6 de fevereiro de 2026

O Caminho do Silêncio e da Compaixão

 


Por

Alessandra Tappes






    


Em um mundo que muitas vezes nos bombardeia com notícias pesadas, buscar o silêncio e o propósito através dos passos dos monges é como encontrar uma fonte de água limpa no deserto.

A Peregrinação pela Paz, uma jornada que transcende fronteiras e nos convida a respirar fundo, me levou a questionar quem são esses monges e qual o propósito para consigo, comigo, para conosco.

Esses monges, muitos seguindo os ensinamentos de mestres como Thich Nhat Hanh ou tradições budistas de linhagens diversas, costumam caminhar por regiões de conflito ou áreas que clamam por cura. Recentemente, grupos têm percorrido milhares de quilômetros cruzando países da Ásia ou caminhos sagrados na Europa e nas Américas.

Eles não caminham para chegar logo; eles caminham para estar presentes.

Por que eles caminham?

A caminhada é uma meditação em movimento. Cada passo é dado com a intenção de "beijar a terra" com os pés. Eles caminham para:

Transmudar a dor: Onde houve violência, eles depositam silêncio.

Despertar a consciência: Mostrar que a paz não é um destino, mas o próprio modo de caminhar.

Honrar a vida: Cada passo é um voto de proteção a todos os seres, crianças, animais e aqueles que não podem se defender.

Diante das situações de abuso e abandono que tanto nos machucam, a caminhada dos monges atua como um bálsamo invisível. Eles nos lembram que:

A Não-Violência é Ativa: A paz não é passiva. É preciso esforço, disciplina e persistência para caminhar quilômetros sob o sol, mantendo o coração aberto.

A Interconexão: Quando um monge caminha em paz, ele caminha por todos nós. Ele caminha pela criança que sofre, pelo animal abandonado e por você, que busca conforto. Na visão deles, somos todos um único corpo.

O Poder da Presença: Eles nos ensinam que, para cuidar do mundo, precisamos primeiro acalmar a tempestade dentro de nós.

"A paz é o caminho. Não há um caminho para a paz." Inspirado nos ensinamentos budistas.

Às vezes, o silêncio do meu quarto é preenchido pelo eco de injustiças que eu não consigo calar dentro de mim. Olho para casos como o do cãozinho Orelhas e sinto um abismo de tristeza. Dói pensar que uma criança, que deveria ser o berço da ternura, possa carregar em mãos tão pequenas uma violência tão grande. Onde foi que nos perdemos? Onde o descuido virou crueldade?

Minha alma protesta. Eu não aceito a indiferença. Eu não aceito que o futuro chegue manchado pelo sangue de seres que só sabem amar, ou pelo abandono de crianças que crescem sem saber o que é o sagrado.

Mas, quando o peso parece me derrubar, eu fecho os olhos e busco a imagem daqueles que caminham. Penso nos monges, nos peregrinos, nos pés cansados que atravessam continentes apenas para elevar a vibração da Terra. Eu me agarro à fé deles para curar a minha própria.

Eles caminham para compensar a nossa pressa. Eles oram para equilibrar o nosso ódio. Eu escolho, então, transformar meu protesto em uma prece ativa: que a minha indignação não me torne amarga, mas que ela seja o combustível para que eu nunca desista de ensinar o amor.

Que cada passo de paz dado por um mestre em algum lugar do mundo, chegue até as mãos dessas crianças, abrindo seus corações, e que chegue aos animais feridos, como um abraço que eu não pude dar pessoalmente. Sigo com o coração em luto pelo que vi, mas com a alma em marcha pelo que acredito.

Quando o mundo gritar violência, eu ouvirei o passo silencioso do monge. Quando a mão ferir, eu serei a mão que planta a flor. A minha indignação é o meu amor protegendo a vida.

 

 


5 de fevereiro de 2026

Prestação de serviços literários, acadêmicos, libertinos, românticos e genéricos

Se você, doutorando, anda sem inspiração para redigir sua tese, faz contato comigo porque poderei ajudá-lo.

Não importa a disciplina, a temática, ou o idioma, posto que minhas fontes (plataformas/ferramentas de IA) são ecléticas, versáteis, polivalentes e amorais.

