24 de agosto de 2026

Parábolas


O recém-editado livro “Entre o tapete e o absoluto” contém fábulas, parábolas, como espeque para alguns princípios, pensamentos, conceitos, adágios ou ensinamentos aceitos e cultuados.

https://jorgecarrano.blogspot.com/2026/08/sera-amanha.html

Permito-me, aqui e agora, transcrever uma das fábulas nele citadas, não como colhida nesta fonte, mas sua versão encontrável na rede mundial, ou obtida com auxílio de IA.

Via Inteligência Artificial (IA):

“A parábola da cor da grama (ou do burro e do tigre) conta a história de uma discussão entre um burro que teima que a grama é azul e um tigre que afirma que ela é verde. Ao apelarem ao leão, o rei concorda com o burro e pune o tigre com anos de silêncio. O leão explica ao tigre confuso que ele não foi punido por estar errado sobre a cor da grama, mas por perder tempo e energia discutindo com um tolo.

A História

O debate: Um burro diz que a grama é azul. O tigre responde que ela é verde.

A briga: A discussão cresce e eles vão falar com o leão, o rei da floresta.

A decisão: O burro pergunta ao leão se a grama não é azul. O leão diz que sim, é azul, e castiga o tigre com anos de silêncio.

A Explicação: O tigre pergunta por que levou a culpa se a grama é verde. O leão diz: "A grama é verde. Você foi punido por perder tempo discutindo com um burro". 

A Lição

Evite discussões inúteis: Não gaste sua paz tentando provar algo para quem não quer aprender.

O perigo do ego: Toleirices e fanatismos não buscam a verdade, apenas vencer a discussão.

Escolha suas batalhas: O silêncio é sabedoria quando a outra parte é ignorante.”

https://www.google.com/search?q=par%C3%A1bola+a+cor+da+grama&oq=par%C3%A1bola+a+cor+da+grama&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIHCAEQIRifBTIHCAIQIRifBdIBCjExNDM5ajBqMTWoAgiwAgHxBXlEX-F7eRNj&sourceid=chrome&source=chrome.rb&ie=UTF-8

Ou leia a versão a seguir, como se contém no livro supramencionado, e também na internet, em:

https://pt.scribd.com/document/718254130/O-tigre-e-o-burro

O livro "Yoga, Entre o Tapete e o Absoluto – Reflexões sobre o que cessa e o que permanece", escrito por Jorge Carrano, está disponível para compra no site da Amazon Brasil.

https://www.amazon.com.br/entre-Tapete-Absoluto-Jorge-Carrano/dp/6502148050/ref=asc_df_6502148050?mcid=49c59d77721d377196465944e0cd76d1&tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=804843391330&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=3934406738918898039&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=9198792&hvtargid=pla-2498598007579&psc=1&hvocijid=3934406738918898039-6502148050-&hvexpln=0&language=pt_BR


23 de agosto de 2026

O vazio preencheu e ocupou minha cabeça

 



Vazio significa algo que não tem nada dentro, que está livre ou desocupado. 

Quando estudante do Liceu Nilo Peçanha, fui colega de sala de Luiz Gonzaga Costa Land, parceiro de última fila na sala de aula. Nosso passatempo era fazer, com caneta, nas folhas dos cadernos, desenhos simulando arte abstrata, surrealista, ou que nome queiram dar aos estilos de  pinturas sem sentido, senão o que o autor pretendeu ou críticos costumam dar.  Tipo herméticas.

Um de nós, realmente não lembro, desenhou uma moldura sem nada dentro, sem conteúdo, e batizou de “Vazio”.

Este ex-colega foi citado aqui neste espaço virtual, num comentário ao post https://jorgecarrano.blogspot.com/2020/08/niteroi-o-que-ja-tivemos-e-perdemos.html

Terapeutas, analistas, psicólogos costumam dar à palavra  “vazio” outros significados. Eis alguns:

“Também descreve um sentimento triste de falta ou solidão.

Sensação de falta ou saudade profunda.

Tristeza ou tédio sem causa clara.

Sensação de falta de propósito, apatia ou solidão. 

Conceituam o sentimento de vazio como uma sensação profunda de falta de sentido, apatia e desconexão emocional consigo mesmo ou com o mundo.

Parece um buraco interno ou a ausência de um propósito, mesmo quando a vida exterior parece estável ou bem-sucedida.”

No meu caso, até intitular a postagem, nada disso se aplicava. Era pura e simplesmente falta de assunto. O que restou superado como se pode constatar.

Como decorrência foram se enfileirando assuntos, conexos, e já caminho para o final do post.

Sugiro aos nostálgicos, aos saudosistas, que visitem o post que está em:

 https://jorgecarrano.blogspot.com/2020/08/niteroi-o-que-ja-tivemos-e-perdemos.html

O citado ex-colega – Luiz Gonzaga da Costa Land – ingressou nos quadros da Força Aérea Brasileira. Consta que foi membro destacado da famosa “Esquadrilha da Fumaça”.

Consta no post com link acima, o seguinte comentário: 02/05/2022, 11:20 

Anônimo disse...

