12 de agosto de 2026

Notícias da comuna

 

Trecho do Campo de São Bento

No passado dava para namorar, na verdade "tirar um sarro", durante a noite, sem ser molestado.

Atualmente, segundo consta, perigoso até durante o dia.

Frequentei, acompanhando minha mulher, aos domingos, a feira de artesanato e artes.

Wanda escondida atrás das telas  que expunha, no CSB

A feira é (ou era) bem movimentada (veja abaixo).


Niterói terá a primeira escola pública bilíngue em português e espanhol da rede municipal. A Escola Municipal Dom José Pereira Alves, na Vila Ipiranga, Fonseca, Zona Norte da cidade, será a unidade-piloto da iniciativa, que será implementada em parceria com o governo do Uruguai.



https://niteroi.rj.gov.br/niteroi-tera-primeira-escola-publica-bilingue-em-portugues-e-espanhol-2/


Theatro Municipal de Niterói completa 142 anos como símbolo da cultura.

Interior do Teatro Municipal de Niterói

Este foi o primeiro teatro que frequentei, ainda menino, levado claro por meus pais, para assistir desde um camarote, a peça "As Mãos de Eurídice" famoso monólogo escrito por Pedro Bloch e protagonizado pelo ator Rodolfo Maya, que realizou o  espetáculo  nos palcos brasileiros.

Aqui entre nós, achei um saco o monólogo, a despeito da apresentação cênica do famoso ator.

https://atribunarj.com.br/materia/theatro-municipal-de-niteroi-completa-142-anos-como-simbolo-da-cultura



A orla de Icaraí será repaginada. Ganhará quiosques modernos, com banheiros, e uma ciclovia com 1,2 quilômetros.





E por falar em ciclovias, serão delimitadas também no túnel.



Quadra da Praia das Flechas, com jardins bem cuidados. Com sol a pino, vez ou outra é nela que caminho.


De lá avisto o MAC, em dia nublado (ver abaixo).




Nota:
Comuna: em países como França, Itália (comune) e Suíça, é a menor unidade de governo local ou município.

10 de agosto de 2026

Brincando com fogo

 



Muita gente, boa e ruim, sustenta a tese de que o desenvolvimento e aplicação da Inteligência Artificial (IA) atingiu um ponto em que não há possibilidade de retorno.

Pode ser. Mas será um erro ir adiante sem limites pactuados, rastreáveis e exigíveis. Urge frear e estabelecer fronteiras. Não havendo regras, protocolos, normas reguladoras, no linguajar popular, chulo, mas bem definidor: vai dar merda.

O homem "brincou de Deus", numa feliz definição (Paul Ramsey?), no momento do desenvolvimento de clonagem de seres vivos, que teve como protagonista a ovelha Dolly, em 1996.

As pesquisas e estudos científicos que descobriram que as células-tronco embrionárias possuem a capacidade única de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo humano, e portanto esta característica as torna uma das ferramentas mais promissoras para a ciência e a medicina moderna, o tema foi objeto de vivo  interesse, debates e, no Brasil, foi parar no STF.

A pandemia Covid-19, teve origem em um vírus chamado SARS-CoV-2, que pertence à família dos coronavírus (pesquisei este dado).

Pois bem, existem duas principais hipóteses científicas e debates sobre o modo como esse vírus passou a infectar os seres humanos: origem natural que o vírus passou de animais silvestres (como morcegos) para os humanos; ou  acidente de laboratório, aventando que  o patógeno poderia ter escapado acidentalmente de uma instalação de pesquisa científica que estudava coronavírus.

Mas houve uma terceira versão, esta política, especulativa, de que a China produziu o virus intencionalmente. Com finalidade bélica.

Mau uso da ciência? Para fins condenáveis?

Dos tempos de bancos secundaristas lembro que o domínio do fogo foi considerado um dos grandes avanços para constituição de núcleos sociais.

E a observação é de que o fogo não foi inventado, não foi descoberto ou desenvolvido pelo homem. Que se limitou a aprender a controlá-lo. Esta é a chave: controle.

