sexta-feira, agosto 10, 2012

Sentido conotativo

Este post é um desagravo, em forma de retaliação. Deu-se que um internauta, que frequenta  este espaço virtual como " Anônimo"   fez uma pilhéria (acho eu), a respeito de um comentário de  uma visitante que se intitula "Incógnita".

Aparentemente a "Incógnita" acusou o golpe, ou não assimilou bem, e me mandou o texto que publico aqui, excepcionalmente,  como um post.

Tudo aconteceu em

Escreve a Incónita:

"Na denotação, as palavras apresentam um significante, ou seja, a parte perceptível constituída de sons e grafia e um significado que é a parte do conceito ou plano de expressão. Numa palavra percebemos um conjunto de sons ou sinais gráficos, que nos faz lembrar um conceito.


Por outro lado, a conotação é resultado do acréscimo de outros significados, revestidos de impressões, valores afetivos ou sociais que variam no tempo e espaço. Estes conceitos são diferentes conforme a cultura, a classe social e a época.

Concluindo, o sentido conotativo significa uma linguagem figurada que revela sentimentos e emoções.

O compositor Zé Geraldo, numa música de protesto do final dos anos 70, usa essa linguagem conotativa para expressar o sentimento de passividade do povo frente a corrupção, violência e a impunidade.

http://youtu.be/Q4IJm4QVXng

Milho Aos Pombos
(Zé Geraldo)

Enquanto esses comandantes loucos ficam por aí
queimando pestanas organizando suas batalhas
Os guerrilheiros nas alcovas preparando na surdina suas mortalhas
A cada conflito mais escombros
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos

Entra ano, sai ano, cada vez fica mais difícil
o pão, o arroz, o feijão, o aluguel
Uma nova corrida do ouro
o homem comprando da sociedade o seu papel
Quando mais alto o cargo maior o rombo
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos

Eu dando milho aos pombos no frio desse chão
Eu sei tanto quanto eles se bater asas mais alto
voam como gavião
Tiro ao homem tiro ao pombo
Quanto mais alto voam maior o tombo
Eu já nem sei o que mata mais
Se o trânsito, a fome ou a guerra
Se chega alguém querendo consertar
vem logo a ordem de cima
Pega esse idiota e enterra

Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos
Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça
dando milho aos pombos

Dito isso, quem sabe o Anônimo não se toca que, para identificar uma incógnita se usa apenas o raciocínio matemático, exato, mas que para entender a linguagem é necessário que se tenha sensibilidade.



Nota: Exemplos, com imagens, de significado figurado:



1. Sentido literal: andar na linha / sentido figurado: fugir do que é errado.
2. Sentido literal: chutar o balde / sentido figurado: ficar com raiva.
3. Sentido literal: com a corda no pescoço / sentido figurado: endividado.
4. Sentido literal: encher linguiça / sentido figurado: falar muito.
5. Sentido literal: engolir sapo / sentido figurado: aguentar desaforo, não revidar.
6. Sentido literal: molhar o biscoito / sentido figurado: fazer sexo.
7. Sentido literal: pagar o pato / sentido figurado: levar a culpa.
8. Sentido literal: pendurando as chuteiras / sentido figurado: aposentar-se.
9. Sentido literal: pisar na bola /sentido figurado: errar."



quinta-feira, agosto 09, 2012

Vergonha pouca é bobagem


Como se não bastasse a vergonha protagonizada por alguns atletas de quem muito esperávamos e de quem pouco obtivemos em termos de resultado, agora querem deslustrar o brilho do ouro do Arthur Zanetti e denegrir os resultados do Cielo, já pífios para meu anseio e torcida.

Querem transformar em latão o ouro das argolas obtido pelo Zanetti e colocar sob suspeita os resultados do Cielo, trazendo a tona o caso de doping  registrado em 2011.

