23 de fevereiro de 2026

AVES

Entre as aves abaixo, uma é título de poema de Edgar Allan Poe e outra está referenciada em romance de José de Alencar.

Se você sabe, não ganha prêmio, mas evidencia que não é um neófito em literatura. Ou seja, não é um Lula.


Bem-te-vi

Cardeal amarelo

Corvo

Bicudo


Chupim

Pardal


Monarca azul de solideo


Graúna


22 de fevereiro de 2026

Considerações sobre o judiciário e advogados

 É forçoso reconhecer. Vale a reflexão. Original publicado em: https://www.conjur.com.br/2026-fev-12/o-advogado-medio-nao-e-bom/

OPINIÃO

O advogado médio não é bom

 Felipe Oliveira Marçon Belchior

Alice Conceição do Nascimento

12 de fevereiro de 2026, 6h05

Toda análise qualitativa envolve riscos. Ao tratar de “qualidade”, inevitavelmente ingressamos em um terreno subjetivo e pessoal. Ainda assim, há temas que precisam ser enfrentados, mesmo à custa desse desconforto metodológico. A qualidade média da advocacia brasileira é um deles. 

As críticas ao Judiciário brasileiro são numerosas, recorrentes e, em grande parte, corretas. Trata-se de um sistema lento, ineficiente, excessivamente burocratizado e, não raro, marcado por decisões erráticas, ativismo seletivo e déficits de imparcialidade. Nada disso está em discussão aqui. Não escrevemos para defender o Judiciário. Pelo contrário, estamos entre os mais assíduos críticos do seu desempenho.

Mas uma coisa não impede a outra. Problemas distintos exigem diagnósticos distintos. As disfunções do Judiciário dizem respeito, sobretudo, a desenho institucional, incentivos perversos, ativismo judicial, seletividade decisória e déficits de imparcialidade. Já o problema da advocacia média é mais elementar: trata-se de um déficit de formação, técnica e escrita.

A realidade é dura, mas precisa ser enfrentada. O advogado médio no Brasil escreve muito e escreve mal. É comumente prolixo, desorganizado, pouco objetivo. Não domina adequadamente a norma da língua portuguesa nem a técnica jurídica. Confunde volume com densidade, extensão com argumentação e citações com raciocínio. Produz peças longas, repetitivas e mal estruturadas, que dificultam a atividade jurisdicional.

Essa não é uma crítica isolada. Quem atua nos bastidores do sistema judicial, como escreventes e assistentes do Tribunal de Justiça de São Paulo, convive diariamente com petições incapazes de expor com clareza os fatos, delimitar adequadamente a controvérsia ou formular pedidos juridicamente coerentes. Muitas vezes, o maior esforço do julgador não é decidir o mérito, mas compreender o que exatamente está sendo pedido.

Para ilustrar essa desconexão técnica, basta observar uma prática corriqueira no cotidiano forense: a juntada indiscriminada de documentos. É comum que a parte acoste dezenas de páginas aos autos sem qualquer esforço mínimo de explicitação. Não se indica qual documento comprova qual fato, tampouco se estabelece a relação lógica entre a prova produzida e a alegação formulada. O processo deixa de ser um instrumento de convencimento organizado e torna-se um depósito de arquivos, no qual o direito pode até assistir à parte, mas se perde na confusão textual.

O Brasil possui hoje mais de 1,4 milhão de advogados com inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil, o que resulta em uma das maiores proporções de advogados por habitante no mundo — aproximadamente um profissional para cada 164 brasileiros. Em comparação, nos Estados Unidos há cerca de um advogado para cada 253 habitantes; no Reino Unido, um para cada 471; em Portugal, um para cada 625.

Esse crescimento não decorreu de um salto de excelência jurídica, mas da mercantilização de uma profissão essencial. O aumento exponencial e desordenado de cursos de Direito no país responde muito mais a lógicas de mercado do que a critérios acadêmicos. Cursos são abertos para gerar lucro, não para formar bons profissionais.

