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Bill no jardim de minha casa em São José de Imbassai - Maricá
William Longhall, Bill para os poucos íntimos, era um pastor manto negro, que adquiri no Campo de São Bento, às oito semanas de idade.
Fui seu tutor e professor do básico para um cão de seu porte e comportamento atávico. Não contratei um adestrador porque o mais próximo existente de São José de Imbassai, onde morava, cobrava um preço que daria para mandar um de meus filhos para Oxford.
A primeira lição foi no primeiro dia, ao chegarmos em casa. Coloquei ração no recipiente, e ao pega-lo de volta para reposicionar, ele rosnou e pegou meu dedo. Era bravo desde os dois meses.Quando já adulto, resolvi vender a casa e me mudar, o comprador era um oficial da Polícia Militar. Lidava com os cães de sua corporação. Viu o Bill e comentou: "vê-se que tem atitude".
Nem mesmo seu veterinário lidava tranquilo com ele se eu não estivesse ao lado.
Lembro que quando foi preciso operar, para extirpar, uma unha anatomicamente incorreta na pata dianteira, estando Bill deitado na mesa elevada, o veterinário pediu-me para ficar ao lado da mesa. Por questão de segurança.
Há 17 anos, desde quando este blog foi concebido e construído, pretendia comentar a capacidade que ele tinha de interpretar meus sentimentos.
Bill não era fiel, por instinto, era leal por racionalidade. Ciumento ao extremo.
Interpretava meus sentimentos de alegria, de raiva, de preocupação.
Castelar, um amigo já muito citado no blog, foi com a mulher nos visitar em SJI. Enquanto conversávamos no quintal, junto a garagem, ele se virou para Ida (sua esposa), e comentou: "olha como ele não tira os olhos do Carrano".
Era sempre assim perscrutando minhas emoções, minhas reações.
Mas como abordar um tema que ignoro, como muitos outros, conferindo um embasamento científico, acadêmico?
Matérias jornalísticas recentes deram verniz científico ao meu empirismo. Ei-las a seguir:
"Cérebro de cachorros capta várias emoções no rosto humano, segundo estudo".
https://exame.com/ciencia/caes-conseguem-ler-emocoes-humanas-pelo-rosto-aponta-estudo/
"Muitos tutores já diziam e agora a ciência comprova. Imagens de ressonância magnética trazem evidências de que os cães têm uma compreensão relativamente sofisticada das emoções humanas. Ao observar fotos de rostos humanos, esses animais são capazes de distinguir expressões de diferentes emoções, como alegria, medo ou raiva."












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