13 de março de 2026

FATOS INOPINADOS DO FUTEBOL

São dezenas, centenas e talvez até milhares de casos inusitados, surpreendentes, que ocorrem no universo do futebol.

O mais recente, aqui no Brasil, foi a consagração do Barra F.C. como campeão catarinense de 2026.

Fundado em 18 de janeiro de 2013, tem, em consequência, 13 nos de existência.

O Barra Futebol Clube, do Balneário Camboriú, Santa Catarina, Brasil, é carinhosa e popularmente chamado de "Pescador".

O mando de campo de seus jogos ocorre no Estádio Arena Barra FC, com capacidade para 5.500 torcedores, que fica localizado em Itajaí, que dista 11 Km de Camboriú. 

Nestes 13 anos o clube foi subindo de divisão, até alcançar a primeira do futebol catarinense que tem como seus principais e mais tradicionais clubes:  Avaí, Figueirense, Criciúma, Chapecoense e Joinville, conhecidos como os "cinco grandes" do Estado.

Surpresa, em todo o mundo, dada a importância da Premier League, foi a conquista do título inglês pelo Leicester City Football Club, na temporada 2015/2016.

Fundado em1884, o clube jamais conquistara o título inglês ... e jamais conquistará de novo (como minha opinião).

Rebaixado em 2023 para a segunda divisão, amarga sérios problemas. Sobreviver já será um grande feito.


NOTAS:

1. https://www.4oito.com.br/noticia/barra-faz-historia-e-conquista-o-catarinense-85757


2. https://www.ogol.com.br/noticias/lanterna-da-terceira-divisao-inglesa-faz-historia-e-volta-as-quartas-da-copa-apos-70-anos/1070723

12 de março de 2026

Viagens de trem

Mais do que cruzeiros marítimos, mais do que viagens interplanetárias, mais do que ir para São Paulo pela Rio-Santos (parte da BR-101), mais de que descer para o litoral paulista pela Anchieta (SP -150) as viagens de trem, talvez com raríssimas exceções, como por exemplo esta abaixo de 1.200 Km, em pleno deserto, nos Emirados Árabes, são mais prazerosas do que as feitas por outros meios.

Por causa da monotonia da paisagem, sempre igual, sem nuances e curiosidades.

Deserto - Emirados Árabes - 1.200 Km

Também não fiz viagens transatlânticas, cruzeiros, embora  incentivado por amigos e parentes, por razões semelhantes, imagino que em alto-mar o visual seja cansativo, aquele marzão, cá para nós, sem graça.

Alto-mar, sem graça e perigoso

O argumento dos que gostam é o de que os navios oferecem mil atrações, como vários ambientes para refeições e degustações, palcos para shows, salões de jogos, piscinas, etc.

Mas peraí posso ter tudo isto em terra firme, sem risco de ser personagem de Titanic.

Sim, argumentam, mas quando você chega à Grécia, tudo valeu a pena.  Mas pondero que poderia fazer o percurso Paris-Atenas via ônibus e trem: https://www.rome2rio.com/pt/map/Paris/Atenas#r/Train-bus-via-Sankt-P%C3%B6lten

Já numa janela de trem as paisagens vão se alternando, por vezes aparecem vistas que parecem telas de impressionistas clássicos.

Eu me amarrava nas viagens ferroviárias, mesmo quando um pouco desconfortáveis e cansativas, como quando ia namorar em Cachoeiro de Itapemirim, saindo de Niterói.

Ou quando, ainda criança, em viagens com a família toda, íamos para Miguel Pereira, então ainda distrito de Vassouras.

E as consideradas turísticas, de pequenos cursos, em Minas Gerais  o no Rio Grande do Sul?

Como por exemplo o "Trem dos Vales", no RS, documentado na foto e link a seguir:


Outras imagens de trens, colhidas ao acaso, na rede mundial:











 



O trem mais longo do mundo (acima), registrado na Austrália, tinha mais de 7 quilômetros de extensão e foi montado para o transporte de minério de ferro em uma região árida. 
Digo eu que para percorrê-lo desde a locomotiva até o último vagão, tinha que chamar o Uber (😂😂😂)






















A foto acima é de percurso na Escócia. Muitas outras em:


Se você pode, então, alugar uma cabine exclusiva num trem que certamente disporá de vagão restaurante, sua viagem será agradável, segura e mais barata.