Mas quantidade, como se sabe, não significa qualidade

Levantamento realizado pela própria OAB em 2024 indicou que apenas cerca de 10% dos cursos de Direito em funcionamento no país foram considerados de boa qualidade. O resultado é previsível: um mercado saturado, especialmente nos grandes centros urbanos, com profissionais jovens, mal formados, mal remunerados e pressionados a produzir em escala — inclusive peças processuais.

O problema, aliás, não é exclusivo da advocacia. No Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), 30% dos cursos avaliados obtiveram resultados insatisfatórios, revelando um quadro semelhante ao do ensino jurídico: expansão desenfreada de cursos, baixa exigência acadêmica e profissionais mal preparados para exercer atividades essenciais. A ampla repercussão desses resultados acende um sinal de alerta para toda a educação superior brasileira, e o Direito, como uma das áreas com maior número de instituições e estudantes no país, tende a ocupar posição central.

Esse aperto, na verdade, já começou a se manifestar, e a recente proibição do curso na modalidade 100% online é um exemplo disso. A divulgação do Conceito Enade para o Direito, prevista para 09/02/2026, tende a replicar os índices preocupantes vistos na medicina. O Exame da Ordem, aliás, já antecipa esse diagnóstico: embora se destine a aferir apenas um patamar mínimo de proficiência, a taxa de aprovação na primeira fase tem oscilado, nos últimos anos, entre 40% e 58%, percentuais que evidenciam a fragilidade estrutural do ensino jurídico brasileiro

Nesse contexto, o Exame da Ordem deve ser encarado sem romantismos: ele não é uma panaceia. Aqueles que conseguem aprovação não recebem automaticamente um selo de excelência – obtêm apenas a certificação de um patamar mínimo. Um advogado verdadeiramente competente não se limita a memorizar códigos e jurisprudências; ele precisa dominar a aplicação prática do Direito, desenvolver raciocínio jurídico sofisticado, comunicar-se com clareza e atuar com rigor ético. Essas habilidades não nascem de cursinhos preparatórios para a OAB, elas deveriam ser desenvolvidas ao longo da graduação – e é justamente nesse ponto que o sistema falha.

Embora entre 40% e 58% dos candidatos consigam passar no exame (índice que já deveria ser muito superior, considerando que estamos falando do mínimo exigível), apenas cerca de 10% dos quase 1.900 cursos de Direito espalhados pelo país alcançaram o Selo de Qualidade OAB em 2024. A discrepância entre “aprovação na OAB” e “formação de qualidade” revela que estamos produzindo em massa profissionais habilitados, mas não necessariamente preparados.

Nesse ambiente, a prolixidade vira estratégia. Escreve-se muito para esconder a falta de domínio. Cita-se em excesso para compensar a ausência de argumento. Repete-se o óbvio para ocupar espaço. O processo vira depósito de textos inúteis.

Costuma-se afirmar que há um problema generalizado de fundamentação das decisões judiciais. A crítica é válida, mas precisa ser dimensionada. O déficit de fundamentação existe, porém é mais restrito e concentrado em certos padrões decisórios. Já o problema da advocacia é mais amplo e estrutural: trata-se de falha na formação básica do profissional. Isso não apaga a existência de uma advocacia de alto nível técnico, numerosa e qualificada, mas evidencia que essa excelência não constitui o padrão médio da profissão.

A má advocacia não explica todos os males do Judiciário brasileiro, mas contribui decisivamente para vários deles. Juízes sobrecarregados precisam filtrar peças mal escritas; decisões tornam-se mais padronizadas; o tempo processual se alonga. O debate sobre a crise do Judiciário permanecerá incompleto enquanto ignorar a baixa qualidade média da advocacia.

Não se trata de demonizar a profissão, mas de reconhecer um problema estrutural: formar muito, formar mal e normalizar a mediocridade técnica não colabora para uma justiça mais eficiente — apenas para a geração de mais papel.

 Felipe Oliveira Marçon Belchior é técnico judiciário em 2º grau no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), pesquisador do Instituto Legal Fronts no núcleo de Governança Digital e graduado em Direito pela Universidade de São Paulo. 

