15 de agosto de 2018

Ainda e sempre, o Liceu Nilo Peçanha

Parece culto a personalidade ... e é mesmo!

Vaidoso, orgulhoso do que fiz (e do que não fiz), promovi escavações arqueológicas em meus arquivos implacáveis.

Prometo poupa-los do enfado de outras publicações do gênero.



Notas:
1) Publicada na revista LNP, editada por alunos do Liceu. A revista foi fundada por Marcello Averbug e tinha como diretor de divulgação Antônio Rangel Torres Bandeira.

2) Alguém aí conhece ou conheceu: Adriana Rossi, Célia Maria Gouveia, Alexandra Bucanovsky, Sonia Regina Figueira de Melo, Carlos Eduardo Silveira Mattos, Sergio Muylaert, Ildiko Tholt, Eduardo Augusto de A. Magalhães, Sergio Gusmão da Silveira?
Todos pertenceram ao Clube de Francês, no Liceu Nilo Peçanha e/ou editaram a revista LNP.

3) A coleção que tinha doei para a direção do Liceu, ao tempo da ex-professora Maria Ivone Valladares.

4) Clicando sobre a imagem no texto, uma, duas ou três vezes ela aumentará a fonte facilitando a leitura.

13 de agosto de 2018

Por onde andam?

Ex-liceístas, da década de 1950, claro que do século passado, com os quais convivi num breve mas profícuo e agradável período:

Vera Lucia Rodrigues dos Santos (ladies first), Roberto Perecmanis, Roberto Bartijoto, Fernando Vieira de Barcellos.

Sei por onde andam Carlos Augusto Lopes Filho, Sergio Bonvini e Irapuam Paula Lima de Assumpção, que embora não citado na matéria foi importante personagem na gestão do Grêmio.

Quem souber do paradeiro dos supracitados, por favor informe. Grato!



Notas:
1) Publicada na revista LNP, editada por alunos do Liceu. A revista foi fundada por Marcello Averbug e tinha como diretor de divulgação Antônio Rangel Torres Bandeira.
2) A coleção que tinha doei para a direção do Liceu, ao tempo da ex-professora Maria Ivone Valladares.
3) Ver na Wikipédia:
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Liceu_Nilo_Pe%C3%A7anha
4) Sugiro ao amigo Carlos Lopes que atualize fazendo incluir na bibliografia seu livro "Lembranças do meu Liceu"
5) A lupa não etá incluída no post.

12 de agosto de 2018

Meu pai

Invejo a verve de um Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros (Artur da Távola), que produziu uma crônica sempre recorrente, a respeito da figura do pai*.

Também invejo poetas populares como Sergio Bittencourt e João Nogueira que homenagearam seus pais com versos inesquecíveis, tendo este último "confessado que sem maldade, na inocência de criança de tão pouca idade, trocado mal com Deus por lhe levar seu pai."

Quer coisa mais expressiva, mais contundente, do que trocar de mal com Deus por ter ficado privado do pai? Pois foi assim que em "Espelho", o João Nogueira se expressou.

Já o Sergio Bittencourt, manifestou na canção de sua autoria "Naquela mesa", a falta do pai na mesa de refeição. Saudade de suas histórias, de seus conselhos.

Muitos outros escritores, cronistas e compositores louvaram seus pais pelo exemplo, pelas palavras de incentivo, pelos conselhos que lhes deram.


Não lembro de conselhos dados por meu pai. Mas nunca desviei meu olhar do espelho de suas atitudes, de seus exemplos: retidão de caráter, lealdade e disponibilidade para aprender.

Ele já era tido e havido como bom orador - e era mesmo - não teve constrangimento para me fazer sentar ao lado dele para transmitir meus conhecimentos básicos sobre uso da crase e colocação de pronomes.

Avançamos depois pelo grau superlativo, relativo ou absoluto. E os sintéticos e analíticos. Coisinhas básicas, alguns macetes que na época eu estava aprendendo.

Achou muito práticos e objetivos certos truques e regrinhas para bem empregar os pronomes nas orações. 

As partículas, os relativos (que, qual, etc.) atraem o pronome, logo provocarão a próclise. As palavras de sentido negativo (ninguém, nunca, não) existentes antes do verbo, também atraem  os pronomes exigindo a próclise.

E os macetes para a crase antes dos nomes de países ou cidades? Se pensarmos como seria falar da volta delas ficava fácil: venho de Portugal ou venho da Espanha. Vou a Portugal não tem crase, já vou à Espanha teria. Tudo por causa do venho de, ou venho da utilizados como recurso nas dúvidas.

Vou à Bahia porque seria venho da Bahia. Já vou a Pernambuco, porque seria venho de Pernambuco.

