A manche chamou minha atenção, de imediato, porque ando perdendo amigos diletos, de diferentes fases e moimentos de minha vida.
E qual é a manchete: "Houve uma época em que os vizinhos se sentavam na calçada para conversar até tarde."
Encontrável através do link a s guir:
Principalmente vizinhos que moravam em casas de vila, como foi meu caso, até os 13 anos de idade.
E não eram só os adultos que tinham este convívio quase diário. Também as crianças ficávamos em conversas e brincadeiras.
Á falta de fotos de época em meu acervo, que sejam ilustrativas, recorro à utilizada na matéria supramencionada porque é bem representativa.
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| https://www.tupi.fm/entretenimento/houve-uma-epoca-em-que-os-vizinhos-sentavam-na-calcada-para-conversar-ate-tarde/ |
Estas outras a seguir, nas quais estão fotografadas minhas irmãs (ambas com seus espíritos seguindo seus caminhos extraterrenos), são as únicas que possuo que dão ideia da vila em que morávamos, que se assemelha à centena de outras na mesma cidade de Niterói, e em outros cantos do país.
Mas eu falava do convívio de nós crianças. Algumas das brincadeiras eram só para meninos, por sua natureza, como por exemplo "carniça", escambida, futebol, pipas, peão, bolas de gude e até, eventualmente, guerra de mamonas, com uso de atiradeiras (estilingue), que ocorria no Morro da Penha, posto que esta vila ficava nas fraldas deste morro, no lado oposto ao mar, no bairro "Ponta D'Areia" (agora Portugal Pequeno).
Tem criança, hoje, que não sabe o que é brincar interagindo com outras. É tudo virtual, sedentário, sem sol e sem sal (sal de suor).
Sim, algumas brincadeiras comportavam a participação feminina, como "pera, uva ou maçã", "chicotinho queimado" e de "pic/esconde".
São muitas as situações, casos e costumes desta época, que afloram a minha memória.
Por exemplo, não raro uma vizinha pedia "emprestado" a outra uma xícara de açúcar, ou dois ovos, ou coisas que tais, que eram religiosamente devolvidos na primeira oportunidade. Se o que foi "emprestado se destinava a fazer uma guloseima, um petisco, não raro como delicadeza e agradecimento, era levado à vizinha um pedaço, umas unidades ou uma fatia, caso se tratasse de bolo, empadinhas ou rocambole.
São muitas as curiosidades, hábitos e tradições de vizinhança, antes dos "arranha céus".
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| Jogo de damas |
As crianças brincavam de roda ou contavam, uma as outras, o filme que assistira num dos vários cinemas do bairro. No nosso caso os cines Rio Branco, Éden e o Odeon. Todos na rua Visconde de Rio Branco, que chamávamos de "rua da praia".
Isso não tem fim, são muitas memórias, histórias, como por exemplo as dos mascates (eles sim ambulantes porque percorriam as ruas apregoando e vendendo seus produtos, como chapeleiros, amoladores de facas, soldadores de panelas, e vendedores de hortaliças, ovos e frutas.
Havia um chapeleiro, que levava apoiados nos ombros uns quantos guarda-chuvas e sombrinhas e anunciava sua chegada entoando "chapeleleiiiiro" (esticando os is, num estilo peculiar.
Se não for traído por estas remotas - mais de 80 anos - lembranças, hígido e disposto voltarei a este tema.
Terei histórias de alguns dos vizinhos, na vila, que eram: alfaiate, dono de loja de bicicletas, comissário de polícia, bancário ...






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