Alice Conceição do Nascimento é escrevente técnico judiciário em 2º grau no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e graduada em Direito pela Universidade de São Paulo.

https://www.conjur.com.br/2026-fev-12/o-advogado-medio-nao-e-bom/


21 de fevereiro de 2026

A Geni (do Chico) e o STF

 Na tradição cristã pode-se pecar por pensamentos, palavras e obras, foi o que aprendi enquanto coroinha na Paróquia dos Sagrados Corações,  na Praça Camilo Pereira Carneiro, 176 – na Vila Pereira Carneiro, no bairro Ponta d'Areia, em Niterói, RJ.

Recorro a este princípio religioso para sedimentar aqui no blog meu respeito incondicional ao Supremo Tribunal Federal, enquanto instituição jurídica, guardiã dos preceitos contidos na Constituição Federal.

Nunca alimentei pensamentos  espúrios, verbalizei em desfavor, ou adotei posturas hostis contra a Suprema Corte de Justiça.

Uma Corte de Justiça independente, composta por magistrados de notável saber jurídico e conduta ilibada é essencial numa democracia.

Essas premissas, ignoradas, num ou noutro momento político, enriquecem ou empobrecem o colegiado.

Se o STF para mim é inatacável, sua composição mereceu e merece reparos quando é composta por advogado que não logrou aprovação em concurso para juiz de primeiro grau; magistrado terrivelmente evangélico (só por isso); procurador amigo e de confiança do presidente da República, a quem cabe a indicação, e assim por diante com utilização de critérios nada republicanos, ortodoxos, conservadores, isentos, criteriosos.

Nada contra adotar critério de cotas, para priorizar mulheres ou negros, desde que não sejam apenas mulheres e negros.

A composição atual é, a meu juízo, a pior desde que me formei em 1967.

Passaram por lá, entre outros, Ribeiro da Costa, Victor Nunes Leal, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Antônio Gonçalves de Oliveira, Lafayette de Andrada, Adaucto Lúcio Cardoso, Aliomar Baleeiro, Djaci Falcão, Thompson Flores, Eloy da Rocha, Bilac Pinto, Antonio Neder, Xavier de Albuquerque, Rodrigues Alckmim, Moreira Alves, Rafael Mayer, Oscar Dias Corrêa, Carlos Alberto Madeira, Célio Borja, Néri da Silveira, Aldir Passarinho, Sidney Sanches, Octavio Gallotti, Sepúlveda Pertence, e Paulo Brossard.

Neste período, salvo lapso de memória,  apenas três mulheres integraram a Corte: Ellen Gracie, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Também apenas três afrodescendentes ocuparam cadeiras no STF: Pedro Lessa, Hermenegildo de Barros e Joaquim Barbosa.

Entre outras decisões que ignoraram o ritual, a norma cristalizada, beirando o teratológico, cito o inquérito aberto com destinação de apurar fake news, com relator indicado, sem sorteio, ausência da PGR, e que já perdura há sete anos, sem previsão de término.

Se o STF não se autorregulamentar, não estabelecer padrões rígidos de ética e moral, não se impuser pela honra, não se der ao trespeito, com certeza um cabo e dois soldados poderão fecha-lo.

20 de fevereiro de 2026

Pouco mais de seis décadas depois ...

 

The Six Million Dollar Man (O Homem de Seis Milhões de Dólares) é uma série de televisão norte-americana que foi produzida e exibida de 1974 a 1978, pelo canal ABC. 

O coronel e ex-astronauta Steve Austin (ator Lee Majors), trabalha como agente de campo para a OSI - sigla usualmente identificada como Office Scientific Intelligence (algo como Departamento de Inteligência Científica). 

Ele começou ali depois de ter sofrido um acidente (mostrado na abertura do seriado) com um avião Northrop M2-F2. Foram usados fotogramas originais da NASA de um acidente real de 1967, com o piloto Bruce Peterson. No episódio de abertura da série "Population Zero", foi introduzido um novo elemento: a voz de Oscar Goldman narrando a criação do homem biônico.

No acidente fictício, Austin foi severamente machucado, tendo sido reconstruído em uma cirurgia experimental que custou seis milhões de dólares. Assim, seu braço direito, suas pernas e seu olho esquerdo destroçados, foram substituídos por implantes chamados de "biônicos". Com isso, ele passou a ter sua força e visão ampliada (permitia um zoom de vinte por um) e na corrida, podia chegar a noventa quilômetros por hora. 