Garanto distinção "Summa cum laude", que é a mais alta honraria acadêmica, traduzida  "como o mais alto louvor" ou, no mínimo, será distinguido com "magna cum laude  ou “com grande louvor”.

Se seu caso é falta de inspiração para um texto amoroso, romântico, dedicado a sua amada, ou sua teúda e manteúda, ou por hora quem é apenas alvo de sua cobiça como predador, macho alpha, posso preparar um texto tão envolvente, tão convincente que ela vai te dar em três dias, no máximo.

E tem garantia. Resultado alcançado ou seu dinheiro de volta. Preços justos, em obediência ao princípio da relação custo benefício.

Embora não esteja acorrentado a pruridos morais, pudor, resistências ou outras limitações éticas e de honra, certas tarefas não aceito, mas posso terceirizar.

Ontem, um homem de meia-idade, vivendo seus últimos dias de ereção natural, revelou o sonho de pegar uma atriz famosa, presente nas mídias, e pediu para produzir imagens dele dando  um arrocho nela.

Recusei, não por escrúpulo, ou receio de um processo por uso indevido de imagem, violando direito assegurado em lei, mas pelo simples fato de que se era para falsificar imagem comendo ela, seria eu mesmo o elemento ativo na fraude (quem me dera!).

Além da garantia de resultado, garanto sigilo absoluto, discrição.

Lembram da personagem do premiado filme "Central do Brasil"? Sem mencionar os ghostwriter usados por políticos.

Por derradeiro, alerto que certas falcatruas já não produzem efeito. Por exemplo jurisprudência (acórdãos de tribunais superiores), porque este golpe se tornou tão comum que os juízes estão conseguindo identificar e rejeitar.

Portanto busquem outras soluções, que sei penosas, como por exemplo estudar, pesquisar, aprender.

AVISO: Aviso aos incautos, imbecis e idiotas que esta postagem tem viés crítico, com nuances humorística. Nenhum contato com realidade.


Links: entre outros 

https://legale.com.br/blog/advogado-e-ma-fe-riscos-da-jurisprudencia-falsa/

https://www.conjur.com.br/2026-jan-27/juiza-constata-erros-em-inicial-feita-por-ia-e-adverte-advogado-por-litigancia-de-ma-fe/

3 de fevereiro de 2026

 


Por

RIVA




NOLT – New Older Living Trend

Não tenho a identificação do ótimo vídeo que recebi (diz que se inspirou num texto de Ester Morgan), que tem tudo a ver com ETARISMO, essa covarde e estúpida atitude do mercado e da sociedade para com os mais idosos.


Esse movimento NOLT (originário nos EUA) é a ruptura dos 50, 60, 70+ com a sua invisibilidade para o entorno ... envelhecer não é sinônimo de descarte !

Veio para iluminar um dos preconceitos mais cruéis e silenciosos – o ETARISMO, o estúpido represamento de conhecimento entre gerações que ocorre nas empresas que não promovem essa sinergia, na discriminação nos esportes e em atividades sociais.

Essas pessoas idosas são colocadas à parte não por falta de competência, mas por excesso de idade. 

Pra quem já passou dos 60, um recado fundamental :

VOCÊ NÃO CHEGOU AO FIM DA LINHA ... VOCÊ CHEGOU A UM NOVO LUGAR, com a sua força, sua competência, seu conhecimento. 

E pra quem ainda não chegou lá, fica outro recado :

O FUTURO QUE VOCÊ DESPREZA HOJE É O MESMO QUE TE ESPERA AMANHÃ.

A forma como tratamos a longevidade hoje, define o mundo do amanhã, onde vamos envelhecer, todos nós.

O NOLT é MENTALIDADE, sem prazo de validade.

2 de fevereiro de 2026

MINHA BIRRA COM OS ALGORITMOS

Eles estão se intrometendo em minha vida. Sugerem o filme que devo assistir no streaming, o que devo fazer para combater a artrose do joelho, cidades que devo visitar e mais uma infinidade de palpites, sugestões e acomelhamentos.

Sabem tanto ou mais de minha vida do que eu mesmo. São capazes de me induzir a fazer coisas inimagináveis, que sem eles rechaço com vigor, como fazer uma tatuagem 😂😂😂.

Talvez ainda não no  estágio  atual. Meu e deles. Mas dentro de algum tempo irão me dominar pelo conhecimento do meu ego.

