Nem sempre. Pode-se afirmar que apenas uma vez a reunião de bons jogadores, a despeito de estilos diferentes, resultou em eficiência e eficácia, culminando em título mundial, em 1970.
Parte
da imprensa e mesmo alguns torcedores, diziam não ser possível escalar Gerson e
Rivelino num mesmo time.
Mas
adotando a tese que os melhores tinham que estar e campo, colocaram Jairzinho,
Gerson, Tostão, Pelé e Rivelino, juntos num time que conquistaria de forma
invicta o campeonato de 1970.
Outras vezes esta premissa decepcionou.
Lembremos que em 1950 considerávamos imbatível nossa seleção nacional, que tinha o trio ofensivo formado por Zizinho, Ademir Menezes e Jair Rosa Pinto, históricos e lendários futebolistas.
E na partida final, que poderíamos empatar, em face do regulamento então vigente, perdemos para o Uruguai: 1x2. E vale destacar que saímos na frente no marcador.
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| Zizinho, Ademir e Jair |
Na temporada 1959/1960, o Real Madrid conseguiu reunir Didi, Di Stefano e Puskas num mesmo time. Se você, caro leitor, é veterano como eu, estes jogadores citados dispensam apresentações.
Se é jovem sugiro valer-se das fontes de consulta, das IAs, para conhecer a história de cada um deles.
Inobstante o Real Madrid não conquistou o título de La Liga naquela temporada, perdendo para o Barcelona.
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| Didi, Di Stefano e Puskas |
O Flamengo, em 1995, montou um "dream team", que contava com Edmundo, Romário e Sávio, e não conseguiu grande êxito. O paradoxo é que Nunes, de pouca técnica, foi campeão mundial de clubes em 1981, pelo mesmo Flamengo.
| Sávio, Romário e Edmundo |
Por fim, tendo em vista a final da Champions League, da temporada 2025/2026, a ser realizada no dia 30 próximo, vale lembrar que o PSG, atual campeão, vai tentar o bi.
Tal feito não foi alcançado quando teve em seu time, juntos: Messi, Neymar e Mbappé.
O trio acima foi decepcionante, quando atuaram juntos.






2 comentários:
Futebol é trabalho de equipe. Tem que "dar liga" no vestiário e no campo.
Claro que se juntar grandes jogadores ajuda, mas geralmente não ajuda, como demonstrado nos exemplos do post. Rola "fogueira de vaidades", hoje muito mais exposta nas midias diversas.
Nossa seleção de 70 foi um impressionante ponto fora dessa curva.
Concordo e acrescento que as características individuais por vezes não se conjuminam.
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