3 de abril de 2026

PÁSCOA

 


A Páscoa é a principal celebração cristã, comemorando a ressurreição de Jesus Cristo três dias após sua crucificação, simbolizando renovação, vida nova e esperança. Ocorre anualmente no domingo após a primeira lua cheia do equinócio (março/abril). Também representa a passagem da morte para a vida.

Como é sabido (ou não), para os judeus a comemoração é outra, o simbolismo é outro. Como é outro o período de comemoração.

O Pessach (Páscoa Judaica) comemora a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, liderado por Moisés, conforme descrito no livro bíblico do Êxodo. A celebração, que dura sete ou oito dias, marca a passagem da escravidão para a liberdade, destacando a intervenção divina que poupou os primogênitos hebreus da décima praga. 

Em 2026, o Nissan (que no calendário judaico corresponde, geralmente, aos meses de março ou abril do calendário gregoriano), que marca o início do ano religioso judaico, e o mês da Páscoa, começou ao pôr do sol de 19 de março, e terminará ao anoitecer de 17 de abril de 2026.

O calendário judeu - ou calendário hebraico - é conhecido por ser lunissolar, isto é, que se baseia nos ciclos da lua e do sol.

Pessach é uma palavra do hebraico que significa passagem. O primeiro dia do Nissan, conhecido como Rosh Chodesh Nissa, marca o o início da primavera.

Nota: por honestidade intelectual, transparência e pela verdade, informo que estas considerações só foram possíveis com o auxílio luxuoso da IA.

2 de abril de 2026

Conceito filosófico : SENSACIONAL!!!

Em primeiro lugar, perdão por atropelar a sequência de postagens. Mas, creio, é plenamente justificável. Não poderia deixar passar in albis, ou perder o timing,  da sensacional frase de Xi Jinping, a propósito dos erros de Trump.

A revista "The Economist" estampou em sua capa, conforme abaixo: (https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/capa-da-the-economist-mostra-xi-jinping-sorrindo-com-erros-de-trump/)



Se está difícil, pela qualidade da resolução da foto, ler o que está estampado, traduzo:

"Nunca interrompa seu inimigo quando ele está cometendo um erro".

Que eu saiba XI Jinping não chega a ser um filósofo, ou mesmo um aforista, mas acertou na mosca. Ironizou, definiu, fustigou,  com elegância e precisão cirúrgica.

Bem alguns ditados populares, surgidos no seio da sociedade, em sua maioria de autoria desconhecida, e por isso chamados de populares, são igualmente sábios.

Leiam este a seguir:

"Dê bastante corda a um tolo que ele se enforma sozinho."

Guardam ou não semelhança, a fala do líder chinês, com a sabedoria popular?

Em algum momento neste blog já arrisquei comentar que o Xi Jinping deveria estar  dando cambalhotas de alegria, com as trapalhadas do Trump. Vejam o sorriso na cara dele.

Ousado, criativo, polêmico, inconsequente ... e divertido.

Vestibulando de Direito, em São Paulo, por pirraça, contestação, disfunção cognitiva transitória, sacanagem ou qualquer outra motivação que seja, fugindo do tema da redação, explicitou a riqueza vocabular, esbanjando seu léxico.

Ganhou  nota zero e, inconformado, foi ao Judiciário (Processo: 1007416-32.2026.8.26.0053), e não encontrou guarida para sua tese defensiva.

O caso foi parar nas mídias eletrônicas e por esta mesma via chegou ao meu notebook. 

Como já brinquei aqui neste espaço virtual, com palavras e até mesmo frases que me propunha vender, resolvi publicar o polêmico texto do candidato, citando a fonte como deve ser.

No caso o website "Migalhas", em:

https://www.migalhas.com.br/quentes/452826/escrita-rebuscada-vestibulando-zera-redacao-e-processa-reitor-da-usp

Eis a íntegra da redação:

"Intentona pela Reconstituição da Interioridade

Perpassa em altivez, pela procela, a grandiloquência condoreira, em cuja máxima aforismática revela a tétrica languidez do sofrer recôndito. Djaimilia de Almeida concebe, em A Visão das Plantas, valer-se a epísteme lírico-narrativa de concepções hermenêutico-historiográficas, as quais decorrem da dialética antagônica e maquiavélica ao postularem a teleologia hodierna. Sob essa perspectiva, Ferdinand de Saussure preconiza a relação simbiótica entre significado e significante a partir da coesão engendrada pelo domínio tradicional concomitante ao coercitivo. Entretanto, à medida em que impera a dinamicidade, fragilizam-se axiomas em difusas postulações. Nesse ínterim, ressoa o sofrer recôndito na fragmentação identitária ao se concernir ao perdão - significado - múltiplos significantes: o condicionamento e a limitação, seja em razão da violência simbólica ou da tecnocracia.

