Quais são? Quantas são?
Qual a fonte mais indicada para responder a esta questão que me coloco? Digo fonte científica.
Pesquisei em Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, pela notoriedade de sua experiência, estudos e trabalhos neste campo do conhecimento.
Para ligar o nome a pessoa, facilitando a vida de quem nunca ouviu falar de Jung (tem?), cito a frase mais famosa dele: "Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta".
Não há unanimidade na definição dele, nem funcionalmente e nem quantativamente, no que se refere as funções cognitivas.
Ué!!! Poderão estar se espantando alguns. Por que este assunto aqui e agora? Andou bebendo?
Justifico, ou explico. Quando fiz o AVC (linguagem médica), em 2010, o neurologista que me atendeu por último, já à vista de exame de imagem, deu-me explicações sobre os neurônios, falando de terminações necrosadas e coisas que tais, mas decretou que pela nossa conversa e pelas lesões pequenas "minhas funções cognitivas estavam preservadas".
Pois é, como uma delas - a memória - é essencial, e como a minha está abarrotada, com algumas boas lembranças, mas também cheia de lixo, preciso descartar, desapegar (como fiz com coisas), para liberar espaço para coisas novas.
A internet ensina o que e como esvaziar várias coisas, senão vejamos:
Para limpar a memória do celular e liberar espaço, acesse as Configurações do seu aparelho, vá na seção de Armazenamento ou Assistência do dispositivo e apague os arquivos temporários, caches e aplicativos que você não usa.
Para limpar a memória RAM do notebook e melhorar o desempenho, você pode reiniciar o sistema, fechar programas pesados pelo Gerenciador de Tarefas ou fazer uma limpeza física dos pentes de memória.
A limpeza de documentos arquivados na nuvem depende de qual plataforma você utiliza, mas o processo geral envolve identificar os arquivos desnecessários, excluí-los e esvaziar a lixeira para liberar espaço permanentemente.
Para limpar o WhatsApp e liberar espaço no celular, use a ferramenta nativa de gerenciamento de armazenamento do próprio aplicativo para apagar arquivos grandes ou conversas pesadas.
Mas e a minha memória natural? Como apagar o que já não importa?
Como esquecer ações mal sucedidas? Como esquecer e apagar o remorso por não ter me empenhado como devia, ou ter não valorizado a importância que tinham, a fatos, compromissos e projetos que teriam mudado o rumo de minha vida?
Algumas coisas, com efeito, tê-las na memória, só ocupam espaço e não têm serventia prática, a não ser para a competição como a que realizamos em 2015, que conferia ao time vencedor o troféu "Cultura Inútil".
Mas espera aí, e o momento relatado? O encontro em família, a brincadeira, o que comemos e bebemos, não conta? Não merecem estar na memória?
Surge uma nova dificuldade: a memória seletiva para eleger o que é descartável. Vou me dedicar a isto.
Sem esquecer a lição de Adélia Prado.
Notas:
1. Adélia Luzia Prado de Freitas é mineira de Divinópolis, nascida em 13 de dezembro de 1935. É uma poetisa, professora, filósofa, romancista e contista.
2. https://jorgecarrano.blogspot.com/search?q=cultura+in%C3%BAtil
3. https://jorgecarrano.blogspot.com/2015/12/natal-com-bacalhau-torta-de-nozes-e-quiz.html


2 comentários:
Acho que a tarefa ficará po conta do Alzheimer. Ou da demência senil.
Lembrar das adversidades, dos fracassos, das omissões serve de reforço no processo de aprendizado.
Cientificamente falando, acho que só (talvez) mesmo o "alemão" ou a senilidade.
Mas esquecer o que, pra que ? Como vc mesmo disse, caro BM, tudo foi aprendizado.
Existem exercícios de seletividade de recordações, objetivando "apagar" as por vc consideradas inúteis. Confesso tentar praticar, mas é muito difícil, muito mesmo, nessa fase ociosa atual. Os pensamentos vêm e vão.
Hoje mesmo estava recordando tanta coisa que passamos juntos, eu e meu cunhado, olhando pra ele sedado, intubado numa cama de CTI. Nessas horas como é bom termos a memória 100%, relembrar tudo.
Sim, é bom poder recordar tudo, seja o que for. Não somos robôs...ainda.
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