Tão simples e prático, para alguém que fugiu do colégio interno por medo do surto de febre amarela e não teve a chance de aprender o manejo de nosso idioma na época normal. As regras gramaticais, não a riqueza do vocabulário, um de seus recursos oratórios.

O desconhecimento das regras gramaticais não o impediu de fazer carreira em jornais, tendo exercido vários papeis, desde tipógrafo/linotipista, a revisor, copy desk (que tem papel diferente do revisor), redator e finalmente diretor.

E a explicação era fácil, pois tudo se resumia a uma questão de eufonia. Se soava bem aos ouvidos a construção estava correta, se ao contrário a concordância feria aos ouvidos então era preciso corrigir. Sem contar que a atividade de linotipista em muito contribuiu para aprendizado da correta grafia das palavras.

Fugir do colégio (interno) resultou no castigo de ter que ganhar a própria vida, imposto pelos pais. Tal fato o impediu (eram outros tempos) de chegar ao bacharelado. Exultou quando ingressei na faculdade de Direito, mas não teve a alegria de me ver formado.

Não cabe quantificar o quanto era honesto, não existem graus de honestidade, pois assim como na gravidez ou a mulher está grávida ou não está, o homem é honesto ou não é, simples assim. Não existem gradações para a honestidade. Inclusive a intelectual. Ele foi.

As provas de lealdade (não falo de fidelidade) que me deu, seja com a família, seja com amigos, seja com os funcionários que comandou (dirigiu por quatro anos o Diário Oficial do antigo Estado do Rio e Janeiro), de maneira natural (atávica, genética) balizam meu comportamento.

Tinha 23 anos de idade quando ele partiu para outros universos; hoje aos 78 anos sinto mais falta dele do que em 07 de junho de 1963, quando chorei muito, mas não tão racionalmente quanto choro agora. A dimensão da perda aumentou com a experiência da vida.

A vida não lhe permitiu a presença constante, mas o amor pela mulher e pelos filhos foram permanentes.

Não fez "bodas de prata" e nem conheceu os netos. Como fiz "bodas de ouro" e tenho netos criados, posso avaliar o quanto ficou privado de alegrias.

Que seu espírito continue seguindo seu caminho, com muita luz.

Notas:
1)Tive que estudar complementarmente a língua portuguesa com a professora Celeste, muito respeitada na época, para poder fazer o exame de ingresso na Escola Preparatória de Cadetes do Ar.
2) Hoje cometo os mais absurdos erros no manejo da língua. Não me conformo com a abolição do trema. O acordo ortográfico assinado em 16 de dezembro de 1990 (faz tempo, hein?!), deixou-me como na fase do galaico-português.
2) Meu pai fazia discurso até em aniversário de filho, com a presença apenas da família. E foi "orador oficial" de pelo menos dois clubes sociais quando havia alguma recepção ou comemoração de data festiva.
3) Faleceu por infarto fulminante, aos 57 anos.
4) A professora Rachel, antiga leitora do blog e que nos corrigia vez ou outra, faz muita falta aqui.
5) Na foto mais abaixo, aparece o filho, aqui blogueiro, de olhar fixo no seu pai e bebendo suas palavras no discurso que proferia.
6) O trabalho de um "copidesque" é mais abrangente do que o do revisor, porque vai além da ortografia podendo adicionar conteúdo e fazer a adequação à estratégia e ideologia do jornal. Acho que se não desapareceu nos órgãos de imprensa, está em vias de extinção. Exige boa cultura geral.
7) * http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/a-ser.html


11 de agosto de 2018

Pais e filhos interdependentes


Leiam e confiram comigo. É ou não é um belo texto?
"O tempo que temos na mão"
Autor: Leo Aversa
Fonte: O Globo – 02/05/2018




