Sou fã de longa data. A despeito de críticas, gracejos e piadas maldosas que o colocam como alvo.
Sergio Leone, diretor de spaghetti western, que dirigiu Clint Eastwood (eis o personagem do título da postagem), na clássica "Trilogia dos Dólares" nos anos 1960, foi quem proferiu, de forma jocosa, suponho, que Eastwood tinha apenas duas expressões: "com chapéu e sem chapéu".
Como discordo das críticas deste jaez e de outras mais ácidas, e menos pertinentes, sobre o ator e diretor Clint Eastwood, valho-me da crítica Pauline Kael, que foi respeitada e admirada por suas posições.
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| Pauline Kael |
Disse e deixou perpetuada opinião sobre a atuação minimalista de Eastwood:
"Ele é conhecido por seu rosto pétreo, impassível e de poucas emoções. Ele interpreta personagens solitários, misteriosos e perigosos que transmitem autoconfiança e desdém, quase como uma máquina de matar."
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| Sem chapéu |
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| Com chapéu |
Não pretendendo parecer como o sapateiro criticado por Apeles, no dizer de Plínio, o Velho: "Ne sutor ultra crepidam" ou em nossa língua, pouco mais ou menos: "Sapateiro, não vá além das sandálias".
Mas vou me arvorar em comentário opinativo: Eastwood é melhor diretor do que ator, mesmo aceitando na encenação o estilo minimalista decretado pela Pauline Kael.
Na memória alguns dos ótimos ou excelentes filmes que assisti:
Os Imperdoáveis (Unforgiven, 1992): Um dos melhores faroestes já feitos. Ganhou o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor, redefinindo o gênero.
Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004): Também vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor, este drama esportivo é aclamado pela sua carga emocional e direção segura.
As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County, 1995): Considerado um dos melhores romances dirigidos por ele, mostrando sua versatilidade para além do faroeste e drama policial.And last, but not least (entremos que guardo na memória):
Bird (1988) - Biografia do músico Charlie Parker, um notável filme ambientado no mundo do jazz.
Estilos diferentes, o que demonstra a versatilidade do diretor, que transita entre o drama, o faroeste, e o esporte, com segurança, sentimentos e emoções pertinentes (que faltariam ao ator, minimalista, segundo a crítica citada).
Nota: a matéria jornalística do título é encontrável em:
https://caras.com.br/atualidades/aos-95-anos-ator-que-ja-foi-rejeitado-por-ser-estranho-demais-conquista-imperio-de-r-19-bilhao.phtml