Todo mundo manda fazer tatuagem, em diferentes partes do corpo, ao contrário do passado, quando apenas o marinheiro Popeye tinha a sua, como marca de sua personalidade. Marinheiros, de um modo geral, tinham tatuagens.
Temos aí um modismo. Sem juízo de valor não
tenho. Um alienígena, aqui chegando, deduziria equivocadamente que somos um
povo que documenta, perpetua história, personagens, animais, imagens
geométricas, simbolismos, no próprio corpo, diferentemente de nossos
antepassados que o faziam nas pedras, rochas e cavernas, e que agora chamamos
de arte rupestre.
Tal situação me remete a um curso de desenvolvimento de executivos quando, ao tratarmos de burocracia exagerada como um fator a ser corrigido, o monitor fez a seguinte analogia:
"Aqui chegando um extraterrestre, ainda em sua nave, ao avistar a Volkswagen pensaria haver localizado uma biblioteca, com uma grande frota de veículos". Guardei a imagem, bem adequada ao tema em exposição.
Outro modismo, este desaparecido, como sói acontecer como outros da espécie, foi o uso de pochetes. Esta adotei até porque na época - e vou tratar de outro modismo - as calças eram muito apertadas, justas, e nos bolsos, quando tinham, nada cabiam.
Passaram-se os anos e as pochetes, pequenas e discretas, ficaram cafonas e foram substituídas por mochilas. Estas até então eram usadas apenas em viagens, quando informais, econômicas, improvisadas, tanto que o viajante era chamado de ... mochileiro.
Novo horrível modismo, com todas as mais respeitosas vênias dos usuários. Estou fora. Não me vejo como um burro de carga, com uma cangalha às costas.
E a mala tipo "007"? Confesso que tive, porque ganhei dos filhos. E frequentava o Forum.
Sei que a esta hora quem me lê há de estar pensando: que velho ranheta, rabugento.😞
Vou parar de implicar com os modismos, porque se eu enveredar pelo do homem usar brinquinho vou provocar e contrariar muita gente.
Alerto que jamais usaria. Piercing então só quando demente senil, se o caso, mas respeito quem usa. Na família tenho adeptos.
"Mais vale um gosto do que quatro vinténs", diziam meus antepassados lusitanos, desde D. João V.
Nota:
No berço da expressão está o preço de quatro vinténs para a caixa de açúcar, fixado pelo rei português Dom João V. Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/augusto-nunes/deonisio-da-silva-mais-vale-um-gosto-do-que-seis-vintens/




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