Tom Jobim conceituou as "águas de março", eternizando-as numa música de enorme sucesso.
Com o passar dos anos, as chuvas de verão, que são referência de minha infância, deixaram de ser mais presentes no mês de março.
Este ano, por exemplo, começaram em novembro do ano passado, bem antes do verão.
Com efeito durante minha infância, até completar 13 anos, residia em uma casa de vila, com muita área disponível, nas fraldas do Morro da Penha, no bairro Ponta D'Areia (agora Portugal Pequeno), em Niterói.
No verão, nas férias de final de ano, alternávamos, eu e os demais adolescentes moradores do bairro e adjacências, nossos folguedos entre jogar bola de gude, rodar peões, jogar peladas na rua, soltar cafifas (ou pipas), brincar de escambida e pular carniça.
A propósito, escrevi aqui mesmo sobre o fato em 2011, em
As chuvas pouco atrapalhavam nossas brincadeiras porque eram de curta duração e nos levavam a crer (ah! a ingenuidade perdida) que duravam pouco porque desenhávamos o sol no piso/calçadas, com carvão ou giz, atraindo-o de volta com tal homenagem.
E onde entra o título da postagem que é de um filme produzido em em 1955, com renomado elenco - Lana Turner, Richard Burton, Fred MacMurray e outros - na verdade refilmagem de um outro intitulado "E as Chuvas Chegaram", que foi lançado em 1939.
Richard Burton
Fred MacMurray
Lana Turner
Este filme, principalmente seu título, é recorrente em minha memória quando leio ou ouço falar de chuvas.
Assisti-o no então recém-inaugurado Cine Central e que foi filmado e exibido com recursos tais como Cinemascope e som estereofônico de quatro faixas, um grande avanço tecnológico.
Os efeitos me causaram impacto na época.
Neste cinema, fechado há anos, homens só entravam se trajando paletó, no mínimo um blazer. 😂😂😂.
Nas exéquias do Papa Bento XVI, o Papa Francisco celebrou a missa de corpo presente. Você jamais assistiu, mesmo em documentários televisivos, situação semelhante.
Funerais concorrentes. Não tenho lembrança de ter acontecido, num mesmo momento, o óbito de duas personalidades mundiais, uma esportiva e outra eclesiástica, no caso Pelé e Bento XVI, Papa emérito, porque aposentado.
Definitivamente Bento XVI não era o Papa da piada envolvendo a notoriedade e popularidade do "Rei" do futebol. Lembram dela?
Consta que na Praça de São Pedro, um grupo de fieis em turismo pelo Vaticano, discutia sobre as duas pessoas que estavam na sacada acenando para a multidão presente.
Não reconheciam uma delas, e alguém informou: "o da direita é Pelé, o da esquerda, todo de branco, não sei de quem se trata."
Sim, a popularidade de Pelé é absurda. Sua imagem acabou por se transformar num cartão-postal do Brasil.
Lula fez o hat trick (ou triplete) e teve direito de pedir música no "Fantástico". Sabem qual foi a escolhida? Ouçam clicando na imagem abaixo:
Pelé vira nome de avenida no Rio de Janeiro, de acesso ao Maracanã. Muito justa, criativa e bem bolada a inscrição {Pelé 1940 - ∞}.
Para quem não sabe ∞ é o símbolo matemático de infinito. Sim, ele será eterno.
Collor sofreu impeachment, Getúlio se matou, Tancredo morreu antes da posse e Bolsonaro fugiu.
Corria o risco de ser preso com a faixa presidencial nas mãos, passando-a ao Lula 😄😄😄.
Sem privilégio de foro a cadeia é certa. Melhor dizendo, sem um Aras para protege-lo, pagará pelo que fez e pelo que deixou de fazer e deveria ter feto.
No seu curriculum a morte de 700 mil brasileiros, ou um percentual bastante elevado deles, por ter diagnosticado a Covid-19 como uma gripezinha, ter se oposto sistematicamente à vacinação, ter associado a vacina a contaminação por HIV, taxado de maricas os que a ela recorriam, idiotamente dizendo que quem tomasse poderia virar jacaré e outras sandices.
Foi garoto propaganda da cloroquina, arvorando-se como conhecedor, praticando o exercício ilegal da medicina.
Colocou no ministério da saúde um general, triste figura, submisso, pau mandado confesso, posto que afirmou fazer o que o capitão mandava: "um manda o outro obedece".
Colocou as armas acima dos livros e da vacina. Mas ele mesmo não sabia utilizar uma. Num stand de tiro não destravou a arma e se queixou: "não sai"😦; o filho alertou: "pai tá travada". Patético.
