Vou misturar temas, coisas sobre as quais nada sei (só sei que nada sei, lembram?), tais como Deus, geopolítica, interesses econômicos, ideologias políticas ...
Não está na Bíblia - até onde sei - mas tem uma máxima que atribui a Deus a capacidade de escrever certo por linhas tortas.
Longe de suscitar o ditado de que "os fins justificam os meios."
Em hipótese alguma comparo Deus a Trump. Ou vice-versa Maduro a Deus. Afinal Trump pode ser vítima de atentado. O projetil tingiu sua orelha.
Não deixando de lado os entretanto, coloco mais um antes dos finalmente, pedindo licença ao Odorico.
No Direito Penal brasileiro, o Estado de Necessidade (Art. 24 do Código Penal) é uma excludente de ilicitude, significando que não há crime quando alguém pratica um ato típico (que seria crime) para salvar direito próprio ou alheio de perigo atual, que não provocou e não podia evitar por outro meio, sacrificando um bem menos valioso. Funciona como uma justificativa legal, retirando o caráter ilícito da conduta, mas exige que o perigo seja real, inevitável e que o sacrifício do bem não seja desproporcional.
Ah! Coloco esta excludente de criminalidade apenas para esnobar cultura jurídica de algibeira😂 mas não teria aplicação no caso em tela, que estou esboçando.
Trump não podia, não devia, é indesculpável violar soberania territorial para sequestrar criminoso.
A situação, nem tangencia o caso de Adolf Heichmann, carrasco nazista sequestrado pelos israelenses na Argentina.
Outra hipótese defensável, ad argumentandum, seria se Maduro fosse cidadão americano.
Esta ação estadunidense nos daria o direito de, por exemplo, invadirmos os EEUU e sequestrarmos Eduardo Bolsonaro que, à luz do direito pátrio é criminoso.
Não sei se Maduro é narcotraficante. Se for, deve ser punido porque drogas ilícitas são nocivas. E ao contrário da opinião de Lula, o traficante não é vítima do usuário.
E já que trago Lula ao post, preciso lembrar que ele já recebeu Maduro com honras de Chefe de Estado. Com demonstrações fraternais, ou não? Vejam a foto abaixo.
Intenções não reveladas, objetivos secretos, podem estar por trás das ações americanas contra a Venezuela.
Seria mera coincidência três grandes potências militares, com ideologias diversas estarem ao mesmo tempo com ambições expansionistas, não só no terreno fluido da influência, mas no concreto do domínio territorial?
A China aspira Taiwan, a Rússia pretende a Ucrânia (por enquanto parte dela; já pegou a Crimeia), os Americanos (Trump), quer a Groelândia, o Canadá, o Panamá, e Venezuela (ou o petróleo dela).
Seria a história do deixa que eu deixo? Tudo não passa de alicantina armada entre Trump, Putin e Xi Jinping? Ardil de alto nível?