Os links a seguir explicitarão melhor os dois casos. Mas sucintamente é o seguinte. Os chineses e alguns "especialistas" estão achando que o ginasta chinês foi garfado na pontuação e o nosso medalhista na prova das argolas, ao contrário, teria sido "favorecido".

http://espn.estadao.com.br/noticia/274137_chines-fala-em-roubo-critica-apresentacao-de-zanetti-e-pede-investigacao-na-final-das-argolas


http://espn.estadao.com.br/noticia/274072_popov-volta-a-disparar-contra-doping-de-brasileiros-na-natacao-e-sugere-aposentadoria-a-cielo

Já o caso do Cielo é conhecido. Ele e mais os nadadores Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinicius Waked foram flagrados em exame antidoping no ano passado, e acabaram absolvidos. O Alexander Popov, ex-nadador vitorioso e agora dirigente esportivo acha que o Cielo deveria ter vergonha da mancha em seu curriculo e parado de nadar.

Hoje aconteceu o que já não é novidade. O Nelsinho do hipismo confirmou o que já estava demonstrado com o Nelsinho do automobilismo. Os Nelsons (Pessoa e Piquet), são de uma geração infinitamente melhor. Vencedora.

O Nelsinho Pessoa ficou em 22º lugar e a culpa foi ... do cavalo. A Murer desistiu de saltar e a culpa foi ... do vento.

22º lugar e a culpa foi do cavalo... que não teve direito de defesa

O Cielo não conseguiu nada nos 100m e ganhou “apenas” o bronze nos 50m e culpa foi do cansaço por ter nadado os 100 metros dois dias antes.


O Bolt corre 100 e 200 metros, participando das séries eliminatórias e das semifinais e chega ao ouro rindo.


Já importamos técnicos conceituados para vários esportes e ainda assim melhoramos muito pouco. Para 2016 só vejo uma solução: importar logo os atletas, e naturaliza-los. Vamos diretamente ao ponto.

Não haverá tempo hábil para formar pessoal competitivo que possa pelo menos nos dar a honrosa classificação que certamente será obtida pela Grã-Bretanha, anfitriã desta vez.

Eles fizeram as obras necessárias para bem receber as delegações e construíram ou reformaram locais adequedos para as competições. Mas trabalharam, também, na preparação dos seus atletas. O terceiro lugar até agora garantido é extremamente honroso.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Requentadas

Nada de novo. As notícias abaixo comentadas são velhas. O intuito é deixa-las registradas no blog.
Quase 11 anos antes do 11 de setembro, NY concluiu o primeiro dos prédios do novo WTC.


Eram majestosas as gêmeas



Certamente o Riva há de estar muito contente. Para quem estrá chegando agora, o Riva é amigo, seguidor e colaborador do blog e visitante contumaz da cidade que nunca dorme.








O jipe-robô Curiosity pousou em solo de Marte. Será que chegamos lá antes deles chegarem aqui. Ou eles estão por aí e nem damos conta da presença deles?


Para os nativos de Marte nosso jipe é um artefato de alienígenas. Minhas histórias infantis estão saindo dos quadrinhos e tomando forma real.

O apetrecho percorreu 567 milhões de quilômetros em quase 9 meses de viagem.

Quando a NASA colocou o homem na lua, meu sogro, muito cético, de pouco saber e muita sabedoria, achou que era truque. Fico imaginando o que diria com a história da colocação de um jipe-robô em Marte.

Ippon, yuko, shido, ochi-gari. Você sabe do que se trata? Não, não se trata de comida como o sushi e tampouco de veículo como Honda. Mas alguns brasileiros sabem muito bem do que se trata. Graças a isso conseguimos 4 bronzes em Londres.

O brasileiro é efetivamente um lutador, como o sertanejo é antes de tudo um bravo.


A Justiça - Alfredo Ceschiatti

A escultura “A Justiça” de Alfredo Ceschiatti, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, ficará corada de vergonha se não forem condenados o Ali Baba e os 38 ladrões do erário. Aliás que, a meu juízo, o Ali Baba não está no banco dos réus. Escapou.

Naquele pretório excelso, já atuaram ministros do porte de Hermes Lima, Aliomar Baleeiro, Nelson Hungria, Orozimbo Nonato, Victor Nunes Leal, Evandro Lins e Silva e outros que dignificaram a Casa com notável saber jurídico e ilibada conduta.



Juliana Veloso tem o passaporte com carimbos de Sidney, Atenas, Pequim e agora Londres e nenhuma medalha olímpica no peito.

Nada de pessoal contra a atleta, que já nos deu alegrias em jogos Pan-Americanos.

