28 de janeiro de 2022

DJOKOVID

 

Não, não errei o nome do tenista. Este é o apelido dele depois de insistir em não se vacinar.

Impedido de disputar o primeiro Grand Slam do ano, na Austrália, esperneou, fez beicinho, bateu o pé, mas como estava num país sério acabou fora mesmo.

Cada vez mais me convenço de que o homem, como regra geral, fica abaixo de sua obra, de seu talento. Para não me alongar cito Woody Allen e Pablo Picasso.

O cara joga muito tênis nos dois sentidos: quantidade e qualidade. Uma pena ser um obscurantista.

Não pretendo comparar o tenista com o nosso presidente, porque seria desigual e humilhante para o sérvio que é disparado competente no que faz. Já o Jair Messias é absoluta e definitivamente incompetente, despreparado.

Um presidente não pode renunciar à ciência, não pode negligenciar com a vida de seus governados.

É imperdoável, inadmissível, afrontar a cultura do país que é a de acreditar, confiar e disponibilizar as vacinas existentes.

Lembro de ser obrigatório tomar a vacina no colégio, na década de 1940. A marquinha que ficava no braço, como discreta cicatriz, era um insígnia.

Quando se pretendia dizer que alguém era responsável por seus atos dizíamos que o fulano era maior e vacinado.

Os mais jovens há mais tempo hão de lembrar, seja da vacinação nas escolas, seja do dito popular.

Os avós deste país, como eu, tomamos as vacinas então disponíveis e mais tarde levamos nossos filhos para vacinar; estes filhos, agora sendo pais, com absoluta certeza fizeram o mesmo com seus filhos; e estes, agora adultos e chegando a paternidade ou maternidade, deverão fazer o mesmo. Vacina é indispensável a despeito de opiniões (palpites sem fundamento) contrárias.

Já o atleta, admirado por milhares de pessoas mundo afora, perdeu uma enorme oportunidade de ser um espelho também no que respeita ao senso comum, a questão sanitária no planeta.

Acho que a rebeldia do Novak Djokovic é inimputável, quanto a negação da vacina,  mas a omissão, o descaso, o negacionismo do Jair Mssias é crime, e como tal há de um dia, quando ele virar um reles cidadão comum, pagar pelo que está fazendo.

Ou Deus é uma abstração, criação do homem para limitar o livre arbítrio.

27 de janeiro de 2022

On and off


Notícias recentemente veiculadas dão conta de duas boas providências (ambas tardias). A primeira é o início das obras no prédio do antigo cinema Icaraí, que passará a abrigar a Orquestra  Sinfônica Nacional da UFF.

As obras terão início ainda  no primeiro semestre e serão custeadas com recursos da PMN.



Outra importante retomada de obra, esta com recursos da UFF (cerca de 25 milhões), será no prédio, hoje um esqueleto, que abrigará a Faculdade de Medicina. Postremo.

https://www.uff.br/?q=noticias/08-11-2018/uff-conquista-recursos-para-conclusao-de-novo-predio-da-medicina


Lula em conversas alude que Jesus foi penalizado ao lado de dois ladrões: Dimas e Gestas. 

Tela de Paolo Veronese

A ideia é compara-lo ao bom ladrão que, finalmente, acabou santo da igreja católica. Trata-se de São Dimas.

Salário-mínimo sem aumento, com mera reposição da inflação; pensionistas e aposentados igualmente sem aumento;  universidades sem verbas, mas há dinheiro para emendas parlamentares (10,5 bilhões), emendas de bancada (5,7 bilhões) e emendas do relator (16,2 bilhões - orçamento secreto); e também para o fundo partidário, no importe de 5,7 bilhões.

Parece que estamos vivendo num padrão alemão.

Façam a conta do tamanho da grana. Concedo o benefício da dúvida quanto ao lado benéfico no caso das emendas individuais, muitas delas destinando recursos para obras úteis e necessária nos redutos eleitorais dos parlamentares.

O culpado por esta orgia orçamentária tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. Mas como, pergunta você, se é o parlamento que aprova o orçamento?

E quem é que foi para a cama com o Centrão, para evitar seu impeachment e para ajudar sua reeleição?

Jair abriu o cofre para garantir sua reeleição, mesmo contra opinião de seu ministro da economia.

Teto de gastos? Abstração legal.

No terreno da economia, especialmente em NIterói, vale registrar. O comércio local vendeu, em 2021,  30% menos do que no ano de 2020.

Entretanto no setor de farmácias e drogarias houve um crescimento no faturamento da ordem de 7%.

Aliás sabem quantas drogarias temos na cidade? São 275.