Meus filhos, há anos, na década de 1990, em tour pela Europa, viajaram entre cidades e países por trem. Muitas vezes fazendo conciliar os horários (à noite) de sorte a economizar diárias de hotéis.

Para encerrar esta lenga-lenga  registro que a viagem através do Eurotúnel é sem graça, embora confortável e rápida na ligação Londres-Paris.

Eurostar - ano 2000

Mais trens em:



11 de março de 2026

Trump mata crianças

Durante parte de minha adolescência, a propaganda anticomunista apregoava que os comunistas comiam criancinha.

Ainda um beócio em geopolítica, achava estranho posto que afinal a União Soviética (basicamente a Rússia) lutara ao lado dos Aliados (USA inclusive) no combate ao nazismo.

Agora Trump, presidente dos USA, ficamos sabendo, não come criancinhas pela via oral, mas pode ser praticante de pedofilia, até que seja provado em contrário no processo Epstein, eis que o nome dele aparece repetidas vezes em documentos do processo. Não há, ainda, acusação formada, mas o caso ainda rende e quem sabe?

Como e por que avento a possibilidade dele ser responsável pela morte de mais de 150 pessoas, inclusive e principalmente crianças, em uma escola iraniana torpedeada pelos EEUU? 

O ‘New York Times’, jornal norte-americano, aponta EUA como provável responsável por bombardeio contra escola no Irã.

Leia mais em:

https://www.cartacapital.com.br/mundo/new-york-times-aponta-eua-como-provavel-responsavel-por-bombardeio-contra-escola-no-ira/

A prova mais robusta é que os destroços encontrados no local, são de um  míssil BGM-109 Tomahawk,  somente utilizado pelos americanos neste conflito.

E o celerado ainda atribui aos próprios iranianos o bombardeamento da escola.

A história há de jugar, um dia, as ações deste malfeitor.

Esta "guerra" não interessa ao povo americano, diretamente. Só interessa diretamente aos israelenses, em especial ao Netanyahu.

Indiretamente, como forma de dificultar o suprimento de petróleo à China, eis que ficariam sob controle americano a Venezuela e o Irã, grandes fornecedores, até poderia se justificar. 

Mas a esse preço?

Pinçado na imprensa americana: 

"US Tomahawk struck Iranian base next to school destroyed in deadly attack, video appears to confirm

Footage has emerged that appears to show a US missile targeting the Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC) naval base adjacent…"

https://www.msn.com/en-us/news/world/us-tomahawk-struck-iranian-base-next-to-school-destroyed-in-deadly-attack-video-appears-to-confirm/ar-AA1XPYAn?ocid=nl_article_link


9 de março de 2026

Fui reprovada por um décimo...

 


 

Por

Wanda C. Carrano

 

 

  

Minha família era pobre. E meus pais de poucas letras. Mas tinham uma  aspiração: ver todos os filhos formados. E éramos 8 filhos no total.  Tive 7 irmãos  biológicos (dois já falecidos) e uma irmã afetiva, criada desde pequenina por meus pais. É interessante  como as pessoas mais carentes são exatamente aquelas que mais se preocupam com os outros mais desprovidos  ainda.

 

Ver os filhos formados significava dizer que as mulheres seriam professoras, porque fariam o "curso normal", maior nível de escolaridade possível na cidade. E os rapazes fariam o "curso técnico de contabilidade" pelas mesmas razões: falta de opções.

 

Era com imenso sacrifício que meu pai, concluído o curso primário no “Grupo Escolar Graça Guardia”, de ensino público, nos mantinha em escolas particulares. Mas havia uma regra: não podia repetir o ano, ou seja, se reprovado o destino seria a volta a escola pública.

 

Exatamente por causa desta regra deixei de estudar no "Colégio São Pedro”, que existia na Rua 25 de Março,  onde fazia o curso normal, e fui no ano seguinte para o Liceu de Cachoeiro, onde, finalmente, obtive o grau de professora primária (aqui em Niterói, chamada de normalista). No local onde funcionava o Colégio São Pedro e a Escola de Comércio, hoje tem um Shopping Center.

 

A diferença era que o curso normal na minha cidade, naquela época, tinha apenas dois anos de duração, e nas outras cidades maiores (Vitória, Niterói, Rio) o curso era de três anos.

 

Fiquei reprovada em Psicologia, graças ao padre Murilo que não admitiu me conceder mais um decimo na prova. Bem, o fato é que tive que repetir  o ano. Perdi também, com a mudança de colégio, o contato com as colegas.

