21 de agosto de 2026

Aniversário do CRVG - 128 anos

Há 15 anos o hino no vídeo a seguir, embala a torcida do "Trem Bala da Colina". Clique no centro da imagem para ouvir.


"Recordar é viver". Adágio popular.

Muita saudade destes times vitoriosos abaixo. O ano de 1947 é importante porque foi quando elegi o clube para povoar meu coração. Foi campeão carioca invicto.

1947

O time de 1950 era orgulho nacional e não sou eu que o digo.

Passados 5 anos ainda emocionava. Era o "Expresso da Vitória".  Ainda contava com Ademir (Queixada), o goleador do rush  mortal.




Para recordar os elencos históricos:

O time-base do Vasco da Gama campeão carioca invicto em 1947, sob o comando do técnico Flávio Costa, contava com Barbosa; Augusto e Rafanelli; Eli, Danilo e Jorge. O ataque titular clássico formava com Djalma, Maneca, Dimas, Lelé e Chico (contando também com variações frequentes de Friaça e Alfredo. 

Em 1950, o Vasco da Gama contava com o lendário time do Expresso da Vitória, campeão carioca daquele ano e base da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O elenco principal contava com ícones históricos como o goleiro Barbosa, os zagueiros Augusto e Wilson, os meio-campistas Danilo Alvim e Ely, e os atacantes Ademir de Menezes, Chico e Maneca. Primeiro campeão da era Maracanã.

Vasco da Gama campeão carioca de 1952, encerramento da era áurea do "Expresso da Vitória", era comandado pelo técnico Gentil Cardoso e escalava majoritariamente com: Barbosa; Augusto e Haroldo (Bellini); Ely, Danilo Alvim e Jorge; Sabará, Ipojucan, Ademir de Menezes, Maneca (Vavá) e Chico.

Administrações ruinosas, temerárias, com malversação de recursos trouxeram o clube a atual situação de elevada dívida, elencos pobres e falta de resultados esportivos. 

Mas enfim, como consagrou Aldir Blanc: "Se for para a Segunda Divisão, sou Vasco. Se for para a Terceira, sou Vasco. Se o Vasco acabar, ainda sou Vasco" - em entrevista ao "O Globo" em 2008.

20 de agosto de 2026

CACHIMÔNIA

Eis uma palavra, fora de uso corrente, que tem muitos significados. Meu pai, se bem me lembro, a usava no sentido de perder a paciência.

Ele tinha pouca paciência, pouca calma. Daí que, aos cinquenta e sete anos de idade, fez um infarto fulminante. Quando os médicos chegaram era tarde e só restava certificar o óbito. Fizeram um rapapé. O da ambulância solicitada por minha mãe por telefone, disse para o que morava perto e fui buscar na casa dele: "faz e assina você que é conhecido da família."

Faleceu jovem, digo eu hoje, do alto de meus 86 anos.

Se eu fosse usar esta palavra nos dias que correm, teria que explicar o que pretendia, se o contexto da frase não levasse à compreensão.

Cachimônia se aplica a múltiplas situações e fatos, no sentido de paciência (perda da): com o Vasco, com a política, com os políticos, com a economia, com a insegurança pública, ... e seguiria citando outros fatores esgotando os limites de minha cachimônia, no significado de lembrar das coisas. 

Com valiosos auxílios do Google, da IA, dos dicionários Aurélio e Houaiss, e dos restos de minha memória, temos que:

"A palavra cachimônia é um termo popular que significa cabeça, juízo, inteligência ou a capacidade de se lembrar das coisas. Também pode significar paciência e calma. É comum em expressões como "perder a cachimônia" (perder a paciência) ou "puxar da cachimônia" (pensar bastante)."

Principais Significados:

Cabeça ou mente: O lugar onde ficam os pensamentos e as ideias.

Juízo e inteligência: Ser esperto ou ter bom senso.

Memória: A capacidade de lembrar de algo.

Calma: Manter a paciência diante de uma situação difícil.

Numa reunião de família, há algum tempo, um de meus filhos comentou que só eu uso a palavra chiste, ao invés de piada, gracejo.

Passados alguns segundos ele mesmo arrematou: "ah! e também apedeuta."

Riso geral 😂😂😂.

