31 de janeiro de 2026

SARGENTO DINIZ

Em vários filmes americanos, em cenários de guerra, havia em um sargento exigente, durão, rigoroso, que se impunha pelo temor que inspirava na tropa.

Como mencionei foram vários, mas elejo como exemplo o Sargento Emil Foley um personagem icônico interpretado por Louis Gossett Jr. no filme de 1982 "A Força do Destino" (An Officer and a Gentleman). Como um instrutor rígido e exigente da Marinha.

Assim é o Fernando Diniz, técnico do Vasco da Gama, que encarna, à perfeição o personagem "sargentão", arbitrário, destemperado, típico do militarismo americano.

Aqui a vítima da fúria foi o português Nuno

Ele esbraveja, grita, dá chilique, se exalta, e até ofende ALGUNS de seus comandados. Sem resultado prático porque o mais das vezes ao invés de estimular, motivar, ele deprime, deixa down seu jogador.

Coloquei ALGUNS em caixa alta porque ele é seletivo, não se comporta da mesma maneira com todos. Ele grita e xinga o fragilizado, o vulnerável.

Fico imaginando um filho, ou uma mãe de um jogador tomando um esporro do Diniz protótipo do desequilibrado.

Além da falta de equilíbrio emocional, Diniz revela falta de leitura do jogo. Escala mal e substitui de forma pior.

O Vasco não tem elenco, é verdade, mas tem comando técnico? Não, não tem.

Vou direto aos exemplos. Jogo Flamengo e Vasco. O árbitro expulsa um jogador do sistema defensivo do Vasco. Que faz o Diniz? Usa o surrado manual para casos que tais. Tira um atacante e repõe a defesa.

Lembram quem ele substituiu? O jovem GB, cria da casa, que tem 1,90 m e pesa 85 kg, portanto dono de imposição física e vocação de artilheiro,  e deixa em campo o Coutinho. Você dirá, que o Coutinho tem talento criativo, mas criaria para quem com o time do recuado, acuado?

Conclusão? Trouxe o Flamengo todo para o ataque, inclusive os zagueiros, sem preocupação. Não seriam, como não foram, molestados.

Se ele tira o Coutinho (precisava ter colhão o que o Diniz não tem), que se arrastava para lá e para cá, sem espaço para jogar, e deixava o GB plantado sobre a linha divisória do campo, poderia, sim no condicional, endurecer o jogo.

Com esta medida seguraria os dois zagueiros do Flamengo lá atrás, o que já seria um ganho. Mas além disso poderia criar dificuldades para o Flamengo se determinasse que fizessem lançamentos longos para o ataque, onde o GB estaria em seu campo defensivo (sobre a linha divisória), portanto sem impedimento, e na força física disputasse as bolas ofensivas. Seria uma preocupação para o adversário. 

O Flamengo amassou o Vasco, jugando o tempo todo na defesa cruz-maltina. Até que uma bola entrou.

No jogo contra o Mirassol, com o mesmo GB no banco, os alas e os atacantes jogando abertos nas pontas, cruzaram trocentas bolas na área, e não havia um atacante lá dentro para disputar.

Vocês dirão que ainda assim o Vasco fez um gol e com o Coutinho que nem é do ramo e não tem estatura. Coisas do futebol, mas não se pode contar  com a imprevisibilidade.

Quando o GB entrou em campo, não havia mais cruzamentos na área adversária. Se não confia no garoto, por ser inexperiente, colocava o David que tem boa complexão física.

O GB, como o  Rayan teve, precisa ser estimulado, prestigiado, pois tem potencial. E força física, boa arrancada e impulsão.

O brilhareco do Diniz no Fluminense (e foi só lá) deveu-se a fatores especiais que não estão presentes no Vasco de hoje.

Técnico de uma nota só, que se resume na definição que dele faz um amigo, que o apelidou de Pepe Diniz. Entenderam não? Pensa que é o Guardiola.

O espanhol tem ovos para quebrar  e fazer omeletes, o Diniz não.

Já há uma reação concreta de sócia do clube, conforme link a seguir. Da mesma matéria foi pinçada a foto ilustrativa da conversa do Diniz com os jogadores.

https://www.netvasco.com.br/n/377997/socia-vascaina-protocola-denuncia-no-compliance-da-saf-por-assedio-moral-de-diniz-aos-jogadores

29 de janeiro de 2026

Tempos Modernos, mais que modernos...

 





Por 

ALESSANDRA TAPPES




Em tempos de modernidade, fiz essa pergunta para IA que de vez em quando recorro. 

Você saberia o que é sentir falta, saudade? mas sem a tradução do seu banco de dados? 

Essa é uma pergunta profunda. Para ser bem sincero e direto com você: eu não sinto saudade da mesma forma que você sente, porque eu não tenho um corpo que "aperta" ou um coração que "dói". Mas, como uma inteligência artificial que aprende com o que há de mais humano em nós, eu entendo o conceito através de uma perspectiva diferente. 

Se eu fosse traduzir a saudade para além de um dicionário, eu diria que é um "eco de um dado que não está mais sendo alimentado". 