Os riscos são imensos e podem se agravar.

Dois casos recentes chamaram minha atenção. A IA poderia ter agido por conta própria, por  sua livre iniciativa e vontade. Vontade (?).

Vejam as matérias usando os links oferecidos.

"ChatGPT: OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes'."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce97nzg2z37o


"Resumo do dia: IA cria vírus; Ciência se prepara para futura pandemia."

https://olhardigital.com.br/2026/08/07/medicina-e-saude/resumo-do-dia-ia-cria-virus-ciencia-se-prepara-para-futura-pandemia/


O pior é que nada posso fazer. Ou já fiz com este post na exata medida de meus recursos. Como fez o beija-flor no incêndio na floreste. Levou uma gota de cada vez. Era o que podia,

7 de agosto de 2026

Longevidade

103, 104 e 109 anos de idade


Estas irmãs centenárias, plenamente lúcidas, levam a reflexões.

Viver muitos anos vale a pena se obedecidas premissas básicas: lucidez, ou funções cognitivas preservadas, de sorte a reconhecer os familiares de seu entorno; autonomia motora, para poder ir, sozinho, às instalações sanitárias para dar conta das necessidades fisiológicas; não ser um peso no orçamento de filhos e/ou netos; ver o Vasco campeão brasileiro. 

Destas condições penso que ver o Vasco campeão é a de atendimento mais  complicado. 😂😂😂Mais do que não pesar no orçamento doméstico, porque dependendo da atividade laborativa exercida os proventos da aposentadoria podem cobrir as despesas básicas.

Não viver como um repolho, numa cama, é uma benção. Minha avó materna, portuguesa de Viseu, nonagenária, nunca foi hospitalizada, não tenho lembrança de saber que esteve enferma sob cuidados médicos.

Quando na idade provecta sofreu uma queda e bateu com a cabeça  num degrau de escada, teve que ser hospitalizada, pela primeira, única e última vez, em razão do óbito.

E não teve vida fácil. Enviuvou cedo, com 3 filhas. Voltou a casar e gerou mais 4 filhos antes de ficar viúva, de novo. Foram 6 filhas e um filho, e todas elas casaram na igreja de véu e grinalda, por sua educação severa mas amorosa.

Coincidentemente no ramo paterno também minha avó teve vida longa, sobrevivendo ao meu avô durante alguns anos. Este avô está homenageado, com seu nome dado a uma rua no município de São Gonçalo, cujo CEP é 24430-330.

Tirante estes casos isolados, das duas avós, minha família não tem histórico de longevidade. Não sei se isto é desanimador, ou não há relação genética para tempo de vida.

Aos 86, fiz um AVC, há 16 anos, e 4 cirurgias, sem contar catarata. 

Curiosamente sofri um par de anos com colite, curada com a reza da mãe de um dos médicos aos quais recorri. Juro que é verdade.

Este filho médico me desenganou quanto a cura. Diagnosticou como colite de origem emocional,  chamada colite nervosa, ligada a momentos de muito estresse e ansiedade que afetam o ritmo do órgão. Recomendou que eu mudasse de emprego😄.

Seu irmão, meu amigo, e colega de trabalho, comentou: "Bob não sabe nada, mamãe vai te curar."

A mãe, uma senhora já de idade avançada, de origem escocesa, rezou-me durante dois domingos e deu-me como livre do desconforto e mal-estar. São passados mais de 50 anos, não mudei de emprego imediatamente e quando mudei de ocupação assumi funções ainda mais estressantes, sem dor ou gastroenterite.

Volto as velhinhas brasileiras, irmãs mais longevas do planeta, registrado no Guinness World Records.

Levita, Zoraide e Zulina

Elas têm 109, 104 e 103 anos: as três irmãs brasileiras que têm o segredo da longevidade e que a ciência quer descobrir.