"Os filhos crescem, e a gente fica pensando: até quando vão precisar dos pais?
O sinal da Jardim Botânico com a Maria Angélica fechou, os carros pararam e, quando íamos atravessar, o Martín, pela primeira vez, soltou a minha mão. Ele olhou para os lados, fez uma cara séria e foi, sozinho e decidido, cruzando as faixas brancas, a caminho do lado de lá.
Foi só um pequeno gesto de um filho aos oito anos, mas, para o pai, que ficou com a mão solta no ar, foi um grande choque. A gente tem a ilusão de que os filhos vão precisar sempre de nós para comer direito, se vestir, se lembrar da hora e, é claro, atravessar a rua. É uma ideia aconchegante, que dá todo um sentido para a vida. A nossa, não a deles. Quando Martín me largou foi como se o futuro, lá na frente, desse uma piscada para mim: esse menino daqui a pouco vai ser um adolescente, depois um homem e, no futuro, aquele lá na frente, é ele que vai estar segurando uma criança pela mão, preocupado se os carros vão parar no sinal.
Será que nesse dia, lá na frente, ele ainda vai precisar de mim?
Do instante no sinal não vai ficar a minha melancolia, mas, sim, a alegria dele por largar a mão do pai pela primeira vez. Será um desses momentos da infância que ficam guardados no fundo da gaveta, na caixinha das joias. Outros tantos serão esquecidos pelo caminho, e é natural que seja assim, diz a cabeça, enquanto o coração fica apertado, com saudade do que já foi, de atravessar — ainda ontem — essa mesma esquina com um carrinho de bebê, mostrando para o Martín o sinal, os carros, a faixa, e avisando do perigo de atravessar a rua sozinho.
Uma das coisas que os pais aprendem rápido com os filhos é que o tempo passa voando.
Dias depois levei o meu pai ao cinema. Ele tem 80 anos e está com Alzheimer. Ver um filme é uma das coisas que ainda o diverte, mesmo esquecendo cinco minutos depois. A memória dele é como um trem que vai embora devagar. O que ele ainda lembra hoje, já não vai lembrar amanhã. Ainda assim, parece feliz com as poucas recordações que lhe restam. A tristeza fica com a gente, que fica na estação vendo ele ir embora. O que eu mais queria é que ele estivesse bem, que ele conseguisse ler esta coluna, que me explicasse o que se faz quando o filho larga a sua mão pela primeira vez.
Eu queria ele de volta.
Escolho um filme de super-heróis, porque coisas mais complicadas ele já não consegue acompanhar. O filme está em terceira dimensão, então preciso explicar várias vezes por que ele está usando óculos escuros dentro de um cinema. Ele esquece o que eu disse, olha para mim de óculos escuros no meio da escuridão e começa a rir. Eu também acho graça, e, nesse instante em que rimos juntos, a caixinha de joias se abre no fundo da minha gaveta, e eu vejo o quanto a gente já foi feliz.
O filme começa e ele fica fascinado com a terceira dimensão na tela, até que chega aquela cena clichê que tem em todo filme 3D, quando voam pedras, balas ou mísseis para a frente, na direção da plateia. Meu pai, que já tinha esquecido que aquilo era só uma ilusão de ótica, é pego de surpresa e, vendo as pedras vindo em nossa direção, leva a mão à frente.
Não na frente dele. Na minha.
E nesse pequeno gesto de um pai, aos 80 anos, me dou conta que, aconteça o que acontecer, a gente sempre vai precisar um do outro."

9 de agosto de 2018

Meditação e Yoga

Anda estressado? Deprimido? Decepcionado com a política? Desanimado com os rumos da economia?

Uma boa solução é praticar Yoga. Seja uma Yogini ou um Yogi.

Vejam o conceito abaixo:

Qual das duas "posturas" você acha mais difícil? Temos que admitir que Madre Teresa foi uma grande yogini. Mas você a imagina fazendo asana? Pois é, Yoga é muito mais que desempenho físico. Yoga é atitude. 


Se disser que é seguidor do blog você ganhará qualidade de vida. E eu prestígio para o blog, que dará mostras de sua penetração e importância (rsrsrs).

Aulas no Espaço Dharma Bhumi
Rua Gavião Peixoto, 182 sala 713
Edifício Center IV, defronte ao Campo de São Bento, em Niterói.


Espaço Dharma Bhumi

No Facebook:
https://www.facebook.com/events/2067028033616480/

7 de agosto de 2018

POBRE POLÍCIA POBRE


Recebi o texto a seguir, via e-mail, e considerando o tema abordado e o estado em que se encontra a segurança pública aqui em nosso Estado, resolvi publicar preservando o nome do remetente/autor eis que não estou autorizado.
Ele reside em São Paulo.
Eis a íntegra:


Uma tentativa de arrombamento levou-me a visitar a Delegacia de Polícia. Foi difícil falar com o Delegado porque estava prestando serviços em outra repartição, para suprir a deficiência de pessoal. Falei com o escrivão. Depois de apresentar-me como advogado e ex-Promotor de Justiça, residente nas proximidades daquela repartição, narrei o ocorrido e exibi ferramentas do delinquente, abandonadas na fuga e recolhidas com todo cuidado para preservar as digitais.


Após alguns rodeios, o funcionário foi claro:

- Doutor, com outras pessoas ou poderia conversar, mas, com os seus antecedentes biográficos, preciso ser direto: nós não temos condições de fazer nada. Não temos pessoal, não temos viaturas, não temos material técnico. Análise datiloscópica só podemos fazer pelo método comparativo, isto é: se o senhor indicar algum suspeito, poderemos recolher as digitais dele e comparar com os sinais deixados nos objetos. No mais, se o senhor desejar, podemos registrar a ocorrência, mas ela vai simplesmente ficar guardada em uma gaveta...

