20 de julho de 2026

Saem os neurônios, entram os algoritmos

Pinçado na rede mundial

Preservado o protocolar e devido sigilo das comunicações entre advogado e cliente, e respeitado o limite de publicidade de meta profissional em respeito à ética, conto o milagre mas não os santos.

Recebi via e-mail um texto com pedido de revisão. Era uma minuta de "Contrato de Prestação de Serviços."

Deveria analisar forma e conteúdo e opinar se havia transgressão as leis de regência e aos usos e costumes comerciais daquela atividade. 

Feita a primeira leitura, perfunctória como de hábito, percebi desde logo que o contrato estava em termos, e meus eventuais comentários, observações e sugestões estariam restritos ao estilo.

Pensei no naturalista francês George-Louis Leclerc, o conde de Buffon, que lecionou e consagrou,  há séculos, a célebre frase "o estilo é o próprio homem" (le style est l'homme même).

Válido também para documentos jurídicos. 

Por preciosismo e vício de advogado, e para torná-lo mais de acordo com a forma consuetudinária, ofereci mínimas sugestões e pouquíssimas alterações redacionais.

Devolvi ao consulente, que respondeu agradecendo e informando que a minuta que me enviara fora feita por ele mesmo, com auxílio de Inteligência Artificial.

Uma reação espontânea, súbita, tomou conta de mim. Foram-se para o ralo, trocados por algoritmos que são os motores da IA generativa, os cinco anos de bancos universitários, mais de 60 anos de exercício da profissão, acompanhamento permanente das leis, suas revogações, derrogações, aditamentos; leitura habitual da melhor doutrina jurídica; monitoramento permanente da jurisprudência mansa, pacífica e iterativa, trocados por ... algoritmos. 

E assim caminha a humanidade. Para o bem e para o mal.


19 de julho de 2026

Gostei mais do outro

O outro, no caso, foi jogo de ontem envolvendo Inglaterra e França, na disputa pelo terceiro lugar.

Muito honroso, diga-se, posto que conquistado com vitória em campo; enquanto o vice-campeonato foi consequência de derrota no confronto de hoje, o final da competição.

O Inglaterra 6 x 4 França, remeteu-me às peladas que aconteciam no final da década de 1940 e início da de 1950, na Rua São Diogo, na Ponta d'Areia, então de terra batida.

Os times eram escolhidos no par ou impar, a fim de tentar manter certo equilíbrio entre os adversários.

Combinávamos que a partida seria de 10, virando em 5. Ou seja, para vencer seriam necessários 10 gols, virando de lado quando um dos times conseguisse marcar 5 gols.

Não havia árbitro, não havia tempo para duração da pelada, um dos times jogava de camisa e o outro sem camisa. Os conflitos eram resolvidos por consenso. E o jogo acabava, claro, quando uma das equipes alcançasse 10 gols.

Inglaterra e França foi um jogo divertido, agradável de assistir, um peladão com 10 gols.

Já a final de hoje, entre Espanha e Argentina, foi chato porque um time demonstrava um futebol de conjunto com domínio de bola, mas pouco objetivo.

O outro, no caso a Argentina, como de hábito com jogadores provocativos, encrenqueiros, sempre deixando o pé nas  divididas ou entrando de cotovelo nas costas dos adversários.

E apenas se defendendo.

Duas decepções, porque jogaram abaixo do que sabem e podem: Messi e Lamine  Yamal.

Manos mal, para meu gosto, que venceu a Espanha.


18 de julho de 2026

Notícias de nossa aldeia global

Campo de São Bento - Icaraí - Niterói
 

AGENDA DE EVENTOS:

Prefeitura de Niterói promove Arraiá Inclusivo no dia 26 de julho, no Campo de São Bento.

https://niteroi.rj.gov.br/prefeitura-de-niteroi-promove-arraia-inclusivo-no-dia-26-de-julho-no-campo-de-sao-bento/


Niterói confirma três dias de festa para o principal arraiá da cidade.

https://enfoco.com.br/entretenimento/niteroi-confirma-tres-dias-de-festa-para-o-principal-arraia-da-cidade/


Fase final do Distrito de Inovação da Cantareira e obras da Rua da Conceição.

https://odia.ig.com.br/niteroi/2026/07/7277750-prefeito-rodrigo-neves-vistoria-fase-final-do-distrito-de-inovacao-da-cantareira-e-obras-da-rua-da-conceicao.html

 

