas deliciosas, fossem sobre o cotidiano das pessoas, retratando a vida como ela era, na sua visão, fossem sobre o futebol, fossem as de cunho político, seu estilo irreverente, irônico, mordaz sempre estava presente.

Frasista emérito, cunhou sentenças que são referidas ad nauseam até por  quem jamais leu ou assistiu a encenação de uma de suas peças, como políticos, magistrados, sociólogos e até mesmo outros cronistas menos cotados. Veja exemplos ilustrativos.

A intenção aqui era aludir a uma das suas crônicas em especial na qual se permitiu  realizar entrevista imaginária (claro provocativa). Fácil avinhar quem seria o entrevistado.  Quem senão o cardeal que ele rotulava de comunista. 

Entretanto, no correr da pena (como se dizia em tempos idos), melhor dizendo no urso da digitação do texto, lembrei-me de um episódio (real e comprovável), quando incorporei o espírito do Nelson, não na verve mas no estilo, num processo judicial, e logrei êxito ao fim e ao cabo.

O objeto da ação era reparação material por não conformidades observadas em construção de edifício residencial, em outras palavras obra entregue em desacordo - parcial - com projeto e plantas.

O que se exigia da construtora era reparar o que não foi bem executado ou indenizar pelo valor correspondente ao custo do conserto.

Distribuída a ação, devidamente citada a construtora, por seus advogados, sustentou que as minhas alegações eram improcedentes, não correspondiam a verdade e que meu objetivo era denegrir a imagem dela, empresa.

Achei graça intimamente e tive a ideia que os deixou ainda mais fulos da vida com o processo. Peguei a afirmativa de que meu (nosso, pois agia em nome do cliente), objetivo era denegrir o nome da construtora e redigi a réplica inspirado no estilo do Nelson.

Veja, Excelência, como as coisas transcorreram no Condomínio/Autor: um grupo de condôminos que compraram na planta um apartamento num edifício que teria tais e quais características e padrão de qualidade, receberam as chaves de suas unidades habitacionais com pequenos problemas e o prédio com várias não conformidades.

Então resolveram se reunir numa noite, em assembleia geral, depois de um cansativo dia de trabalho e atividades diárias com filhos e administração doméstica, algumas das mulheres presentes abdicando da novela das oito da noite e, em face do descontentamento e decepção com as condições da edificação, deliberaram por unanimidade: vamos denegrir a imagem da construtora. 

Aprovaram a contratação de um advogado, e o pagamento das custas judiciais correspondentes, pelo simples desejo de denegrir a imagem da firma construtora.

Surreal.

Será que foi assim que aconteceu? Pouco importavam os defeitos da obra, os contratempos e riscos com as pastilhas cerâmicas da fachada caindo, o custo da reparação de todas as demais imperfeições, como infiltração de água na garagem, desde que fosse possível denegrir a imagem da construtora? E arrematei: Nem o Nelson Rodrigues seria capaz de conceber esta situação, esta hipótese.

Bem deixarei para outro dia a publicação e comentários sobre a imaginária entrevista feita pelo Nelson com o cardeal arcebispo. E sabem por que me lembrei desta crônica da entrevista imaginária? Fácil adivinhar, vou fazer com o Bozo.

3 de janeiro de 2021

VASCO campeão da Copa do Brasil

 

Finalmente um título nacional. E ademais sinaliza um futuro radioso, porque foi na categoria sub 20.

https://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-brasil-sub-20/jogo/03-01-2021/vasco-bahia.ghtml



Se não venderem por um valor qualquer pata fazer caixa, pode ser que tenhamos bons jogadores capazes de nos levar, de novo, a grandes conquistas.





Constatação promissora

 

Pretendia, já há alguns dias, escrever algo sobre recuperação econômica. Isto porque observei que algumas lojas, que estavam fechadas no centro da cidade,  pouco a pouco estão reabrindo, com novos negócios.

Também no Ingá, nas imediações do prédio onde moro. Espaços que estavam desocupados, e outros novos com objetivo comercial estão surgindo.