Dispensei o registro da ocorrência, agradeci a gentileza do atendimento e fui-me embora.

Assim estamos nós. Abandonados a nós mesmos; os bandidos sabem disso, podendo portanto trabalhar tranquilamente. Por isso o índice de criminalidade é tão elevado em todas as camadas sociais, desde o topo da administração até o mais pobre dos favelados.

O Estado brasileiro esqueceu-se de que sua primeira e fundamental finalidade é providenciar segurança aos cidadãos. Como ele não se ocupa com essa finalidade, temos um País de delinquentes. Os noticiários diários estão prenhes de notícias dessa natureza. Poucos delinquentes, por motivos especiais, são recolhidos aos presídios, o que serve apenas para saírem de lá mais escolados.

Não temos sequer o direito de nos queixarmos dos policiais, porque eles fazem o que podem fazer. São tão vítimas quanto todos nós.

Pobre Polícia tão pobre! Pobre povo tão desamparado!

5 de agosto de 2018

Alugo para lupanário

Noutro dia, sob o título "Passa-se o ponto", mencionei atividades comerciais e profissionais que estão em vias de extinção ou simplesmente despareceram por falta de mercado.

Falei das lojas de cópias reprográficas, que ao longo do tempo, mudando apenas os equipamentos, por causa da evolução dos métodos de reprodução, sempre ostentaram filas em suas portas.

Assim é que, desde as fotocópias, exigidas para os mais diversos fins, pelas repartições públicas, escolas e no Judiciário, passando pelas cópias em "thermofax", sistema que não prosperou, e desaguando nas máquinas "Xerox", todo mundo sempre precisou de cópias de documentos, livros, etc.
Thermofax
Sem falar que as máquinas de escrever (Olivetti, Remington, etc.) permitiam duplicar os textos com o uso de papel carbono (um item em extinção).


Olivetti

Remington






Agora as máquinas multiuso, de diferentes marcas, estão no mercado propiciando imprimir, copiar, digitalizar. Estas máquinas têm preço bem razoável e equipam os escritórios de contabilidade e advocacia.


Impressora multiuso
Eis aí dois segmentos profissionais que utilizam cada vez menos as cópia "xerox", feitas em lojas especializadas.

No Fórum em Niterói, nos dois prédios onde estão localizadas as serventias cíveis, de família, criminais e os juizados especiais, que tinham em mais de um andar pequenos espaços onde eram feitas as cópias dos processos simplesmente fecharam.

As poucas pessoas que ainda fazem cópias xerox de processos, têm que fazer a carga, retirar o processo do cartório e sair do prédio do Fórun em busca e um local onde possa reproduzir as folhas do processo. Agora, em geral, bancas de jornais.

A grande maioria faz fotografia com câmeras digitais e até mesmo seus celulares.

Bem, para quem não sabe ainda, os processos chamados físicos, com suas páginas em papel, estão em fase terminal. Na maioria das serventias eles representam apenas, pouco mais ou menos, 50% dos processos em curso. E a curto prazo desaparecerão.

De um tempo a esta parte todos os processos são eletrônicos.

Mas não era exatamente das cópias xerox ou fotocópias que eu quero falar nesta postagem, e sim dos puteiros mencionados em https://jorgecarrano.blogspot.com/2018/07/passa-se-o-ponto.html

Para minha surpresa (estou muito defasado), eles ainda existem  e são bem frequentados e rentáveis, a julgar por informações de amigos leitores deste blog.

Lendo, um tanto o quanto atrasado, a coluna do Ancelmo Gois, na edição de 29 de julho último, deparei-me com uma notinha, sob o titulo de "Núcleos lupanares nas novelas", que confirma a existência de casas de tolerância (expressão bem antiga).

Então, se está na ficção, em duas novelas consecutivas da Globo (informação do Gois), então temos que acreditar que  os puteiros estão aí mesmo. Sejam os de alto nível (de luxo) sejam os do assim denominados baixo meretrício (bas-fond).

Na mesma supramencionada coluna, há uma foto da atriz Letícia Colin, que segundo o colunista é uma das prostitutas da trama. Ele exalta a beleza da atriz, com justa razão.












Mas asseguro aos desinformados, aos abstêmios, e aos que não gostam da fruta de maneira geral, que na vida real, pelo menos no século passado, na Rua Alice, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, havia um bordel que tinha muitas meninas tão lindas quanto, frequentadoras das praias do Leme, Ipanema e Leblon.

Será que o amigo do Riva sabe se ainda existe?



Imagens via Google.