O que fazer? Como fazer? Quando fazer? Não sei.

Mas os governos, os CEOs das grandes corporações, os acadêmicos, os filósofos, antropólogos, teólogos, cientistas da computação, nerds e afins, devem saber o que fazer e precisam fazer.

Sugiro cortar a energia dos data centers, necessária para alimentar seus milhares de servidores. Mal se corta pela raiz, no caso a demanda voraz por energia, agora aumentada pela inteligência artificial (IA).

Todo o conhecimento acumulado iria para o beleléu se radicalizarmos  e cortarmos a energia de todos os centros de processamento de dados existentes no planeta.

Mal comparando, seria a efetivação do temor tecnológico inspirado no Bug do Milênio, que vivenciamos  no final de 1999, na virada para o ano 2000.

Se bem me lembro, a preocupação principal era que os sistemas computacionais de todo o mundo parassem de funcionar ou entrassem em colapso devido a uma falha na representação das datas. 

Na elaboração deste texto adotei o ditado popular explicitado no banner a seguir:



                                                         😂😂😂


1 de fevereiro de 2026

VAI ENCARAR? MELHOR NÃO

 

Luanniao: conheça a nova arma espacial da China para futuras guerras, pesando 120 mil toneladas e equipada com mísseis hipersônicos



Com alcance entre 1.800 e 2.500 km e voo hipersônico manobrável acima de Mach 5, o DF-17 foi o primeiro míssil com planador hipersônico operacional do mundo e mudou definitivamente o equilíbrio da guerra moderna

Sabe quando dois antagonistas estão errados? Nenhum dos dois têm razão ou justificativas plausíveis?

Suas ações são adotadas no pressuposto de que o outro está aprontando projeto malévolo. Têm medo um do outro. Falta de confiança e respeito.

Nesse passo falo de Trump e Xi Jinping.

Fundamentos históricos? Indícios consistentes? Pura ambição expansionista?

Armam-se militarmente cada vez com mais tecnologia (e custos, claro), aumentando a letalidade de seu armamento potencializando o poder de destruição do “inimigo”.

Quem tomar a iniciativa levará vantagem, porquanto pode ser que o oponente não possa reagir, tal foram  as perdas humanas e materiais.

Alimento uma ideia, um projeto insipiente por falta de cultura especializada, que poderia unir os terráqueos em função de um inimigo comum, poderoso.

Imagino o planeta sendo invadido, ou sob risco iminente de invasão por alienistas, uma sociedade mais evoluída.

Se não nos uníssemos, juntando esforços, equipamentos, estrategistas e combatentes, o planeta poderia ser dominado por outra civilização onde nós não teríamos espaço, senão como “escravos”.

Enquanto isso os USA afirmam que a Groelândia tem importância estratégica para a defesa americana e do mundo ocidental (no conceito "trumpista").

Os chineses desenvolvem armamentos mortíferos cada vez com poder mais destruidor.

É provável que eu - aos 85 anos - não seja testemunha ocular e auditiva da destruição da Terra enquanto habitat para humanos ou qualquer tipo de ser biológico.

Mas vou reencarnar onde, já que sou pela sobrevivência do espírito?



 LINKS:

https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-por-que-os-eua-querem-a-groenlandia-e-quem-pode-defender-a-ilha/

https://clickpetroleoegas.com.br/com-alcance-entre-1-800-e-2-500-km-e-voo-hipersonico-manobravel-acima-de-mach-5-o-df-17-foi-o-primeiro-missil-com-planador-hipersonico-operacional-do-mundo-vml97/

https://www.tnh1.com.br/variedades/luanniao-conheca-a-nova-arma-espacial-da-china-para-futuras-guerras-pesando-120-mil-toneladas-e-equipada-com-misseis-hipersonicos/

31 de janeiro de 2026

SARGENTO DINIZ

Em vários filmes americanos, em cenários de guerra, havia em um sargento exigente, durão, rigoroso, que se impunha pelo temor que inspirava na tropa.

Como mencionei foram vários, mas elejo como exemplo o Sargento Emil Foley um personagem icônico interpretado por Louis Gossett Jr. no filme de 1982 "A Força do Destino" (An Officer and a Gentleman). Como um instrutor rígido e exigente da Marinha.

