26 de março de 2026

Tem gente que não aguenta mais ...

Eu postar sobre Niterói. E olha que nem nasci na cidade.

Tenho minhas razões. Uma delas é que aqui fui criado, estudei e me graduei. Aqui nasceram meus filhos que também aqui estudaram e se graduaram.

Todos nós na Universidade Federal Fluminense.

Volto hoje a tratar da cidade por conta de uma notícia jornalística. A prefeitura pretende fazer novas intervenções no bairro do Ingá, onde resido.

Não faz muito tempo foram realizadas obras neste citado bairro, que já foi elegante, ao tempo em que a cidade era capital de um Estado da Federação - Rio de Janeiro- e nele estava situado o Palácio do Governo, cujo prédio atualmente abriga um museu.

Museu do Ingá

Além deste acima, existem outros dois museus, no mesmo bairro, que são os abaixo:

Museu Antônio Parreiras

Museu Janete Costa

E um Centro Cultural, denominado Solar do Jambeiro, conforme abaixo:

Solar do Jambeiro

Mas voltando as obras anunciadas para o bairro, elas devem ocorrer na Praça César Tinoco, se bem entendi.

Praça César Tinoco

Além desta enorme arvore que se vê em primeiro plano, ladeando a Rua Paulo Alves, outras duas de mesmo porte, como se fossem trigêmeas, tombaram sobre a via pública não faz muito tempo.

A lamentar que as novas obras anunciadas não sejam voltadas para o escoamento de águas pluviais, na medida em que qualquer chuva um pouco mais intensa inunda as ruas adjacentes, que se transformam em rios.

Já perderam a oportunidade na obra anterior. Leiam postagem em:

https://jorgecarrano.blogspot.com/2020/10/transtornos.html

Bem, já que estamos no outono, vale a pena ver como ficarão todas as amendoeiras plantadas ao longo do calçadão, que vai desde a Praia da Flechas, no Ingá, até o final da Praia de Icaraí, que nós, os mais antigos lembramos que se chamava Canto do Rio.


Lindo, não é !?

Teste difícil para a França

Ouvi este comentário jocoso de um debatedor em uma resenha esportiva da Globo Esportes.

Achei engraçado. Fui verificar o retrospecto das partidas entre as seleções masculinas principais entre Brasil e França. Ei-lo, em pesquisa Google:

"O retrospecto geral entre Brasil e França no futebol masculino é equilibrado, com leve vantagem brasileira: 16 jogos, 7 vitórias do Brasil, 5 da França e 4 empates. No entanto, em Copas do Mundo, a França domina, tendo eliminado o Brasil três vezes (1986, 1998, 2006) em quatro confrontos."

O quarto confronto não citado expressamente no briefing acima, teve um resultado memorável a nosso favor. 

Foi na Copa de 1958, na Suécia. A França tinha um time avassalador. De novo com auxílio do Google, fui recordar. 

"O artilheiro da seleção de futebol da França na Copa do Mundo de 1958 foi Just Fontaine, com um recorde histórico de 13 gols em apenas 6 jogos. Ele é o maior goleador em uma única edição de Copa do Mundo, marca que permanece até hoje. A França terminou em 3º lugar, tendo o melhor ataque do torneio."

Entretanto ganhamos por 5x2, com um hat-trick do estreante Pelé, ainda um menino. Fomos campeões pela primeira vez, vencendo a final contra a Suécia, anfitriã,  pelo mesmo placar de 5x2.

O chiste de que o jogo contra o Brasil, hoje, às 17 horas, no "Gillette Stadium", em Boston - USA,  será um bom teste para Les Bleus tem um pouco de fundamento. Afinal três eliminações em Copas não é pouca porcaria.

É esperar cerca de duas horas e conferir.

25 de março de 2026

Farah Diba, imperatriz bonita, elegante e envolvida em causas culturais

Ela é dois anos mais velha do que eu. Portanto está com 87 anos de idade. Foi imperatriz consorte do Irã de 1959 até 1979, pois era casada com o último  Xá do Irã, Mohammad  Reza Pahlavi.

Eu estava saindo da adolescência e entrando na fase adulta quando ela frequentava as manchetes das mídias então existentes. 

Muitas eram as histórias e muitas eram as lendas que envolviam o  casal imperial.

Dizia-se dele que na data de seu aniversário sentava-se num dos prato de enorme balança, e a população depositava joias, metais  e pedras preciosas no outro prato até que a balança equilibrasse.

E dela, como não poderia deixar de ser, enaltecia-se a beleza, a elegância e o porte de nobreza. Eu sonhava ver sua imagem, nos telejornais dos cinemas, nas revistas, para constatar a procedência das loas (laus em latim) sobre sua beleza.

Ela nasceu em uma família próspera cujas fortunas diminuíram após a morte prematura de seu pai.