       

 

19 de agosto de 2026

Do Ghost Writer à Inteligência Artificial, variações sobre o tema

Conheço um ghostwriter que escrevia os discursos do “Big Boss” de uma multinacional, para eventos internos: seminários, comemorações, etc.

Não é um intelectual pelo conceito corrente. Formado em comunicação social e leitor assíduo e seletivo, sabia escolher as palavras (mais do que os sentimentos) do “Poderoso Chefão”, adequadas para cada momento. Esta missão lhe rendia uns bons trocados.

Fico matutando, com meus botões, se me sentiria bem lendo como sendo de minha lavra, uma mensagem escrita por terceiro contratado, que sequer refletiria meu âmago.

Comparação esdrúxula, mas elucidativa: jamais trapaceei num jogo de cartas (buraco ou biriba), em dupla ou individualmente. Não pelo receio de ser apanhado, mas pela ausência do sentimento satisfação pelo êxito, por saber que obtido à sorrelfa.

Não importaria que os demais partícipes ignorassem os artifícios escusos. Eu sabia e era o quanto bastava.

Lidar com fraude é difícil para mim. Tive um cliente, gerente de banco, que não trapaceou. Praticou um ato condenável, ilícito mesmo, de favorecimento a parente. Foi difícil defende-lo numa apuração disciplinar interna. A meu juízo ele era culpado, embora tenha argumentado que errou  involuntariamente.

Menos mal que não resultou em prejuízo para terceiros, e principalmente para seu empregador.

Voltando aos escritores ocultos (fantasma), alguns famosos (v.g. Augusto Frederico Schmidt) eles ainda têm mercado de trabalho?

Os algoritmos da Inteligência Artificial (IA) serão capazes, com pleno sucesso, de produzirem discursos notáveis, para “big shots” ricos em referências, a custo zero, num piscar de olhos, e o segredo fica restrito.

Da mesma forma que nunca trapaceei no jogo, como enfatizei acima, não pediria a IA para escrever um post para este blog. Não sem mencionar que pedi, jamais assumindo a autoria.

No passado justificaria que precisava poder me olhar no espelho para me barbear. Hoje, sem fazer barba diariamente, diria que preciso repousar a cabeça no travesseiro.

Profissionalmente, se transcrevo trechos doutrinários, faço-o entre parênteses e com menção da fonte autoral.

Também aqui no blog, excertos, citações, são sempre acompanhados de alusão às fontes originais, em seguida ou nas notas de rodapé.

Tenho como dito.


17 de agosto de 2026

AMIGOS

Os cachorros são os melhores amigos do homem, segundo conceito popular. Quem elege o whisky, argumenta que a bebida é o cão engarrafado, como já lecionado por Vinicius de Moraes.

Ou como recomenda Eurípedes Alcântara: "Se precisar de um migo fiel, compre um cachorro."

Tive também um cão fiel como já assumi aqui no blog, inclusive ontem, e conservo na memória,  mas os Amigos que serão citados foram leais, o que por ser racional é humano.

Filhos, a meu juízo, estão num andar acima daqueles que colocamos os Amigos. Colegas, conhecidos (aqui incluídos eventualmente clientes e vizinhos), ficam no térreo.

Hoje entro na definição, pessoal e sem pretensões de  transferível, do que seja Amigo, grafado com maiúscula.

Recorro a imagens e conceitos consagrados em sistemas de valoração utilizados em administração.

Elege-se uma bateria de fatores importantes e pertinentes, tais como lealdade, confiança, afinidades, respeito, compreensão, solidariedade, estima e, se o caso, outros desnecessários enumerar aqui e agora para o fim colimado.

Não perco de vista o aforismo: "Boas cercas fazem bons vizinhos."

Atribuo a cada um dos fatores um peso, considerando, para mim mesmo, a relevância do que expressa. Por exemplo, afinidades é mais relevante do que a lealdade?

O Amigo deve pontuar em todos os fatores do pacote. Nem pensar em hierarquizar  estas amizades, porque ao fim e ao cabo no somatório os resultados se equivaleriam.

Você que me lê estará pensando, porque não tem como arguir agora, o Carrano estabeleceu um sistema de escolha da mulher para se casar.

Certo! Tirante beijo na boca e sexo, os valores importantes num casamento, são também para amizades sólidas, duradouras.

Este tema me veio a mente ainda há pouco, ao lembrar que três de meus melhores Amigos faleceram: Mário Castelar, Hermes Santos e João Jorge Bazhuni.

