Não sei, mas meu caso talvez possa ser diagnosticado como um dos transtornos neurocognitivos mencionados no título.
Os sintomas já se apresentam aqui e ali. Hoje, por exemplo, estava escrevendo um post através do qual dava sequência as minhas memórias de infância.
Elas emergiam claras. Nomes, situações, paisagens. Tudo bem com o léxico.
Até que, na hora de tirar 10, salvando o texto para publicação. PUFT!!! Sai do programa antes de salva-lo. Irrecuperável no blogger.
Comentando com minha mulher meu aborrecimento, posto que passei boa parte da manhã escrevendo, ela decretou: - escreve de novo, afinal hoje é sábado e você não tem obrigações a cumprir.
Esta capacidade de resumir tudo a um mero transtorno, sem gravidade, sem poder ofensivo, de fácil solução, é característica dela. Um amor de companheira.
Mas como da mesma forma que "não é possível entrar duas vezes no mesmo rio", para mim é impossível reescrever o que já estava concluído. Assim como tenho preguiça até de reler para corrigir concordâncias, grafia e acentuação.
Melhor mudar o tema. À falta de outro, resolvi narrar o incidente, a guisa de recurso literário. Sabem o truque dos cronistas obrigados a produzir textos para publicação diária, que por vezes se sentem sem inspiração, sem criatividade, vácuo no cérebro? Que fazem (e cansei de observar este malabarismo redacional). Eis o recurso que usavam: - estou aqui diante desta folha em branco, tendo horário para entregar o texto à redação e faltam-me inspiração e disposição...
E davam sequência a dificuldade momentânea, ou não, pois bem poderia ser artifício, técnica de beletrista.
Como viram cheguei até aqui ... e salvei a narrativa.
Tenham todos um bom domingo e não se preocupem com o possível transtorno cognitivo que me ameaça. Se e quando ocorrer de fato paro e pronto. Afinal será uma benção não terem que, por amizade, gentileza, ler estas mal traçadas linhas aqui periodicamente publicadas.

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