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| Fachada da estação ferroviária de Niterói - General Dutra - em 1948 |
Meu melhor amigo na época - décadas de 1940/1950 - se chamava Doraly, e o pai dele tinha o controle do bar da estação ferroviária (na Av. Feliciano Sodré, junto ao porto da cidade). Para além disso tinha as concessões para explorar os bares do Caio Martins: estádio e ginásio.
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| Eu e Doraly - 1955 |
Oba!!!! Vários domingos eu o acompanhava até o estádio, onde ele entrava com os irmãos mais velhos (Waldyr e Eloy), que tocavam o bar. Eu, claro, apresentado como ajudante do bar.
Por isso pude assistir, ao vivo, Garcia, Tomires e Pavão, no Flamengo; Barbosa, Augusto e Rafanelli (argentino), no Vasco; Oswaldo, Gerson e Santos, no Botafogo; e Castilho, Píndaro e Pinheiro, no Fluminense.
Lembro até dos goleiros de Bangu e América, respectivamente Ubirajara e Osni (irmão do Ely, volante do Vasco e seleção nacional).
Perdi, faz tempo, o contato presencial com o Doraly, mas via internet trocamos mensagens há uns três anos. Ele está bem, família constituída, e é Pastor Evangélico, no Espírito Santo. Rubro-negro (arg!).
O ritmo/velocidade do futebol era bem mais lento. E razões não faltavam: grama alta, preparação física (alguns jogadores fumavam), temperatura no horário dos jogos, etc.
No et cetera está incluída a sabotagem praticada por alguns que esvaziavam a bola, utilizando o bico adaptado para a bomba de enchimento. A bola mais murcha perdia velocidade.
O jogo mais lento permitia que Danilo dominasse a bola no meio-campo, erguesse a cabeça para ver a colocação de seus companheiros e fizesse o lançamento. Sem que um adversário chegasse nele para obstruir.
Muitos jogadores de clubes cariocas moravam em Niterói, que foi celeiro de grandes astros, como Gerson, Altair, Roberto (do Botafogo).
A lancha das 17 horas vinha repleta deles durante a semana.
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| Altair |
Bem, que nasceram na cidade e se destacaram no cenário nacional são dezenas: além do já citado Gerson (Canhotinha), Zizinho (Mestre Ziza), Edmundo (Animal), Altair, César (Maluco), como escrevi, dezenas.
Ao longo dos anos novos clubes foram integrados ao campeonato carioca, como o Campo Grande e a Portuguesa.
A colocação nas competições usava o critério de pontos perdidos. Assim, o primeiro colocado era o que perdera menos pontos ao longo da disputa. A vitória valia 2 pontos e os empates 1 ponto para cada oponente.
Desse modo o perdedor do jogo, contabilizava menos dois na tabela de classificação; nos empates cada um perdia um ponto.
Timaços, expresso da vitória, trem bala da colina, esquadrões, o Vasco teve muitos ao longo dos anos:
Preciso justificar porque sou vascaíno desde 1947, quando o Vasco venceu o poderoso Arsenal, da Inglaterra, por 1x0, gol de Nestor?
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5 comentários:
Nessa estação ferroviária no post, estudantes do Liceu Nilo Peçanha, embarcamos para competir numa olimpíada estudantil, em Cachoeiro de Itapemirim (Liceus de algumas cidades), relatada no livro "Lembranças do meu Liceu 1953 - 1959 - de autoria do amigo Carlos Augusto Lopes Filho.
Também eu, solitariamente, viajei para namorar a mulher com que casei.
Foi a melhor "aventura" dos meus tempos de estudante... Passamos uma semana por nossa conta, sem menhum adulto (pais ou professores) que ficasse tomando conta de nós. Ninguém fumou maconha ou cheirou cocaíns. Alguns pilequinhos inconsequentes de cerveja, nada além fisso...
Fomos recebidos pelas famílias dos alunos do Liceu de Cachoeiro, onde fazíamos nossas refeições e sempre mantivemos uma relação de respeito e amizade com todos eles...
Nosso objetivo maior era ganhar as competições que disputamos... Guardo até hoje recordações inesquecíveis dessa excursão.
Imagina eu, caro amigo.
Resultou num casamento de 61 anos. Embora nascida em Leopoldina- MG, a família de minha mulher mudou para Cachoeiro quando ela era criança.
No terreno esportivo guardo na memória o vexame que demos no futebol.
Foi o "cansaço" da viagem...
Conhecia Pitu, Velho Barreiro. Cansaço devia ser nova ... rsrsrsrs
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