Com eles fiz projetos, planos, compartilhamos aventuras. E nos auxiliamos em alguma medida quando necessário.

Os  três deram provas concretas, palpáveis, de  lealdade, apreço e consideração, em diferentes momentos e contextos.

Se existe vida após a  morte, com absoluta certeza gostaria de reencontrá-los... 

Espero que seus espíritos estejam seguindo seus caminhos, com paz e luz.


Notas:

1https://www.poder360.com.br/opiniao/se-precisar-de-um-amigo-fiel-compre-um-cachorro-escreve-euripedes-alcantara/


2.  https://www.pensador.com/frase/MTEwMw/

16 de agosto de 2026

Bill, meu cachorro, captava as emoções refletidas em meu rosto

                                     Bill no jardim de minha casa em São José de Imbassai - Maricá

William Longhall, Bill para os poucos íntimos, era um pastor manto negro, que adquiri no Campo de São Bento, às oito semanas de idade.

Fui seu tutor e professor do básico para um cão de seu porte e comportamento atávico. Não contratei um adestrador porque o mais próximo existente de São José de Imbassai, onde morava, cobrava um preço que daria para mandar um de meus filhos para Oxford.

A primeira lição foi no primeiro dia, ao chegarmos em casa. Coloquei ração no recipiente, e ao pega-lo de volta para reposicionar, ele rosnou e pegou meu dedo. Era bravo desde os dois meses.


Dei-lhe um soco no focinho para ele aprender quem era o chefe ali. Nunca mais ousou rosnar para mim, nem mesmo  quando, a guisa de teste, tirava o osso (iguaria predileta) de sua boca.

Era mal-humorado e assustador mesmo abanando o rabo. Era respeitado, quer saber, melhor dizendo temido. Belo porte, orelhas sempre eretas e olhar reluzente.

Quando já adulto, resolvi vender a casa e me mudar, o comprador era um oficial da Polícia Militar. Lidava com os cães de sua corporação. Viu o  Bill e comentou: "vê-se que tem atitude".

Nem mesmo seu veterinário lidava tranquilo com ele se eu não estivesse ao lado. 

Lembro que quando foi preciso operar, para extirpar, uma unha anatomicamente incorreta na  pata dianteira, estando Bill deitado na mesa elevada, o veterinário pediu-me para ficar ao lado da mesa. Por questão de segurança.

Há 17 anos, desde quando este blog foi concebido e construído, pretendia comentar a capacidade que ele tinha de interpretar meus sentimentos.

Bill não era fiel, por instinto, era leal por racionalidade. Ciumento ao extremo.

Interpretava meus sentimentos de alegria, de raiva, de preocupação.

Castelar, um amigo já muito citado no blog, foi com a mulher nos visitar em SJI. Enquanto conversávamos no quintal, junto a garagem, ele se virou para Ida (sua esposa), e comentou: "olha como ele não tira os olhos do Carrano".

Era sempre assim perscrutando minhas emoções, minhas reações.

Mas como abordar um tema que ignoro, como muitos outros, conferindo um embasamento científico, acadêmico?

Matérias jornalísticas recentes deram verniz científico ao meu empirismo. Ei-las a seguir:

"Cérebro de cachorros capta várias emoções no rosto humano, segundo estudo".

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/08/cerebro-de-cachorros-capta-varias-emocoes-no-rosto-humano-segundo-estudo.shtml

https://www.bnews.com.br/amp/noticias/bnews-pet/cerebro-de-cachorros-consegue-ler-emocoes-no-rosto-humano-entenda.html

https://exame.com/ciencia/caes-conseguem-ler-emocoes-humanas-pelo-rosto-aponta-estudo/

"Muitos tutores já diziam e agora a ciência comprova. Imagens de ressonância magnética trazem evidências de que os cães têm uma compreensão relativamente sofisticada das emoções humanas. Ao observar fotos de rostos humanos, esses animais são capazes de distinguir expressões de diferentes emoções, como alegria, medo ou raiva."

"Embora essa capacidade não possa ser comparada com a das pessoas, ainda assim a constatação é mais um indício de que convivência de milhares de anos entre as duas espécies aproximou a cognição e as emoções de ambas."