Mas peraí, não vamos renovar a equipe de saltos ornamentais? O brasileiro sabe saltar, falta a parte ornamental. Será que teremos que apostar, de novo, pela quinta vez, em Juliana em 2016, aos 36 anos de idade?

Agora em Londres ficou com 28º lugar, na plataforma de 3m. Só não foi pior quando de sua estréia em Olimpíadas, em Sidney, quando foi 35º colocada.

Tem uma italiana, de nome Josefa Idem, que aos 47 anos está disputando sua oitava Olimpída. Compete desde os  Jogos de Los Angeles, em 1984. A diferença é que já conquistou ouro e ainda compete em alto nível na canoagem. Agora mesmo foi a primeira em sua bateria na semifinal.


Josefa Idem

terça-feira, agosto 07, 2012

O show de imagens nas Olimpíadas



A telecnologia subiu ao pódio. Medalha de ouro para os recursos virtuais que estão sendo empregados nas transmissões e que nos permitem acompanhar nas piscinas se e quando os nadadores estão com tempo semelhante aos recordes olímpicos e mundiais.


Nas pistas de corrida a projeção das bandeiras nacionais dos competidores, na largada, permitem que identifiquemos a raia do nosso compatriota.

A cronometragem de tempos que permitem aferir centésimos de segundo, assegurando as marcas com absoluta segurança.



Nas transmissões, as imagens em super câmera lenta nos brindam com imagens fantásticas e que flagram situações curiosas e inusitadas. Hoje, por exemplo, entre outras belas e reveladoras imagens, achei interessante a saltadora, com vara, representante da República Tcheca, ao ultrapassar o sarrafo, sem derruba-lo, e ainda no ar, antes de atingir o colchão que amortece a queda das atletas, já estava de punhos cerrados e agitando os braços, comemorando o feito de superar, no caso, a altura de 4,45m.

Recursos técnicos utilizados nas transmissões permitem conferir se a bola foi dentro da quadra ou se foi fora, nas partidas voleibol, assim como permitem conferir se a bola entrou ou não no goal.

Pena que este recurso e as imagens obtidas não possam ser ainda utilizadas nos jogos de vôlei, como já podem ser nas partidas de tênis, quando os competidores têm direito ao desafio para  conferir num telão se a bola tocou a linha, se a transpôs ou se caiu nos limites da quadra.


 Os níveis de arbitragem estão baixos, de um modo geral, e a utilização das imagens obtidas pelas possantes lentes filmadoras evitaria algumas injustiças.

Nas competições de natação foi possível observar movimentos de pés, pernas e mãos abaixo da superfície da água. Permitiram observar a técnica dos nadadores.

A tecnologia utilizada nos blocos de largada evitou uma desclassificação que seria absolutamente injusta de um nadador que mergulhou antes dos demais competidores e supostamente queimara a largada. Foi apurado que o equipamento eletrônico no bloco de largada dele apresentou defeito o que o confundiu.

As muitas imagens, de diferentes ângulos, e a velocidade lenta,  nos permitiram apreciar a beleza plástica dos movimentos nos nados sincronizados e na ginástica artística. Assim como nos saltos de trampolim e plataforma.





 
Em suma estamos presenciando lindas, curiosas e chocantes  imagens nas transmissões. Acho, a julgar pelo padrão que já atingimos em nossas emissoras, que temos pessoal técnico bem qualificado e se dispusermos dos equipamentos modernos, de última geração, poderemos fazer bonito no quesito transmissões e encantar o mundo com show de imagens, em 2016.




  

segunda-feira, agosto 06, 2012

Cheia de charme e cheia de pichadores


Por
GUSMÃO


Novela com linguagem e foco um pouco diferente do usual, embora o lugar comum da empregada que depois se descobre filha bastarda do patrão, “Cheias de Charme” vem obtendo ótimos índices de audiência para uma novela daquele horário.

Esta apelação comum em folhetins (verossímil pois acontece na vida real), do personagem não conhecer o pai  ou imaginar que é outro, que não o legítimo, que só descobre mais tarde, não compromete, antes pelo contrário ajuda no desenvolvimento da trama.

A trilha sonora, se não foi composta especialmente, se encaixa perfeitamente no enredo. Uma das músicas, esta certamente composta sob encomenda, resume boa parte do roteiro e o clip está bombando na internet.


