Não, não creio em um Deus num Céu. Daria mais crédito se fosse uma Deusa a dar vida ao Homem.
Assim é no reino animal. As fêmeas geram filhos, têm a capacidade de parir. Sermos todos "filhos de deus" parece-me machismo explícito. Numa ordem natural, não subvertida, uma Deusa teria dado vida a Adão.
Mas a exclamação do título diz respeito a outra excentricidade, e no caso perigosa. E não por intolerância, preconceito de gênero, porque a inteligência é feminina.
Eis a manchete que arrancou a perplexidade:
"Anthropic alerta que IA avança para criar novas versões de si mesma."
"Empresa diz que Claude já responde por 26% de seu trabalho de pesquisa e desenvolvimento, mas ainda não opera de forma totalmente autônoma."
E segue a matéria:
"A Anthropic afirmou que sistemas avançados de inteligência artificial estão se tornando cada vez mais capazes de participar da criação de futuras versões de si mesmos, um avanço que amplia preocupações sobre controle, segurança e ritmo de desenvolvimento da tecnologia. A informação foi divulgada pela AFP nesta quinta-feira (17)."
Segundo a empresa, seu chatbot Claude já responde por 26% do trabalho de pesquisa e desenvolvimento da Anthropic e colabora com funcionários humanos em mais de 90% das tarefas.
Em relatório, a companhia disse ter tornado os dados públicos para oferecer a governos, especialistas independentes e à sociedade “maior visibilidade sobre o ritmo do desenvolvimento da IA”, em um momento em que cresce o debate internacional sobre a possibilidade de desacelerar a evolução da tecnologia.
A principal preocupação apontada pela Anthropic é que modelos capazes de acelerar o próprio desenvolvimento podem dificultar a supervisão humana. “Modelos que aceleram seu próprio desenvolvimento podem tornar mais difícil para os humanos compreender ou controlar esses sistemas”, afirmou a empresa.
A companhia também defendeu que o acompanhamento dessas métricas é necessário para medir a proximidade de um cenário de autoaperfeiçoamento recursivo. Segundo a Anthropic, isso ocorreria “quando um modelo constrói de forma totalmente autônoma seu sucessor”.
Apesar do avanço, a empresa ressaltou que o Claude ainda não atua de maneira “totalmente autônoma”. O índice de 26% registrado em agosto significa, de acordo com a Anthropic, que o sistema consegue executar a maior parte de uma tarefa do início ao fim, mas sob supervisão."
Tenho me manifestado aqui, reiteradamente, ad nauseam, contra estas plataformas, por falta de regulamentação e limites estabelecidos.
Onde isto vai parar?
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