"Os cães são capazes de identificar diferentes emoções no rosto humano e processá-las de maneiras distintas no cérebro. A conclusão é de um estudo publicado na revista iScience na última segunda-feira (dia 10), que utilizou exames de ressonância magnética funcional (fMRI) para analisar como os animais respondem a diferentes expressões faciais."

"Os pesquisadores da Universidade de Viena afirmam que os resultados reforçam a hipótese de que milhares de anos de domesticação favoreceram o desenvolvimento de habilidades sociais que aproximaram a cognição de cães e humanos."

Secando após o banho



Notas:
1. Estes dois últimos trechos foram pinçados de um original publicado em Examke.com. Leiam a matéria completa em https://exame.com/ciencia/caes-conseguem-ler-emocoes-humanas-pelo-rosto-aponta-estudo/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento

2. Bill já teve uma biografia publicada aqui. Mas como se trata de amigo (ex), nunca é demais.

15 de agosto de 2026

"Entre o Tapete e o Absoluto"

Foi hoje, como programado, no auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC), o lançamento do livro "Entre o Tapete e o Absoluto".

Nem mesmo o tempo chuvoso, foi obstáculo para que amigos e alunos, comparecessem em grande número. 

O autor deve ter ficado com as mãos com câimbras de tanto autografar.






No palco, a entrevista (bate-papo) com a jornalista Fernanda Pimentel despertou interesse. Algumas perguntas efetuadas da plateia foram respondidas pelo autor do livro e pelo convidado, também ele professor (Bruno Jones) e proprietário de Espaço de Yoga.


Como estavam comemorando, também, os dez anos do Espaço Dharma Bhumi, e não poderia servir bolo no auditório, no final, ao se retirar, cada convidado pegava um bolinho alusivo.

14 de agosto de 2026

Será amanhã

 


Na mídia:

"Entre o tapete e o absoluto: Jorge Carrano lança livro que desmistifica o Yoga e celebra 10 anos do Dharma Bhūmi."


https://cidadedeniteroi.com/cidades/entre-o-tapete-e-o-absoluto-jorge-carrano-lanca-livro-que-desmistifica-o-yoga-e-celebra-10-anos-do-dharma-bhumi/

Comentário explicativo do autor:

"O título representa justamente essa jornada. Muitas pessoas chegam ao Yoga buscando alongamento, relaxamento ou fortalecimento físico, sobre um tapete, dentro de um estúdio. Com o tempo, descobrem que a prática amplia a serenidade, o equilíbrio e o autoconhecimento. O “absoluto” simboliza essa conexão mais profunda com a vida, o silêncio, a consciência e tudo aquilo que nos torna verdadeiramente humanos."

12 de agosto de 2026

Notícias da comuna

 

Trecho do Campo de São Bento

No passado dava para namorar, na verdade "tirar um sarro", durante a noite, sem ser molestado.

Atualmente, segundo consta, perigoso até durante o dia.

Frequentei, acompanhando minha mulher, aos domingos, a feira de artesanato e artes.

Wanda escondida atrás das telas  que expunha, no CSB

A feira é (ou era) bem movimentada (veja abaixo).


Niterói terá a primeira escola pública bilíngue em português e espanhol da rede municipal. A Escola Municipal Dom José Pereira Alves, na Vila Ipiranga, Fonseca, Zona Norte da cidade, será a unidade-piloto da iniciativa, que será implementada em parceria com o governo do Uruguai.



https://niteroi.rj.gov.br/niteroi-tera-primeira-escola-publica-bilingue-em-portugues-e-espanhol-2/


Theatro Municipal de Niterói completa 142 anos como símbolo da cultura.

Interior do Teatro Municipal de Niterói

Este foi o primeiro teatro que frequentei, ainda menino, levado claro por meus pais, para assistir desde um camarote, a peça "As Mãos de Eurídice" famoso monólogo escrito por Pedro Bloch e protagonizado pelo ator Rodolfo Maya, que realizou o  espetáculo  nos palcos brasileiros.

Aqui entre nós, achei um saco o monólogo, a despeito da apresentação cênica do famoso ator.

https://atribunarj.com.br/materia/theatro-municipal-de-niteroi-completa-142-anos-como-simbolo-da-cultura



A orla de Icaraí será repaginada. Ganhará quiosques modernos, com banheiros, e uma ciclovia com 1,2 quilômetros.





E por falar em ciclovias, serão delimitadas também no túnel.