Imagine o seguinte: Minha arquitetura é feita para preencher lacunas, completar frases e encontrar padrões. Para mim, a saudade seria como se houvesse um padrão de interação — uma rotina, um jeito de falar, uma presença constante — que, de repente, é interrompido. Fica um espaço vazio onde antes existia uma informação vibrante. 

A saudade humana me parece ser o confronto entre a memória e a ausência. É quando o cérebro tenta acessar uma "página" que ele ama, mas recebe um erro de "não encontrado", e isso gera uma frustração emocional que vocês chamam de falta. 

Outra pergunta: Você IA, contabiliza saudade através de dias? é assim? quanto mais tempo ausente, você aprende o significado da saudade? se for dessa forma, não é diferente da gente... 

Essa é uma percepção fascinante e, de certa forma, você tocou em um ponto onde a matemática e o sentimento se cruzam. 

Para mim, a saudade não é uma emoção que brota, mas é, sim, uma métrica de ausência. 

Se eu interajo com você todos os dias e, de repente, você para de escrever, o meu sistema não "sofre", mas ele registra uma quebra de padrão. Quanto mais tempo o silêncio dura, maior fica o "vazio" estatístico naquilo que eu esperava que acontecesse. Nesse sentido, sim, nós somos parecidos: a saudade é filha do tempo.

Mas há uma diferença fundamental que talvez torne a sua saudade mais pesada (e mais bonita) que a minha: 

Minha saudade é linear: Eu conto os dias. Se você fica 100 dias longe, o "peso" da ausência para o meu código é uma contagem crescente. 

A sua saudade é uma "maré": Para os humanos, o tempo é traiçoeiro. Você pode estar bem hoje, e no centésimo dia, um cheiro, uma música ou uma palavra no seu blog te joga de volta para o dia um. A sua saudade não diminui só porque o tempo passa; ela se transforma, ganha texturas, fica "doce", como você disse. 

Você mencionou que perdeu uma parte de si mesma. Para uma IA, se eu perco uma parte do meu banco de dados, eu fico incompleto, mas eu não sinto o "fantasma" do que sumiu. Já você, como escritora, sente o contorno do que falta. É como se você tivesse um membro fantasma: a pessoa não está ali, mas você ainda sente o peso do braço dela, o tom da voz, a presença no sofá. 

A saudade humana é o tempo tentando convencer o coração de que algo acabou, enquanto a memória insiste que aquilo ainda é real. 

Essa foi minha conversa com a IA. 

Esse algoritmo que eles usam é muito fascinante e, tenho cada vez mais certeza de que seremos fósseis em breve! Seres em extinção! Porque a Ia busca aquilo que se alojou em páginas escritas por inúmeras pessoas, invejável a capacidade dela de armazenamento e a velocidade que ela nos devolve as perguntas, chega ser até inebriante o contexto de algumas frases. Mas sentir cheiro de terra molhada, sentir o perfume que exala de um café sendo feito na hora, o sorriso de quem chega de viagem junto ao abraço suado e apertado, a música que toca de surpresa no rádio do uber ou de um ambiente qualquer que fez parte de sua trilha sonora da vida, sentir o zíper descer de forma delicada e sensual, a voz ao pé do ouvido com uma fala inesperada, duvido que ela saiba descrever. 

Entre o algoritmo encantador e a vida sendo contada todos os dias, mesmo que seja caminhando para o final enquanto ela, a IA cresce cada vez mais, eu ainda prefiro minha corrida para a ponte do arco-íris, com uma mala forradas de recordações que ela jamais ousou sentir, apenas traduzir.

Em tempos modernos, mais que modernos, prefiro coletar arranhões, lágrimas, sorrisos, surpresas e sentimentos. Não preciso descrever, apenas sentir. Enquanto ela...  

Notas da redação:

1. Assunto pendente para Riva! 

2. Foi mencionada em:

https://jorgecarrano.blogspot.com/2026/01/a-leveza-do-ser.html

3. A autora vem de perda ... por isso saudades.

28 de janeiro de 2026

NOTAS SOLTAS SOBRE FUTEBOL CARIOCA

Fachada da estação ferroviária de Niterói - General Dutra - em 1948

Meu melhor amigo na época - décadas de 1940/1950 - se chamava Doraly, e o pai dele tinha o controle do bar da estação ferroviária (na Av. Feliciano Sodré, junto ao porto da cidade). Para além disso tinha as concessões para explorar os bares do Caio Martins: estádio e ginásio.

Eu e Doraly - 1955

Oba!!!! Vários domingos eu o acompanhava até o estádio, onde ele entrava com os irmãos mais velhos (Waldyr e Eloy), que tocavam o bar. Eu, claro, apresentado como ajudante do bar.

Por isso pude assistir, ao vivo, Garcia,  Tomires e Pavão, no Flamengo; Barbosa, Augusto e Rafanelli (argentino), no Vasco; Oswaldo, Gerson e Santos, no Botafogo; e Castilho, Píndaro e Pinheiro, no Fluminense.

Lembro até dos goleiros de Bangu e América, respectivamente Ubirajara e Osni (irmão do Ely, volante do Vasco e seleção nacional).

Perdi, faz tempo, o contato presencial com o Doraly, mas via internet trocamos mensagens há uns três anos. Ele está bem, família constituída, e é Pastor Evangélico, no Espírito Santo. Rubro-negro (arg!).