Se você tem interesse em saber mais procure a série em plataformas de streaming. Ou no YouTube em:

https://www.youtube.com/watch?v=5XT_0A_7pZ8

Há pouco mais de seis décadas, quando lançada a série, era pura ficção. Já agora...

Leiam https://www.correiobraziliense.com.br/webstories/flipar/2026/02/7350417-chineses-desenvolvem-robo-que-e-capaz-de-agir-como-passaro.html


19 de fevereiro de 2026

Da série tamanho é documento

 




O gavião-real também chamado harpia ou  águia-imperial, é uma ave acipitriforme da família dos acipitrídeos. É a maior e mais poderosa ave de rapina encontrada em toda a sua extensão e está entre as maiores espécies de águias existentes no mundo. Geralmente habita florestas tropicais.  



A rã-golias é uma espécie africana de anfíbio anuro. Pode medir até 40 cm e pesar 3 kg. É o maior anuro existente. Tem uma capacidade de salto notória, podendo saltar cerca de 3 metros de uma só vez, embora se canse rapidamente após dois ou três saltos.




A  tarântula-golias,  é considerada o maior aracnídeo do mundo, em massa corporal. Com comprimento: 30 cm (extensão das patas).
A tarântula-golias, considerada o maior aracnídeo do mundo, em massa corporal. O animal é natural da Amazônia, e encontrado principalmente na Venezuela.
Segundo a Enciclopédia da Vida, o aracnídeo é uma espécie de caranguejeira e pode chegar a ter uma envergadura (tamanho total contando as pernas) de 30 centímetros, o dobro da medida média da mão de um adulto. 




A lula-gigante é um cefalópode abissal, um dos maiores invertebrados do planeta, podendo atingir até 13 metros de comprimento (fêmeas) e pesar quase uma tonelada. Vive em profundidades de 200 a 1000 metros, possui olhos enormes e tentáculos com ventosas poderosas, alimentando-se de peixes e outras lulas. 

18 de fevereiro de 2026

Era um risco ... mas a vaidade se sobrepôs à cautela

Lula está rebaixado ... e era previsível. Prejuízo para a Escola de Samba, e maior para  o candidato nas urnas. A conferir.

https://oglobo.globo.com/rio/carnaval/noticia/2026/02/18/academicos-de-niteroi-que-homenageou-lula-e-rebaixada-para-serie-ouro.ghtml


https://oantagonista.com.br/videos/papo-antagonista-lula-rebaixado-no-carnaval-moraes-com-sangue-nos-olhos/

DOWNTON ABBEY

 


Uma das melhores séries televisivas de todos os tempos, com absoluta certeza, chega ao fim.

Escrevi sobre ela inúmeras vezes neste  sitio virtual. Estão nos links a seguir:


Quem não assistiu, ou quer rever as seis temporadas da série Downton Abbey continuam disponíveis no catálogo da Netflix Brasil. A série acompanha a aristocrática família Crawley e seus empregados, lidando com o sistema de classes e mudanças sociais no início do século XX.  

Sensacional produção: locações, elenco, base histórica, cenários, roteiro ...

Por derradeiro, mas não menos importante, registro que como meu filho e nora estiveram em  Highclere, fizeram a gentileza de adquirir e me presentear com o livro, ricamente ilustrado, que conta  história do local.


Castelo de Highclere serviu de cenário para a série

 

Notas:

 https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/uma-era-chega-ao-fim-o-grande-final-de-uma-das-melhores-sagas-historicas-de-todos-os-tempos-ja-esta-disponivel-no-streaming,7020d178bde1674cc4bfe693809f4a63s4fn9td1.html

https://www.google.com/search?q=Highclere&oq=Highclere&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTINCAEQLhivARjHARiABDIHCAIQLhiABDIHCAMQABiABDIHCAQQABiABDIMCAUQABhDGIAEGIoFMgYIBhAAGB4yBggHEAAYHjIGCAgQABge0gEJMzExM2owajE1qAIIsAIB8QXY4z06xlOIPfEF2OM9OsZTiD0&sourceid=chrome&ie=UTF-8