14 de junho de 2026

SAFARDANA

A palavra do  título, da mesma gênesis, com o mesmo DNA, atavismo ou sinônimo de biltre, pulha, safado e canalha, eram vocábulos que compunham o léxico de meu pai.

Talvez porque em sua juventude agigantavam-se os poderes nas mãos dos maus, consoante catarse  de nosso Pelé do campo jurídico.



Que diria hoje de certos membros do  parlamento brasileiro, haja vista o desuso do vocabulário citado no parágrafo inicial. 

Como adjetivaria Trump e Netanyahu, por exemplo? Talvez a "parelha", ou a "junta" formada pelo yankee e pelo hebreu. 

Não certamente porque sejam equinos, mas por serem alinhados e aliados num nacionalismo exacerbado que tolda suas visões de sociedades humanas.

Nos dias que correm, aludindo a dois dos candidatos à presidência da República, formaria a dupla: Néscio & Torpe. Ou vice-versa.

Gostaria de ter herdado sua verve,  sua retórica, seu desprendimento, seu ... 

Melhor parar de enumerar seus dons ou aptidões para não chegar ao clube do coração: Flamengo.

Bem, ninguém é perfeito.


Nota: iria publicar no "Dia dos pais", mas falta muito tempo. E lembrei de minha mãe, que quando se falava no "Dia das mães", retrucava: mãe é todo.

Nenhum comentário: