13 de julho de 2023

A esquerda rançosa não se emenda

 

Principalmente o PT, mas sem minimizar  a responsabilidade do Lula, acho que a esquerda no Brasil não evolui, não cresce ideologicamente, é burra e retrógrada, para dizer o mínimo,  mantendo práticas rançosas, algumas até com viés revanchista. 

Opor sociedade civil aos militares é criancice, birra de adolescentes.

Não compreendem que não haverá trabalho sem capital, são vetores que se somam, devem ter o mesmo sentido e direção.

Nem tudo concebido pela direita é nocivo, perverso para a sociedade, claro ai incluída a classe trabalhadora, proletária. E vice-versa, a esquerda bem intencionada, que atua de boa-fé, com sensatez e sem rancores tem papel importante nas democracias.

Este caso das escolas cívico-militares é bem representativo. Que idiotice este ato de encerrar o programa de escolas cívico-militares?

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2023/07/12/governo-decide-encerrar-programa-de-escolas-civico-militares.ghtml

Bem-feito, governador e prefeito vão se aliar e manter tais escolas. Com meus aplausos:👏👏👏

"Cláudio Castro e Eduardo Paes afirmam que irão manter escolas cívico-militares no RJ"

"Governador do RJ afirmou que estado tem "longa tradição militar no país" e que pretende ampliar o número de colégios com gestão compartilhada com as Forças Armadas. (Extraído do Diário do Rio, edição virtual de 13.07.23)"


Estou absolutamente seguro que princípios, valores e doutrinas militares são valiosas para a sociedade civil incluída a do campo.

Não é porque um energúmeno, apoiado por meia dúzia de generais fisiologistas, perpetrou um amontoado de sandices, devemos proscrever as escolas militares.

Tem cara e corpo de revanchismo.

Rememoro o caso da Erundina, eleita prefeita de São Paulo. Sabem qual foi seu primeiro ato de governo? Tombar a mansão dos Matarazzo para lá criar o Museu do Trabalhador. (ver nota ao final)

Ou seja, o que era símbolo do capitalismo, um ícone da célebre Av. Paulista,  seria estatizado em prol de abrigar acervo de trabalhadores.

É esta a mentalidade de nossa esquerda, alimentar a oposição entre capital e trabalho, nunca somar e harmonizar interesses. 

E de um tempo a esta parte entre civis e militares. tsk tsk tsk


12 de julho de 2023

CASUÍSMOS

 

Eu estava lá, presente, nos dois casos. Isto não significa que não passassem de lendas ou invencionices de mentes criativas, bem-humoradas.

O primeiro caso deu-se no 3º Regimento de Infantaria (3º RI), no município de São Gonçalo.

Era grande, abrigava dois batalhões, cada qual com suas Companhias.

Antes de ser transferido para serviços burocráticos, na 2 ª Circunscrição de Recrutamento Militar (2ª CR), na Rua da Conceição, prestei serviço na CCAC (Companhia de Canhões Anti-Carros), lá no Regimento de Infantaria.

No Regimento, além do posto de Guarda na entrada principal,  havia outros pontos onde recrutas "tiravam" serviço de controle e fiscalização, visando a segurança.

Entrada do 3º RI
Agora chegou o momento de explicar onde estaria o casuísmo, o oportunismo, característica do rigor de normas de procedimentos.

Um dos bancos de madeira no pátio, próximo ao prédio do Comando, foi pintado. Em  razão do risco da tinta fresca poder sujar o  uniforme de quem nele sentasse, criou-se um posto, com soldados se revezando a cada turno de duas horas, para evitar o transtorno. 

Tal media deveria, imagino, ter a duração de dois ou três dia e não mais que isso. Entretanto foi incorporado na escala de serviço.

Eternizou-se, e durante meses  quem não sabia da história estranhava a presença de um soldado ali no meio do pátio, de pé, ao lado de um banco vazio.

O outro caso aconteceu na Cia. Fiat Lux, de Fósforos de Segurança, na unidade fabril no bairro de Neves, também em São Gonçalo.

Vista parcial, antiga, da fábrica de fósforos
As caixas de fósforos são compostas, na linguagem interna, de caixas e gavetas. A primeira é a parte que tem a lixa, e a segunda, por óbvio, onde são acondicionados os palitos.

O blogueiro está à esquerda, de blusa escura, com uma perna apoiada na máquina
Elas eram produzidas em máquinas (acima) que dobravam as lâminas de madeira e as envolvia numa fita de papel azul, dando-lhes o formato padrão para uso.

"Até aí morreu Neves" (expressão idiomática, irresistível aqui por casa do bairro onde funcionava a fábrica), mas para a maioria não deixa de ser uma novidade.

O papel azul, que ajudava a manter a forma das lâminas de madeira, servindo de acabamento, eram coladas com goma feita de polvilho.

Em tempos  d'antanho, antes dos secadores a vapor, que já estavam instalados quando lá fui trabalhar, todo este material saía das máquinas e era colocado no pátio par secagem.

Boa parte deste trecho do pátio ficava debaixo de um mangueira frondosa, sempre povoada de aves, principalmente pardais.

Para evitar que a defecação deles estragasse o material em secagem, um ajudante, munido de uma grande vara de bambu ficava espantando os pardais.

Muito tempo depois, já em funcionamento os secadores a vapor,  através dos quais lonas transportadoras faziam secar as peças, ainda havia operário qualificado tendo como função: espantador de pardais.

Claro que não estava presente nesta época dos espantadores de pardais. A história me foi contada pelo Péricles de Melo Rocha Sodré, enorme (também na altura) gozador, contemporâneo de fábrica.

Pouco tempo após minha admissão a função fabril que ocupávamos, além de mim e do Péricles, foi extinta. Os demais ocupantes eram o Fernando Palma, e o Antônio Carlos Bonard Dias.

Fui transferido para o Escritório Central, no Rio de Janeiro, para o Departamento Legal, posto que na época era estudante de Direito, na UFF.

Depois migrei para a área administrativa virando Gerente de Recursos Humanos, mas ai a história se afasta dos casuísmos do título da postagem.


Nota:

"Até aí morreu Neves" - expressão idiomática que significa “isto já sei, quero novidades”. Origem: Joaquim Pereira Neves, assessor do Regente Feijó e governador do Rio Grande do Norte.

11 de julho de 2023

A bulha

Não posso deixar de dar pitaco. Essa bulha do momento envolve inteligência artificial, recurso sobre o qual tenho me manifestado aqui neste espaço virtual, onde não utilizamos algoritmos ... ainda.

Mas meu desejo de opinar nem está relacionado diretamente ao uso da IA.

Antes de entrar no ângulo de meu particular interesse registro que no que me concerne acho o comercial bonito, criativo.

Manifestada a opinião sobre o resultado, passo aos acessórios, ao entorno e às consequências, inclusive as legais.

Sob o ponto de vista da legislação de regência não há dúvida que o uso da imagem da Elis Regina (fantástica!), está no escopo da lei sucessória.

Ou seja, no espectro dos diretos hereditários. Sim, os herdeiros podem dispor deles, autorizando, ou não, o uso da imagem e da voz da "pimentinha".

As críticas que envolvem valores éticos ou religiosos ficam para depois.

São vários os motivos da bulha. Vou me ater ao jurídico. Não que me considere autoridade na matéria, longe disso. 

Mas a instigação é irreprimível. Hermenêutica, exegese, especulação sobre a mens lege, fazem da ciência do Direito apaixonante.

Repito que parece não haver divergência de que esta matéria se insere no âmbito dos direitos sucessórios, ou seja, dos direitos dos herdeiros.

A lei parece clara, a doutrina é uníssona e a jurisprudência é mansa, pacífica e iterativa.

Os herdeiros legítimos podem dispor dos bens e direitos do falecido, obedecido o rito processual aplicável. 

Agora vozes se insurgem contra esta regra, no caso específico de um comercial da Volkswagen,  sob o fundamento, irrefutável, de que a imagem e o som utilizados na propaganda, fruto da ferramenta de IA,  não constavam do monte a ser partilhado pelo simples motivo do comercial não constar do acervo da cantora.

Foi concebido e produzido depois de seu óbito. E, nesse caso, estaria fora do guarda-chuva dos direitos hereditários. Nesse caso herdeiros não poderiam ceder tais direitos, de forma onerosa ou gratuita, por não lhes pertencerem.

É uma tese respeitável, que merece reflexão. Trata-se de uma situação nova, de grande repercussão.

Acompanharei o desfecho por curiosidade profissional com uma certeza: ganha a empresa.

A Volks ganhou muito mais com esta bulha do que imaginava quando contratou a mensagem comercial. A julgar  pela repercussão o objetivo foi atingido muito acima e além do previsto.

Venha a sofrer, ou não, sansão do CONAR, ou condenação no Judiciário, a Volks com absoluta certeza ainda assim terá lucrado muito com a exposição da marca.

O comercial é assunto em todas as mídias. Não só pela beleza, porque é realmente bonito, mas por causa da polêmica causada.

PIRAR

 

Há muito não ouvia, ou lia, a expressão "dar o pira",  no sentido de "dar o fora".

Até que, noutro dia, o confrade Riva, em mensagem via zap, resgatou o "dar o pira",  de uso informal, no sentido de "cair fora". No sentido de não participar de narrativas que desaguam em desentendimentos, rompimento de amizades.

Achei salutar. Com efeito, a polarização, radicalizada, Bolsonaro x Lula, ou direita x esquerda, resultou mesmo em perdas nas relações interpessoais.

Profissionalmente imensurável, mas pelas evidências significativas alguns clientes se afastaram. Não que os tenha convidado a participar no blog. Antes pelo contrário NUNCA divulguei junto a eles a existência do sítio virtual.

Mas é inevitável que em pesquisas na rede sejam conduzidos  ao blog. Até pela imensa variedade de assuntos aqui tratados. 

No blog, ou no Pub da Berê, a fuga é visível. 

Alguns, em off, declinaram suas razões. Alguns com veemência, outros de forma menos contundente.

Com alguns tive até que concordar, seja porque somos da mesma geração, temos ou tivemos os  mesmos ideais de vida, mesmos postulados.

A alegação de que não têm mais idade para debater com beócios, alienados, incultos e desrespeitosos, tem que  ser aceita como fundamento para o afastamento.

Política é tema pegajoso. Exige visão cosmopolita, muita leitura, ouvir os contrários,  ter mente aberta, sensatez.

A Terra é redonda e gira como a Lusitana.  #Ponto e basta.


O slogan é verdadeiro no sentido cósmico.

9 de julho de 2023

Dirigir seleção interessa a grandes treinadores ?

 

Pesquisei na rede para verificar se, por exemplo, três dos grandes vencedores de títulos nacionais e continentais, famosos e respeitados,  têm interesse em dirigir alguma seleção nacional, de seu próprio país, ou não.

Carlo Ancelolli

Jürgen Klopp

Pepe Guardiola

A resposta  do Ancelotti não é confiável: ele pode mudar. A do Guardiola é honesta: sim ele ainda pretende treinar uma seleção. E a do alemão foi peremptória: não, não tem interesse e nem pretende. Alega ter contrato em vigor com o Liverpool.

https://trivela.com.br/espanha/ancelotti-afasta-treinar-selecoes-porque-nao-gosta-de-trabalhar-tres-vezes-por-ano/


http://www.espn.com.br/noticia/731339_surpreendente-guardiola-e-questionado-se-gostaria-de-treinar-selecao-da-espanha-ou-catalunha-veja-a-resposta


https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/klopp-descarta-comandar-selecao-da-alemanha-apos-anuncio-da-saida-de-joachim-low.ghtml


Penso eu que um vencedor em clube não terá necessariamente êxito com uma seleção.

O dia a dia é fundamental. O contato permanente com o elenco é essencial.

Administrar egos, vaidades, nem sempre é fácil. No clube barra e pronto. Numa seleção o buraco é mais embaixo.

Cada jogador tem que ser analisado, observado durante todo o tempo. No clube o vestiário e a concentração permitem esta aproximação.

Fatores como espírito de equipe (trabalho em grupo). Empenho nos treinamentos. Entrega nas partidas. Solidariedade. Respeito à camisa e à torcida.

Abrir mão do estrelato em pról do grupo. 

Treinar tática exige persistência, repetição, tentativa e erro. E isto leva tempo.  

Tempo que no caso de seleções nem sempre está disponível.

Qualquer dos três acima mencionados teria o  respeito e a confiança  dos convocados, pelo histórico vencedor de suas carreiras, mas as pressões externas são muito mais fortes.

7 de julho de 2023

Direitos assegurados em leis

 

Como sabem idosos gozam de preferências/privilégios na tramitação de seus processos no  Judiciário. 

O Estatuto da Pessoa Idosa, descrito na Lei 10.741/2003, garante, entre outros benefícios, o acesso, a proteção e a prioridade em diversos serviços para pessoas maiores de 60 anos de idade.

Mais tarde foi criada a figura da “super prioridade” no processo judicial para pessoas acima 80 anos. Para as pessoas acima de 80 anos, a Lei criou a super prioridade. Ou seja, dentre todos os processos, aqueles que envolvem pessoas com idade igual ou acima de 80 anos possui a super prioridade.

Como a população vem envelhecendo, fruto da diminuição  da taxa de natalidade e aumento da longevidade, lá pelo ano 2060, todos teremos prioridade.😐😐😐

Provavelmente será criada a figura da “super hiper prioridade” para maiores de 100 anos.

Não demora tal benefício terá que ser estendido aos cães. Como assim, cara pálida? Seu espanto é porque ignora o direito dos caninos (não os dentes, mas os dos descendentes dos lobos), acesso ao Judiciário.

Entretanto como a expectativa de vida deles é menor, provavelmente a prioridade será estabelecida a partir dos 10 anos de idade.