Nessa vereda, sobrepuja-se a subjetividade ao “modus vivendi” da superestrutura cívico-identitária. Articula a dialética bourdiana - de Pierre Bourdieu - a internalização de signos culturais, fundamentados por efemérides violentas, a partir da impotência reflexiva inerente ao sujeito-interlocutor, o qual se resigna à unidimensionalidade distópica que o cerca. Dessa forma, transfigura-se a universalidade associada ao imperativo categórico no perdão condicionado: busca incessante por relegar a outrem o esvaziamento eudaimônico da individualidade esvaziada.

Ademais, nota-se haver a instrumentalização da razão a partir do Antropo-tecno-ceno - era em que ocorre a comodificação cultural a partir do uso de emergentes adventos tecnológicos. Nesse ínterim, Michael Sandel postula ser promovida pela tecnocracia a associação de concepções desenvolvimentistas à égide capitalista, ocasionando a negligência da seguridade social. Assim, desnuda-se o perdão limitado como sendo uma intentona à valorização do indivíduo cujo “status quo” encontra-se invisibilizado, uma vez que ocorre a busca mercadológica pelo perdão.

Diante do exposto, revela-se a tendência, no espectro contemporâneo, à fragmentação da “psique” coletiva, sendo o “perdão” a elucidação de sua fenomenologia. Nesse sentido, é diminuída a grandiloquência condoreira pela tecnocracia e pela violência simbólica, sendo o sofrer recôndito o seu suplício, em distintos significantes."

Nota: se o caro leitor tiver curiosidade de saber e ver onde aqui no blog fizemos pilhéria com frases e abordamos o tema "palavras", basta colocar na janela  "Pesquisar este blog": palavras. 

1 de abril de 2026

TRAMPA'S

 Relativas ao Trampa, perdão ao Trump:

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/04/trump-fara-pronunciamento-sobre-guerra-no-ira-missil-atinge-navio-de-petroleo.shtml


https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/03/31/trump-esta-com-as-maos-amarradas-e-busca-saida-diz-professor.ghtm


https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/KtbxLzGcFxvVgBrJNmXgbcXlbhwPMtXQlq


Ele precisa terminar a guerra que iniciou, urgentemente.

Achei em:

https://epoca.globo.com/mundo/noticia/2016/11/donald-trump-em-13-memes.html





Memórias da infância, continuação

Voltando à primeira infância. Vindos do Rio de Janeiro, do bairro do Andaraí, onde nasci, meus pais se instalaram em Niterói, na Rua São Diogo, 21, no bairro da Ponta D'Areia (atualmente Portugal Pequeno).

O nº 21 da rua nada mais era do que a entrada para uma vila de casas, idênticas e geminadas. 

Crianças não se envolviam em assuntos de adultos, mas tenho um resquício de memória auditiva dando conta de que mais do que um novo empreendimento - no caso imobiliário - do Conde Ernesto Pereira Carneiro, todo aquele complexo de várias casas seria na verdade uma vila operária que abrigaria os empregados de algum negócio que não se concretizou.

Para quem não sabe, ou lembra, os Pereira Carneiro eram muito ricos e influentes. O título nobiliárquico papal - Conde - concedido a Ernesto, com seu óbito foi transferido para sua mulher, bem assim seus bens materiais, inclusive o prestigioso "Jornal do Brasil."

Palacete Pereira Carneiro

Para além do citado conjunto de casas onde eu morava, e fazendo divisa com o mesmo, ficava a "Vila Pereira Carneiro", mais que uma vila comum, um bairro bucólico, com autonomia até mesmo espiritual pois possuía  uma igreja ... onde fui coroinha.


Estou escrevendo no passado, mas suponho que o cenário descrito permanece lá, com poucas mais significativas mudanças.

Por exemplo, a Rua São Diogo, que era de terra batida, permitia fazermos búlicas para jogar bola de gude, agora é asfaltada.

Como o trânsito era muito reduzido, à época, em razão disso podíamos jogar pelada na rua, no sentido diagonal, de sorte a que um dos gols ficava numa calçada e o outro noutra.

Para fazer as vezes de travas, aproveitávamos as árvores (Ficus e Amendoeiras) existentes nas calçadas, junto ao meio-fio, de um lado, e do outro o muro da casa alinhada.

Quase não era necessário parar o jogo, em virtude do pouco trânsito de veículos já mencionado; parávamos somente quando uma das senhores precisava atravessar a rua. Alguém gritava: Para! para! para a dona fulana passar. Isso se era conhecida dos participantes da pelada. Se não era conhecida gritavam apenas: Para! Para a "dona" passar. (verbo e preposição sem acento agudo, para não molestar a professora Rachel).