Se, quando prestei o serviço militar obrigatório, no exercício de tiro eu dissesse ao sargento "não saiu", levaria o maior esporro.
E fuzil, mosquetão (o que usei), revolver ou qualquer arma de fogo não tem bala, tem projétil.
NOTA DE ESCARECIMENTO
Nunca fui petista ou eleitor de Lula, a quem desejei ver na cadeia. Não adianta tergiversar, disfarçar ou mentir na cara de pau.
Ao longo dos 13 anos de existência deste blog, enquanto ele foi presidente, critiquei, acusei e me rebelei quanto a sua adesão ao bolivarianismo. É só navegar no espaço virtual.
O que o BNDES fez financiando obras no exterior, sem garantias, resultou num enorme prejuízo para o país. Levamos o calote.
Sem contar os casos notórios de corrupção.
O socialismo caboclo nunca me seduziu. Nem mesmo quando estudante, quando se dizia que quem não foi socialista até o trinta anos não tinha coração.
Reafirmo aqui e agora minha preferência pelo direito e respeito à propriedade privada, livre iniciativa, seleção e escolha baseada em mérito individual, liberdade de imprensa e outros princípios democráticos.
Alguns dos nomes escolhidos pelo Lula, agora, merecem respeito. Espero que conduzam bem suas áreas.
E espero e torço para que Lula deixe de lado a aspiração de ser líder mundial das minorias.
Obama errou ao dizer que ele era o cara. Estava sacaneando ... espero.
Hoje, dia 05 de janeiro de 2023, eu e Wanda estamos comemorando 62 anos de cumplicidade.
Com efeito, naquele remoto dia 05.01.1960, na sacada de um prédio pequeno situado na rua XV de novembro, no centro de Niterói, nós selamos o início do namoro, sem beijo.
O primeiro beijo, na boca, ocorreu no dia seguinte, na despedida dela embarcando de volta para sua casa no Espírito Santo, com a comitiva de estudantes capixabas em visita a Niterói.
Lembro perfeitamente de que nossa preocupação era a fidelidade, a sinceridade, a transparência, a lealdade no relacionamento que seria pelos meios postais/telegráficos. Como foi ao longo de quatro anos, considerados os dois de namoro e os dois de noivado, até o casamento em dezembro de 1964.
A razão era que estaríamos muito distantes um do outro, durante longos períodos. Eu marava em Niterói/RJ e ela em Cachoeiro de Itapemirim/ES.
Se um dos dois mudasse de planos seria fundamental avisar de imediato ao outro. Não gostaríamos de traição.
Nem conversas telefônicas teríamos, em princípio, pois na casa de meus pais havia telefone, mas na casa dela não. Aliás na cidade de Cachoeiro havia um Posto Telefônico, público e uma ligação dela para mim, se o caso, poderia levar horas de espera.
Neste interregno, janeiro de 1960 e dezembro de 1964, consegui ir namorar algumas poucas vezes em datas especiais, geralmente feriados. E principalmente dois anos após, para pedi-la em casamento, à moda antiga, na casa dos pais e diretamente ao pai reputado como severo.
Também à moda antiga foi nosso casamento, em duas cerimônias realizadas no dia 31 de dezembro de 1964. A primeira, pela manhã, na casa dos sogros, "de portas e janelas abertas", como apregoou o Juiz de Paz, e na presença de testemunhas, duas dela e duas minhas, titulados como padrinhos.
Desde de então vimos sedimentando a parceria, a cumplicidade, compartilhando dificuldades, adversidades, alegrias, tristezas, sucessos e fracassos.
Com nenhuma outra mulher, nenhuma outra, teria dado certo. Sim, deu certo.
Desnecessário, inoportuno, repleto de inverdades, exibicionista, narcisista, pretencioso e muito mais, o pronunciamento do vice no dia 30, em cadeia nacional.
Se arrogou assegurar a posse do presidente eleito em ambiente de paz e tranquilidade. Resquício da vontade frustrada de impor ao país uma ditadura de direita tão deletéria quanto as de esquerda mundo afora.
Ficou calado, no respeitante a coisas importantes, como a política de vacinas, e incentivos a armar a população, o que o transforma em cúmplice.
Responsável pela Amazônia, durante um período, fez um mea culpa, não no supracitado pronunciamento, mas em outro momento, na mídia, assumindo fracasso na missão.
Se queria aparecer deveria manter a inapropriada máscara com a logomarca do Flamengo. Chamaria mais a atenção. Mais até do que pendurando uma melancia no pescoço.
Tenho a impressão que pretende visibilidade para assumir o posto de líder da oposição ao governo Lula, puxando o tapete do Bolsonaro, que sonhava ter este papel.
