28 de maio de 2026

Fadiga do material

Superei, em abril, o limite atual, cientificamente definido, de expectativa de vida do ser humano. A média gira entre 70-85 anos.

Condor-andino
Estou entrando na “idade do condor”, não o condor-andino, mas sim grafado separado, com preposição: com dor. Dor no joelho, dor nas costas, e assim por diante, quase diariamente.

Não tenho ambições de longevidade, se não for com autonomia física e cognitiva, e convívio de minha mulher e filhos. Sem me transformar num estorvo.

Amigos partiram, já não tenho todos os conquistados na infância, adolescência, alguns dos quais viraram irmãos, talvez mais leais e sinceros do que se biológicos fossem. Talvez.

Fiquei matutando como teria saído a vida de Jeanne Calment a supercentenária francesa confirmada como a pessoa mais velha já documentada da história, depois de alcançar a idade de 122 anos e 164 dias.

Morreu viúva, depois de sua filha e do seu neto, contrariando a ordem natural das coisas. Viver sem um beijo, um abraço ou mesmo um e-mail ou telefonema da filha; não ter um encontro, fortuito que seja, com uma amiga de infância para tomar um chá e reviver momentos felizes. Por isso é fundamental a memória, ou parte dela.

Por curiosidade, sem ambicionar fórmula de longevidade, resolvi perguntar a IA, cada vez mais difundida, sobre vida humana longa. Obtive como resposta o que se segue:

Eu: Um ser humano, bem constituído, com alimentação regrada, vida saudável, é capaz de viver quantos anos?

IA: “Não existe um “limite exato”, mas os dados atuais sugerem algo assim:

A expectativa média de vida humana hoje gira em torno de 70–85 anos, dependendo do país e das condições sociais.

Pessoas com genética favorável, boa alimentação, exercício, sono adequado, baixo estresse crônico e acesso a medicina preventiva frequentemente chegam aos 90–100 anos.

Supercentenários (110+) existem, mas são extremamente raros.

O recorde humano confirmado foi de Jeanne Calment, que viveu 122 anos.

Do ponto de vista biológico, muitos pesquisadores estimam que o corpo humano “naturalmente” talvez tenha um teto em torno de 115–130 anos, mesmo com hábitos excelentes. Ainda há debate científico sobre isso.

O que mais influencia a longevidade costuma ser a combinação de:

Genética, alimentação equilibrada, atividade física regular, sono consistente, não fumar, álcool moderado ou ausente, vínculos sociais, saúde mental, prevenção médica.

Curiosamente, envelhecer bem importa mais do que apenas viver muito. Há pessoas que chegam aos 90 com alta autonomia física e cognitiva, enquanto outras têm doenças crônicas décadas antes.”

E fui a Wikipédia: “Jeanne Louise Calment foi uma supercentenária francesa confirmada como a pessoa mais velha já documentada da história, depois de alcançar a idade de 122 anos e 164 dias. Residiu durante toda a sua vida na cidade de Arles, no sul da França, e morreu depois de sua filha e do seu neto. Seu caso foi registrado no Livro Guinness dos Recordes em 1988. Em 17 de outubro de 1995.”

Considerando os pré-requisitos apontados pela IA, para atingir os 90 anos, próxima etapa, dependo de fatores que não controlo todos: “Pessoas com genética favorável, boa alimentação, exercício, sono adequado, baixo estresse crônico e acesso a medicina preventiva frequentemente chegam aos 90.”

Nota: O condor-andino (Vultur gryphus) é uma ave de rapina gigante e a maior espécie voadora do mundo. Nativo da Cordilheira dos Andes, pode alcançar 3,3 metros de envergadura e 15 kg. 


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