31 de janeiro de 2026

SARGENTO DINIZ

Em vários filmes americanos, em cenários de guerra, havia em um sargento exigente, durão, rigoroso, que se impunha pelo temor que inspirava na tropa.

Como mencionei foram vários, mas elejo como exemplo o Sargento Emil Foley um personagem icônico interpretado por Louis Gossett Jr. no filme de 1982 "A Força do Destino" (An Officer and a Gentleman). Como um instrutor rígido e exigente da Marinha.

Assim é o Fernando Diniz, técnico do Vasco da Gama, que encarna, à perfeição o personagem "sargentão", arbitrário, destemperado, típico do militarismo americano.

Aqui a vítima da fúria foi o português Nuno

Ele esbraveja, grita, dá chilique, se exalta, e até ofende ALGUNS de seus comandados. Sem resultado prático porque o mais das vezes ao invés de estimular, motivar, ele deprime, deixa down seu jogador.

Coloquei ALGUNS em caixa alta porque ele é seletivo, não se comporta da mesma maneira com todos. Ele grita e xinga o fragilizado, o vulnerável.

Fico imaginando um filho, ou uma mãe de um jogador tomando um esporro do Diniz protótipo do desequilibrado.

Além da falta de equilíbrio emocional, Diniz revela falta de leitura do jogo. Escala mal e substitui de forma pior.

O Vasco não tem elenco, é verdade, mas tem comando técnico? Não, não tem.

Vou direto aos exemplos. Jogo Flamengo e Vasco. O árbitro expulsa um jogador do sistema defensivo do Vasco. Que faz o Diniz? Usa o surrado manual para casos que tais. Tira um atacante e repõe a defesa.

Lembram quem ele substituiu? O jovem GB, cria da casa, que tem 1,90 m e pesa 85 kg, portanto dono de imposição física e vocação de artilheiro,  e deixa em campo o Coutinho. Você dirá, que o Coutinho tem talento criativo, mas criaria para quem com o time do recuado, acuado?

Conclusão? Trouxe o Flamengo todo para o ataque, inclusive os zagueiros, sem preocupação. Não seriam, como não foram, molestados.

Se ele tira o Coutinho (precisava ter colhão o que o Diniz não tem), que se arrastava para lá e para cá, sem espaço para jogar, e deixava o GB plantado sobre a linha divisória do campo, poderia, sim no condicional, endurecer o jogo.

Com esta medida seguraria os dois zagueiros do Flamengo lá atrás, o que já seria um ganho. Mas além disso poderia criar dificuldades para o Flamengo se determinasse que fizessem lançamentos longos para o ataque, onde o GB estaria em seu campo defensivo (sobre a linha divisória), portanto sem impedimento, e na força física disputasse as bolas ofensivas. Seria uma preocupação para o adversário. 

O Flamengo amassou o Vasco, jugando o tempo todo na defesa cruz-maltina. Até que uma bola entrou.

No jogo contra o Mirassol, com o mesmo GB no banco, os alas e os atacantes jogando abertos nas pontas, cruzaram trocentas bolas na área, e não havia um atacante lá dentro para disputar.

Vocês dirão que ainda assim o Vasco fez um gol e com o Coutinho que nem é do ramo e não tem estatura. Coisas do futebol, mas não se pode contar  com a imprevisibilidade.

Quando o GB entrou em campo, não havia mais cruzamentos na área adversária. Se não confia no garoto, por ser inexperiente, colocava o David que tem boa complexão física.

O GB, como o  Rayan teve, precisa ser estimulado, prestigiado, pois tem potencial. E força física, boa arrancada e impulsão.

O brilhareco do Diniz no Fluminense (e foi só lá) deveu-se a fatores especiais que não estão presentes no Vasco de hoje.

Técnico de uma nota só, que se resume na definição que dele faz um amigo, que o apelidou de Pepe Diniz. Entenderam não? Pensa que é o Guardiola.

O espanhol tem ovos para quebrar  e fazer omeletes, o Diniz não.

Já há uma reação concreta de sócia do clube, conforme link a seguir. Da mesma matéria foi pinçada a foto ilustrativa da conversa do Diniz com os jogadores.

https://www.netvasco.com.br/n/377997/socia-vascaina-protocola-denuncia-no-compliance-da-saf-por-assedio-moral-de-diniz-aos-jogadores

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