Quadra da Praia das Flechas, com jardins bem cuidados. Com sol a pino, vez ou outra é nela que caminho.


De lá avisto o MAC, em dia nublado (ver abaixo).




Nota:
Comuna: em países como França, Itália (comune) e Suíça, é a menor unidade de governo local ou município.

10 de agosto de 2026

Brincando com fogo

 



Muita gente, boa e ruim, sustenta a tese de que o desenvolvimento e aplicação da Inteligência Artificial (IA) atingiu um ponto em que não há possibilidade de retorno.

Pode ser. Mas será um erro ir adiante sem limites pactuados, rastreáveis e exigíveis. Urge frear e estabelecer fronteiras. Não havendo regras, protocolos, normas reguladoras, no linguajar popular, chulo, mas bem definidor: vai dar merda.

O homem "brincou de Deus", numa feliz definição (Paul Ramsey?), no momento do desenvolvimento de clonagem de seres vivos, que teve como protagonista a ovelha Dolly, em 1996.

As pesquisas e estudos científicos que descobriram que as células-tronco embrionárias possuem a capacidade única de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo humano, e portanto esta característica as torna uma das ferramentas mais promissoras para a ciência e a medicina moderna, o tema foi objeto de vivo  interesse, debates e, no Brasil, foi parar no STF.

A pandemia Covid-19, teve origem em um vírus chamado SARS-CoV-2, que pertence à família dos coronavírus (pesquisei este dado).

Pois bem, existem duas principais hipóteses científicas e debates sobre o modo como esse vírus passou a infectar os seres humanos: origem natural que o vírus passou de animais silvestres (como morcegos) para os humanos; ou  acidente de laboratório, aventando que  o patógeno poderia ter escapado acidentalmente de uma instalação de pesquisa científica que estudava coronavírus.

Mas houve uma terceira versão, esta política, especulativa, de que a China produziu o virus intencionalmente. Com finalidade bélica.

Mau uso da ciência? Para fins condenáveis?

Dos tempos de bancos secundaristas lembro que o domínio do fogo foi considerado um dos grandes avanços para constituição de núcleos sociais.

E a observação é de que o fogo não foi inventado, não foi descoberto ou desenvolvido pelo homem. Que se limitou a aprender a controlá-lo. Esta é a chave: controle.

Os riscos são imensos e podem se agravar.

Dois casos recentes chamaram minha atenção. A IA poderia ter agido por conta própria, por  sua livre iniciativa e vontade. Vontade (?).

Vejam as matérias usando os links oferecidos.

"ChatGPT: OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes'."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce97nzg2z37o


"Resumo do dia: IA cria vírus; Ciência se prepara para futura pandemia."

https://olhardigital.com.br/2026/08/07/medicina-e-saude/resumo-do-dia-ia-cria-virus-ciencia-se-prepara-para-futura-pandemia/


O pior é que nada posso fazer. Ou já fiz com este post na exata medida de meus recursos. Como fez o beija-flor no incêndio na floreste. Levou uma gota de cada vez. Era o que podia,

7 de agosto de 2026

Longevidade

103, 104 e 109 anos de idade


Estas irmãs centenárias, plenamente lúcidas, levam a reflexões.

Viver muitos anos vale a pena se obedecidas premissas básicas: lucidez, ou funções cognitivas preservadas, de sorte a reconhecer os familiares de seu entorno; autonomia motora, para poder ir, sozinho, às instalações sanitárias para dar conta das necessidades fisiológicas; não ser um peso no orçamento de filhos e/ou netos; ver o Vasco campeão brasileiro. 

Destas condições penso que ver o Vasco campeão é a de atendimento mais  complicado. 😂😂😂Mais do que não pesar no orçamento doméstico, porque dependendo da atividade laborativa exercida os proventos da aposentadoria podem cobrir as despesas básicas.

Não viver como um repolho, numa cama, é uma benção. Minha avó materna, portuguesa de Viseu, nonagenária, nunca foi hospitalizada, não tenho lembrança de saber que esteve enferma sob cuidados médicos.

Quando na idade provecta sofreu uma queda e bateu com a cabeça  num degrau de escada, teve que ser hospitalizada, pela primeira, única e última vez, em razão do óbito.

