23 de março de 2026

RONALDO CAIADO pode ser um nome?



Pode, claro. Se você caro leitor, como eu, rejeita o bolsonarismo, mas tem como ideologia política viés de direita, e descarta reeleger Lula, em quem votou como antídoto ao negacionista Bolsonaro, e está decepcionado, então o Caiado é um nome a ser avaliado.

Médico, não se opunha a vacina que Bolsonaro não aprovava o que levou a óbito uma grande quantidade de brasileiros. A Covid-19 era uma "gripezinha", e a utilização de cloroquina resolveria.

Caiado foi deputado federal e senador representando seu Estado, com atuação de protagonista.

Em pesquisa recente foi aprovado com percentual próximo aos 80%, pelos eleitores de Goiás, Estado que ele governa.

Produtor rural, muito envolvido com o agronegócio que tem sido a locomotiva de nossa economia, com destaque nas exportações.

Sua bandeira principal é a segurança, que é uma preocupação dos brasileiros, em todo o país.

Não tem oratória brilhante, mas é razoavelmente articulado, e tem voz firme e potente, aliado a uma boa estampa física. Muito melhor do que Lula, por exemplo. 

Mais na Wikipédia, que pode ser acessada em: 

Voltarei ao assunto depois de ponderar com cuidado.

22 de março de 2026

Vasco da Gama, o navegador

 


Desde os bancos primários ouvimos referências a navegadores importantes dos séculos XIII e XIV, tais como Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral e Cristóvão Colombo.

Tínhamos que memorizar seus nomes, feitos e datas.

Vasco da Gama  foi um nobre, navegador, explorador e administrador português, que na "Era dos Descobrimentos", destacou-se por ter sido o comandante dos primeiros navios a navegar da Europa à Índia, na mais longa viagem oceânica até então realizada, superior a uma volta completa ao mundo pelo Equador.

Passados anos e até séculos, em 21 de agosto de 1898, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundado o Clube de Regatas Vasco da Gama.

E o Vasco da Gama, clube, e não o navegador, conquistou a Espanha.

Com efeito o Vasco da Gama possui um histórico vitorioso em torneios de verão na Espanha, especialmente entre as décadas de 1950 e 1980. Os principais títulos conquistados em solo espanhol foram: 

O Vasco da Gama conquistou o prestigioso Troféu Teresa Herrera de 1957, tornando-se o primeiro clube brasileiro a vencer o torneio, na cidade de A Coruña,  na Espanha. Na final, realizada em 16 de junho de 1957 no Estádio Riazor, o Vasco derrotou o Athletic Bilbao por 4 a 2, com gols de Vavá (2) e Válter (2), superando cansaço de viagem e conquistando o título com grande atuação. 

Troféu Ramón de Carranza (tricampeão): O Vasco conquistou este tradicional torneio, realizado em Cádis, nos anos de 1987, 1988 e 1989.

Torneio Cidade de Sevilha (1 título): Conquistado em 1979.

Copa Myrurgia (1 título): Conquistado em 1931, após uma vitória contra o Barcelona.

Torneio de Mallorca (1 título): Conquistado em 1995. 

Além desses, a excursão de 1957 é muito lembrada, onde o Vasco também venceu o Real Madrid por 4 a 3 e goleou o Barcelona por 7 a 2, embora esses jogos tenham feito parte de uma série de amistosos e não um torneio único, somados à conquista do Teresa Herrera na mesma viagem. 


21 de março de 2026

A virada do século

Noutro dia comemoramos a vitória do Vasco sobre o Fluminense, de virada, por 3x2, depois de estar perdendo por 2x0.

Foi um grande feito? Claro que sim. Todos os adjetivos foram usados para qualificar a vitória: épica, heroica, histórica, icônico, memorável ...

Sem querer ser espírito de porco, peço vênia para discordar.

Davi e Golias
Como assim, não foi uma vitória da superação? Meio que Davi vencendo Golias?

Sim, foi, se comparados os elencos, posição na tabela de classificação, desvantagem de dois gols a recuperar, etc.

Minha discordância advém do fato de lembrar porque foi - esta sim - inesquecível, da vitória do Vasco sobre o Palmeiras, jogando no estádio Palestra Itália, diante de cerca d 30.000 torcedores, num jogo válido pelo Copa Mercosul, organizado pela Conmebol no de 2.000.

O Vasco perdia a partida, no primeiro tempo, por 3x0. Para tornar mais dramática a situação do Gigante da Colina, seu zagueiro Junior Baiano foi expulso, deixando a equipe com 10 jogadores.

Numa reação admirável, e contando com o talento de um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro (fez 3 gols na partida), que foi o  baixinho Romário, o Trem, Bala da Colina virou o placar para 4x3.