Foi bizarro, ridículo, patético, risível distorcendo fatos. Ou maquiando os pífios resultados, na visão dele relevantes para o país.
Como coadjuvante no governo, é solidariamente responsável pelas cerca de setecentas mil mortes decorrentes da Covid-19. Ou na melhor das hipóteses, metade delas, muito provavelmente evitáveis.
Uma avergonha o Brasil ter pouco menos de 3% da população mundial e ser responsável por 11% dos óbitos ocorridos em função da pandemia
Teremos de engoli-lo como senador. Minha esperança é que pela total inabilidade política acabe se enforcando se dermos corda para ele.
O senador Romário, de quem parafraseei o título, e sabidamente bolsonarista, não aprovará minha opinião. Não faz diferença, agora ele é baixinho com outra conotação, não a carinhosa e afetiva, mas sim a de um parvo, uma espécie de Regina Duarte, deslustrando, ambos, seus nomes.
Não poderia deixar confinado em pequeno espaço e restrito aos que acessem o blog onde inserido, o seguinte comentário do Riva, um dos mais antigos e assíduos frequentadores do Pub da Berê.
Até porque endosso sua compreensão sobre o belo texto da Alessandra.
Aproveito o ensejo para concita-la a retomar suas participações e nos presentear com seus posts.
Eis o comentário supramencionado no primeiro parágrafo:
RIVA 2023 disse...
Queridos frequentadores do PUB, boa tarde. Estarei jiboiando essa semana, trabalho só dia 9.
Hoje reli todos os últimos posts de cada ano do GE, e olha, já reli umas 5 vezes esse da Alessandra, maravilhoso, muita sensibilidade, vira a gente do avesso ....
Era assim que o locutor oficial do Maracanã, em nome da ADEG, informava aos torcedores as substituições ocorridas nas equipes contendoras.
Eram tempos saudosos, em especial para os torcedores do Vasco da Gama, que tinha indubitavelmente o melhor elenco do Rio de Janeiro.
Mencioinei dois dos muitos jogadores, selecionáveis, que compunham o elenco cruz-maltino no final dos anos 1940 e início dos anos 1950.
Por São Januário transitaram Jair (Jajá de Barra Mansa), Heleno de Freitas (legenda no Botafogo), Ademir Menezes (Queixada), Ipojucan (de uma lentidão que irritava Flavio Costa, mas um fenômeno de técnica com a bola), Chico, Djair, Djalma II, Edmur, Danilo Alvim (o príncipe do corte de cabelo), Maneca, Sabará, Silvio Parodi (paraguaio), Pinga, ufa!!!
Jair Rosa Pinto
Heleno de Freitas
Nesta foto estão Ipojucan, o maior ao centro, mais Ademir, Chico e Sabará
Para os que são jovens a menos tempo que eu informo que a ADEG era um órgão público que administrava estádios, em especial o Maracanã.
Claro que além de cuidar do serviço de som do estádio, emitia e vendia os ingressos.
Abaixo um pinçado na internet.
Como o Vasco foi o primeiro campeão carioca da era Maracanã, sua torcida ficou com o privilégio de ocupar nas arquibancadas o setor a direita das cabines. Vejam nota ao final da postagem.
Por que relembrar agora esta época do Vasco glorioso, do "Expresso da Vitória" e da ADEG.
Simplesmente para criar um link, uma deixa, uma oportunidade de proclamar:
A ADEG informa: no Brasil, sai Bolsonaro e entra Luiz Inácio.
Segundo apuração de nossa reportagem a substituição atende aos aspectos técnicos, táticos e mentais ...
Notas:
1. Sobre o privilégio do Vasco contestado recentemente pelo Fluminense.
"E como ocorreu essa ‘ocupação de território’ em um dos estádios mais famosos do mundo? A tradição remonta a 1951, ano seguinte à inauguração do Maracanã. Segundo pesquisa realizada pelo jornalista Fábio Grijó, do SporTV, o Vasco teve o direito a escolher o lado em que desejava que sua torcida ficasse por ter sido o primeiro campeão carioca da Era Maracanã. Com o título de 1950, em 28 de janeiro de 51, conquistado na final diante do América pelo time que era a base da Seleção da Copa disputada no Brasil (Ademir Menezes, Danilo Alvim, Chico, Barbosa, Augusto, Maneca, Eli, Alfredo II).
3. Minha primeira ida ao Maracanã (levado por meu pai), foi no jogo Brasil X Espanha pela copa de 1950. O jogo das touradas em Madrid, marchinha de sucesso na época.