sábado, outubro 17, 2026

CAPITAL x TRABALHO

Opor o capital ao trabalho foi ganha-pão de cientistas políticos, antropólogos, sindicalistas, políticos profissionais e diletantes, jornalistas dos dois lados, estudantes pró  e contra o imperialismo, demagogos e estadistas, líderes empresariais, tolos e chatos.

Humoristas também se inspiravam no conflito ficto e criavam boas piadas e charges. E quando o humorista é, também, um bom escritor/jornalista tudo fica divertido.

Na minha infância, já tangenciando a adolescência,  na estante de casa tinha dois exemplares de histórias fantasiosas, envolvendo um pároco e um prefeito comunista. 

O personagem principal era D. Camilo, o padre.  Peppone, o prefeito comunista.

A história de Dom Camilo e Peppone, criada pelo jornalista e escritor italiano Giovannino Guareschi, gira em torno dos confrontos cômicos, ideológicos e humanos em uma pequena cidade fictícia do vale do Pó, na Itália, logo após a Segunda Guerra Mundial. 

Dom Camilo é o pároco local, um sacerdote de forte personalidade, temperamento explosivo e mãos pesadas, mas profundamente devoto e bondoso. Ele costuma desabafar e pedir conselhos conversando diretamente com a imagem de Jesus Cristo no altar da sua igreja. 

Peppone, no registro civil Giuseppe Bottazzi, é o prefeito da cidade e líder da seção local do Partido Comunista. É um homem forte, de origem operária, anticlerical, que defende a revolução vermelha, mas que, no fundo, tem um bom coração e um senso de dever prático. 

A Itália do pós-guerra estava dividida, hoje dizemos polarizada, entre dois grandes blocos — os católicos, representados pela Igreja e por Dom Camilo e os comunistas representados pelo partido e por Peppone. Embora vivessem em pé de guerra, brigando por votos, pela influência na vila e em disputas políticas diárias, os dois se respeitavam. 

Ambos lutaram juntos na Resistência Italiana contra o fascismo durante a guerra, um laço invisível que fazia com que, nos momentos de crise real na aldeia, eles deixassem as ideologias de lado e se unissem para ajudar a comunidade. 

Um dos dois volume que tinha a minha disposição na estante doméstica era "O Pequeno Mundo de Dom Camilo".

Não se tratava de um romance tradicional, mas uma coletânea de crônicas e contos curtos publicados inicialmente em jornais e revistas. 

Vivendo o pós-guerra e crescendo e amadurecendo, encantei-me com as curtas histórias, e adquiri outras obras do autor - Giovannino Guareschi - envolvendo os mesmos personagens: D. Camilo e Peppone.

Muito divertido, leitura que flui fácil  e acaba, aqui e ali, nos levando a tomada de partido pelo espírito humanitário.

Acho tanta babaquice antepor capital ao trabalho, ou vice-versa, que narro aqui episódio de minha vida profissiponal.

Era chegado o Natal e a empresa em que trabalhava, em São Paulo (capital) resolveu reunir os empregados, não muitos, cerca de oitenta ao todo, entre operacionais e administrativos, para congraçamento com refrigerantes e guloseimas.

Como era o gerente administrativo/financeiro, fui instado a dizer algumas palavras antes de encerrar a reunião.

Ao invés de, como politicamente correto, e praxe em situações que tais, agradecer aos empregados a colaboração e empenho, agradeci ao presidente e acionista controlador (era uma S.A.), e enalteci o fato dele colocar seu dinheiro em uma atividade de risco, gerando emprego para nós, e pagando impostos, ao invés de aplicá-lo no mercado finaceiro, e ir para a praia desfrutar a vida.

Eram tempos de overnight e open market.

Não era puxassaquismo, era o que eu pensava de verdade. 

Tirante alguns profissionais autônomos, que empresário pode prescindir de empregados? E onde empregados conseguiriam emprego, com garantias trabalhistas, para ganhar a vida?

Como flanelinhas? Entregador de pizzas? O problema está no ajuste, na conjuminância entre o "capitalismo selvagem" e o "nivelamento por baixo"

sexta-feira, outubro 16, 2026

Um ano sem a presença física de Ana Maria

ANA MARIA CARRANO


22 de março de 1945




16 de outubro de 2025




Numa postagem, em 2014, provocada por mim a descrever usos e costumes de sua infância e adolescência, ela arrematou o texto asseverando:

"Tenho por hábito e costume viver o hoje, com os olhos no amanhã, respeitando as características de cada fase da minha vida. Curto, aproveito e saboreio cada experiência e sensação que a vida me proporciona, até que se fechem as cortinas."

As cortinas se fecharam. Que seu espirito siga seu caninho. Com muita luz.

quinta-feira, outubro 15, 2026

Cuidado! Pode piorar.

 


Nunca declinei expressamente, mas os que nos acompanham, fielmente, partícipes ou não, já perceberam que recebo diariamente o informativo “Migalhas”, de conteúdo jurídico, tantas foram a citações feitas ao veículo neste espaço virtual.

Da edição nº 6452, com link de acesso a seguir, selecionei esta pérola bem-humorada, escrita de forma poética, com conteúdo explosivo, que me divertiu, mas me arrepiou porque perdi, há muito, minha carapaça política agora vulnerável, tantas e tão frequentes foram as armadilhas, tramoias, factoides, e negociações espúrias que a atingiram nas últimas décadas.

https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgzQhWnvSfhztJcZlwzkjqWbPdBzj

A atual composição do STF é grotesca, esdrúxula, espúria, anômala. Mas pode piorar.