Comparado a este feito, a vitória sobre o Fluminense  seria reduzida a uma expressão menor.

Recordemos, os que viveram  o momento, mesmo que pela via da transmissão radiofônica, e fiquem sabendo os que se engajaram na torcida pelo Vasco mais recentemente. Com auxílio da Wikipédia:

"A partida final da Copa Mercosul de 2000, mais conhecida como a Virada do Século, era da 3.ª edição da competição da CONMEBOL para as equipes sul-americanas de futebol. O jogo ocorreu no Estádio Palestra Itália em São Paulo, no dia 20 de dezembro de 2000, sendo disputado pelo Club de Regatas Vasco da Gama e pela Sociedade Esportiva Palmeiras, campeã do torneio em 1998. 

Estádio Palestra Itália
A partida ficou marcada pela vitória cruz-maltina por 4–3, fora de casa e com um jogador a menos no segundo tempo, após estar perdendo por 3–0 na primeira etapa, sendo amplamente considerada a maior virada da história do futebol. Além disso, foi eleito o maior jogo de clubes brasileiros da história pelo portal GloboEsporte.com."





Nota:
O Vasco jogou com Helton, Clébson, Odvan, Júnior Baiano, Jorginho Paulista, Jorginho, Nasa, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Euller, Romário. Entraram depois: Viola, Mauro Galvão e Paulo Miranda. O técnico era Joel Santana.

19 de março de 2026

VASCO DA GAMA 3 x 2 FLUMINENSE

Ontem 18 de março de 2026. Quarta-feira, Maracanã, 21:30h, Campeonato Brasileiro .

Fluminense franco favorito, com toda razão (menos pela inexistente lógica do futebol), posto que o Fluminense era o 3º colocado, com 13 pontos, e o Vasco o 15º com 5 pontos.

Até a IA, consultada, apontou o Fluminense como favorito. Sem saber que fatores objetivos não são considerados no futebol.

https://www.lance.com.br/fora-de-campo/inteligencia-artificial-crava-resultado-de-vasco-x-fluminense.html

O tricolor sai na frente: 1x0 aos 55 segundos de jogo. Amplia para 2x0. A IA comemorava 😂😂😂.

O Vasco tem elenco mais modesto, mas conta com uma torcida realmente apaixonada e que não desiste. Não sem motivo o Gigante da Colina é considerado o time da virada.

E na sequência o Vasco fez 3 gols virando o resultado final para 3x2.


Pode ser que no returno o resultado seja outro. Pode ser. Por que não? Mas esta vitória épica, heroica, empolgante, maravilhosa, entra definitivamente para a história do confronto e da competição.


Imagem: Google

17 de março de 2026

Água escondida (nheterõîa em tupi)

Uma das teorias mais aceitas é que o termo "Niterói" tem raízes tupi-guarani. A palavra "Niterói" é frequentemente associada à combinação de duas palavras tupi-guarani: "Nety" que significa "água" e "ro'i" que significa "escondida". Portanto, "Niterói" pode ser interpretada como "água escondida" ou "lugar de águas ocultas". Essa interpretação é consistente com a geografia da região, que possui diversas enseadas e áreas de águas tranquilas.

Ao longo dos séculos, o nome "Niterói" passou por diversas variações e adaptações. No período colonial, era comumente escrito como "Nitheroy". Com o tempo, a grafia foi simplificada, resultando na forma atual "Niterói".

Ao fim e ao cabo destas variações, os nascidos e os moradores chegamos a "Nikiti", apelido carinhoso e popular de Niterói. 

A cidade foi fundada em 1573 pelo cacique indígena Araribóia, sendo a única cidade brasileira fundada por um líder nativo.


Ei-lo acima, admirando a Baia da Guanabara, desde o Cento da cidade, na praça que leva seu nome.


Praia das Flechas em dia de mar bravo. Ao fundo o MAC.


Mercado São Pedro

https://cidadedeniteroi.com/cidades/mercado-de-peixes-remonta-a-tradicao-sabor-e-memoria-coletiva-em-niteroi/

Muitas obras no Centro


Na ponta rochosa de Jurujuba (foto abaixo), onde a Baía de Guanabara encontra o oceano, a Fortaleza de Santa Cruz da Barra vigia a entrada do Rio de Janeiro desde 1555. É o sítio de ocupação militar contínua mais antigo das Américas e, com mais de 7 mil metros quadrados, foi a maior fortaleza da América Portuguesa. De dentro dela, o Pão de Açúcar aparece a menos de 1.500 metros de distância, tão perto que parece possível tocá-lo (abaixo).