26 de janeiro de 2022

Inimigos do homem-morcego

 


Batman

Incorporado à lista de inimigos do Homem-Morcego, Bolsonaro faz de tudo para superar os demais. Através de decreto liberou a exploração das cavernas para fins de obras naqueles habitats dos Chiropteras.

Coringa

Já ameaçou as emas com cloroquina e agora tenta a extinção dos morcegos entregando as cavernas à sanha de oportunistas  contrários a conservação do meio ambiente.

Dane-se a ciência, danem-se as terras indígenas, dane-se o serrado, dane-se o pantanal, para que uma mata amazônica tão grande?  A política é devastadora, "fazer passar a boiada", como no dizer do Salles. Liberar tudo para mineradores, madeireiros, ruralistas.

O homem não é inimigo apenas das emas e dos morcegos, ele é inimigo do ser humano que não o apoia.

Jardins do Alvorada

Leiam:

https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2022/01/decreto-de-bolsonaro-libera-destruir-caverna-para-construir-empreendimento.shtml


https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/sustentabilidade/decreto-de-bolsonaro-libera-destruicao-de-cavernas-e-pode-agravar-risco-de-pandemias,c10e7bef342a08f4865aee14d039565em605ze90.html


24 de janeiro de 2022

Revendo erros ...

 


Reflita. Releia a frase acima. Ela diz alguma coisa para você?

Quanto a mim, não errei. O que já fiz, admitindo erro (paradoxo), foi um erro maior.

Vejo muita gente se dizendo arrependida de ter votado no Bolsonaro. Assim como já fiz e me penitencio (agora). Penitência de ter dito que errei, não de ter errado.

Estava arrependido ... mas sem razão. Como errei se atingi o objetivo? Por isso venho desdizer o que disse, ou melhor - escrevi - alhures.

Acertei ao votar no mito. Creiam, o alucinado que está poder foi adjetivado de mito em certo momento. Não cheguei a tal ponto de idiotice, mas enxerguei nele a solução para um mal maior.

Votei nele nos dois turnos e não tenho a desculpa de alguns que afirmam ter votado no Ciro no primeiro turno. 

As diferenças agora são essencialmente duas. Primeiro: não há diferença entre Lula e Jair Messias. São farinha do mesmo saco, em TODOS os aspectos. Segundo: Lula foi preso, ficou inelegível, foi vergastado (simbolicamente). O negacionista, não. AINDA.

No parágrafo anterior escrevi que não vejo diferença entre os dois polos desta eleição que se aproxima. Seriam - e são - farinha do mesmo saco.

Inclusive no respeitante à honestidade. São igualmente corruptos. As rachadinhas, um dia, serão apuradas seriamente e com o rigor da lei,

Mas como se assemelham se um foi denunciado, indiciado, julgado, condenado e cumpriu parte de sua pena e o outro (biltre, canalha, patife), AINDA não foi julgado, condenado e preso?

Teremos que aguardar o fim de seu mandato e da imunidade do cargo. Sem as barreiras Lira, Aras, et caterva,  veremos o que irá suceder.

Como dito pelo humorista: honesto é aquele que anda não foi apanhado em flagrante.

Mas o tempo é o senhor...


Há uma falha na assertiva acima, ele não se ferra sozinho. O bolsonarista, assim como o cara que recusa vacina, é nocivo para toda a coletividade porque transmite e perpetua a doença.


PS: nos últimos dois meses o acesso diário ao blog mais que duplicou. Ou tem mais anti-Bolsonaro do que eu pensava, ou são os órgãos de inteligência que passaram a monitorara-lo.

Perdi o tesão de criticar o negacionista abominável que está no poder, porque a cada dia ele se supera e perpetra em atos e palavras irresponsáveis, suas idiotices cada vez mais desprezíveis, suas sandices inimagináveis, e sou incapaz de encontrar palavras para açoita-lo vernaculamente, rechaçar, vergastar seus delírios.

Bem, a verdade é a seguinte: minhas críticas, de pouco poder de penetração, pouca credibilidade e força suasória, são absolutamente desnecessárias. Ele se encarrega de dissolver, derreter sua candidatura. Sessenta por cento de rejeição nem o Demo. Para um Messias então ...

Sabe o dito popular? Dê bastante corda ao tolo e ele se enforca.

20 de janeiro de 2022

Vascaíno, simpatizante dos gunners

 



Mesmo aqueles que não acompanham este espaço virtual desde sua entrada no ar, em novembro de 2009, sabem de minha simpatia pelo Arsenal.

Já registrei aqui várias vezes em diferentes momentos. E expliquei o porquê.