Lei de Murphy

Eis a matéria aludida:

"Direto da Redação

A manhã despontava serena. As primeiras brumas se dissipavam lentamente, enquanto os raios do sol acariciavam a relva ainda úmida de orvalho. Pássaros ensaiavam suas melodias, e os redatores desta folha chegavam, um a um, para mais uma jornada de labor jornalístico. Tudo era paz. Até que alguém, rompendo o silêncio bucólico, leu em voz alta a notícia de que Pablo Marçal se colocara à disposição para ocupar uma cadeira no STF, num eventual governo Flávio Bolsonaro. A informação provocou visível tremedeira num vetusto redator deste vibrante matutino, homem de muitas primaveras, incontáveis governos e algumas desilusões institucionais. Ainda tentavam acalmá-lo quando um foca, sentado ao lado, resolveu acrescentar, com a inocência própria dos que ainda não aprenderam a medir as consequências das palavras: - E imagine quando ele souber que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha também pode aparecer na lista... Foi um alvoroço. Todos correram para tapar a boca do rapaz, temendo que a segunda hipótese, lançada inopinadamente, produzisse no venerando colega efeitos irreversíveis. Restabelecido o silêncio, ouviu-se apenas o canto de um sabiá. A natureza, alheia às especulações sobre o Supremo, prosseguia seu curso. Já a pressão arterial do redator..."


quarta-feira, outubro 14, 2026

GOZAR enquanto posso

 


Jogo de ida da Copa Sul-americana, realizado em 13 de outubro de 2026, na Bombonera, em Buenos Aires.




https://www.terra.com.br/esportes/vasco/jornal-espanhol-exalta-vitoria-do-vasco-calou-a-bombonera,83d9839f18eb67a8a35d433c12f6621eu5o3cph5.html

"Jornal espanhol exalta vitória do Vasco sobre Boca Juniors: "Silencia a Bombonera"


"Diário AS destaca atuação da equipe carioca na Argentina e valoriza resultado após expulsão na semifinal da Copa Sul-Americana."

https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2026/10/14/jornal-espanhol-exalta-vitoria-do-vasco-sobre-boca-juniors-silencia-a-bombonera.ghtml


"Vasco cala a Bombonera em vitória histórica contra o Boca Juniors."

"Equipe toma conta de uma das atmosferas mais temidas do continente e se impõe até expulsão infantil de Gómez."

https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/10/14/analise-vasco-cala-a-bombonera-em-vitoria-historica-contra-o-boca-juniors.ghtml

Não sou eu a dizer

 

CEO da Microsoft defende "freio de emergência" para IA

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Assistente que age sozinho: o que é um agente de IA e como criar o seu sem saber programar.



Presidente da Microsoft diz que leite é mais regulamentado que inteligência artificial.




terça-feira, outubro 13, 2026

Jeddah Tower x Torre de Babel

Não têm a mesma finalidade. Terão o mesmo destino?

"Está sendo construído o primeiro arranha-céu de um quilômetro no mundo. A Jeddah Tower já alcançou 454 metros" (link em notas ao final).

"Em Jidá, cidade saudita à beira do Mar Vermelho, a Jeddah Tower voltou a crescer depois de anos parada. A obra chegou a 113 andares e 454 metros de altura e, se seguir o projeto, será o primeiro arranha-céu a ultrapassar um quilômetro, tirando do Burj Khalifa o título de edifício mais alto do mundo."

Ao ler a notícia, não sei por quê (alô revisão), imediatamente lembrei da história bíblica da Torre de Babel.

O texto que se segue, claro, foi pinçado em consulta ao Google.

"De acordo com o relato bíblico no livro de Gênesis, a humanidade unida decidiu construir uma torre tão alta que o seu topo alcançaria o céu.

Para impedir que o projeto continuasse, Deus confundiu a língua dos construtores, fazendo com que eles falassem idiomas diferentes e não conseguissem mais se entender. Como consequência, a construção foi interrompida e as pessoas se dispersaram pelo mundo."

A Jeddah Tower, não tem o mesmo objetivo de alcançar o céu. Logo Deus não deverá interferir, ficando o projeto sob responsabilidade de engenheiros, os que fizeram o cálculo  estrutural e os que fazem a gestão da obra.

Se desmoronar, e espero que não - mesmo - o Criador terá apenas responsabilidade objetiva, eis que como "todo poderoso" poderia ter dissuadido o pai da ideia de leva-la a cabo.

Interromper, espontaneamente, o projeto, poderá ser um ato bastante sensato.

Com a palavra os do ramo, engenheiros e arquitetos.


Notas:

1. https://www.tupi.fm/mundo/esta-sendo-construido-o-primeiro-arranha-ceu-de-um-quilometro-no-mundo-a-jeddah-tower-ja-alcancou-454-metros/

2. O Burj Khalifa possui 828 metros de altura (até o topo do telhado/estrutura principal) e 829,8 metros contando com a sua antena/ápice. Localização: Dubai, Emirados Árabes Unidos,  160 a 163 andares.

3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Responsabilidade_objetiva

segunda-feira, outubro 12, 2026

Dharma Bhumi adere à campanha outubro rosa




https://www.atribunarj.com.br/materia/outubro-rosa-tera-aula-de-ioga-na-praia-da-boa-viagem-e-caminhada-em-icarai


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Nota: