17 de outubro de 2022

Ganhando a vida

Tirado do site "MIGALHAS" de conteúdo jurídico:

Segunda-Feira, 17 de outubro de 2022 - Migalhas nº 5.458.

Fechamento às 10h55..

"O assunto do fim de semana foi o "pintou um clima". Explicamos. Numa entrevista na sexta-feira, Bolsonaro disse que, em 2020, flanando com sua motocicleta pelos arredores de Brasília, teria visto umas meninas "bonitas", de 14 e 15 anos, arrumadinhas num sábado. Ele tirou o capacete e "pintou um clima". Nesse momento ele voltou para conversar e teria pedido para entrar na casa (o que foi concedido), onde teria de 15 a 20 meninas, "sábado de manhã, se arrumando, todas venezuelanas". Neste momento ele faz uma pergunta retórica ao entrevistador: para quê estavam se arrumando? No que ele próprio responde: "ganhar a vida"."

Era verdade, as meninas estavam se preparando para ganhar a vida, mas não como este leviano insinuou. Elas estavam numa aula de corte de cabelo, desenho de sobrancelha e penteados.

Sendo qualificadas para, sim, se sustentar, ganhar a vida.

Falta somente o mentiroso inato, explicar para nós, o que fazia num sábado, flanando sem seguranças, de motocicleta, e entrando em casa de estranhos, que ele supunha ser um puteiro.

Uma torcida a procura de um time para torcer

Um antiga peça teatral, salvo engano de Pirandello, inspira o título desta postagem: "Seis personagens a procura de um autor".

Não se pode ir além disto, procurando na trama/drama teatral situações análogas à que se encontra o clube cruz-maltino.

Vou direto ao ponto. A  torcida do Vasco acaba de ser declarada patrimônio imaterial e cultural do Estado. Por lei.

https://www.lance.com.br/vasco/torcida-do-vasco-e-declarada-patrimonio-cultural-e-imaterial-do-estado-rio-de-janeiro.html

Esta torcida, por sua paixão, fidelidade e comprometimento com o Clube, merecia um time competitivo, vencedor

Pode ser que a transformação de seu futebol numa sociedade anônima, nos moldes europeus, com gestão profissional (comercial, claro) recoloque o Vasco de volta no patamar que ele ocupou durante décadas.




A estimativa, diria eu bem conservadora, é de que somos 10.000.000 de aficionados, que merecemos reviver as glórias das décadas de 30, 40 e 50 do século passado.

Reviver no meu caso e de muitos outros que estamos com o prazo de validade vencido (quando nasci a expectativa de vida era de 48 anos). 

Mas para meus filhos, e principalmente neto, coitados, ainda não puderam comemorar, sentir a emoção decorrente de um título importante.

O resultado do jogo de ontem ( empate com o Sport Recife), se mantido nos tribunais, terá uma dádiva dos astros, não os que estiveram no gramado, mas dos celestes.

Até porque, convenhamos, chamar de astros alguns jogadores do atual elenco, é no mínimo um desrespeito com o SOL, por exemplo, que considero o Rei deles.


15 de outubro de 2022

A BATALHA DOS AFLITOS II

Esta será a segunda Batalha dos Aflitos? Não, não será! Em primeiro lugar porque o Estádio não será o mesmo.

Em segundo lugar porque os protagonistas não serão os mesmos.

Vasco  e Sport Club Recife, amanhã, será realizado na Ilha do Retiro; e o histórico confronto entre Náutico X Grêmio foi realizado no Estádio dos Aflitos. Daí o nome do eletrizante jogo que resultou na conquista, pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, do Campeonato Brasileiro Série B de 2005. Foi disputada no sábado, 26 de novembro de 2005. 

Este jogo entre Náutico e Grêmio me remete a outros dois fantásticos, emocionantes confrontos que assisti. E, mal comparando, o de amanhã.

Um deles foi o da conquista do Liverpool sobre o Milan na Liga dos Campeões de 2004/05, quando os ingleses foram campeões nos pênaltis após perderem o primeiro tempo por 3 a 0 em Istambul.

Outro, de boas lembranças para mim, foi a virada do Vasco sobre o Palmeiras. 

A vitória do Cruz-Maltino sobre o Alviverde   por 4 a 3, que valeu o título da Mercosul de 2000, foi eleita o maior jogo da história entre os grandes clubes brasileiros. 

Valia o título continental. Na decisão da Mercosul de 2000, o Vasco de Romário, Euller, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano saiu atrás no primeiro tempo e foi para o intervalo perdendo por 3 a 0. O título do Palmeiras parecia questão de tempo. Na segunda etapa, porém, Romário (três vezes) e Juninho Paulista marcaram os gols da épica virada vascaína em pleno estádio Palestra Itália.



Histórico. Como a urubuzada que reside em prédios ao redor estava sacaneando, gozando os vascaínos, quando viramos o jogo e fomos campeões foi minha vez de ir para a janela - apoplético - e gritar muito contra a mulambada.