Durante o curso primário no "Graça Guardia", a gente morava um pouco distante, no bairro chamado Coronel Borges,  mas ia à pé porque com o tostãozinho do ônibus que mamãe dava  eu comprava um pedaço de coco no bar do seu Jodimir. 


Do outro lado deste bar tinha um campo de bocha, onde eu ia levada por meu avô. Ele ficava jogando e eu no balanço improvisado. Meu avô gostava muito de mim, mas minha avó gostava mais ainda. Eu era a neta preferida.


Na casa dela é que eu matava aula e ela me escondia de minha mãe quando ela ia lá. Ela fazia um prato muito simples, dentro do orçamento familiar, que era uma delícia: macarrão com alho e azeite, e botava um pouquinho de colorau. Até hoje sinto saudades do macarrão de minha avó. As vezes faço aqui em casa, mas não fica igual.

 

No tempo do Liceu, já morávamos na cabeceira de uma das pontes sobre o rio que dá nome a cidade, e já mais grandinha participei de algumas competições esportivas e cheguei a ser eleita princesa do “Jubileu de Prata”. Nesta época construí uma amizade muito firme com Regina Tereza Severiano, que perdura até hoje.

 

Casamo-nos, mais ou menos na mesma época,  temos filhos e netos, ela mora em Vitória e eu em Niterói, mas nos falamos no Natal e nos respectivos aniversários. E já nos vimos umas duas vezes no curso destes 50 anos.

De certo modo devo a mãe dela – Dona Julieta – ter casado com o Jorge. Foi ela que conseguiu convencer meu pai a deixar que eu viesse numa excursão das alunas do Liceu. Ela chefiava o grupo.

 

Ficamos hospedadas no Ginásio do Caio Martins e fomos recebidas no antigo Palácio do Ingá, sede do governo fluminense  (antes da fusão do antigo RJ com o Estado da Guanabara),  pela esposa do governador  Roberto Silveira, que faleceu em desastre de helicóptero algum tempo depois.

 

Foi durante esta  excursão que eu e Jorge  – meu marido há 50 anos –  e que morava em Niterói, começamos  namorar em 1960.

 

Sobre Cachoeiro muito já foi dito no blog e em outros locais na internet. A cidade mudou pouco nestes anos que se passaram desde que, após o casamento, de lá me mudei para Niterói.

 

Naquela época Roberto Carlos cantava na ZYL-9 Rádio Cachoeiro de Itapemirim. Só. Não era, ainda, o Rei. Eu já havia sido princesa (risos).

 NOTAS:

1.Originariamente publicado em:

30 de maio de 2014

https://jorgecarrano.blogspot.com/2014/05/fui-reprovada-por-um-decimo.html


2. Mantida a foto original da postagem. Envelheceu nestes 12 anos decorridos. A propósito no próximo dia 17 irá completar 85 anos. Tá ficando uma velhinha simpática.


3. Republicada porque ontem, "Dia Internacional da Mulher", ela foi, como não poderia deixar de ser, uma das mulheres da minha vida. E há 61 anos.


8 de março de 2026

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 


As mulheres da minha vida, com as quais convivi e convivo. Quatro delas estão na memória afetiva.

Minha mulher - Wanda - há 61 anos me aturando, como amiga, parceira, cúmplice, amante. Criou nossos dois filhos, com sucesso.

Minha avó  materna - Ana - portuguesa de Viseu, que me dava as moedas de 2 mil reis que ganhava das filhas. Faleceu aos 90 anos, porque teve uma queda na qual bateu fortemente com a cabeça numa pedra. O trauma, na idade dela, foi fatal. Dois casamentos, um em Portugal e outro no Brasil (com português), com os quais teve sete filhos (seis mulheres e um homem). Exerceu o papel de matriarca enquanto viveu.


Minha mãe - Edith - que merecia um filho melhor, por todos os contratempos que enfrentou, sem deixar de ser mãe. Casou muito jovem, o que comprometeu dar sequência aos estudos universitários. Criou e educou seus três filhos com amor, energia, equilíbrio e bom senso.


Minhas irmãs - Sara e Ana Maria - que já descansam da vida terrena, amigas, parceiras heroínas, cada uma com sua causa, cada qual na vida que elegeu.