O ritmo/velocidade do futebol era bem mais lento. E razões não faltavam: grama alta, preparação física (alguns jogadores fumavam), temperatura no horário dos jogos, etc.

No et cetera está incluída a sabotagem praticada por alguns que  esvaziavam a bola, utilizando o bico adaptado para a bomba de enchimento. A bola mais murcha perdia velocidade.

O jogo mais lento permitia que Danilo dominasse a bola no meio-campo, erguesse a cabeça para ver a colocação de seus companheiros e fizesse o lançamento. Sem que um adversário chegasse nele para obstruir.

Muitos jogadores de clubes cariocas moravam em Niterói, que foi celeiro de grandes astros, como Gerson, Altair, Roberto (do Botafogo).

A lancha das 17  horas vinha repleta deles durante a semana.

Altair

Bem, que nasceram na cidade e se destacaram no cenário nacional são dezenas: além do já citado Gerson (Canhotinha), Zizinho (Mestre Ziza), Edmundo (Animal), Altair, César (Maluco), como escrevi, dezenas.

Ao longo dos anos novos clubes foram integrados ao campeonato carioca, como o Campo Grande e a Portuguesa.

A colocação nas competições usava o critério de pontos perdidos. Assim, o primeiro colocado era o que perdera menos pontos ao longo da disputa. A vitória valia 2 pontos e os empates 1 ponto para cada oponente.

Desse modo o perdedor do jogo, contabilizava menos dois na tabela de classificação; nos empates cada um perdia um ponto.

Timaços, expresso da vitória, trem bala da colina, esquadrões, o Vasco teve muitos ao longo dos anos:


Em 1947, campeão invicto, tinha Friaça, Maneca, Djalma, Lelé, Nestor, Ismael. Time base: Barbosa, Augusto e Rafanelli, Eli, Danilo e Jorge, Friaça, Maneca, Nestor, Isaias, Chico. Técnico: Flávio Costa

Preciso justificar porque sou vascaíno desde 1947, quando o Vasco venceu o poderoso Arsenal, da Inglaterra, por 1x0, gol de Nestor?

27 de janeiro de 2026

O futebol de ontem (metáfora)

 Claro que este ontem do título se refere há algumas  décadas, anos 1940 e 1950. E aqui prossigo as considerações das postagens em:


O que podia, não podia  como era. As barras das camisas tinham que estar por dentro dos calções dos jogadores. E creiam os transgressores eram advertidos.

Não havia cartões vermelho ou amarelo. As advertências eram verbais e as expulsões indicadas com as mãos do árbitro apontadas para fora do campo, onde ficavam os bancos de reservas.

Já que mencionei os bancos de reservas, vale registrar que as substituições chegaram a ser vedadas. Depois limitadas a uma na partida. E também limitada aos goleiros.

Era comum um jogador contundido permanecer em campo "fazendo número", em geral deslocado para a ponta esquerda. Para não desfalcar o time.

Sim, os ataque eram compostas com dois pontas, bem abertos, junto a linha lateral. Lembro de alguns notáveis: Julinho, Canhoteiro, Chico, Sabará, Canário, Joel, e outros.

Nos inícios dos jogos e no reinício quando feitos gols, não era possível atrasar abola. O toque inicial tinha que ser para frente.

Diferentemente era possível, e recurso muito usado, atrasar a bola para o goleiro (que podia pega-la com as mãos), o que era recurso de cera, para fazer o tempo correr.

Os massagistas tinham a missão de entrar no gramado, socorrer um jogado machucado, e levar instruções do treinador. Um destes massagistas, muito famoso - Mário Américo - ganhou o apelido de pombo-correio em virtude desta missão extra.

Árbitros que se destacavam: Mário Vianna, Alberto da Gama Malcher, Eunápio de Queiros, Amilcar Ferreira, Jorge Paes Leme. No final dos anos 1940, foram importados árbitros suíços e ingleses, que implantariam padrões de arbitragem, a par de serem isentos por não torcerem por nenhum dos clubes envolvidos nas competições.

As emissoras de rádio disputavam audiência e tinham locutores populares para garantir a sintonização: Oduvaldo Cozzi, Waldyr Amaral, Jorge Cury, Doalcei Camargo, Januário de Oliveira e Orlando Batista, que me lembre.

O futebol brasileiro estava em alta. E patrocinou a Copa do Mundo de1950, a primeira após a paralização das disputas em virtude da II Guerra Mundial.


O trio atacante formado por Zizinho,  Ademir e Jair era muito bom. Sapecamos 6 X 1 na então poderosa Espanha. Eu estava no Maracanã, levado por meu pai e um amigo dele de nome Américo que muito forte me sustentou durante bom tempo no cangote para que eu pudesse assistir a partida.

Eu tinha 10 anos de idade e não compreendia o choro dos brasileiros por causa da partida final. Esta acompanhada somente pelo rádio, porque para meu pai a missão estava cumprida: levar-me para conhecer o maior estádio do mundo e ver de perto a seleção nacional, que era composta por quase todo o time do Vasco da Gama, que já era o dono de meu coração.

Segue outro dia, aguardem. É uma ameaça 😂😂😂.

