quinta-feira, setembro 24, 2026

A busca pode valer mais que a chegada

 A  lição do título é a moral extraída de uma frase atribuída a Fiodor Dostoievski.

A frase seria: “Colombo não foi feliz quando descobriu a América, mas enquanto a descobria.”

Pincei-a em:

https://www.tupi.fm/entretenimento/frase-de-fiodor-dostoievski-e-a-licao-de-que-a-busca-pode-valer-mais-que-a-chegada/

Este conceito é encontrável, também,  em vários banners na rede mundial, em diferentes variações redacionais.





Lembro de um exemplo clássico sobre este tema, uma historieta.

A adolescente de 15/16 anos foi convidada para um bailinho no clube da cidade, no qual estariam presentes vários de seus colegas de escola.

Consultado, o pai não permitiu que ela fosse. Isso na quarta-feira e o baile seria no sábado. No dia seguinte nova tentativa de obter permissão do pai, e novamente frustrada, sob diversas alegações.

A mãe intercedeu em favor da filha. Sem êxito.

Na sexta-feira, à noite, durante o jantar, observando a filha triste, calada, e a mulher amuada, resolveu autorizar a ida da filha, se dispondo a ir  após o término do baile.

E a filha responde: agora não adianta pai, você já cortou meu prazer, minha alegria.

O pai argumenta, como assim, o baile não é amanhã?

Sim, diz jovem, mas e os preparativos? A escolha da roupa, combinar com a Joana (melhor amiga), para irmos juntas, pintarmos as unhas uma da  outra, trocarmos ideias de como seria, quem paquerar? Agora é tarde.

Ainda na linha da relevância e prazer do caminho, lembro da primeira viagem de meus filhos para a Europa, os dois sozinhos.

Mochilas? O que levar? Passaportes no prazo? Comprar dólares e/ou  traveler's check. Roteiros. Por onde começar e onde terminar? Dormir em viagem de trem entre uma cidade e outra para economizar diária de hotel ...

Foram dias, talvez semanas de planejamento e providências. Sempre com disposição e alegria. E, claro, ansiedade.

A jornada (e seus preparativos) pode não ser mais importante do que o destino. Pode, mas faz parte integrante.

"A felicidade não é o lugar onde se chega."

2 comentários:

Jorge Carrano disse...

Avaliando, agora, cada uma das minhas significativas chegadas a destinos (metas, objetivos) confirmo o que Dostoievski já assentara, e talvez alguém antes dele.
Os caminhos até o primeiro emprego, até a formatura, antes do casamento, da primeira casa própria; tudo isto teve componentes de expectativas, sonhos, felicidade.

RIVA disse...

A historieta clássica resume bem o tema.

Cada um deve ter inúmeros exemplos pra contar ... difícil é determinar qual foi o MAIS. Diversos são os graus de preparação, de prazos de cada evento, de emoção e ansiedade.

Alguns exemplos meus sem determinar sua classificação :
- preparação e exame da carteira de motorista, com 18 anos
- preparação e a minha 1ª viagem aos EUA com 16 anos
- nascimento dos meus filhos
- nosso casamento e a vg de lua de mel
- diversas provas na faculdade até a formatura
- qual cirugia não se enquadra no contexto ? Todas se enquadram
- jogo final da Libertadores em 2008 e em 2023

......e por aí vai.