Entre eles, em especial, um também apedeuta, beócio, demagogo, populista, sem noção. Nome? Luiz Inácio Lula da Silva.
Os 12 bilhões de reais emprestados à empresa falida (morta e insepulta), pelo sistema bancário, tem como garantidora a União Federal.
Sem esta garantia, nenhum banco privado emprestaria um tostão, um centavo, na recuperação dos Correios.
Em resumo, ao final do prazo contratado, haverá mais um rombo no orçamento federal.
Não pensem que estou feliz fazendo esta afirmativa, antes pelo contrário, é com pesar que o faço.
Ao longo de seus mais de 360 anos de operação, os Correios prestaram ao país relevantes serviços.
Os mais românticos encontrarão na memória registros do tempo em que o carteiro, o mais das vezes nosso conhecido e tratado pelo nome, trazia a correspondência do namorado (por vezes já acenando à distância se a destinatária se encontrava na porta de casa), aceitava um copo de água (ou até pedia), e agradecia quando o cachorro da residência era preso e tinha o latido silenciado.
O adendo entre parêntesis não é ficção, e tem origem na experiência pessoal de minha mulher, que nos idos anos de 59 e 60, do século passado, então apenas namorada, morava em Cachoeiro de Itapemirim e aguardava ansiosa minhas cartas, enviadas desde Niterói onde eu morava.
Além da entrega postal, inclusive telegramas que veiculavam boas e más notícias, de caráter urgente, quantos outros relevantes serviços eram prestados à sociedade, graças a capilaridade, a praticamente nacional cobertura dos Correios.
Chegamos ao ponto, anunciado pela própria empresa, em que será necessária a demissão de 15.000 empregados (de forma negociada, via PDV, ou por iniciativa da pessoa jurídica), e o fechamento, pasmem, de mil agências.
Não sei exatamente quando começou a corrupção, a gestão fraudulenta, a malversação dos recursos, o apadrinhamento, a transformação da empresa em feudo político, mas foi em 2005 que o escândalo chamado de "Mensalão", veio à luz com a denúncia do ex-deputado Roberto Jefferson sobre um esquema de pagamento de mesadas (R$30 mil mensais) a parlamentares por votos favoráveis ao governo Lula, envolvendo figuras como José Dirceu e Delúbio Soares, e uma rede de publicitários e empresas, sendo investigado pela CPI dos Correios, que se iniciou a partir de um caso de propina na estatal.
Já naquele momento era oportuno privatizar os Correios. Lamentavelmente a empresa estava na UTI, em seus estertores que só não foram notados pelos ouvidos moucos da administração federal.
Se Lula, ao invés da pretenciosa postura de estadista pretendendo pacificar conflitos no mundo, mantendo sua ideologia populista e ambições de reeleição, tivesse um lampejo, uma clarividência, uma preocupação com o futuro do país, não se oporia, como faz, à privatização dos Correios.
Procuro, à exemplo de Diógenes de Sinope, um candidato honesto - também intelectualmente - com espírito público, disposição e coragem para o trabalho, que priorize as questão internas, para que me anime a comparecer às urnas, já que sou liberado.
Não ao bolsonarismo autoritário e ao petismo populista.