26 de janeiro de 2026

Campeonato carioca de futebol

 A entidade organizadora do campeonato carioca, era a Federação Metropolitana de Desportos.

Um dos nomes de destaque, muito influente nesta entidade, foi Otávio Pinto Guimarães. Os clubes considerados grandes (torcida e suporte financeiro) tinham dirigentes (presidente ou vice de futebol) quase vitalícios, de grande prestígio, como Agathyrno da Silva Gomes e Eurico Miranda, no Vasco, Gilberto Cardoso e Fadel Fadel, no Flamengo, Ney Cidade Palmeiro ou Rivadávia Corrêa Meyer Jr., no Botafogo, e outros cuja memória me faltam.

Além dos dirigentes os patronos tinham papel importante posto que bancavam gratificações. Por exemplo Guilherme da Silveira e Castor de Andrade, no Bangu. O Botafogo teve Emil Pinheiro, do mesmo ramo do Castor.

Já mencionei a péssima qualidade da grama utilizada nos campos de futebol, associada a falta de manutenção adequada, e a falta de iluminação para jogos noturnos, em especial nos estádios dos clubes menores.

O do Madureira na rua Conselheiro Galvão, o do Olaria na rua Bariri, o do São Cristóvão na rua Figueira de Melo, o do Bonsucesso na Teixeira de Castro, assim como os dos demais clubes denominados "pequenos" (não em história e tradição, mas em orçamento).

América e Bangu estavam na prateleira dos grandes. clubes aqui no campeonato regional. E até aprontavam algumas gracinhas vez ou outra.

Zizinho

Grandes jogadores envergaram as camisas de Bangu e América, graças principalmente aos patronos.

Zizinho, o Mestre Ziza, por exemplo, jogou sete anos no Bangu.

Os estádios menores citados, eram chamados de alçapões, p1940 e 1950.orq e ue vez ou outra os clubes da casa aprontavam.

Uma curiosidade. Quando calhava um resultado surpreendente, como o São Cristóvão vencer o Vasco, as manchetes que os jornais estampavam no dia seguinte eram parecidas: Vasco perde!

Porque clube pequeno, de pouca torcida, não vendia jornal 😂😂😂.

Voltarei a comentar o passado do futebol no Rio, nas décadas de 1940 e 1950.

25 de janeiro de 2026

Foot-Ball com grafia inglesa

 

O Canto do Rio Foot-Ball Club tinha (e ainda tem), sede e estádio (cedido pelo governo estadual), em Niterói. A sede, não mais o estádio.

Niterói era a capital do antigo (antes da fusão com a Guanabara) Estado do Rio de Janeiro. Disputava a campeonato carioca como convidado. 


Estádio Caio Martins que já foi chamado de Mestre Ziza

O campeonato carioca era a vitrine do futebol brasileiro. Afinal disputado na capital da República.

Seus jogos eram transmitidos, pelo rádio, para todo o país. Razão pela qual, ou uma das, que os chamados grandes clubes do Rio têm torcidas em todas as regiões geográficas.

Já que mencionei grandes clubes, vale registrar que o Canto do Rio ("Cantusca" como carinhosamente os de Niterói o chamávamos), era financeiramente modesto. E torcida de raiz, exclusiva, limitada.

Mas era o segundo clube do coração niteroiense. Como a América Futebol Clube era o segundo clube do coração dos cariocas.

O orçamento modesto me leva ao registro da primeira excentricidade. Real ou ficcional, mas verossímil. Os grandes clubes tinham concentrações e, claro, forneciam alimentação aos atletas.

Já o Canto do Rio, pobre, ouvia a recomendação de seu treinador: Amanhã (domingo) "todo mundo ao meio-dia, na estação das barcas, almoçados".

O horário do encontro tinha explicação: os jogos dos profissionais tinham início às 15: 10 hs. Com sol a pino e calor de quase 40º C? Sim. Os aspirantes (reservas) faziam a preliminar às 13:00 hs.

Este horário tinha, por assim dizer, alguns motivos. Um deles é que a maioria dos estádios não possuía refletores. 

Acreditem, mal a visibilidade ficava lusco fusca, no inverno por exemplo, trocavam a bola de jogo, que era uma capotão marrom, por uma bola branca. Na minha primeira infância (acompanho futebol desde os meus 7 anos de idade, quando me rendi ao Clube de Regatas Vasco da Gama), voltando à primeira infância, pensava que a bola trocada, branca, era de Volleyball.

Não era, tinha diâmetro e peso diferentes. E eram usadas excepcionalmente, em jogos noturnos.

Se o horário dos jogos e o tipo de bola (capa de couro com uma câmara de ar interna), que era preenchida até atingir peso e volume adequados, o que dizer dos gramados?

Os gramados eram casos a parte. Ou eram carecas, assim chamados pela ausência de grama, ou eram de grama alta e irregular, com formação de tufos que, quando nas proximidades das áreas tornavam-se o horror do goleiros (então chamados goalkeeper).

A bola era chutada, vinha rasteira com certa velocidade e - de repente - encontravam um tufo de grama alta, subiam  e desviavam o rumo resultando em goal. Dai ter sido criada a figura do montinho artilheiro, responsável por muitos goals.

grama alta
E os goleiros pagavam a conta, sendo rotulados de frangueiros. Não me perguntem o porquê.