Associação de ideias, o que a desconfiança provoca

A propósito das fracassadas tentativas de unir os povos árabes, em torno de uma Federação, ou Repúblicas Árabes Unidas, narradas nas postagens anteriores, ocorre-me uma história verdadeira que acompanhei casualmente em meados da década de 1960.

Com o advento e expansão dos supermercados, os atacadistas "ceboleiros" ou "cerealistas" da Rua do Acre, no Rio de Janeiro, perderam seu poder de compra junto aos produtores. Deixaram de obter preços competitivos em função da escala. Cada qual comprava muito menos individualmente do que as redes de supermercados.

Alguém teve uma ideia, aparentemente muito boa: somar esforços, que no caso seria a criação de um Centro de Compras, que adquiriria dos produtores quantidades que representariam o somatório dos volumes das compras individuais historicamente realizadas por eles atacadistas.

Não vingou, nem saiu do papel. Sabem por que?

Na primeira reunião para definição dos volumes a serem comprados, o item primeiro seria o arroz.

Quando o moderador indagou, na sequência, do primeiro participante quais eram as quantidades que ele costumava comprar, ele subiu nas tamancas: -  Peraí, você quer  saber quanto eu vendo de arroz? Esse é um dado confidencial, estratégico.

Pronto! Melou o pé de guaco. A desconfiança, a falta de transparência, de lealdade, sepultaram  o que talvez fosse uma boa ideia.

Os atacadistas ainda hoje vendem para pequenos mercados de bairro, quitandas, pequenos empórios, a preços que não permitem que estes concorram com os supermercados. Por que compram - eles atacadistas - volumes menores.

Entretanto algumas cooperativas, que têm conceito semelhante, porque cada qual entrega às mesmas o que produz, são exitosas.

7 de março de 2026

ESTER ou ESTHER (nome hebraico Hadassa)

Conforme prometi, ou ameacei,  eis perfunctoriamente, uma abordagem sobre Ester uma jovem judia que se tornou rainha da Pérsia e arriscou sua vida para salvar seu povo de um extermínio planejado.

Se quiser se aprofundar busque  "A história de Ester", narrada no "Livro de Ester" na Bíblia Hebraica (Antigo Testamento)

Órfã, Ester (seu nome hebraico era Hadassa) foi criada por seu primo mais velho, Mardoqueu, um funcionário do palácio.

A história se passa em Susã (ou Susa), uma das capitais do Império Persa, durante o reinado de Xerxes I (referido como Assuero na Bíblia), por volta do século V a.C..

Após a rainha Vasti ser destituída, o rei Assuero (Xerxes I) organizou um concurso de beleza para escolher uma nova rainha. Ester foi escolhida, mas, sob instrução de Mardoqueu, manteve sua origem judia em segredo.

Hamã, o primeiro-ministro do rei, tinha planejado o genocídio de todos os judeus do império (antecessor de Hitler, em séculos), porque Mardoqueu se recusou a se prostrar diante dele. Hamã convenceu o rei a assinar um decreto ordenando a matança dos judeus em um dia específico, sorteado por ele.

Mardoqueu convenceu Ester a interceder junto ao rei. Mesmo correndo risco de morte por se aproximar do rei sem ser chamada, Ester jejuou por três dias e falou com o rei, revelando a trama de Hamã e sua própria identidade judia.

O rei ordenou a execução de Hamã na forca que ele havia construído para Mardoqueu. Como um decreto persa não podia ser revogado, o rei permitiu que Ester e Mardoqueu emitissem um novo decreto, autorizando os judeus a se defenderem. Os judeus venceram seus inimigos e a data foi celebrada como a festa de Purim, que até hoje comemora a libertação da comunidade judaica. 

O "Livro de Ester" é uma das principais referências sobre a vida dos judeus no exílio (diáspora) após a destruição do Primeiro Templo.

Embora o nome de Deus não seja explicitamente mencionado no "Livro de Ester", a narrativa destaca a providência divina agindo por trás dos bastidores.

A tradição judaica aponta a tumba de Ester e Mardoqueu em Hamadan, no Irã. 

A história de Ester é celebrada anualmente na festa de Purim, caracterizada pela leitura do "Livro de Ester" (Megillah) e por atos de caridade e troca de alimentos. 

Este fato foi que me chamou a atenção: uma importante heroína judia, tem sua tumba na terra de inimigo juramentado.

Assistam e ouçam, em:

 https://www.youtube.com/watch?v=b2_AiC1RcG8