Nota: ver matéria em 

https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/08/01/elas-tem-109-104-e-103-anos-as-tres-irmas-brasileiras-que-tem-o-segredo-da-longevidade-e-que-a-ciencia-quer-descobrir.ghtml


4 de agosto de 2026

A caminhada passou a ter um pequeno viés deprimente

Década de 1950



Desde cedo frequento a Praia de Icaraí. Mesmo quando morava distante do bairro, e vinha de bicicleta, com meu melhor amigo da época, Doraly José do Canto, colega de colégio e quase vizinho na Ponta D'Areia. 

Trampolim à direita

Ainda estava de pé o trampolim de onde eu só saltava da primeira plataforma, e olhe lá.



Quando ingressei no Liceu passei a frequentar a praia, no trecho defronte as ruas Belisário Augusto e Otávio Carneiro, tirando chinfra por causa de minhas ligações liceístas.

E mesmo sendo invasor, fazia coro com eles de que no trecho defronte ao Cine Icaraí "chovia". Era baixo clero, porque lá ficavam os moradores de bairros de bairros distantes, como Fonseca, Cubango  e Santa Rosa, porque o ônibus 49, Circular, tinha uma parada bem defronte à Praça Getúlio Vargas.

Lá desembarcavam hordas de "farofeiros".

Com Roberto Durão, este amigo do curso do Comandante Paulo Pessoa, e cujo pai possuía um Packard 1941, e vez ou outra emprestava ao filho, ficávamos desfilando vagarosamente junto ao meio-fio, no lado do mar, paquerando as meninas que faziam footing pelo calçadão ainda estreito.

As caminhadas no calçadão, a pé, como rotina,  tiveram início quando comprei meu primeiro apartamento no bairro, na Rua Miguel de Frias. 

E quando mudei, como locatário,  para o Santos Apóstolos, condomínio ao lado do prédio do Cassino Icaraí (atual sede da UFF), e já então casado, passei a fazer caminhadas matinais na beira d'água, ali onde o mar se rende à areia, molhada e dura, banhada pelo fluxo e refluxo do mar.

E, eventualmente, também à noite no calçadão, após o jantar, para digestão.

Bem, são anos e anos caminhando no famoso calçadão.

Neste interregno encontrava, acenava a mão ou parava para breve papo, com muitos amigos.

E cruzava com muitos desconhecidos que se tornavam conhecidos tantas as vezes em que nos víamos na mesma rotina de caminhar lentamente.

E na fase profissional? Eram tantos os  clientes ou condôminos de prédios onde atuava, comparecendo à assembleias ou aforando cobranças que por vezes tinha que parar para um breve cumprimento.

E assim, ainda hoje, mantenho sempre que possível meu hábito de caminhar. Não mais sentando um pouco, num dos bancos da "Curva da Itapuca" porque as tartarugas não mais aparecem no ali no mar junto as pedras famosas (Itapuca e do Índio) e outras menores e anônimas.

Ali, atualmente, só surfistas quando as ondas estão favoráveis.

Estou divagando mas não me afastando do tema que elegi para esta postagem, senão desenhando o contexto.

Como narrado são anos, momentos e circunstâncias nas caminhadas no calçadão, quando encontrava amigos e rostos familiares pela constância do mesmo prazer.

O que me deprime, ou entristece melhor  explicitando, é que com o passar dos anos, principalmente estes últimos dez, foram escasseando estes encontros ou cruzamentos, em razão de idade  avançada, limitações físicas, mudanças de endereço e outras razões, com prevalência de óbitos.

Onde as caras familiares? Os amigos? Os clientes? Meus médicos? Contemporâneos do Liceu?

Dou-me conta que sou o sobrevivente de tempos maravilhosos, prazerosos, de encanto com a natureza, com o visual.

De quando pela manhã corria e me exercitava, antes de um mergulho.


A água era menos poluída, tinha até tatuís enterrados na areia molhada no quebra mar. Bastava enterra a mão na areia e ao puxa-la não raro vinha um tatuí. Acreditem.

Era muito bom viver em Niterói. Uma aldeia global.

