14 de setembro de 2012

Escreva a história ou estória


O tema seria predadores e me ocorreu a partir de imagens que por esta ou por aquela mantive em arquivo.

A ideia é a seguinte. Espero que meus colaboradores efetivos ou ocasionais escrevam textos relacionados com as imagens abaixo, ou que de alguma maneira as mesmas sirvam de ilustração.

Vale crônica, piada, ou mesmo um conto.

Os melhores sem dúvida serão publicados, para o que já solicito autorização.

Voilá:








Nota: a primeira foto é da fofógrafa Marina Scarr.

13 de setembro de 2012

O ETERNO REI DO BLUES


Por
Ricardo W Carrano
Greenville - SC - USA



Como muitos dos virtuosos, Robert Johnson (8/5/1911-6/8/1936) teve uma vida conturbada, e sem reconhecimento.

Morreu pobre aos 26 anos de idade, mas deixou uma obra que é referência para os principais musicos de Blues & Rock'n Roll até hoje, como BB King, Eric Clapton, Keith Richards (Stones), Robert Plant (Zeppelin) dentre muitos outros.

Seu estilo incialmente chamado de "Missisipi Delta" ou "Delta Blues Style" é também chamado "Blues de Raiz" onde se usam apenas instrumentos acusticos e a Slide, que é aquele tubo que se coloca em um dos dedos para que obtenha aquele som metálico deslizante, característico do blues.

Reza a lenda que Johnson teria feito numa incruzilhada na area rural de Dockery, no Mississipi, um pacto com o diabo ou um de seus emissários, com obejtivo de se tornar o Rei do Blues, fato que invariavelmente acabou por se tornar realidade, a partir dos anos 60 apenas, quando suas musicas foram popularizadas, por gravações feitas por músicos famosos como os citados acima.

Johnson consegiu vender um numero minimo de discos durante sua breve vida, e costumava tocar por uma ninharia em bares de guetos e festinhas, para sobreviver.

Assim, entregue a bebida, brigas e a confusões amorosas, vagou de bar em bar até a sua morte a qual até hoje existem duvidas da real causa, única certeza é que não foi nada natural. Conta-se que poderia ter falecido devido a ferimentos de faca após uma briga de bar, ou mesmo ferimentos a bala, e existe ainda a teoria de que teria sido envenenado por um marido ciumento de uma mulher a qual cortejava.

De sua vida e de seu trágico destino, também se deriva um pouco do sentimentalismo bucólico do blues as vezes até mesmo depressivo, onde se expressam as dores da alma nos solos de guitarra.

Robert Johnson, recebeu postumamente dois Premios Grammy 1990/2006 que foram entregues a seu filho Claude e tem seu nome no Rock and Roll Hall of Fame como precursor de estilos de Rock'n Roll.

Dentre suas músicas mais famosas estão "Sweet Home Chicago", "Crossroad Blues", "Love in Vain" também regravados por muitos músicos de renome.

O título deste post é referência a uma musica do Celso Blues Boy, um dos principais "bluesman" brasileiros, falecido recentemente, canção esta que teve a participação de BB King em sua gravação original e conta na sua letra a saga e a lenda de Robert Johnson. 


Foto de R.Johnson em 1933, fonte Google


12 de setembro de 2012

Comemorar o quê?


Os oito a zero? Era só o que faltava. O time da China tem a qualidade dos produtos “Made in China” vendidos nos ambulantes da cidade.

Sabem as sombrinhas e guarda-chuvas que abrem  uma vez e babau? Entortam as varetas, a dispositivo de abrir e fechar emperra, enfim duram uma chuva e lixo, como se fossem descartáveis. Pois é, péssima qualidade.

As pilhas que duram um pouco mais do que as sombrinhas, mas não alimentam o relógio por uma semana. Comprei, há tempos, doze lâmpadas destas incandescentes de 100 W. Acreditem, não exagero, em um mês não tinha mais nenhuma. Queimavam sucessivamente. E pior, queimavam com riscos de acidentes. Duas delas, ao queimarem, soltaram a parte de vidro (felizmente não cairam) da rosca metálica, o que significa dizer que não era possível desatarraxa-las do bocal.

Enfim a seleção de futebol da China tem a qualidade “made in China” mesmo.

O time é tão ruim que o nosso valoroso Alecsandro, caneleiro do Vasco, incapaz de fazer três embaixadinhas (não faz mesmo) seria reverenciado lá como Pelé. E olha que o Alecsandro da garganta para baixo é canela.

Fico pensando como o Conca está se sentindo por lá.

Mais estarrecedor é verificar que eles não têm nenhuma das outras virtudes que times medíocres, sob o ponto de vista técnico, apresentam. Por exemplo a força física, a disposição com que os africanos disputam as jogadas. A velocidade que os asiáticos (os outros) impõem no jogo, dificultando a marcação.

E no jogo em questão a seleção chinesa não tinha qualidade e nem quantidade. Não havia jogadores reservas suficientes para compor o banco de reservas. Como estava calor, a maioria abriu o bico e não havia como fazer as trocas necessárias.