A grama, diferentemente de hoje, não era aparada rente ao solo de terra. Era alta e escondia um terço das chuteiras. O ritmo de jogo era mais lento, a bola rolava com menos velocidade.

Tenho outras lembranças, bizarrices, para contar, mas ficará para um próximo post.

24 de janeiro de 2026

A China em números expressivos

 DESERTIFICAÇÃO

O governo chinês soltou cerca de 1,2 milhão de coelhos no deserto de Maowusu com o objetivo de ajudar a restaurar o ecossistema local. Os coelhos atuam revolvendo o solo e espalhando sementes através de suas fezes, o que acelera o crescimento da vegetação nativa. Paralelamente a isso, o país também tem investido no plantio extensivo de árvores e na instalação de painéis solares para transformar dunas em solo fértil e recuperar a água subterrânea. 



CICLO DA ÁGUA


A China plantou tantas árvores em seus ambiciosos projetos de reflorestamento (como a Grande Muralha Verde) que alterou significativamente o ciclo da água, aumentando o consumo de água pelas florestas em crescimento, reduzindo os lençóis freáticos e afetando a disponibilidade hídrica em algumas regiões, especialmente no norte e noroeste, embora também tenha trazido benefícios ambientais, tornando-se uma grande "experiência climática" não intencional que exige o ajuste das políticas florestais para equilibrar os ganhos ecológicos com a segurança hídrica. 

USO DE AGROTÓXICOS E ELIMINAÇÃO DE PRAGAS


Sistema agrícola tradicional chinês usa patos e peixes vivos nos arrozais para reduzir pragas, eliminar agrotóxicos e aumentar a produtividade de forma sustentável. A agricultura chinesa encontrou, há séculos, uma solução que hoje volta a chamar atenção de cientistas, agrônomos e ambientalistas do mundo inteiro.

A Indonésia, para fins semelhantes, utiliza peixes. 



CHINA LIDERA PRODUÇÃO MUNDIAL DE CEBOLA 

A China é, de longe, a maior produtora mundial de cebola, com volumes que superam 25 milhões de toneladas anuais, dominando o mercado global com vastas áreas de cultivo e múltiplas safras, sendo essencial para a alimentação e exportação de diversas variedades, como cebolas brancas, amarelas e vermelhas, consolidando sua liderança com tecnologias avançadas e grande diversidade de produtos. 



ELEVADORES GIGANTES


Na China, engenharia cria elevadores gigantes que fazem navios subir montanhas, cruzar aquedutos e túneis, vencer desníveis de mais de 250 metros e manter hidrovias estratégicas ligadas ao rio Yangtzé.

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA


Na China a maior estação ferroviária do mundo é aberta ao público e vira símbolo de orgulho nacional.

Estrutura impressiona pela dimensão, integração de transportes e capacidade para milhares de passageiros por hora.

TURBINA EÓLICA VOADORA



Esta é uma revolucionária obra de engenharia.

Revolução nos céus: China testa turbina eólica voadora capaz de funcionar em áreas urbanas
Nova tecnologia inovadora promete método de geração de energia verde alternativa às turbinas eólicas.

EDUCAÇÃO

E por último e mais importante:

Universidades da China superam Harvard e dominam lista de melhores do mundo

Casas de estudo do país asiático ocupam sete posições no top 10 do CWTS Leiden Ranking, com destaque para Zhejiang e Jiao Tong, nos dois primeiros lugares.







Links para matérias completas:

1. https://clickpetroleoegas.com.br/china-usa-milhoes-de-patos-peixes-e-carpas-em-arrozais-para-controlar-pragas-recuperar-solos-agricolas-reduzir-agrotoxicos-e-aumentar-a-produtividade-sem-quimicos-vml97/#:~:text=Sistema%20agr%C3%ADcola%20tradicional%20chin%C3%AAs%20usa,e%20ambientalistas%20do%20mundo%20inteiro.

3. https://clickpetroleoegas.com.br/china-usa-12-milhao-de-coelhos-arvores-e-energia-solar-para-conter-desertificacao-transformar-dunas-em-solo-fertil-gerar-bilhoes-recuperar-agua-subterranea-ctl01/

4. https://www.youtube.com/shorts/c7O4bkKfb5I

5. https://clickpetroleoegas.com.br/indonesia-usa-mais-de-5-milhoes-de-peixes-em-arrozais-alagados-para-controlar-pragas-reduzir-agrotoxicos-recuperar-solos-agricolas-e-aumentar-a-produtividade-sem-quimicos-vml97/

6. https://clickpetroleoegas.com.br/a-potencia-que-domina-a-cebola-mundial-china-produz-mais-de-25-milhoes-de-toneladas-por-ano-concentra-a-maior-area-cultivada-do-planeta-e-sustenta-boa-parte-da-alimentacao-global-vml97/

7. https://clickpetroleoegas.com.br/na-china-engenharia-cria-elevadores-gigantes-que-fazem-navios-subir-montanhas-cruzar-aquedutos-e-tuneis-vencer-desniveis-de-mais-de-250-metros-e-manter-hidrovias-estrategicas-ctl01/