Enquanto estudava arquitetura em Paris, França, ela foi apresentada ao Xá na embaixada iraniana, e eles se casaram em dezembro de 1959.

Os dois primeiros casamentos do Xá não produziram um filho — necessário para a sucessão real — resultando em grande alegria com o nascimento do príncipe herdeiro Reza em outubro do ano seguinte.

Farah Diba, já então Farah Pahlavi, estava então livre para perseguir outros interesses além dos deveres domésticos, embora não tivesse permissão para um papel político.

Trabalhou para muitas instituições de caridade e fundou a primeira universidade de estilo americano do Irã, permitindo que mais mulheres se tornassem estudantes no país. Ela também facilitou a compra de antiguidades iranianas (persas) de museus no exterior.

Em 1978, a crescente agitação anti-imperialista alimentada pelo comunismo, socialismo e islamismo em todo o Irã mostrava sinais claros de uma revolução iminente, levando Farah e o Xá a deixar o país em janeiro de 1979 sob a ameaça de uma sentença de morte.

Por esse motivo, a maioria dos países relutou em abrigá-los, com o Egito de Anwar Al Sadat sendo uma exceção. Enfrentando a execução caso retornasse, e com problemas de saúde, o Xá morreu no exílio em julho de 1980. Na viuvez, Farha Diba continuou seu trabalho de caridade, dividindo seu tempo entre Washington, nos Estados Unidos e Paris na França.

A imperatriz participou de questões culturais e de bem-estar social que interessavam ao xá e criou seu próprio círculo de patrocínio e influência.

Ela foi patrocinadora do Festival Internacional de Shiraz. Farah, em geral, não estava envolvida na corrupção e nas ações repressivas da corte imperial, mas sua família tinha ampla representação em instituições culturais. 

Ele apoiou fortemente a política de modernização do xá, chamada de "Revolução Branca": expropriação de grandes propriedades, sufrágio feminino, ocidentalização e assim por diante.

Embora essas reformas acabassem não atingindo mais que uma pequena parcela da população, a política econômica ligada ao petróleo favoreceu o enriquecimento excessivo da classe ligada ao poder e o empobrecimento de amplas camadas da população."

Se os dados acima, obtidos via Google e IA, estiverem corretos, merece todos os encômios, não só pela beleza física, senão também pela interior a julgar pelas causas que abraçou.

Espero que seus últimos anos, em exilio na França e USA, estejam sendo vividos com saúde, sucessos e alegrias.

E encerro com louvores à professora Molca, de história, em meus tempos de ginasiano, que nos ensinava sobre a importância de Xerxes e o Império Persa, cujos resíduos históricos guardo na memória.

Duvido que Trump tenha ideia sobre a história dos persas, origem dos iranianos. 

24 de março de 2026

VEXAME!!!

 

É ou não é um vexame, o presidente da decantada maior potência econômica e nuclear do planeta não saber e nem ter quem o alertasse (Serviço de Inteligência, Departamento de Defesa - ou de Guerra - como quer Trump), sobre a capacidade de resistência, e pior, de revide do Irã.

O conflito já ultrapassa 20 dias e não há luz no final do túnel, embora Trump anuncie negociações em andamento. É blefe.

https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ira-esta-disposto-a-entrar-em-um-jogo-de-tudo-ou-nada-diz-zahreddine/

O que os USA imaginavam ser uma "diversão" virou pesadelo para eles. E eu usei a palavra diversão não por gratuidade, senão porque foi como o Trump se referiu ao ataque a ilha de Kharg, na costa do Irã: seria por mera diversão. Vejam e ouçam no vídeo a seguir.

https://www.youtube.com/watch?v=hmxrT4tDbZI

Ele – o “Trampa” – é tão idiota que está financiando o adversário ao liberar para venda o petróleo iraniano estocado em navios.

Para mim chega. Quem pariu Trump que o embale. Se o povo americano quer este asno na presidência, que assim seja.

Se o Congresso americano tivesse cabeças pensantes já teria usado a frase criada por Trump para seu reality show  televisivo: you’re fired!!!

https://www.youtube.com/watch?v=fS1SNxaRzl8


TRUMP, the most dangerous

Começou a guerra, irresponsavelmente, agora quer botar o galho dentro, mas não sabe como.

Começou a estúpida guerra, com um míssil destruindo uma escola, em Teerã,  matando mais de uma centena de crianças. Depois se vangloriou de haver matado Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī (Ali Khamenei).

Inconsequente, despreparado e emprenhado pelos ouvidos por outro celerado – Benjamin Netanyahu – arruinou economia mundial, podendo provocar sérios problemas energéticos por falta de petróleo.