As atrizes estão muito bem em seus papeis, mas destaco, em especial, o desempenho da Claudia Abreu, que faz a personagem Chayene, uma cantora em decadência que não aceita a perda de prestígio e faz de tudo para se manter no topo. Não tem medidas para desbancar as concorrentes. Simula gravidez, tenta infiltrar empregada, que chama de curica, na equipe do trio de empreguetes (cantoras concorrentes), seduz patrocinador, enfim faz qualquer coisa, sem escrúpulos.

As concorrentes no caso, são três ex-empregadas domésticas que viram celebridades, depois de constituírem um trio de cantoras que circunstancialmente conquistam o público, depois que um vídeo amador vai parar na internet.

O trabalho da Claudia Abreu já foi comparado por alguém com o de Regina Duarte em “Roque Santeiro”. Com efeito a Viúva Porcina e a Chayene têm alguns traços em comum.

O Carrano deve estar muito contente porque o Vasco é citado a todo instante porque é o time de preferência de alguns personagens da trama.

Esta novela, a exemplo de uma de suas antecessoras, intitulada “Cordel Encantado”, que também inovou, pois misturou uma fictícia cidade do sertão brasileiro com um suposto reino de características europeias, são um alento para a mesmice das novelas do chamado horário nobre e que alguém em comentário aqui neste blog, apropriadamente chamou de horário pobre.

Mas o que me levou a propor este post ao blogueiro, foi a presença, na novela, de um moleque, pichador travestido de contestador, típico rebelde sem causa, que pretende reformar o  mundo, transgredindo a lei e cometendo delitos como invasão de domicílio, danos a patrimônio alheio e outras pequenas infrações que estão ficando impunes. Pelo menos até agora.

Crítico do sistema, mas sem conhecimento político ou filosófico, utiliza discurso mofado típico de bonecos de ventríloquo e adotado por aqueles que não têm objetivos na vida, senão a contestação, sem propostas de modelos melhores.

Um tiro n´água dos autores, que estão dando muita visibilidade ao moleque pichador, rotulado na trama de grafiteiro artista.

O personagem precisa ser punido por emporcalhar a cidade e causar danos ao patrimônio de terceiros.

Trata-se de uma arte menor, de desocupados. E o marginal sem preparo contesta pela contestação,  como fim em si mesma.

Uma lástima porque a novela é leve e interessante.


domingo, agosto 05, 2012

Fracasso e decepção

Tinha outra coisa em mente quando resolvi sentar e escrever o post. Mas uma piada que li na internet e uma manchete no jornal de hoje, levaram-me as duas palavras que dão título a estas mal traçadas.

A piada, de gosto duvidoso, um pouco amarga, é que na busca pelo ouro olímpico, nossos atletas não deixam de conseguir o amarelo: amarelam na piscina, amarelam no salto com vara, amarelam no basquete feminino e assim vamos marelando.

A manchete é “E o vento levou...” numa clara alusão a Fabiana Murer, que abortou o último salto “por causa do vento”.

Os nossos atletas são bons de improviso nas desculpas, nas justiticativas. Esquecem da lição de Hubbard, muito pertinente: “Nunca te desculpes. Os teus amigos não precisam de desculpas. Os teus inimigos não acreditam nelas.”

Para nós o vento está sempre contra, o cavalo sempre refuga, a bola bate no aro e não cai na cesta, bate na trave não entra, o cansaço atrapalha, enfim, a culpa é sempre do fortuito, das circunstâncias, do imprevisível.

O Cielo nadou dois dias antes uma prova de 100m, na qual chegou em sexto lugar, um vexame. Ainda sssim na prova do 50m supostamente sua especialidade, ficou com o bronze, sob alegação de cansaço.

Meu Deus! E o Phelps que nadou várias provas individuais e outras de revezamento, por equipe, e ganhou quase todas? Algumas no mesmo dia. Ora, vai te catar.

Não pensem que não vejo méritos no nadador. Afinal o terceiro lugar é honroso e imagino o sacrifício que fez até chegar ao ponto de competir em Olimpíadas. O que pretendo ressaltar é que poderia nos poupar da desculpa. É inaceitável. A desculpa significa confessar  despreparo.