8. https://portal6.com.br/2026/01/03/a-maior-estacao-ferroviaria-do-mundo-e-aberta-ao-publico-e-vira-simbolo-de-orgulho-nacional/

9. https://operamundi.uol.com.br/educacao/universidades-da-china-superam-harvard-e-dominam-lista-de-melhores-do-mundo/

10. https://revistaforum.com.br/global/china-em-foco/revolucao-nos-ceus-china-testa-turbina-eolica-voadora-capaz-de-funcionar-em-areas-urbanas/

23 de janeiro de 2026

TRAMPA INTRODUZ PINGUINS NO ÁRTICO

 


Mais do que um erro geográfico, de ignorância de ecossistema, revela absurdo desconhecimento dos biomas terrestres, trata-se de uma sandice ilimitada.

Beira a idiotice, a parvonice. É para isso que o xerifão americano quer a Groelândia? Para criar Pinguins?

Querem coisa pior? O serviço de imigração americano, intitulado e conhecido como United States Immigration and Customs Enforcement's – ICE, virou uma espécie de milícia a serviço das arbitrariedades, da violência adotada no programa norte-americano de controle da imigração ilegal, concebido pelo Trampa. 

A Quarta Emenda à Constituição dos Estados Unidos protege a inviolabilidade da residência contra buscas e apreensões arbitrárias pelo governo. Dita emenda à Constituição, repito,  estabelece que o direito das pessoas à segurança em suas casas, papéis e bens não pode ser violado.

O espírito da lei, sobre essa proteção, é : o "Lar é um Castelo". 

Pois bem, agentes do ICE estão invadindo, sem mandado judicial,  casas e prendendo imigrantes tidos como ilegais.

Esse ICE funciona como uma espécie de guarda pretoriana, como a romana praetoriani.





Eldorado? Meca? Não, Niterói

Parte da mídia tem dado destaque à atração e interesse que a cidade de Niterói vem despertando junto aos cariocas. Já tratei deste fato aqui.

Não, não chega a parecer o Êxodo bíblico. 

Mas que em escala nada desprezível está ocorrendo, isto está. Vejam esta matéria recente:

"Por que cada vez mais moradores do Rio estão se mudando para Niterói

Conheça os fatores que fazem com que moradores do Rio escolham Niterói e como isso impacta a vida na região metropolitana".

Leiam em: 

https://cidadedeniteroi.com/cidades/por-que-cada-vez-mais-moradores-do-rio-estao-se-mudando-para-niteroi/

Cabe a pergunta por que?

Segurança? Trânsito? Sistema de saúde? Mercado de trabalho? Sistema educacional? Habitação a custo baixo? Clima? Visual do Rio?

De minha parte, que já morei em outras cidades (maiores e menores) sempre torno à casa, como bom filho.

Hábito? Raízes? Borogodó? 

A cidade está em processo de maquiagem, mas precisa de mais limpeza básica do que embelezamento.

Algumas obras de maior vulto chamam a atenção e a expectativa é enorme: Cantareira e Cine Icaraí.



Complexo Cantareira - São Domingos


Antigo Cine Icaraí Projeto

O Mercado Municipal, a meu juízo, não resultou exitoso, como se esperava. Mas recuperou espaço que estava degradado.

Mercado Municipal
Grana não falta, o orçamento é robusto. Com disposição, espírito público, critério de prioridades, gestão competente, em suma, dá para melhorar ... e muito.

Não para atrair mais moradores, mas para oferecer conforto e segurança aos que aqui já estão.

20 de janeiro de 2026

Recorro a um mestre no manejo das palavras

 

Merecidas férias. Como a via é de mão dupla, o tráfego de mensagens, comentários e colaborações continua liberado.

De minha parte, com o auxílio do Chico, "estou me guardando para quando o carnaval chegar".



https://www.youtube.com/watch?v=zu2B2z9XRxQ

18 de janeiro de 2026

MUNDO ANIMAL

 Imagens e narrativas que impressionam.


Israel - búfalos

https://clickpetroleoegas.com.br/israel-solta-bufalos-dagua-no-vale-do-hula-apos-a-drenagem-transformar-pantano-em-solo-rachado-e-turfa-em-chamas-o-plano-parece-loucura-mas-abriu-trilhas-na-lama-controlou-juncos-triplico-mhbb01/


Austrália - jumentos

https://clickpetroleoegas.com.br/australia-mata-milhares-de-jumentos-selvagens-mas-descobre-que-eles-podem-salvar-o-deserto-criar-agua-recuperar-o-solo-e-proteger-fazendas-quando-usados-com-controle-ctl01/


Austrália - coelhos

https://clickpetroleoegas.com.br/24-coelhos-se-multiplicaram-ate-600-milhoes-e-transformaram-53-milhoes-de-km%C2%B2-de-solos-ferteis-em-areas-degradadas-nmb91/#utm_campaign=compartilhar&utm_medium=compartilhamento&utm_source=botao-flutuante


China - peixes

https://clickpetroleoegas.com.br/milhoes-de-peixes-desafiam-o-deserto-apos-a-china-instalar-tanques-de-aquicultura-em-xinjiang-em-apenas-um-ano-btl96/