Em destaque, no centro, a Ilha da Boa Viagem

Interior do Teatro Municipal

Praia oceânica


Praça Leoni Ramos (Praça da Cantareira)

Vista panorâmica do Centro da cidade

Notas:

1. Nome e demais informações históricas colhidas via Google e/ou IA. 

2. Nem tudo são flores na cidade. São problemas sérios e urgentes a resolver: ocupação do espaço urbano (ambulantes), sem teto (moradores de rua), trânsito (desordenado) e segurança (precária).

16 de março de 2026

A lógica portuguesa

Sou apenas neto de portuguesa, nunca morei em Portugal, onde só estive como turista. Em assim sendo como entender a lógica dos lusitanos genuínos, castiços.

Para exemplificar onde quero chegar, vou recorrer a Luiz Fernando Veríssimo e um caso por ele narrado.

Contou o consagrado escritor que chegando a Lisboa num final de tarde, pegou um táxi e, indo para o hotel, travou o seguinte diálogo com o motorista:

-"A que horas escurece em Lisboa?" E o motorista respondeu:

-"Em Lisboa não escurece!" E o Veríssimo, curioso:

-"Não? Porquê?" E o luso:

-"Porque ao escurecer acendemos as luzes..."

São exemplos, ainda, as situações clássicas já narradas ad nauseam:

Primeiro caso - Um brasileiro que morava em Portugal, certa feita  dirigindo viu um carro com a porta de trás aberta. Solidário, preocupado conseguiu emparelhar e avisou:

- A porta está aberta!

A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada:

- Não, senhor. Ela está mal fechada!

Segundo caso - Estando um  brasileiro,  em Lisboa, numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor disse que não. No sábado o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português:

- O senhor disse que não fechava aos sábados.

O homem respondeu:

- Mas como vamos fechar se não abrimos?

A par deste viés literal, e por causa dele, muitas piadas são criadas envolvendo nossos patrícios.

Numa delas o português se jactava por ter desenvolvido o menor olho mágico do mundo. Do tamanho da cabeça de um alfinete.

Indagado qual seria a vantagem e aplicação para o seu invento, respondeu empolgado: para porta de vidro.

Na mesma linha, o outro tinha criado uma pílula para matar a sede. E a recomendação, no rótulo : ingerir pela via oral com dois copos d'água.

Estávamos, eu e minha mulher, em passeio por Lisboa, num autocarro de turismo e em direção ao oceanário da cidade. Em dado momento o motorista resolveu cortar caminho e entrar numa viela.

Por precaução indagou de um sujeito senta nos degraus de uma casa logo na entrada, se a rua tinha saída.

Ante a resposta afirmativa entrou e quando percorrido certo trecho verificou-se que não havia saída. Saímos de ré e como não poderia deixar de ser o motorista reclamou com sujeito ainda lá sentado: não disseste que tinha saída?

A resposta curta e grossa em nada me surpreendeu: e não estás a sair?

Almoçávamos na cidade do Porto. Enquanto examinava a ementa (menu), observei um garçom (em Portugal empregado de mesa) passando pela nossa mesa com uma bandeja onde se via um bacalhau suculento e batatas a murro.

Virei-me para nosso atendente (empregado de mesa) e comandei: quero aquele prato alí apontando para a bandeja. Ato contínuo ele me respondeu: perdão, mas aquele já está pedido pela mesa ao lado.

Vai ser literal assim lá em Trás-os-Montes.

15 de março de 2026

Xerife da natureza

Niterói tem um panaca qualquer, funcionário da prefeitura municipal,  ou que presta serviço a municipalidade aleatoriamente, que se considera xerife da natureza.

Ele decide o que pode crescer e onde, a partir de critérios empíricos ou, pior, achismos.

Vejam abaixo a imagem, não muito antiga, de um arbusto que germinou e se desenvolveu até este ponto na Pedra de Itapuca, que já foi, em priscas eras, símbolo da cidade.

Ele alegou risco de danos à pedra. Eu morro de rir, apenas lamentando a destino do arbusto, um ser vivo, que foi sacrificado pela opinião de um insano.



Não fosse a ação  deletéria deste agrônomo ou geólogo de "meia-tigela" que recomendou fosse arrancado o arbusto em crescimento, em pouco tempo tempo teríamos uma ilhota na orla da cidade, exatamente no ponto onde ainda aparecem, vez ou outra, tartarugas verdes, como esta na Indonésia.


Estou enganado, perdão, sou apenas um apaixonado pela natureza em estado puro, sem intervenção da mão humana,  como a Mata Atlântica, que a ganância, o imediatismo, o desinteresse pela ecologia, pelo meio ambiente, deram fim a ela.