A Fabiana em Pequim perdeu as varas e a medalha; desta feita tinha as varas mas não tinha o vento a favor. “Não existe vento favorável para quem não sabe onde quer ir”. Este aforismo, cujo autor não me recordo, emoldura à perfeição o caso da saltadora.

E os Hypólitos ficam zangados com as criticas. Agora me socoro em Vincent Peale: “O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.”

Atletas como Cesar Cielo, Fabiana Murer, Diego Hypólito e vários outros frustram as expectativas e tiram nosso tesão.  Quem torce por perdedores? O Vasco tem uma enorme torcida na faixa etária entre 65 e 75 anos, porque na década de 1940 e início da seguinte, ganhava muitos títulos. Eu inclusive fiz minha opção pela equipe da Cruz de Malta aos 9 anos de idade (1949) porque criança valoriza heróis e vencedores.

Por falar em Vasco, o projeto olímpico do Flamengo fracassou mais do que o nosso. Quem chamou a atenção para o fato foi um rubro-negro apaixonado, o cronista esportivo Renato Mauricio Prado. Deve ter sido duro para ele admitir resultado pífio no projeto do urubu. O Cielo foi uma das decepções.

Acho uma vergonha um pais com quase duzentos milhões de habitantes, oitava economia do mundo não conseguir formar bons atletas nas diferentes modalidades.

Como nossa formação é multiracial, fruto da miscigenação de diferentes etnias, marca registrada do país, temos biotipos adequados para todas as modalidades esportivas.

Nos últimos anos temos tido empresas que adotam atletas e patrocinam esportes. Temos importado técnicos estrangeiros de boa qualificação para treinar várias modalidades esportivas. Temos participado de competições internacionais para propiciar experiência aos atletas. Fazemos intercâmbio.

E no quadro geral de medalhas ficamos atrás de países que não têm nossa população, nossa diversidade racial e nem nossas riquezas.

Em posts anteriores sobre as Olimpíadas, tivemos alguns comentários que apontavam as causas.

Pessoalmente não acredito em causas. Em tudo há apenas uma única causa, o resto é consequência.

Profissionalismo, nacionalismo e mercenarismo



Há muito o ideal olímpico se transformou apenas numa frase vazia. A profissionalização e o mercenarismo botaram de lado o espírito de que importante é competir.

Que mercenarismo?  Jogadores de basquete, por exemplo,  preferem não participar de olimpíadas para se preservarem para seus clubes, que em última análise são os que  pagam seus altos salários.

Atletas se desentendem por causa das premiações financeiras.

Tem  aqueles que se naturalizam, adotando outra nacionalidade, por dinheiro e benefícios.

Lembro que no passado o futebol olímpico era disputado por amadores, tanto assim que países comunistas, onde não havia futebol profissional, disputavam com adultos, representantes de selecionados militares, enquanto nós mandávamos juvenis. Ou seja, jogador com contrato profissional não participavam.

Assim também no basquete. Engraçado é que temíamos que sendo possível participar com profissionais os americanos venceriam sempre com os Harlem Globetrotters cuja exibição assistíamos, sem saber que o grande inimigo seria a equipe formada por jogadores da NBA, agora permitido.

Os Trotters não obedecem as regras e até as violam para dar cor ao espetáculo mais circense do que desportivo.

O profissionalismo está chegando a tal ponto que na próxima competição de boxe, em 2016, os lutadores já não utilizarão aquela proteção na cabeça.

0 nacionalismo esta dando lugar ao interesse e conveniência pessoais. Tem muito atleta natural de um país competindo por outro em face de naturalização oportunistica.

Nessa linha, sugiro que ao invés de investirmos na formação de jovens desportistas, naturalizemos jamaicanos para competições de velocidade de curta distância; etíopes ou quenianos para corrida de  longa distância; nadadores americanos; lutadores de boxe cubanos; arremessadores de disco, peso  e dardo dos países do leste europeu e jogadores de basquete também americanos, como fizemos com o Larry Taylor que já joga pelo Brasil.

Sejamos pragmáticos. Mas que nacionalismo que nada. Que competir que nada. O importante é ganhar. Volto aos cumprimentos de despedida da Michelle Obama aos atletas americanos quando do embarque da delegação: “Divirtam-se e vençam!”