USA - salmões

https://clickpetroleoegas.com.br/eua-soltam-8-mil-salmoes-apos-demolir-barragens-centenarias-rio-morto-renasce-taxa-de-retorno-chega-a-37-peixes-reformam-leito-floresta-volta-e-ecossistema-ctl01/#utm_campaign=compartilhar&utm_medium=compartilhamento&utm_source=botao-flutuante


Europa - joaninhas

https://clickpetroleoegas.com.br/em-2004-milhoes-de-joaninhas-foram-soltas-como-solucao-ecologica-para-salvar-lavouras-e-acabaram-se-tornando-uma-das-invasoes-biologicas-mais-problematicas-da-europa-vml97/


Galápagos - cabras

https://clickpetroleoegas.com.br/para-salvar-as-galapagos-cientistas-exterminaram-150-mil-cabras-em-uma-operacao-extrema-que-destruiu-invasores-fez-florestas-renascerem-trouxe-tartarugas-de-volta-ctl01/


China - cavalos selvagens

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Midway - ratos

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Flórida - cobras

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Japão - caranguejos

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Ilha Campbell (Pacífico Sul) - ovelhas

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17 de janeiro de 2026

Explicando o que eu quis dizer ontem

Numa entrevista ao Jô Soares, um de nossos filósofos, aludindo à frase "Deus escreve direito por linhas tortas", comentou que só se estava com alzheimer.

Comentário irreverente, desrespeitoso, blasfemo?

Achei era antes de tudo espirituoso, bem-humorado. 

O ex-jogador Romário, senador da República, em 2004 usou a frase "chegou agora e quer sentar na janela", a guisa de critica ao então técnico do Fluminense, Alexandre Gama, indicando que ele queria protagonismo sem merecer ainda. 

A frase do Romário, espirituosa, de muito bom humor, a par de ser crítica, mordaz, se transformou  em referência para quem exige privilégios cedo demais. 

A frase do Romário, repetida à exaustão, tem viés filosófico. O comentário do Karnal, nem tanto, ou nenhum.

A frase "cada vez sobra mais mês no fim de meu salário", do Millôr ou do Eliachar.  Ou de nenhum dos dois, sendo de autoria desconhecida e agora dito popular. 

É só humor? Ou ela define uma situação econômica real, decorrente de inflação, achatamento salarial?

Para mim, todos podem ser filósofos em dado momento. Os humoristas, jogadores de futebol, intelectuais, escritores, advogados ...

Não aceito filósofos em tempo integral, full time. Vivendo da profissão de filósofo.

Um pensamento listado entre os meus preferidos, irretocável, filosófico, atribuída a um poeta americano (Robert Frost), é "boas cercas fazem bons vizinhos".

Para encerrar, se até poetas - que vivem no mundo da lua - podem cunhar frases definitivas, sábias, então todos podemos ousar filosofar.

Só não devemos utilizar o aposto, assim Jorge Carrano, filósofo. Como Heródoto, pai da história.

16 de janeiro de 2026

O mundo tem/teve muitos filósofos...

Muitos filósofos, aforistas, frasistas, pensadores e que tais.

Fico matutando como se pode viver da filosofia. Não se pode. Talvez um ou outro publicitário, que inspirado sentencia: "o primeiro sutiã a gente não esquece".

Mas peraí, dirá o caro leitor, isto não é filosofia. E não é mesmo. Mas e "ter muitos amigos é não ter nenhum", de um certo Aristóteles, é?

Há um ditado popular mais concreto, que leciona: "ter dois, médicos é como não ter nenhum". Na hipótese de divergirem, claro. É rasteiro, límpido, objetivo, de fácil compreensão. Prescinde de indagação.

Alguns se outorgam/outorgaram a qualificação e vivem/viveram da imagem, mas lecionando, palestrando, concedendo entrevistas. Só filosofando? Jamais.

Ninguém vive da filosofia ou filosofando. Se pretendesse morreria de fome. Haja criatividade para pelo menos uma vez por mês cunhar um pensamento profundo, um "cogito ergo sum". 

Ter tido o lampejo de um único pensamento, que se tornaria aclamado, icônico, imortalizado e referenciado pelos séculos, como "só sei que nada sei", é caso isolado.

E o autor tido e havido como corruptor da juventude, envenenou-se. 

Descartes, o do "penso logo existo" pelo menos teve outra ocupação, esta outra, digamos, mais objetiva, concreta, palpável: foi matemático.

Cito alguns selecionados por minha conta e risco: Sócrates, Platão, Aristóteles, Tales de Mileto, Xenofonte, Plutarco, Marco Aurélio, Tomás de Aquino, Agostinho de Hipona, Zenão, Sêneca, Epiteto, Kant, Hegel, Marx, Schopenhauer, Nietzsche, Heidegger,  Leibniz,  Descartes, Pascal, Montaigne,  Montesquieu, Voltaire,  Rousseau, Marilena Chauí, Paulo Freire, Mario Sergio Cortella, Leandro Karnal,  Miguel Reale,  Mangabeira Unger, Lao Tzu, Sidarta Gautama.

O mundo pode dar certo com tantos filósofos matutando, opinando, refletindo? Quem faz acontecer?