Eu e Campista subimos várias vezes alguns morros da cidade para tocar frigideira e assistir ensaios de algumas escolas de samba. Campista, você conheceu, era meu xará, filho do desembargador Braga Land.

O "anônimo" foi o querido amigo Carlos Augusto Lopes Filho, há pouco falecido. O "campista" a que ele alude, era um xará dele, irmão do Luiz Gonzaga (parceiro dos desenhos de telas), ambos filhos do desembargador.

Eu, como já dito e explicado neste blog ad nauseam,  fui reprovado no exame de saúde, para ingresso na EPCA (Escola Preparatória de Cadetes do Ar), por discromatopsia (daltonismo).

Monet
Considero a pintura uma arte notável, mas desde que as telas sejam inteligíveis. Por isso minha predileção pelos impressionistas. Cubismos e ismos em geral não me agradam. Não me tocam os sentimentos.


Esta tela de Monet precisa de nome, precisa de explicação?

Como este blog também é cultura, encerro lembrando que foi uma tela de Claude Monet que deu origem ao nome do movimento impressionista.

A tela em questão foi "Impressão, nascer do sol" (Impression, soleil levant), pintada em 1872. 

22 de agosto de 2026

Melhor não divulgar

Muita propaganda, como no caso da matéria, com link de acesso a seguir,  é prejudicial para nós outros, habitantes desde sempre. A quem aproveita enaltecer as virtudes da cidade? Incorporadores? Governantes?

São deletérias. Se não, vejamos:

Não cabem mais famílias na cidade. As redes de suprimento d'água e escoamento de esgotos já estão saturadas. O trânsito, há muito, está caótico. As  redes públicas de saúde e educação estão no limite.

Ademais, estas matérias elogiosas atraem malfeitores, bandidos de todos os gêneros. E a segurança (falta de) que já é um de nossos maiores problemas irá se agravar.

E os sem teto de outras idades se sentem atraídos, porque Niterói toma ares de Eldorado para a mendicância.

Melhor não alardear nossas coisas boas, baixar o ufanismo, melhor aproveitar sem cacarejar como as galinhas - tolas - que apregoam quando põem ovos.

Mas vamos as matérias:

"Única cidade do Rio entre as 10 melhores do país em saneamento, reúne o segundo maior conjunto de obras de Niemeyer do mundo do outro lado da Baía de Guanabara."

https://www.canalrural.com.br/alem-do-agro/2026/08/19/unica-cidade-do-rio-entre-as-10-melhores-do-pais-em-saneamento-reune-o-segundo-maior-conjunto-de-obras-de-niemeyer-do-mundo-do-outro-lado-da-baia-de-guanabara/ 

"Niterói cresce no Ideb e se destaca entre cidades de grande porte do país."

https://www.atribunarj.com.br/materia/niteroi-cresce-no-ideb-e-se-destaca-entre-cidades-de-grande-porte-do-pais

Mas que está melhorando, em alguns aspectos,  está. 

Terminal Charitas

Arena Niterói

Complexo Caio Martins

Camboinhas

Centro - sendo repaginado

Praça Leonoi Ramos - complexo Cantareira

Praça Getúlio Vargas - projeto

Erguida em 1555 para deter uma invasão francesa na Baía de Guanabara, 

a maior fortaleza do Brasil colonial (Santa Cruz) ainda pertence ao Exército, guarda 45 canhões

e recebe visitantes de terça a domingo.


Teatro Municipal - interior





Notas:

2. Fortaleza de Santa Cruz

21 de agosto de 2026

Aniversário do CRVG - 128 anos

Há 15 anos o hino no vídeo a seguir, embala a torcida do "Trem Bala da Colina". Clique no centro da imagem para ouvir.


"Recordar é viver". Adágio popular.

Muita saudade destes times vitoriosos abaixo. O ano de 1947 é importante porque foi quando elegi o clube para povoar meu coração. Foi campeão carioca invicto.

1947

O time de 1950 era orgulho nacional e não sou eu que o digo.

Passados 5 anos ainda emocionava. Era o "Expresso da Vitória".  Ainda contava com Ademir (Queixada), o goleador do rush  mortal.




Para recordar os elencos históricos:

O time-base do Vasco da Gama campeão carioca invicto em 1947, sob o comando do técnico Flávio Costa, contava com Barbosa; Augusto e Rafanelli; Eli, Danilo e Jorge. O ataque titular clássico formava com Djalma, Maneca, Dimas, Lelé e Chico (contando também com variações frequentes de Friaça e Alfredo. 

Em 1950, o Vasco da Gama contava com o lendário time do Expresso da Vitória, campeão carioca daquele ano e base da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O elenco principal contava com ícones históricos como o goleiro Barbosa, os zagueiros Augusto e Wilson, os meio-campistas Danilo Alvim e Ely, e os atacantes Ademir de Menezes, Chico e Maneca. Primeiro campeão da era Maracanã.

Vasco da Gama campeão carioca de 1952, encerramento da era áurea do "Expresso da Vitória", era comandado pelo técnico Gentil Cardoso e escalava majoritariamente com: Barbosa; Augusto e Haroldo (Bellini); Ely, Danilo Alvim e Jorge; Sabará, Ipojucan, Ademir de Menezes, Maneca (Vavá) e Chico.

