sexta-feira, outubro 16, 2026

Um ano sem a presença física de Ana Maria

ANA MARIA CARRANO


22 de março de 1945




16 de outubro de 2025




Numa postagem, em 2014, provocada por mim a descrever usos e costumes de sua infância e adolescência, ela arrematou o texto asseverando:

"Tenho por hábito e costume viver o hoje, com os olhos no amanhã, respeitando as características de cada fase da minha vida. Curto, aproveito e saboreio cada experiência e sensação que a vida me proporciona, até que se fechem as cortinas."

As cortinas se fecharam. Que seu espirito siga seu caninho. Com muita luz.

6 comentários:

Jorge Carrano disse...

Muita gente se orgulha do que escreve. Como Jorge Luis Borges, Ana Maria se jactava do que lia. Era leitora de manter no banheiro uma pequena estante. Lia vorazmente. Algumas obras relia.

Jorge Carrano disse...

Ver no blog: https://jorgecarrano.blogspot.com/2011/03/conversa-com-ana-maria-carrano.html

Alessandra disse...

Parece que foi ontem que eu a vi pela primeira vez. Sorriso largo e animado no rosto. Voz e personalidade marcante. Tão marcante que ainda ouço seus conselhos, seus pitacos, seu carinho.

Parece que foi ontem que ela entrou e organizou minha vida. Geralmente as pessoas bagunçam né? Ela não! Ela organizou. E com seu jeito mais amigo e amável, deixou a receita se como organizar... Era excelente em se meter em assuntos que não eram da sua alçada... Ela dizia pra mim: fui treinada para achar soluções quando se tem um problema, ossos do ofício da profissão.

Ahh Ana Maria. Eu vejo seus olhos, ouço sua voz, rio com seu sorriso ao pensar em ti.

Parece que foi hoje que você se foi. Parece que essa sensação nunca vai acabar...

Eu sei você , não tenho porque, porque sem você, não sei nem chorar. Sou chama sem luz. Jardim sem luar. Luar sem amor. Amor sem se dar.

Eu sem você sou só desamor. Um barco sem mar. Um campo sem flor. Tristeza que vai. Tristeza que vem. Sem você meu amor eu não sou ninguém....

Jorge Carrano disse...

Era a pessoa mais polêmica com quem lidei, e por isso divergimos muitas vezes, sempre com respeito.
Gostava de compartilhar.

RIVA disse...

A dimensão desses vazios que nos deixam, e que um dia vamos deixar ...
Na minha vida já são muitos.

Quando papai nos deixou, mergulhei profundamente na tentativa de tentar entender porque uma pessoa tão iluminada se foi sem curtir tantas coisas maravilhosas que a vida no lindo Planeta Azul nos proporciona.
E nessa busca esbarrei em ZULMA REYO : https://alquimiainteriorbrasil.com.br/sobre-zulma-reyo.php

Aprendi a me acalmar (leva sempre um bom tempo), a interpretar os rastros luminosos e suas cores de cada um que nos deixa. Creio realmente nos caminhos luminosos que cada um percorre.

Mas como mencionei, são vazios de diferentes dimensões. O que Freddy deixou tanbém é imenso.

A vida pede passagem, né ...

Jorge Carrano disse...

Caraca! Eu vivi!!!
Este comentário, desabafo, comemoração, está no post em:
https://jorgecarrano.blogspot.com/2025/10/caraca-eu-vivi.html