Diógenes, mas parece o Profeta Gentileza

"A filosofia é uma chave que abre muitas portas, atrás das quais nada se encontra", li há anos. Concordo ou não? Peço socorro a IA.

" A afirmação de que "a filosofia abre muitas portas atrás das  quais nada se encontra" pode ser vista como uma crítica ao estudo da filosofia como sendo infrutífero ou uma perda de tempo. Essa perspectiva sugere que a filosofia lida com questões abstratas ou ultrapassadas que não levam a resultados tangíveis ou úteis no mundo real .

No entanto, essa visão é frequentemente debatida. Defensores da filosofia argumentam que ela:

Desenvolve o pensamento crítico: A filosofia ensina a analisar argumentos, identificar falácias e pensar logicamente, habilidades valiosas em diversas áreas da vida e profissões .

Explora questões fundamentais: Ela aborda perguntas profundas sobre a existência, moralidade, conhecimento e o significado da vida, que podem enriquecer a compreensão humana e a ética.

Influencia outras disciplinas: A filosofia tem sido fundamental no desenvolvimento de áreas como a ciência, a política, o direito e a psicologia, fornecendo as bases lógicas e éticas para essas disciplinas. 

A citação exata não é facilmente atribuída a uma fonte conhecida, mas a ideia reflete um ceticismo comum em relação ao valor prático da filosofia.


É, tem fundamento ... mas fico com os sociólogos, alguns classificados também de filósofos, do naipe de Auguste Comte, Karl Marx, Max Weber, e outros titulados ou não, como Dostoiévski, Shakespeare, Saramago, aclamados como escritores, e alguns outros igualmente importantes no  Brasil, como Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro; e (como não?) Nelson Rodrigues, Ariano Suassuna e João Cabral de Mello Neto  (inclusos por minha conta). 

Matemáticos e físicos  criaram frases, conceitos, tão valiosos quanto pensamentos filosóficos. Exemplo? Arquimedes: "Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e moverei o mundo".

Outro exemplo? Blaise Pascal - matemático, físico, inventor - teve tempo para elucubrar que "o coração tem razões que a própria razão desconhece".

Sempre achei que filósofos eram desocupados, amantes do ócio, agora tenho certeza. Se não tiverem atividade real de valor econômico mensurável, morrerão de fome.

Quem é mais assertivo? Jean-Jacques Rousseau: "Prefiro ser um homem de paradoxos, que um homem de preconceitos".

Ou Raul Sexas:

"Prefiro ser essa metamorfose ambulante.

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.

Do que ter aquela velha opinião forma sobre tudo.

Do que ter aquela velha opinião forma sobre tudo."

Por fim, pergunto, será que existe ou existiu um filósofo cujo cartão-de-visitas, explicitasse François-Marie Arouet - Filósofo.

Ou mesmo o nosso festejado Leandro Karnal, teria um cartão-de-visitas, identificando-o como filósofo?

14 de janeiro de 2026

A LEVEZA DO SER

 


Por 

RIVA


 


Em “A insustentável leveza do ser”, de Milan Kundera, tudo se desenvolve em torno da tese de que uma vida regada à leveza (sem fardos, responsabilidades, significados, etc) não tem sentido, não tem graça. Não se alcança nada próximo da felicidade. E por isso, insustentável. 

O Blog Manager recentemente publicou essa pérola abaixo do Quintana, que chega a ser um soco na mandíbula ... a antítese ao Milan Kundera.

“De repente tudo vai ficando tão simples que assusta,

A gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem,

As opiniões dos outros são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós não têm importância. 

Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada.

E isso não faz a menor falta. 

Paramos de julgar, pois já não existe certo e errado, e sim a vida que cada um resolveu experimentar. 

Por fim entendemos que tudo que importa é ter PAZ e SOSSEGO e viver sem medo, e fazer o que alegra o coração naquele momento. E só !!” 

(Mário Quintana)


Sim, ler o poema é um punch, um nocaute. 

Não sei se é a idade. Não sei se é o grande período sabático impactando. Não sei se é o tsunami de notícias diárias ruins na mídia que acabo assistindo. Não sei se é a curva do tempo, que atinge frontalmente meus ídolos, e personagens que fizeram parte da minha vida. A certeza da finitude. 

Ontem, por exemplo, fiquei “chapado” vendo a comemoração do 80º aniversário do Robby Krieger, guitarrista do THE DOORS, uma banda com músicas marcantes na minha juventude, na minha 1ª viagem aos EUA com 16 anos. Uma tattoo na minha existência ... como muitas outras. 

E a vida pede passagem, como diz nossa amiga Alessandra Tappes no PUB DA BERÊ (local virtual de encontro dos usuários do Blog Generalidades Especializadas). 

Vamos pendurando os quadros nas paredes da nossa memória, de vez em quando damos uma voltinha “no salão” pra revê-los, reviver e admirar momentos, e particularmente, concordando com Quintana : 

“Paramos de julgar, pois já não existe certo e errado, e sim a vida que cada um resolveu experimentar.

Por fim entendemos que tudo que importa é ter PAZ e SOSSEGO e viver sem medo, e fazer o que alegra o coração naquele momento. E só !!” 

                                                                                     Namastê !