A Praia de Icaraí tinha um bonde que subia a Estrada Froes e ia até o Saco de São Francisco

Década de 1950


Século XXI - quanta mudança em 70 anos.

Notas:

1. A foto do automóvel foi colhida na rede mundial, mas o modelo do veículo é idêntico ao do pai do Durão.
2. Locais badalados, em diferentes épocas:
a) Gruta de Capri, na Miguel de Frias, para comer uma pizza brotinho com um chopinho.
b) O Bier Strand na esquina da Pereira da Silva, para bebericar e bater  papo com amigos.
c) A histórica sorveteria italiana que ficava nos fundos de um terreno na Praia de Icaraí (Avenida Jornalista Alberto Francisco Torres). A tradicional "Sorveteria e Pizzaria Italiana". 
3. Orla de Icaraí, em Niterói, dá mais um passo para ganhar novo visual. 
4. https://www.atribunarj.com.br/materia/niteroi-cria-grupo-de-trabalho-para-elaborar-nova-orla-de-icarai

https://enfoco.com.br/noticias/regiao/niteroi/orla-de-icarai-em-niteroi-da-mais-um-passo-para-ganhar-cara-nova/




3 de agosto de 2026

Assuntos fora de pauta





Pelo menos durante alguns meses um assunto não entrará em nossas pautas.

Pelo menos até as eleições, incluído o segundo turno se o caso.

Falo de política, nacional e internacional. Política é assunto tóxico, desagregador.

Poderia abrir exceção para discussão acadêmica, doutrinária ou filosófica, mas não tenho fôlego para chegar a níveis mais profundos.

Vamos priorizar mulheres, o que nos permitirá vários vieses de apreciação.

Vamos dar preferência à natureza, aos seres vivos, animais e vegetais.

Vamos destacar literatura e artes cênicas.

Poderemos falar de bebidas e da gastronomia nacional e internacional.

Enfim assuntos não faltarão.


1 de agosto de 2026

Festa Literária Internacional de Niterói - FLIN

 



A Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) é um festival gratuito de literatura, arte e pensamento realizado pela Prefeitura de Niterói por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN). O evento reúne grandes nomes nacionais e internacionais em debates, apresentações e oficinas. 


Edição de 2026:

Marcada para os dias 13 a 16 de agosto, com o tema “Território das Palavras” e homenagem póstuma à filósofa e intelectual Lélia Gonzalez.

Local e Informações Gerais

Onde: Reserva Cultural (Avenida Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos, Niterói - RJ).

Entrada: Gratuita.

Atrações: Mais de 60 atividades divididas em múltiplos palcos, incluindo mesas de debate, teatro, contação de histórias e cinema ao ar livre. 


https://atribunarj.com.br/materia/flin-2026-homenageara-lelia-gonzalez-e-tera-espaco-para-autores-locais


31 de julho de 2026

PÁSSAROS

Voar é o que chamo de liberdade. Portanto estou me referindo à liberdade dos pássaros. Noves fora estilingues (atiradeiras), alçapões, gaiolas, viveiros e outros gêneros de cativeiro.

E em especial os predadores da cadeia alimentar, existentes até mesmo no reino das aves.

Nem todos os pássaros, ou aves, voam, como por exemplo  os pinguins. E galinhas cujo voo não as leva longe.

Mas de um modo geral pássaros são espécie privilegiada. Alguns têm plumagem linda, sem prejuízo de terem cantos harmonioso ... e se deslocam voando.

E as habilidades? Vejam por exemplo este "alfaiate".




Uirapuru

Pássaro alfaiate

Araçari predador

Chupim


Pica-pau

Saíra apunhalada


João de barro

Bicudinho do brejo

Juruva - Amazônia

Pássaro alfaiate



Nota:

Turismo de observação de aves: atividade atrai milhões de pessoas e impulsiona a economia local e a ciência.

https://jornal.usp.br/radio-usp/turismo-de-observacao-de-aves-atividade-atrai-milhoes-de-pessoas-e-impulsiona-a-economia-local-e-a-ciencia/