E não teve vida fácil. Enviuvou cedo, com 3 filhas. Voltou a casar e gerou mais 4 filhos antes de ficar viúva, de novo. Foram 6 filhas e um filho, e todas elas casaram na igreja de véu e grinalda, por sua educação severa mas amorosa.

Coincidentemente no ramo paterno também minha avó teve vida longa, sobrevivendo ao meu avô durante alguns anos. Este avô está homenageado, com seu nome dado a uma rua no município de São Gonçalo, cujo CEP é 24430-330.

Tirante estes casos isolados, das duas avós, minha família não tem histórico de longevidade. Não sei se isto é desanimador, ou não há relação genética para tempo de vida.

Aos 86, fiz um AVC, há 16 anos, e 4 cirurgias, sem contar catarata. 

Curiosamente sofri um par de anos com colite, curada com a reza da mãe de um dos médicos aos quais recorri. Juro que é verdade.

Este filho médico me desenganou quanto a cura. Diagnosticou como colite de origem emocional,  chamada colite nervosa, ligada a momentos de muito estresse e ansiedade que afetam o ritmo do órgão. Recomendou que eu mudasse de emprego😄.

Seu irmão, meu amigo, e colega de trabalho, comentou: "Bob não sabe nada, mamãe vai te curar."

A mãe, uma senhora já de idade avançada, de origem escocesa, rezou-me durante dois domingos e deu-me como livre do desconforto e mal-estar. São passados mais de 50 anos, não mudei de emprego imediatamente e quando mudei de ocupação assumi funções ainda mais estressantes, sem dor ou gastroenterite.

Volto as velhinhas brasileiras, irmãs mais longevas do planeta, registrado no Guinness World Records.

Levita, Zoraide e Zulina

Elas têm 109, 104 e 103 anos: as três irmãs brasileiras que têm o segredo da longevidade e que a ciência quer descobrir.


Nota: ver matéria em 

https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/08/01/elas-tem-109-104-e-103-anos-as-tres-irmas-brasileiras-que-tem-o-segredo-da-longevidade-e-que-a-ciencia-quer-descobrir.ghtml


4 de agosto de 2026

A caminhada passou a ter um pequeno viés deprimente

Década de 1950



Desde cedo frequento a Praia de Icaraí. Mesmo quando morava distante do bairro, e vinha de bicicleta, com meu melhor amigo da época, Doraly José do Canto, colega de colégio e quase vizinho na Ponta D'Areia. 

Trampolim à direita

Ainda estava de pé o trampolim de onde eu só saltava da primeira plataforma, e olhe lá.



Quando ingressei no Liceu passei a frequentar a praia, no trecho defronte as ruas Belisário Augusto e Otávio Carneiro, tirando chinfra por causa de minhas ligações liceístas.

E mesmo sendo invasor, fazia coro com eles de que no trecho defronte ao Cine Icaraí "chovia". Era baixo clero, porque lá ficavam os moradores de bairros de bairros distantes, como Fonseca, Cubango  e Santa Rosa, porque o ônibus 49, Circular, tinha uma parada bem defronte à Praça Getúlio Vargas.

Lá desembarcavam hordas de "farofeiros".

Com Roberto Durão, este amigo do curso do Comandante Paulo Pessoa, e cujo pai possuía um Packard 1941, e vez ou outra emprestava ao filho, ficávamos desfilando vagarosamente junto ao meio-fio, no lado do mar, paquerando as meninas que faziam footing pelo calçadão ainda estreito.

As caminhadas no calçadão, a pé, como rotina,  tiveram início quando comprei meu primeiro apartamento no bairro, na Rua Miguel de Frias. 

E quando mudei, como locatário,  para o Santos Apóstolos, condomínio ao lado do prédio do Cassino Icaraí (atual sede da UFF), e já então casado, passei a fazer caminhadas matinais na beira d'água, ali onde o mar se rende à areia, molhada e dura, banhada pelo fluxo e refluxo do mar.

E, eventualmente, também à noite no calçadão, após o jantar, para digestão.

Bem, são anos e anos caminhando no famoso calçadão.

Neste interregno encontrava, acenava a mão ou parava para breve papo, com muitos amigos.

E cruzava com muitos desconhecidos que se tornavam conhecidos tantas as vezes em que nos víamos na mesma rotina de caminhar lentamente.

E na fase profissional? Eram tantos os  clientes ou condôminos de prédios onde atuava, comparecendo à assembleias ou aforando cobranças que por vezes tinha que parar para um breve cumprimento.