Não estão acreditando? Vamos por parte:

Parte no processo

No Paraná, cachorros resgatados em situação de maus-tratos poderão participar de processo judicial contra a ex-tutora. Os animais serão assistentes de acusação na ação ajuizada pelo Instituto Fica Comigo, que os resgatou de um canil em Curitiba no começo do ano. 

 Não é inédito

Apesar de inusitada, a decisão citada acima não é inédita. Com efeito, em 2021, a 7ª câmara Cível do TJ/PR, por unanimidade, reconheceu o direito dos animais não-humanos de serem autores de ações judiciais na defesa dos seus próprios direitos. No caso em questão, Skype e Rambo, dois cachorros vítimas de maus-tratos, procuraram a Justiça através de uma ONG de Cascaval/PR contra os antigos donos que viajaram e os deixaram sozinhos por 29 dias. 

Ora, se podem ser partes, os cães poderão ter prioridade até pelo fato de terem menor expectativa de vida.

Será que levarão ao STF que julga até mesmo resultado de campeonato brasileiro de futebol (título de 1987), o direito dos cães a serem reconhecidos herdeiros?

Não duvido posto que personagens de relações estáveis, homoafetivas têm, reciprocamente, direito a sucessão hereditária; por que não?

Senão vejamos: você ganha um pet e convive com ele durante, sei lá, 12, 15 anos até que você falece. Uma ONG  como a mencionada (do Paraná) ingressa em juízo para habilitar um agora adulto “manto negro” à herança, na sucessão causa mortis, concorrendo com a cônjuge supérstite e filhos?

Será possível? Você duvida?

Um evangélico que dirige a ONG afora a ação e, nas diferentes instâncias inferiores, os resultados de sentença e acórdão se alternam e o processo sobe ao STF.

O ministro-relator sorteado será o André Mendonça e você não só era bolsonarista como também era terrivelmente evangélico.

Pronto! Cenário perfeito para seu cão adquirir direito patrimonial, no mínimo pensão vitalícia até a morte.

 

 Fontes: 

https://www.migalhas.com.br/quentes/389392/cachorros-serao-assistentes-de-acusacao-em-processo-contra-ex-tutora

https://www.migalhas.com.br/quentes/351747/decisao-inedita-no-tj-pr-animais-podem-ser-parte-em-acao-judicial

MIGALHAS Edição 5336)


6 de julho de 2023

Vídeos interessantes a seu modo


Corria a década de 1960, no século passado, quando a conheci. Uma emissora de rádio no município de São Gonçalo, vizinho de Niterói, que foi recebida pela população local com pompa e circunstância.

Era a Rádio Mapinguari, prefixo ZY-P29.
A concessão fora outorgada através do Decreto nº 35904, de 27 julho de 1954.

Vejam matérias jornalísticas via link a seguir:

Coisas interessantíssimas, bizarras, meras lendas ou não, sobre as narrações esportivas da aludida emissora.

Dou-lhes dois exemplos em jogos de basquete. O narrador atribuiu ao jogador Alfredo Schnetzler, com quem tive o prazer de trabalhar na Cia. Fiat Lux,  o adjetivo de colored.

Na cabeça dele - narrador - tal adjetivo se aplicava aos bons e talentosos jogadores, como na FBA americana.

Só que o referido Alfredo não possuía em suas veias uma só gota de sangue africano.

Numa outra oportunidade ele - Alfredo - foi taxado de "balaustre" da equipe, ao invés de baluarte do time.

Ele se destacava pois jogava acima da média dos demais praticantes da modalidade, em competições regionais deste lado da Guanabara.

Deixei por último a mais estranha, inusitada e empolgada (ao extremo) narrativa de um jogo envolvendo as equipes do Carioca e do Mauá que disputavam o campeonato gonçalense.

Deu-se que determinado jogador do Mauá avançou área a dentro do time adversário e chutou forte. Na narração o locutor transmitiu assim: "fulano (não lembro quem) penetra na área e arremata com força, puta que pariu bateu na trave."

Deveria ser torcedor do Clube Esportivo Mauá.

Sede do Maua, em São Gonçalo - RJ


Contei este caso por causa do diálogo entre narrador e comentarista na TV SBT.

Acho que passaram um pouco dos limites da decência, do respeito e da educação. (clic no meio da imagem a seguir)




O vídeo abaixo é de humor, embora com viés erótico apelativo. Nada contra, apreciei a fartura e o ponto perfeito das carnes.
 


Por fim a arte, o talento, a habilidade, a genialidade, no dizer de Armando Nogueira: "se Pelé não tivesse nascido gente,  teria nascido bola".

Para baixar e guardar.