Agora, sob pressão interna e externa, quer por fim a guerra, achando que poderá negociar com Mojtaba Khamenei, novo Líder Supremo do Irã, filho do homem que ele alardeou haver matado.

O "Abominável Homem das Neves" (Yeti) tem um nome: Donald Trump. 

Recordemos sobre as relações entre Israel e Irã:

"Antes da revolução de 1979, o Irã era um dos poucos países de maioria muçulmana a reconhecer Israel e a manter laços comerciais e de segurança com ele. 

Após a criação do Estado de Israel em maio de 1948, Israel e o Irã mantiveram laços estreitos. O Irã foi o segundo país de maioria muçulmana a reconhecer Israel como um Estado soberano, depois da Turquia . Israel considerava o Irã um aliado natural, como uma potência não árabe na periferia do mundo árabe , de acordo com o conceito de David Ben Gurion de uma aliança da periferia.

Israel tinha uma delegação permanente em Teerã que servia como uma embaixada de facto , antes da troca de embaixadores no final da década de 1970."

E estas relações poderiam e deveriam estar mantidas até hoje, não fosse a índole belicista de meia dúzia de desequilibrados, megalômanos, de um lado e outro.

Nota:

https://en.wikipedia.org/wiki/Iran%E2%80%93Israel_relations#:~:text=Iran%20and%20Israel%20have%20maintained,%2C%20airstrikes%2C%20and%20covert%20operations.


23 de março de 2026

RONALDO CAIADO pode ser um nome?



Pode, claro. Se você caro leitor, como eu, rejeita o bolsonarismo, mas tem como ideologia política viés de direita, e descarta reeleger Lula, em quem votou como antídoto ao negacionista Bolsonaro, e está decepcionado, então o Caiado é um nome a ser avaliado.

Médico, não se opunha a vacina que Bolsonaro não aprovava o que levou a óbito uma grande quantidade de brasileiros. A Covid-19 era uma "gripezinha", e a utilização de cloroquina resolveria.

Caiado foi deputado federal e senador representando seu Estado, com atuação de protagonista.

Em pesquisa recente foi aprovado com percentual próximo aos 80%, pelos eleitores de Goiás, Estado que ele governa.

Produtor rural, muito envolvido com o agronegócio que tem sido a locomotiva de nossa economia, com destaque nas exportações.

Sua bandeira principal é a segurança, que é uma preocupação dos brasileiros, em todo o país.

Não tem oratória brilhante, mas é razoavelmente articulado, e tem voz firme e potente, aliado a uma boa estampa física. Muito melhor do que Lula, por exemplo. 

Mais na Wikipédia, que pode ser acessada em: 

Voltarei ao assunto depois de ponderar com cuidado.

22 de março de 2026

Vasco da Gama, o navegador

 


Desde os bancos primários ouvimos referências a navegadores importantes dos séculos XIII e XIV, tais como Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral e Cristóvão Colombo.

Tínhamos que memorizar seus nomes, feitos e datas.

Vasco da Gama  foi um nobre, navegador, explorador e administrador português, que na "Era dos Descobrimentos", destacou-se por ter sido o comandante dos primeiros navios a navegar da Europa à Índia, na mais longa viagem oceânica até então realizada, superior a uma volta completa ao mundo pelo Equador.

Passados anos e até séculos, em 21 de agosto de 1898, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundado o Clube de Regatas Vasco da Gama.

E o Vasco da Gama, clube, e não o navegador, conquistou a Espanha.

Com efeito o Vasco da Gama possui um histórico vitorioso em torneios de verão na Espanha, especialmente entre as décadas de 1950 e 1980. Os principais títulos conquistados em solo espanhol foram: 

O Vasco da Gama conquistou o prestigioso Troféu Teresa Herrera de 1957, tornando-se o primeiro clube brasileiro a vencer o torneio, na cidade de A Coruña,  na Espanha. Na final, realizada em 16 de junho de 1957 no Estádio Riazor, o Vasco derrotou o Athletic Bilbao por 4 a 2, com gols de Vavá (2) e Válter (2), superando cansaço de viagem e conquistando o título com grande atuação. 

Troféu Ramón de Carranza (tricampeão): O Vasco conquistou este tradicional torneio, realizado em Cádis, nos anos de 1987, 1988 e 1989.

Torneio Cidade de Sevilha (1 título): Conquistado em 1979.

Copa Myrurgia (1 título): Conquistado em 1931, após uma vitória contra o Barcelona.

Torneio de Mallorca (1 título): Conquistado em 1995. 

Além desses, a excursão de 1957 é muito lembrada, onde o Vasco também venceu o Real Madrid por 4 a 3 e goleou o Barcelona por 7 a 2, embora esses jogos tenham feito parte de uma série de amistosos e não um torneio único, somados à conquista do Teresa Herrera na mesma viagem.