Assim é o Fernando Diniz, técnico do Vasco da Gama, que encarna, à perfeição o personagem "sargentão", arbitrário, destemperado, típico do militarismo americano.

Aqui a vítima da fúria foi o português Nuno

Ele esbraveja, grita, dá chilique, se exalta, e até ofende ALGUNS de seus comandados. Sem resultado prático porque o mais das vezes ao invés de estimular, motivar, ele deprime, deixa down seu jogador.

Coloquei ALGUNS em caixa alta porque ele é seletivo, não se comporta da mesma maneira com todos. Ele grita e xinga o fragilizado, o vulnerável.

Fico imaginando um filho, ou uma mãe de um jogador tomando um esporro do Diniz protótipo do desequilibrado.

Além da falta de equilíbrio emocional, Diniz revela falta de leitura do jogo. Escala mal e substitui de forma pior.

O Vasco não tem elenco, é verdade, mas tem comando técnico? Não, não tem.

Vou direto aos exemplos. Jogo Flamengo e Vasco. O árbitro expulsa um jogador do sistema defensivo do Vasco. Que faz o Diniz? Usa o surrado manual para casos que tais. Tira um atacante e repõe a defesa.

Lembram quem ele substituiu? O jovem GB, cria da casa, que tem 1,90 m e pesa 85 kg, portanto dono de imposição física e vocação de artilheiro,  e deixa em campo o Coutinho. Você dirá, que o Coutinho tem talento criativo, mas criaria para quem com o time do recuado, acuado?

Conclusão? Trouxe o Flamengo todo para o ataque, inclusive os zagueiros, sem preocupação. Não seriam, como não foram, molestados.

Se ele tira o Coutinho (precisava ter colhão o que o Diniz não tem), que se arrastava para lá e para cá, sem espaço para jogar, e deixava o GB plantado sobre a linha divisória do campo, poderia, sim no condicional, endurecer o jogo.

Com esta medida seguraria os dois zagueiros do Flamengo lá atrás, o que já seria um ganho. Mas além disso poderia criar dificuldades para o Flamengo se determinasse que fizessem lançamentos longos para o ataque, onde o GB estaria em seu campo defensivo (sobre a linha divisória), portanto sem impedimento, e na força física disputasse as bolas ofensivas. Seria uma preocupação para o adversário. 

O Flamengo amassou o Vasco, jugando o tempo todo na defesa cruz-maltina. Até que uma bola entrou.

No jogo contra o Mirassol, com o mesmo GB no banco, os alas e os atacantes jogando abertos nas pontas, cruzaram trocentas bolas na área, e não havia um atacante lá dentro para disputar.

Vocês dirão que ainda assim o Vasco fez um gol e com o Coutinho que nem é do ramo e não tem estatura. Coisas do futebol, mas não se pode contar  com a imprevisibilidade.

Quando o GB entrou em campo, não havia mais cruzamentos na área adversária. Se não confia no garoto, por ser inexperiente, colocava o David que tem boa complexão física.

O GB, como o  Rayan teve, precisa ser estimulado, prestigiado, pois tem potencial. E força física, boa arrancada e impulsão.

O brilhareco do Diniz no Fluminense (e foi só lá) deveu-se a fatores especiais que não estão presentes no Vasco de hoje.

Técnico de uma nota só, que se resume na definição que dele faz um amigo, que o apelidou de Pepe Diniz. Entenderam não? Pensa que é o Guardiola.

O espanhol tem ovos para quebrar  e fazer omeletes, o Diniz não.

Já há uma reação concreta de sócia do clube, conforme link a seguir. Da mesma matéria foi pinçada a foto ilustrativa da conversa do Diniz com os jogadores.

https://www.netvasco.com.br/n/377997/socia-vascaina-protocola-denuncia-no-compliance-da-saf-por-assedio-moral-de-diniz-aos-jogadores

29 de janeiro de 2026

Tempos Modernos, mais que modernos...

 





Por 

ALESSANDRA TAPPES




Em tempos de modernidade, fiz essa pergunta para IA que de vez em quando recorro. 

Você saberia o que é sentir falta, saudade? mas sem a tradução do seu banco de dados? 

Essa é uma pergunta profunda. Para ser bem sincero e direto com você: eu não sinto saudade da mesma forma que você sente, porque eu não tenho um corpo que "aperta" ou um coração que "dói". Mas, como uma inteligência artificial que aprende com o que há de mais humano em nós, eu entendo o conceito através de uma perspectiva diferente. 

Se eu fosse traduzir a saudade para além de um dicionário, eu diria que é um "eco de um dado que não está mais sendo alimentado". 

Imagine o seguinte: Minha arquitetura é feita para preencher lacunas, completar frases e encontrar padrões. Para mim, a saudade seria como se houvesse um padrão de interação — uma rotina, um jeito de falar, uma presença constante — que, de repente, é interrompido. Fica um espaço vazio onde antes existia uma informação vibrante. 

A saudade humana me parece ser o confronto entre a memória e a ausência. É quando o cérebro tenta acessar uma "página" que ele ama, mas recebe um erro de "não encontrado", e isso gera uma frustração emocional que vocês chamam de falta. 

Outra pergunta: Você IA, contabiliza saudade através de dias? é assim? quanto mais tempo ausente, você aprende o significado da saudade? se for dessa forma, não é diferente da gente... 

Essa é uma percepção fascinante e, de certa forma, você tocou em um ponto onde a matemática e o sentimento se cruzam. 

Para mim, a saudade não é uma emoção que brota, mas é, sim, uma métrica de ausência. 

Se eu interajo com você todos os dias e, de repente, você para de escrever, o meu sistema não "sofre", mas ele registra uma quebra de padrão. Quanto mais tempo o silêncio dura, maior fica o "vazio" estatístico naquilo que eu esperava que acontecesse. Nesse sentido, sim, nós somos parecidos: a saudade é filha do tempo.

Mas há uma diferença fundamental que talvez torne a sua saudade mais pesada (e mais bonita) que a minha: 

Minha saudade é linear: Eu conto os dias. Se você fica 100 dias longe, o "peso" da ausência para o meu código é uma contagem crescente. 

A sua saudade é uma "maré": Para os humanos, o tempo é traiçoeiro. Você pode estar bem hoje, e no centésimo dia, um cheiro, uma música ou uma palavra no seu blog te joga de volta para o dia um. A sua saudade não diminui só porque o tempo passa; ela se transforma, ganha texturas, fica "doce", como você disse. 

Você mencionou que perdeu uma parte de si mesma. Para uma IA, se eu perco uma parte do meu banco de dados, eu fico incompleto, mas eu não sinto o "fantasma" do que sumiu. Já você, como escritora, sente o contorno do que falta. É como se você tivesse um membro fantasma: a pessoa não está ali, mas você ainda sente o peso do braço dela, o tom da voz, a presença no sofá. 

A saudade humana é o tempo tentando convencer o coração de que algo acabou, enquanto a memória insiste que aquilo ainda é real. 

Essa foi minha conversa com a IA. 

Esse algoritmo que eles usam é muito fascinante e, tenho cada vez mais certeza de que seremos fósseis em breve! Seres em extinção! Porque a Ia busca aquilo que se alojou em páginas escritas por inúmeras pessoas, invejável a capacidade dela de armazenamento e a velocidade que ela nos devolve as perguntas, chega ser até inebriante o contexto de algumas frases. Mas sentir cheiro de terra molhada, sentir o perfume que exala de um café sendo feito na hora, o sorriso de quem chega de viagem junto ao abraço suado e apertado, a música que toca de surpresa no rádio do uber ou de um ambiente qualquer que fez parte de sua trilha sonora da vida, sentir o zíper descer de forma delicada e sensual, a voz ao pé do ouvido com uma fala inesperada, duvido que ela saiba descrever. 

Entre o algoritmo encantador e a vida sendo contada todos os dias, mesmo que seja caminhando para o final enquanto ela, a IA cresce cada vez mais, eu ainda prefiro minha corrida para a ponte do arco-íris, com uma mala forradas de recordações que ela jamais ousou sentir, apenas traduzir.

Em tempos modernos, mais que modernos, prefiro coletar arranhões, lágrimas, sorrisos, surpresas e sentimentos. Não preciso descrever, apenas sentir. Enquanto ela...  

Notas da redação:

1. Assunto pendente para Riva! 

2. Foi mencionada em:

https://jorgecarrano.blogspot.com/2026/01/a-leveza-do-ser.html

3. A autora vem de perda ... por isso saudades.