Niterói promove Festival Rural com shows, gastronomia e atrações para toda a família no Engenho do Mato.

https://niteroi.rj.gov.br/prefeitura-de-niteroi-promove-festival-rural-com-shows-gastronomia-e-atracoes-para-toda-a-familia-no-engenho-do-mato/


Defesa Civil alerta frio intenso chegando em Niterói.

https://enfoco.com.br/noticias/regiao/niteroi/alerta-frio-intenso-niteroi/


Cidade da Polícia Civil será inaugurada em Niterói neste mês.

https://www.atribunarj.com.br/materia/cidade-da-policia-civil-sera-inaugurada-em-niteroi-neste-mes


Adeus à luz amarela: Niterói prevê 100% da cidade com iluminação LED até o fim de setembro.

https://temporealrj.com/niteroi-iluminacao-led-ate-setembro/

 

 


17 de julho de 2026

Covardia x Letargia

Um terceiro lugar tem posição no pódio, é certo. Conta no ranking da FIFA, entra nas estatísticas e deve valer mais grana (a apurar), para a colocada.

Até deverei assistir (assisto a jogos do Vasco 😂), mas o desempenho das duas seleções envolvidas na disputa no próximo sábado, não merece nada além do esquecimento, do ostracismo. Não deixarão saudades, só frustrações.

Um apático e outro covarde nas semifinais.


Sou carioca, portanto brasileiro, mas se existisse o poleiro das almas a que alude o João Ubaldo, em "Viva o Povo Brasileiro", na minha vez optaria pela Inglaterra, Londres, e seria um autêntico torcedor do Arsenal.


Por outro lado, como já consagrou Hemingway,  "Paris é uma Festa". A França tem seus museus, docerias, seus croissants, seus vinhos. E tem características de jogo ofensivo, vertical, como gosto.



Por isso tanto se me dá se ganhar um ou outro.

Já no domingo, com escusas de Messi (a quem reverencio), serei Espanha, Lamine Yamal, Rodri.


Notas:

1. Para quem não leu: Em "Viva o Povo Brasileiro", de João Ubaldo Ribeiro, o Poleiro das Almas é uma alegoria para a dimensão espiritual. Trata-se de uma espécie de "limbo" cósmico ou esfera metafísica onde as almas recém-criadas aguardam, reúnem coragem e se preparam para encarnar na Terra.

2. Já "Paris é uma Festa" é um livro de memórias, como sabem.

16 de julho de 2026

O pardal (Passer domesticus)

Muitos deles povoavam o pequeno quintal da casa onde morávamos na Ponta d'Areia.

Há muito, entretanto, já não os vejo ao vivo.


Breve histórico. O pardal (Passer domesticus) não é uma ave nativa do Brasil. Ele foi trazido de Portugal em 1906 por um particular chamado Antônio B. Ribeiro, que soltou cerca de 200 indivíduos no Campo de Santana, no Rio de Janeiro. 

A introdução foi feita com o objetivo de que os pássaros ajudassem no combate aos insetos na cidade, que na época passava por campanhas de higienização e saneamento lideradas pelo médico Oswaldo Cruz. A iniciativa acabou alterando o ecossistema local, pois a ave exótica se adaptou muito bem e se espalhou por todo o país. 

Pela maneira como se reproduziram e se espalharam praticamente por todo o território nacional, poderiam ser considerados coelhos com asas 😂😂😂.

Ou sapos alados em face da predileção por insetos 😂😂😂.

Entretanto, com a mesma velocidade reprodutiva estão, aparentemente em extinção. O sumiço de uma das aves mais comuns dos centros urbanos acende um alerta sobre a biodiversidade.

Toda espécie, todo o indivíduo vivo, animal ou vegetal, faz falta. Todos cumprem um papel.

Mas cá para nós, no reino das aves, uma que não é canora, de plumagens simples, sem graça como o tempo de São Paulo (capital), sempre  acinzentado, e ainda transmissora de doenças seu papel é de mera figuração. 

Nem precisa de proteção legal, como tem, por ser ave silvestre, mesmo que invasora. Quem teria trazer em aprisionar um pardal? Não canta, só pia e olhe lá. Abriga piolhos ...

Fruto de pesquisa virtual, descobri que "os pardais acompanham os seres humanos há cerca de 10 mil anos, desde o surgimento da agricultura. Ao longo desse período, encontraram alimento e abrigo próximos às comunidades humanas e, por isso, espalharam-se por praticamente todos os continentes. Entretanto, a urbanização acelerada modificou completamente esse cenário. Hoje, os mesmos espaços que antes favoreciam a espécie passaram a dificultar sua sobrevivência".