Perdi a linha. 

13 de outubro de 2022

Yoga e meditação

 

O Espaço Dharma Bhumi, desde 1917,  reúne seus alunos, no primeiro domingo de cada mês, na Praia da Boa Viagem, por trás do MAC, e realiza um evento ao ar livre, gratuito.

A confraternização ganha ares mais descontraídos e a atividade ganha em ar puro, marinho.

No último domingo, dia 9, porque no dia 2 não houve o tradicional encontro na praia, por conta das eleições, foram 120 alunos, conforme documentado na foto abaixo.

As pessoas comparecem com prazer, voltam para casa satisfeitas com as atividades, preparadas para enfrentar a semana. 

Abaixo registros de eventos em junho de 2021 e agora em outubro de 2022. Observem como cresceu o número de entusiastas pela Yoga, em face dos benefícios conseguidos.

Junho de 2021

Homenagem ao outubro rosa.

Visite o espaço Dharma Bhümi, instalado no 7º andar, sala 713,  do Center IV, prédio localizado na Rua Gavião Peixoto, 182, em Icaraí. Niterói, Próximo do Campo de São Bento.
Tel: 97008- 5889.




12 de outubro de 2022

Memórias nikitiquenses

" A Samaritana",  tradicional sapataria, funcionava da Rua Almirante Teffé, no  centro da cidade.

Por vezes vendia ingressos para o Maracanã.


Em 1950



Abaixo ambulantes vendendo os tradicionais biscoitos "Globo", na Praia de Charitas, nos anos 1970. Doces e salgados.


Anos 1970


Na sequência transporte marítimo para travessia Rio-Niterói. Passageiros e veículos.

A velha barca da Cantareira, à esquerda na foto.




Década de 1950



A Auto Viação Fluminense, abaixo, tinha uma frota grande e servia o bairro do Fonseca, Ia até o Largo do Moura. Década de 1970. No centro da cidade, seu ponto final era na Av. Amaral Peixoto, junto a Visconde do Rio Branco. Mais central impossível.




1970


11 de outubro de 2022

Círio com "C", sem cedilha

 



O capitão nunca se interessou pela comemoração paraense, nem em seus 28 anos de atividade parlamentar e muito menos em seus três anos de presidência.

Na verdade ele pensava tratar-se de evento em homenagem a um imigrante sírio que pretende introduzir nos hábitos da população da cidade de Belém, o consumo de quibes e esfihas, em substituição aos tradicionais tacaca e tucupi, e também do açaí.

Ainda pretendia recriminar o governador do Estado e o Secretário de Educação, por não terem ensinado como escrever corretamente o nome da procissão, porque escrevem com "C" e, pior, sem a cedilha.

Comentou, a boca pequena, com asseclas de seu gabinete, "como são analfabetos estes nordestinos e nortistas eleitores do ex-presidiário".

Sua ira xenofóbica contra o imigrante sírio que tramava contra os costumes locais, afrontando o espírito nacionalista, acabou amenizada por um passeio de fragata pela Baia do Guajará.

https://www.cnnbrasil.com.br/politica/bolsonaro-participa-de-romaria-fluvial-do-cirio-de-nazare-no-para/

UFA !!! é dura a vida de candidato; tem que se submeter a cada coisa.

OS AFRICANOS ESTÃO CHEGANDO

Provavelmente ao longo dos treze anos de existência, em algum  - ou mais de um - dos três mil quatrocentos e quarenta e oito posts publicados, comentei sobre o futebol africano, ou jogado por africanos.

De correria desenfreada, nenhuma disciplina tática (todos os jogadores, dos dois times, estavam onde estava a bola). Não tinham, é bem de ver, nenhum cuidado com preparação física.

E zero de organização e planejamento administrativo/financeiro, marketing e calendários de competições.

Com a absorção de muitos jogadores africanos pelo mercado europeu, eles passaram a conviver com preparação física, obediência tática, aperfeiçoamento técnico e exercitam o convívio social.

O intercâmbio com latino-americanos e mesmo europeus que já não têm a cintura dura; técnicos estudiosos e formados profissionalmente, a evolução dos africanos é bem visível.

Inicialmente oriundi, das diversas colônias europeias na África, agora optam por cidadania do país europeu que os colonizava e onde atuam.

Habilidade técnica eles possuíam alguma, faltava o refino; e disciplina tática estão adquirindo porque atuam em importantes ligas europeias, como inglesa, espanhola, francesa e alemã, apenas como exemplo.

O Riva, que é mais novo do que eu, certamente verá uma Nigéria, um Senegal, um Camarões, uma Gana, uma Costa do Marfim, disputando títulos da Copa do Mundo da Fifa.

Assistindo, como assisto, futebol na Europa, vejo nas equipes de ponta um enorme contingente de negros de origem africana, com seus nomes exóticos para nós, penteados modernosos e muito futebol bonito e competitivo.

Sejam bem-vindos africanos brancos ou negros.



E não só para jogar futebol. Senão também.