E assim, ainda hoje, mantenho sempre que possível meu hábito de caminhar. Não mais sentando um pouco, num dos bancos da "Curva da Itapuca" porque as tartarugas não mais aparecem no ali no mar junto as pedras famosas (Itapuca e do Índio) e outras menores e anônimas.

Ali, atualmente, só surfistas quando as ondas estão favoráveis.

Estou divagando mas não me afastando do tema que elegi para esta postagem, senão desenhando o contexto.

Como narrado são anos, momentos e circunstâncias nas caminhadas no calçadão, quando encontrava amigos e rostos familiares pela constância do mesmo prazer.

O que me deprime, ou entristece melhor  explicitando, é que com o passar dos anos, principalmente estes últimos dez, foram escasseando estes encontros ou cruzamentos, em razão de idade  avançada, limitações físicas, mudanças de endereço e outras razões, com prevalência de óbitos.

Onde as caras familiares? Os amigos? Os clientes? Meus médicos? Contemporâneos do Liceu?

Dou-me conta que sou o sobrevivente de tempos maravilhosos, prazerosos, de encanto com a natureza, com o visual.

De quando pela manhã corria e me exercitava, antes de um mergulho.


A água era menos poluída, tinha até tatuís enterrados na areia molhada no quebra mar. Bastava enterra a mão na areia e ao puxa-la não raro vinha um tatuí. Acreditem.

Era muito bom viver em Niterói. Uma aldeia global.

A Praia de Icaraí tinha um bonde que subia a Estrada Froes e ia até o Saco de São Francisco

Década de 1950


Século XXI - quanta mudança em 70 anos.

Notas:

1. A foto do automóvel foi colhida na rede mundial, mas o modelo do veículo é idêntico ao do pai do Durão.
2. Locais badalados, em diferentes épocas:
a) Gruta de Capri, na Miguel de Frias, para comer uma pizza brotinho com um chopinho.
b) O Bier Strand na esquina da Pereira da Silva, para bebericar e bater  papo com amigos.
c) A histórica sorveteria italiana que ficava nos fundos de um terreno na Praia de Icaraí (Avenida Jornalista Alberto Francisco Torres). A tradicional "Sorveteria e Pizzaria Italiana". 
3. Orla de Icaraí, em Niterói, dá mais um passo para ganhar novo visual. 
4. https://www.atribunarj.com.br/materia/niteroi-cria-grupo-de-trabalho-para-elaborar-nova-orla-de-icarai

https://enfoco.com.br/noticias/regiao/niteroi/orla-de-icarai-em-niteroi-da-mais-um-passo-para-ganhar-cara-nova/




3 de agosto de 2026

Assuntos fora de pauta





Pelo menos durante alguns meses um assunto não entrará em nossas pautas.

Pelo menos até as eleições, incluído o segundo turno se o caso.

Falo de política, nacional e internacional. Política é assunto tóxico, desagregador.

Poderia abrir exceção para discussão acadêmica, doutrinária ou filosófica, mas não tenho fôlego para chegar a níveis mais profundos.

Vamos priorizar mulheres, o que nos permitirá vários vieses de apreciação.

Vamos dar preferência à natureza, aos seres vivos, animais e vegetais.

Vamos destacar literatura e artes cênicas.

Poderemos falar de bebidas e da gastronomia nacional e internacional.

Enfim assuntos não faltarão.


1 de agosto de 2026

Festa Literária Internacional de Niterói - FLIN

 



A Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) é um festival gratuito de literatura, arte e pensamento realizado pela Prefeitura de Niterói por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN). O evento reúne grandes nomes nacionais e internacionais em debates, apresentações e oficinas. 


Edição de 2026:

Marcada para os dias 13 a 16 de agosto, com o tema “Território das Palavras” e homenagem póstuma à filósofa e intelectual Lélia Gonzalez.

Local e Informações Gerais

Onde: Reserva Cultural (Avenida Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos, Niterói - RJ).

Entrada: Gratuita.

Atrações: Mais de 60 atividades divididas em múltiplos palcos, incluindo mesas de debate, teatro, contação de histórias e cinema ao ar livre. 


https://atribunarj.com.br/materia/flin-2026-homenageara-lelia-gonzalez-e-tera-espaco-para-autores-locais