Administrações ruinosas, temerárias, com malversação de recursos trouxeram o clube a atual situação de elevada dívida, elencos pobres e falta de resultados esportivos. 

Mas enfim, como consagrou Aldir Blanc: "Se for para a Segunda Divisão, sou Vasco. Se for para a Terceira, sou Vasco. Se o Vasco acabar, ainda sou Vasco" - em entrevista ao "O Globo" em 2008.



Encerro com o Samba da Colina.



20 de agosto de 2026

CACHIMÔNIA

Eis uma palavra, fora de uso corrente, que tem muitos significados. Meu pai, se bem me lembro, a usava no sentido de perder a paciência.

Ele tinha pouca paciência, pouca calma. Daí que, aos cinquenta e sete anos de idade, fez um infarto fulminante. Quando os médicos chegaram era tarde e só restava certificar o óbito. Fizeram um rapapé. O da ambulância solicitada por minha mãe por telefone, disse para o que morava perto e fui buscar na casa dele: "faz e assina você que é conhecido da família."

Faleceu jovem, digo eu hoje, do alto de meus 86 anos.

Se eu fosse usar esta palavra nos dias que correm, teria que explicar o que pretendia, se o contexto da frase não levasse à compreensão.

Cachimônia se aplica a múltiplas situações e fatos, no sentido de paciência (perda da): com o Vasco, com a política, com os políticos, com a economia, com a insegurança pública, ... e seguiria citando outros fatores esgotando os limites de minha cachimônia, no significado de lembrar das coisas. 

Com valiosos auxílios do Google, da IA, dos dicionários Aurélio e Houaiss, e dos restos de minha memória, temos que:

"A palavra cachimônia é um termo popular que significa cabeça, juízo, inteligência ou a capacidade de se lembrar das coisas. Também pode significar paciência e calma. É comum em expressões como "perder a cachimônia" (perder a paciência) ou "puxar da cachimônia" (pensar bastante)."

Principais Significados:

Cabeça ou mente: O lugar onde ficam os pensamentos e as ideias.

Juízo e inteligência: Ser esperto ou ter bom senso.

Memória: A capacidade de lembrar de algo.

Calma: Manter a paciência diante de uma situação difícil.

Numa reunião de família, há algum tempo, um de meus filhos comentou que só eu uso a palavra chiste, ao invés de piada, gracejo.

Passados alguns segundos ele mesmo arrematou: "ah! e também apedeuta."

Riso geral 😂😂😂.

       

 

19 de agosto de 2026

Do Ghost Writer à Inteligência Artificial, variações sobre o tema

Conheço um ghostwriter que escrevia os discursos do “Big Boss” de uma multinacional, para eventos internos: seminários, comemorações, etc.

Não é um intelectual pelo conceito corrente. Formado em comunicação social e leitor assíduo e seletivo, sabia escolher as palavras (mais do que os sentimentos) do “Poderoso Chefão”, adequadas para cada momento. Esta missão lhe rendia uns bons trocados.

Fico matutando, com meus botões, se me sentiria bem lendo como sendo de minha lavra, uma mensagem escrita por terceiro contratado, que sequer refletiria meu âmago.

Comparação esdrúxula, mas elucidativa: jamais trapaceei num jogo de cartas (buraco ou biriba), em dupla ou individualmente. Não pelo receio de ser apanhado, mas pela ausência do sentimento satisfação pelo êxito, por saber que obtido à sorrelfa.

Não importaria que os demais partícipes ignorassem os artifícios escusos. Eu sabia e era o quanto bastava.

Lidar com fraude é difícil para mim. Tive um cliente, gerente de banco, que não trapaceou. Praticou um ato condenável, ilícito mesmo, de favorecimento a parente. Foi difícil defende-lo numa apuração disciplinar interna. A meu juízo ele era culpado, embora tenha argumentado que errou  involuntariamente.

Menos mal que não resultou em prejuízo para terceiros, e principalmente para seu empregador.

Voltando aos escritores ocultos (fantasma), alguns famosos (v.g. Augusto Frederico Schmidt) eles ainda têm mercado de trabalho?

Os algoritmos da Inteligência Artificial (IA) serão capazes, com pleno sucesso, de produzirem discursos notáveis, para “big shots” ricos em referências, a custo zero, num piscar de olhos, e o segredo fica restrito.

Da mesma forma que nunca trapaceei no jogo, como enfatizei acima, não pediria a IA para escrever um post para este blog. Não sem mencionar que pedi, jamais assumindo a autoria.

No passado justificaria que precisava poder me olhar no espelho para me barbear. Hoje, sem fazer barba diariamente, diria que preciso repousar a cabeça no travesseiro.

Profissionalmente, se transcrevo trechos doutrinários, faço-o entre parênteses e com menção da fonte autoral.

Também aqui no blog, excertos, citações, são sempre acompanhados de alusão às fontes originais, em seguida ou nas notas de rodapé.

Tenho como dito.