26 de janeiro de 2026

Campeonato carioca de futebol

 A entidade organizadora do campeonato carioca, era a Federação Metropolitana de Desportos.

Um dos nomes de destaque, muito influente nesta entidade, foi Otávio Pinto Guimarães. Os clubes considerados grandes (torcida e suporte financeiro) tinham dirigentes (presidente ou vice de futebol) quase vitalícios, de grande prestígio, como Agathyrno da Silva Gomes e Eurico Miranda, no Vasco, Gilberto Cardoso e Fadel Fadel, no Flamengo, Ney Cidade Palmeiro ou Rivadávia Corrêa Meyer Jr., no Botafogo, e outros cuja memória me faltam.

Além dos dirigentes os patronos tinham papel importante posto que bancavam gratificações. Por exemplo Guilherme da Silveira e Castor de Andrade, no Bangu. O Botafogo teve Emil Pinheiro, do mesmo ramo do Castor.

Já mencionei a péssima qualidade da grama utilizada nos campos de futebol, associada a falta de manutenção adequada, e a falta de iluminação para jogos noturnos, em especial nos estádios dos clubes menores.

O do Madureira na rua Conselheiro Galvão, o do Olaria na rua Bariri, o do São Cristóvão na rua Figueira de Melo, o do Bonsucesso na Teixeira de Castro, assim como os dos demais clubes denominados "pequenos" (não em história e tradição, mas em orçamento).

América e Bangu estavam na prateleira dos grandes. clubes aqui no campeonato regional. E até aprontavam algumas gracinhas vez ou outra.

Zizinho

Grandes jogadores envergaram as camisas de Bangu e América, graças principalmente aos patronos.

Zizinho, o Mestre Ziza, por exemplo, jogou sete anos no Bangu.

Os estádios menores citados, eram chamados de alçapões, p1940 e 1950.orq e ue vez ou outra os clubes da casa aprontavam.

Uma curiosidade. Quando calhava um resultado surpreendente, como o São Cristóvão vencer o Vasco, as manchetes que os jornais estampavam no dia seguinte eram parecidas: Vasco perde!

Porque clube pequeno, de pouca torcida, não vendia jornal 😂😂😂.

Voltarei a comentar o passado do futebol no Rio, nas décadas de 1940 e 1950.

13 comentários:

Jorge Carrano disse...

Guilherme da Silveira, vale destacar, era empresário do setor têxtil. A família possuía, por exemplo, a fábrica Bangu.

Jorge Carrano disse...

Um assunto que me chamava a atenção era que processos dentários infecciosos atrasavam a recuperação dos jogadores.
Houve uma época, inclusive, que a seleção nacional teve em sua equipe um dentista atuou nas Copas do Mundo de 1958, 1962, 1966 e 1970. - Mário Trigo Hermes de Loureiro - tratado como Dr. Mário Trigo).
Grande figura fazia papel de psicólogo também.

Jorge Carrano disse...

Para provocar meu amigo Carlinhos - botafoguense - lembro que o grande ídolo botafoguense, o lendário Heleno de Freitas, foi campeão pelo Vasco, em 1949, mas não conquistou títulos no Bota.

Calfilho disse...

De Heleno, só conheço as histôrias. Só o vi jogar, sem saber direito quem realmente tinha sido, sua última partida, quando envergando a camisa do América, foi expulso no final do primeiro tempo e ali encerrou sua carreira. Li muito sobre ele, até um filme fizeram sobre sua trajetória no futebol e seu triste fim, internado num.sanatôrio e sem mais possibilidade de cura de uma sífilis contraída no auge da carreira, na década de 1940. Depois que saiu do Botafogo, no início de 1948, rodou por alguns clubes até acabar no América, onde nem completou sua última partida. Dizem que, depois de Garrincha, foi o maior ídolo do do Botafogo.

Jorge Carrano disse...

Heleno foi o primeiro rebelde, contestador, do Botafogo. Anos depois, por outras razões, apareceu o Afonsinho, lembra?
Heleno foi um boêmio inveterado.

Jorge Carrano disse...

Ele saiu do Botafogo para o Vasco e, finalmente, em 1949, foi campeão carioca.

Calfilho disse...

Não, Carrano. Ele saiu do Botafogo para o Boca Juniors. Veio para o Vasco em 1949, onde foi campeão carioca, coisa que não conseguira em 8 anos de Botafogo. Esperava ser convocado para a seleção brasileira de 1950. Como não foi, deixou obVasco e foi para o Milionários, da Colômbia. Não sei se teve uma breve passagem pelo Santos.

Jorge Carrano disse...

Verdade, teve passagem pelo Boca Juniors, antes de chegar ao Vasco.
Mas o que eu queria dizer é que depois de anos no Botafogo, foi ser campeão no Vasco.
Quanto a Copa de 1950, muitos jogadores do Vasco foram convocados, e outros poderiam ter sido como também o Ipojucan que, por sinal, começou no Canto do Rio.
O Vasco da Gama teve oito jogadores convocados para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950, que eram a base do time conhecido como "Expresso da Vitória". Os convocados foram: Barbosa (goleiro), Augusto (zagueiro), Danilo Alvim (meio-campo), Eli do Amparo (meio-campo), Maneca (atacante), Ademir de Menezes (atacante), Chico (atacante) e Alfredo II (atacante).
Podia ter tido, ainda, Friaça, que no ano anterior transferiu-se para o São Paulo.

Jorge Carrano disse...

Já contei várias vezes porque tenho na memória a alegria de ter sido levado ao Maracanã, inacabado, aos 10 anos de idade, para assistir Brasil 6 x 1 Espanha.
O jogo das "touradas em Madrid".

RIVA disse...

Começo finalmente a entender o porquê daquela surpreendente (pra quem viu ou ouviu) derrota de 1950 ....... rsrs.

Lembra do Agathyrno mas não lembra do HORTA no FLU, na mesma época.

Lembra do Rivadávia mas não lembra do CARNEIRO DE MENDONÇA na mesma época, quando ambos receberam aqui o Jules Rimet !

Na verdade nenhum do FLU foi citado ........

Jorge Carrano disse...

Ciuminho?
Ao montar a 'Máquina Tricolor', bicampeã carioca em 1975-76, Francisco Horta teve uma ideia inusitada: por que não espalhar os craques pelos rivais, como numa pelada? Saiu da cabeça do então presidente do Fluminense a ideia do troca-troca.
Está contente?
Em 1975 eu contava 35 anos de idade, portanto época fora do escopo destas reminiscências infantis/juvenis.
Pegando pesado, pó-de-arroz na minha infância era era coisa de veado. rsrsrsrs
Sorry!!!

Jorge Carrano disse...

Concedo: Agathyrno da Silva Gomes está mal colocado no tempo.
E ressalto que arrematei com: "e outros cuja memória me faltam."
Carneiro de Mendonça é um deles.

RIVA disse...

As qualificações da nossa geração na alegre, saudável e divertida torcida pelos times de futebol foram classificadas atualmente como preconceito, bulliyng e outros crimes pela sociedade (rebanho) e pela "justiça" doentia (essa claramente atrás apenas da grana dos processos constituídos, nada a ver com Justiça propriamente dita).

Novos tempos, os quais não me adequo de maneira alguma. Sou um dos pontos fora da curva .....

E devido a essa doença jurídica, não posso aqui, de forma brincalhona, listar os apelidos das torcidas rivais. Mas o caro BM os conhece bem .....

Gosto muito de um bacalhau ...a Gomes Sá, Lagareiro, Zé do Pipo, Espiritual, com Natas, Patanistas, Punheta ....bolinho então !!!!