Não tenho a pretensão  de converter ou convencer ninguém, quem quer que seja, a torcer pelos gunners, mas ouso sugerir àqueles que, estando em Londres ou planejando ir a capital inglesa, que reservem um par de horas para uma visita guiada (tour) ao Emirates Stadium e suas dependências.

Quem sabe comer alguma coisa no bar/restaurante, comprar alguma coisa na boutique e visitar a sala de troféus.




Você poderá comprar camisa, calção, boné, caneca, cachecol, agasalho, chaveiro e mais uma infinidade de itens com o escudo do clube que, mesmo não sendo o maior conquistador de títulos da Premier League tem  feitos bonitos que enriquecem sua história.

Como um título invicto e inédito, na temporada 2002/2003.

Durante os 22 anos consecutivos (1996-2018) nos quais a equipe foi dirigida pelo Arsène Wenger, ténico francês, dava gosto de ver jogar.

A critica chamava o futebol do Arsenal de "boring boring". Anos depois o Guardiola foi enaltecido pelo estilo semelhante que implantou no Barcelona.

Pela qualidade do futebol apresentado, técnico, mas sem obter grandes resultados, assim como a seleção brasileira de 1982, que encantou o mundo, mas não conquistou título.




Voltando ao tema, não sei se o Emirates é a maior e mais moderna "arena" do mundo, pois muitas outras foram construídas ou estão em fase de remodelação e ampliação, atualmente, como  o Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, com orçamento de 575 milhões de euros.

Mas ainda é um exemplo a ser copiado. Tem atrações para homens, mulheres e crianças, aficionados ou não, por futebol.

18 de janeiro de 2022

Transtorno psiquiátrico, não!

 

Digam o que bem pensam, sem benefício da dúvida, porque sempre haverá  uma razoável possibilidade de acerto na sua opinião,  e também asserção na sua afirmativa.

Com efeito o cara é obscurantista, terraplanista, e tem desprezo por aqueles que não babam seus ovos, vistos como inimigos.

Não basta rejeitar sua candidatura, há que rechaçar, açoitar, desprezar com veemência. Ele tem entre 55 e 60% de rejeição. Quando atingir 75% estaremos todos imunizados. Não haverá risco de reeleição.

Só peço, suplico, que não aventem a hipótese de transtorno psiquiátrico, pois isto irá favorece-lo quando, sem a imunidade do cargo, tiver que responder por seus delitos.

Admitindo esta possibilidade, de transtorno psíquico, você estará eximindo-o de todos os crimes praticados.

Não vamos dar ele esta válvula de escape. Ele é como é de forma consciente, premeditada, planejada. Ele é uma pessoa sem noção, sem espírito humanitário, só enxerga o próprio umbigo, ou seja, é um ser desprezível.

Estou começando a duvidar da sanidade mental, da sensatez dos que, AINDA, o apoiam. Parentes e amigos, pouquíssimos, acautelem-se. Vocês são vetores de um vírus mais nocivo do que o Coronavirus.

Deixei de frequentar e me afastei de velho amigo, padrinho de casamente, porque convidado para um jantar na casa dele, com a presença do Roberto Jefferson teria que cumprimentar o então deputado.

A ciência, a academia, instituições que o Jair despreza, precisam desenvolver um vacina contra os eflúvios dele. Influência maligna. Deletéria.

16 de janeiro de 2022

Será o último de Woody Allen?

 



Se for, será uma pena. Mas como só os diamantes são eternos ...

O filme "O Festival do Amor", último roteirizado e dirigido por Woody Allen, chegou as salas de cinema, no Brasil.

Ambientado na cidade basca de San Sebastian, durante o festival espanhol de cinema, pela critica tem ares de ser a última obra do festejado, por uns uns, e demonizado por outros cinéfilos e apaixonados por cinema em geral, creio que mais em função de sua vida privada o que pela obra.

Roteirista, diretor e ator, Allen realizou filmes inesquecíveis. Seus filmes têm analise do comportamento humano, critica de hábitos e costumes, humor fino, ironias, tudo com inteligência.

Andou filmando pelo mundo e retornou à Espanha onde já realizou Vicky   Cristina Barcelona.


Houve torcida, expectativa e esperança de que viesse ao Brasil e aqui filmasse. Parece não ter passado de sonho de alguns.

Sinopse abaixo, pinçada na rede mundial, eis que não assisti.

Mort Rifkin e sua esposa Sue viajam para a Espanha para acompanhar o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. Na cidade, Mort passa a desconfiar que Sue pode estar tendo um caso com um atraente cineasta francês.

Data de lançamento: 6 de janeiro de 2022 (Brasil)

Diretor: Woody Allen

Roteiro: Woody Allen