Não escrevi por causa da política, que dominou o espaço do blog nos últimos dias.

Entretanto em ligação telefônica de hoje, conversando sobre amenidades com minha irmã, que reside em Teresópolis,  soube da recuperação da economia também naquela cidade serrana.

Na tradicional feira da cidade, muito frequentada por moradores e turistas, nos finais de semana, a praça da alimentação anda fervilhando, a despeito da chuva. 

Outras lojas estão abrindo na cidade e o comércio mais tradicional anda abrindo filiais, como a rede Bob's.

Vou lhes dar exemplos de itens que andaram em falta no mercado, aqui em Niterói, como alguns materiais de construção e reforma. Para conserto em meu WC da suíte, o encanador teve dificuldade de encontrar peças hidráulicas. Não porque estejam fora de linha, mas porque as vendas aqueceram mesmo.

Nunca pensei que não encontraria carrinho de feira para comprar, mas no início de dezembro percorri três quadras da Gavião Peixoto, onde estão localizadas a Casa &Vídeo e a Giro, por exemplo, além de outras lojas de ferragens, e não havia um único a venda.

Informação dos vendedores: esgotou.

Agora na semana passadas as mesmas lojas já expõem, até nas calçadas, os ditos carrinhos, de vários modelos. 

Somente na Nipon do centro da cidade encontrei o perfume "Gabriela Sabatini". E ainda assim,  o último que sobrou, tamanho pequeno, e que estava na vitrine.

Vejam que são itens diversificados, essenciais alguns, necessários outros, mas outros apenas voluptuários.

A lamentar a disparada dos preços, mas também isso revela um mercado pujante, em expansão. 

2 de janeiro de 2021

FERIADOS 2021

 

Lista de feriados nacionais em 2021

1º de janeiro (sexta): Confraternização Universal

2, 3 e 4 de abril (sexta a domingo): Paixão de Cristo é dia 2

21 de abril (terça-feira): Tiradentes

1º de maio (sábado): Dia Mundial do Trabalho

7 de setembro (terça-feira): Independência do Brasil

12 de outubro (terça-feira): Nossa Senhora Aparecida

2 de novembro (terça-feira): Finados

13, 14 e 15 de novembro (sábado, domingo e segunda): Proclamação da República é dia 15

25, 26 e 27 de dezembro (quinta a sábado): Natal é dia 25

1 de janeiro de 2021

Negacionista, irresponsável, demente




Em discurso demagógico, num estilo próprio da esquerda tupiniquim, que ele combate - mas copia - o Bozo se diz preocupado com a saúde da população, por isso é cauteloso quanto a aplicação das vacinas.

Entretanto não teve o mesmo cuidado, nem preocupação quando recomendou o uso de cloroquina mesmo sem comprovação científica da sua eficácia.

Antes pelo contrário o que a ciência tinha de comprovado eram os efeitos adversos do uso da cloroquina.

Isso é incoerência? Não é não. É crime. Sim, é crime porque ele coloca a ambição política de se reeleger acima dos interesses da sociedade.

Mas fez pior esse irresponsável que lamentavelmente ajudei a se eleger. Recomendou o uso, fez propaganda e até importou a cloroquina.

Cadê a preocupação quanto à segurança e comprovação científica? Só vale para as vacinas, por razões humanitárias? Não! Por razões políticas.

Quando criticávamos o PT por não ter programa de governo mas sim de poder, estávamos distantes de imaginar que o Bozo faria a mesma coisa.

Ele só pensa na reeleição e tem no Dória seu alvo preferencial. É uma visão estreita, tacanha. Dória não será seu adversário mais temível.

Cadê as seringas e agulhas?

Não poderia iniciar o ano sem deixar consignada minha indignação por este ser desprezível. A cada uma de suas frases idiotas ou ações irresponsáveis, mais aumenta meu repúdio a sua candidatura.

Estou ansioso pelos cartazes fora Bozo! Vou comprar a cartolina.