As folhas do Ficus, cuidadosamente enroladas e sopradas funcionam como apito, assobio. Sabia?

Voltarei outro dia, para tratar de costumes da época - oitenta anos passados - como por exemplo o hábito de pedir "emprestado" à vizinha, uma xícara de açúcar, ou dois ovos, coisas assim. Se faziam um acepipe, uma iguaria, levavam num pratinho para a vizinha mais chegada, que por sua vez deveria devolver o pratinho com  uma guloseima.

Não era uma regra social escrita, mas consolidada pela tradição.

Vou comentar, outrossim, que os homens jogavam damas, trajando ainda, ou já, o paletó de pijama. Se eram mais de dois o jogo poderia ser dominó. Em plena rua, no nosso caso, moradores de vila sem tráfego.

Esses e outros costumes e tradições, antes do surgimento dos "arranha céus", e principalmente da televisão, computador, celular, e coisas eletrônicas do gênero, que tornaram tudo digital, afastando as pessoas de convívio presencial, abolindo o simples cumprimento: Bom dia! Boa Noite!

No prédio onde resido, que nem é tão grande, vez ou outra me deparo no elevador com alguém que não sei se morador ou visitante de alguém.

Sim, tem o fenômeno rotativo na ocupação (venda, locação), mas e os antigos, como eu que aqui resido há 48 anos que raramente encontro (nem nas assembleias)?

Onde o convívio?


NOTAS:

1. Tirante as fotos de minhas irmãs, do acervo familiar, as demais foram colhidas via Google.

2. Matéria sobre o assunto em:

https://www.tupi.fm/entretenimento/houve-uma-epoca-em-que-os-vizinhos-sentavam-na-calcada-para-conversar-ate-tarde/

31 de março de 2026

Ou o Caiado é muito burro, ou eu sou um idiota e não consigo alcançar a estratégia

Noutro dia coloquei o Ronaldo Caiado como possível alternativa à polarização. Leiam em https://jorgecarrano.blogspot.com/2026/03/ronaldo-caiado-pode-ser-um-nome.html antes que eu delete a postagem.

Hoje - 30/03/2026 - ele foi oficializado como candidato do PSD à presidência. E o que disse em seu discurso: que anistiará Bolsonaro.

Ora bolas, se você é bolsonarista é quer que o ex-presidente seja anistiado, por certo votará no filho dele - Flávio - que presumivelmente fará o mesmo. Sendo mais garantido que o faça, em razão dos laços de sangue.

Logo, se pretende anistia para Jair Messias, vote no Flávio. Por que terceirizar, por que usar intermediário? Vote direto no filho.

É o que eu faria se fosse bolsonarista. Como não sou, tratarei de descartar a hipótese (era uma hipótese), de votar no Caiado.

Continuo sem candidato, mas tenho a opção de não comparecer para votar, com amparo legal, e sem violentar minha consciência cívica.

30 de março de 2026

DISPLASIA DO EGO DE TRUMP

A displasia é licença poética.

O que o "Trampa" tem é um Ego inflado. É vaidoso ao extremo. Cultua a personalidade.

Por conta disto, tem uma piada circulando nos EEUU, que dá bem a medida de sua compulsão por prêmio, vitória, por êxito, por láureas, mesmo que imerecidas, e de reconhecimento imaginário.

Consta da piada que ao cair ele alegou que foi o chão que se levantou até ele.

Enquanto isso, na vida real, ao vivo e em cores, suas contradições, seus avanços e recuos, seus atos inconsequentes, irresponsáveis já são admitidos pelos americanos, mesmo republicanos.

Robert de Niro, ator, diz dele - Trump - que é uma ameaça existencial.

https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2026/03/robert-de-niro-protesta-contra-trump-e-chama-presidente-de-ameaca-existencial.shtml

Para além da guerra absurda por ele iniciada, de reflexos negativos em todo o planeta, sob o ponto de vista econômico, resolveu fazer um anexo para festas na Casa Branca, ao custo de U$ 400 milhões.

E como quem tem, tem medo, abaixo deste anexo, irá construir um complexo militar, que nada mais será do que um bunker.

No teatro de operações de guerra, no Oriente Médio, continuam os ataques recíprocos, com mísseis, e também de propaganda enganosa ou não.

O Irã apregoa que está preparado para rechaçar a ofensiva americana por terra. 

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/29/ira-diz-que-esta-pronto-para-responder-a-ataque-terrestre-dos-eua-paises-do-oriente-medio-se-reunem-para-discutir-fim-do-conflito.ghtml

Se os iranianos enfrentarão de igual para igual não sei, mas que haverá muitas baixas tenho certeza. Será uma vitória pírrica.