Este ano perdi para a vida eterna meu amigo, contemporâneo do
Liceu Nilo Peçanha, e da Faculdade de Direito de Niterói, Carlos Augusto Lopes
Filho.
Também blogueiro, mencionou-me em uma postagem encontrável no link
a seguir, quando cobrei dele maior frequência em seu blog:
https://calfilho.blogspot.com/2018/09/memoria-nacional.html
O post é de 2018, fase pré-eleitoral, e serve como uma luva para os dias que vivemos.
Publico a seguir um excerto, mas sugiro a leitura integral,
utilizando o link acima ofertado.
“ Ontem,
recebi um prazeroso telefonema do meu ex-colega Jorge Carrano, do Liceu
Nilo Peçanha de Niterói, onde estudamos alguns anos de nossas vidas. Batemos um
agradável papo e ele me cobrou porque eu não escrevia mais nada aqui no meu
despretensioso blog. Respondi-lhe que não estava tendo inspiração para ser
alegre ou espirituoso, que considero requisitos indispensáveis para quem se
dispõe a colocar no papel alguma coisa. A situação do nosso Brasil atualmente,
perdido na política e com os políticos, justamente quando se aproximam as
eleições que irão escolher os futuros governantes nos próximos quatro anos, não
me anima a comentar ou emitir opinião sobre o que está por vir pela frente.
Reclamei com ele do radicalismo que domina os pronunciamentos daqueles que
pretendem ser presidentes da república ou governadores de Estado: preferem
atacar raivosamente uns aos outros, chegando mesmo às ofensas pessoais e, as
poucas propostas que apresentam são de uma utopia extraordinária.”
Esta opinião dele, que eu esposava, e mantenho, afastou-o deste
meu espaço virtual, onde ensaiou alguns comentários. Foi uma perda que
lamentei, por mim e por eventuais seguidores, porque ele agregaria muito em
termos culturais e humanísticos em especial.
Em mensagem eletrônica, justificou-se: “perdão Carrano mas não vou
debater em seu blog com radicalistas, de visão curta e que não conheço”. E se
afastou para nunca mais comentar no blog.
Com imensa simplicidade, longe das vaidades, aliava o gosto pelo
popular, como Noel Rosa, a cervejinha “Portuguesa”, bastante consumida na
época, o futebol (em especial seu Botafogo), com resultados fantásticos nos
concursos públicos aos quais se submeteu antes de desaguar na magistratura.
Banco do Brasil, migrando para o Banco Central quando da
constituição deste. Primeiro colocado no ingresso no Ministério Público. E
primeiro colocado no ingresso na magistratura estadual, tendo por isso o
direito de optar pelo Tribunal do Juri, sua meta, onde judicou até o final de sua
carreira no judiciário por aposentadoria voluntária tão decepcionado que não
aguardou a promoção a desembargador.
Em outra postagem em seu blog, voltou a mencionar nossas passagens
no Liceu Nilo Peçanha, vide, tendo curiosidade, em:
https://calfilho.blogspot.com/2015/02/boas-lembrancas-calfilho-depois-de.html
Ambos gostávamos muito de futebol e, claro, de jogar e não apenas
torcer.
Não tínhamos, ambos, grande habilidade; por isso estávamos no time “B”,
reserva, no Liceu. Vide foto abaixo:
![]() |
| Para quem está olhando a foto, estou a esquerda do goleiro, e Carlinhos (Carlos Augusto Lopes Filho) agachado a direita. |
Carrano uma vez comentou num dos “posts” de seu blog que
“as amizades verdadeiras são aquelas que fazemos na infância e adolescência”. A
frase talvez não tenha sido exatamente esta, mas o sentido é esse. Concordo
plenamente com ele. E, nesse encontro, essa afirmação tornou-se mais verdadeira
e presente, quando relembramos várias fases de nossas vidas e acabamos
concordando que, realmente, a melhor delas foi quando éramos crianças e
adolescentes.














