27 de janeiro de 2026

O futebol de ontem (metáfora)

 Claro que este ontem do título se refere há algumas  décadas, anos 1940 e 1950. E aqui prossigo as considerações das postagens em:


O que podia, não podia  como era. As barras das camisas tinham que estar por dentro dos calções dos jogadores. E creiam os transgressores eram advertidos.

Não havia cartões vermelho ou amarelo. As advertências eram verbais e as expulsões indicadas com as mãos do árbitro apontadas para fora do campo, onde ficavam os bancos de reservas.

Já que mencionei os bancos de reservas, vale registrar que as substituições chegaram a ser vedadas. Depois limitadas a uma na partida. E também limitada aos goleiros.

Era comum um jogador contundido permanecer em campo "fazendo número", em geral deslocado para a ponta esquerda. Para não desfalcar o time.

Sim, os ataque eram compostas com dois pontas, bem abertos, junto a linha lateral. Lembro de alguns notáveis: Julinho, Canhoteiro, Chico, Sabará, Canário, Joel, e outros.

Nos inícios dos jogos e no reinício quando feitos gols, não era possível atrasar abola. O toque inicial tinha que ser para frente.

Diferentemente era possível, e recurso muito usado, atrasar a bola para o goleiro (que podia pega-la com as mãos), o que era recurso de cera, para fazer o tempo correr.

Os massagistas tinham a missão de entrar no gramado, socorrer um jogado machucado, e levar instruções do treinador. Um destes massagistas, muito famoso - Mário Américo - ganhou o apelido de pombo-correio em virtude desta missão extra.

Árbitros que se destacavam: Mário Vianna, Alberto da Gama Malcher, Eunápio de Queiros, Amilcar Ferreira, Jorge Paes Leme. No final dos anos 1940, foram importados árbitros suíços e ingleses, que implantariam padrões de arbitragem, a par de serem isentos por não torcerem por nenhum dos clubes envolvidos nas competições.

As emissoras de rádio disputavam audiência e tinham locutores populares para garantir a sintonização: Oduvaldo Cozzi, Waldyr Amaral, Jorge Cury, Doalcei Camargo, Januário de Oliveira e Orlando Batista, que me lembre.

O futebol brasileiro estava em alta. E patrocinou a Copa do Mundo de1950, a primeira após a paralização das disputas em virtude da II Guerra Mundial.


O trio atacante formado por Zizinho,  Ademir e Jair era muito bom. Sapecamos 6 X 1 na então poderosa Espanha. Eu estava no Maracanã, levado por meu pai e um amigo dele de nome Américo que muito forte me sustentou durante bom tempo no cangote para que eu pudesse assistir a partida.

Eu tinha 10 anos de idade e não compreendia o choro dos brasileiros por causa da partida final. Esta acompanhada somente pelo rádio, porque para meu pai a missão estava cumprida: levar-me para conhecer o maior estádio do mundo e ver de perto a seleção nacional, que era composta por quase todo o time do Vasco da Gama, que já era o dono de meu coração.

Segue outro dia, aguardem. É uma ameaça 😂😂😂.

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