Aí está os pardais estão desaparecendo das cidades porque "os mesmos espaços que antes favoreciam a espécie passaram a dificultar sua sobrevivência". 

Vejamos causas atribuíveis e atribuídas por especialistas (existem sempre sobre tudo e para todos os fins).

Por que os pardais estão desaparecendo?

1. Falta de alimento para os filhotes

Embora os pardais adultos se alimentem principalmente de grãos, os filhotes dependem quase exclusivamente de insetos nas primeiras semanas de vida. No entanto, o uso intenso de pesticidas e a diminuição das áreas verdes reduziram drasticamente a quantidade desses pequenos animais nas cidades. Como consequência, muitos filhotes não conseguem sobreviver.

2. Menos espaços para fazer ninhos

As construções antigas costumavam ter telhados, frestas e beirais que serviam como abrigo natural para os pardais. Hoje, porém, edifícios modernos utilizam estruturas completamente fechadas, com vidro e concreto. Dessa forma, as aves encontram cada vez menos locais seguros para construir seus ninhos.

3. Poluição sonora e luminosa

Além da falta de abrigo, a iluminação artificial e o excesso de barulho também afetam diretamente a espécie. A luz durante a noite altera o ciclo natural das aves. Enquanto isso, o ruído constante dificulta a comunicação entre os pardais, prejudicando o acasalamento e a reprodução.

4. Predadores nas áreas urbanas

Outro fator importante é o aumento da população de gatos domésticos e de rua. Estudos internacionais apontam que esses animais estão entre os principais predadores de aves urbanas. Como os pardais vivem próximos às residências, acabam ficando mais vulneráveis aos ataques."

Também de especialistas, registro as seguintes considerações:

"O sumiço dos pardais representa um alerta para um problema maior: a perda da biodiversidade nas cidades. Pesquisadores chamam esse fenômeno de "silêncio ecológico", expressão utilizada para descrever a redução dos sons naturais provocada pela diminuição das populações de aves. Além disso, diversos estudos mostram que ouvir o canto dos pássaros e manter contato com a natureza contribui para reduzir o estresse, melhorar o humor e favorecer o bem-estar. Por isso, quando os pardais desaparecem, não é apenas a fauna que perde. As pessoas também deixam de conviver com elementos importantes para a qualidade de vida nos centros urbanos."

Nota: 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/pardais-estao-desaparecendo-das-cidades-entenda-por-que-isso-acontece-e-como-ajudar,b761d141913a9bda90cca9c790f5317f09unrz8p.html?utm_source=clipboard


15 de julho de 2026

Foi empáfia? Salto alto? Ôba-ôba?

A França era tida e havida, não sem motivos, como favorita à conquista da Copa do Mundo de Futebol.

Meio parecido com a edição de 1950, quando o selecionado nacional era considerado favorito. Favas contadas.

E deu no que deu nos dois casos.

Poderíamos atribuir a entrega, a determinação e aplicação dos espanhóis, o que faltou aos franceses.

Assim como muitos atribuíram a Obdúlio Varela, à raça e disposição dos uruguaios o êxito em 1950.

Obdúlio Varela

Mas não foi  só a aplicação tática dos espanhóis e a disposição dos uruguaios que elevaram às vitórias. No caso da Espanha ainda e apenas até à final de domingo.

O Uruguai tinha um bom time, já fora campeão em 1930 e já possuía dois títulos olímpicos no futebol: 1924, em Paris e 1928, em Amsterdã.

Mais história e tradição do que o Brasil.

Assim como a Espanha vem de resultados ótimos, invencibilidade de muitos jogos, e dois ótimos jogadores: Rodri e Lamine Yamal.

Acho que a explicação está num ditado popular, chulo, mas que encerra verdade.

Brasil em 1950 e França em 2026, "contaram com o ovo no cú da galinha".

Muito engraçado, mas é uma triste realidade

Como sabem também eu sou um vascaíno sofredor nos últimos anos.

Sempre confiante num futuro melhor. Temos um nome respeitado, uma história linda, muitas conquistas e uma torcida apaixonada de âmbito nacional.


Desabafo após uma derrota:


Não é hoje, é quinta-feira, contra o Vitória (BA), a primeira partida com o novo técnico, lusitano, ó pá!