17 de março de 2026

Água escondida (nheterõîa em tupi)

Uma das teorias mais aceitas é que o termo "Niterói" tem raízes tupi-guarani. A palavra "Niterói" é frequentemente associada à combinação de duas palavras tupi-guarani: "Nety" que significa "água" e "ro'i" que significa "escondida". Portanto, "Niterói" pode ser interpretada como "água escondida" ou "lugar de águas ocultas". Essa interpretação é consistente com a geografia da região, que possui diversas enseadas e áreas de águas tranquilas.

Ao longo dos séculos, o nome "Niterói" passou por diversas variações e adaptações. No período colonial, era comumente escrito como "Nitheroy". Com o tempo, a grafia foi simplificada, resultando na forma atual "Niterói".

Ao fim e ao cabo destas variações, os nascidos e os moradores chegamos a "Nikiti", apelido carinhoso e popular de Niterói. 

A cidade foi fundada em 1573 pelo cacique indígena Araribóia, sendo a única cidade brasileira fundada por um líder nativo.


Ei-lo acima, admirando a Baia da Guanabara, desde o Cento da cidade, na praça que leva seu nome.


Praia das Flechas em dia de mar bravo. Ao fundo o MAC.


Mercado São Pedro

https://cidadedeniteroi.com/cidades/mercado-de-peixes-remonta-a-tradicao-sabor-e-memoria-coletiva-em-niteroi/

Muitas obras no Centro


Na ponta rochosa de Jurujuba (foto abaixo), onde a Baía de Guanabara encontra o oceano, a Fortaleza de Santa Cruz da Barra vigia a entrada do Rio de Janeiro desde 1555. É o sítio de ocupação militar contínua mais antigo das Américas e, com mais de 7 mil metros quadrados, foi a maior fortaleza da América Portuguesa. De dentro dela, o Pão de Açúcar aparece a menos de 1.500 metros de distância, tão perto que parece possível tocá-lo (abaixo).



Em destaque, no centro, a Ilha da Boa Viagem

Interior do Teatro Municipal

Praia oceânica

Panorâmica do Centro da cidade

Notas:

1. Nome e demais informações históricas colhidas via Google e/ou IA. 

2. Nem tudo são flores na cidade. São problemas sérios e urgentes a resolver: ocupação do espaço urbano (ambulantes), sem teto (moradores de rua), trânsito (desordenado) e segurança (precária).

Um comentário:

Jorge Carrano disse...

Moro em Niterói desde os 3 anos de idade, quando para cá, em 1943, meus pais se mudaram. Tive uma boa infância. Pelada na rua São Diogo, então ainda sem asfalto (terra batida), cafifa, pião, bola-de-gude. Brincadeiras diversas (escambida, carniça, chicotinho queimado ...), bons cinemas de rua, boas escolas públicas e privadas, Pronto Socorro municipal nas proximidades do Jardim São João (onde era habitué).
Na juventude boa universidade (UFF), namoricos, bailinhos nas casas das colegas e bailes no IPC, Regatas e Central (sempre convidado pois não éramos sócios), Fiz boas e sólidas amizades.
A cidade só pecava no quesito mercado de trabalho, posto que a proximidade com o Distrito Federal, e depois com a capital do Estado, atrapalhavam o crescimento econômico (só tinha setor de serviços).
Gosto da cidade. Quando dela me mudei, retornei.