A China nada tem  a oferecer que propicie uma observação da atuação de nosso time. Tirante o jogador que aparece na jogada, nenhum dos demais se apresenta como opção para o passe, não se vê um lateral aproveitar o espaço nas costas do Marcelo ou do Daniel Alves, que jogaram como pontas pela esquerda e pela direita o tempo todo. Não há um volante que apareça como elemento surpresa no miolo da área para chutar. 

Nada, nada.  Nadica de nada. O que o treino contra uma equipe deste nível tem de valia?  Serve para mostrar que nossa equipe está muito mal treinada, sem padrão de jogo, sem sistema tático. Ganhar, APENAS, de 8 da seleção chinesa evidencia a fragilidade de nossa equipe comandada pelo austero, posudo e falsamente equilibrado treinador.

Guardiola
Ferguson
O Mano Menezes soa falso. A postura, o vocabulário,  não são naturais. Muita empáfia, muito dono da verdade, muito tom professoral. Quem conhece o Arsène Wenger, o  Alex Ferguson ou  mesmo o Josep (Pep) Guardiola, para falar de técnicos vencedores, que poderiam posar de professores sabem do que estou falando.
Wenger
Enfim, este absurdo amistoso, que não acrescentou nada, serviu apenas para desfalcar os clubes que disputam o campeonato brasileiro, numa fase crítica.
  

11 de setembro de 2012

WELTENBURGER KLOSTER - parte 3





Por
Carlos Frederico March
(Freddy)







Nos posts anteriores eu apresentei a Abadia de Weltenburg, falei por alto das 10 cervejas que são fabricadas pela matriz alemã e já no 2º post apresentei as 2 cervejas claras que o Grupo Petrópolis está fabricando sob supervisão direta da Weltenburger Kloster Bräuerei, num total de 4 rótulos.


Tivemos a oportunidade de, em 2011 em Nova Friburgo/RJ, nos reunirmos em família para degustar esses 4 tipos de uma só vez, as 2 claras e as 2 escuras. A foto apresentada mostra 4 garrafas vazias (uma de cada tipo das diversas degustadas) e apenas um copo, o da hefe-weissbier dunkel por questões didáticas, dado o seu formato característico.

Degustação Weltenburger Kloster em família

Nesse 3º post completarei a apresentação falando das 2 cervejas escuras: a Hefe-Weissbier Dunkel e a Barock Dunkel. Em primeiro lugar, deixe-me esclarecer que há uma distinção sutil entre uma cerveja ser “dunkel” ou “schwarz”. A primeira é “escura”, a segunda é “preta”. Até recentemente não tínhamos nenhuma dunkel no mercado brasileiro, apenas pretas. As mais conhecidas eram as Malzbier (preta doce encontrada sob diversas marcas) e a venerável Caracu (tipo stout). Conhecedores vão me apontar uma ou outra preta fabricada por aqui em alguma época passada, mas nenhuma dunkel.

Lembro-me, sim, de uma exceção: faz já algum tempo a Antarctica fabricou a München, que era efetivamente uma dunkel. Hoje em dia o mercado floresceu e além das pilsen (preferência nacional) temos não só schwarzbier e dunkel como também ale irlandesa, bock, indian pale ale (IPA), weissbier, etc etc etc.

Digamos que estamos vivendo um renascimento mundial das cervejas, tendo alcançado até os EUA, pífio reduto há anos atrás e hoje um dos maiores mercados do planeta. Lá é realizada de 2 em 2 anos a Copa do Mundo de Cervejas (World Beer Cup) em San
Diego, California, onde em 2012 houve concorrentes em nada mais nada menos que 95 categorias diferentes! E você achava que difícil era entender de vinhos...

Cervejas de trigo (weissbier ou weizenbier) chegaram ao conhecimento do brasileiro recentemente com a fabricação da Bohemia Weiss. Aos poucos caíram no gosto de parte da população. Vários fabricantes de pequeno ou grande porte já a produzem. Por conta de que a quase totalidade das weissbiers não são filtradas e apresentam um depósito de leveduras no fundo da garrafa, deve-se seguir o padrão de serviço tradicional, ou seja:
verter quase todo o conteúdo da garrafa no copo característico alto (ver exemplar na foto acima), balançar a garrafa com o final do líquido e terminar de servi-la.

A versão escura é muito pouco conhecida por aqui e foi para mim surpreendente que a Weltenburger Kloester tenha feito sua opção pela Hefe-Weissbier-Dunkel (escura) em detrimento da Hefe-Weissbier-Hell (clara). Em termos de mercado nacional a torna
única, já que as demais weissbiers escuras que eu conheço são importadas (Erdinger, Paulaner, Weihenstephaner, Franziskaner, entre outras).

Tem boa espuma, cremosa e persistente, seu teor alcoólico é mediano (5,3%). Seu sabor ligeiramente torrado (como as dunkel em geral) apresenta notas leves de lúpulo, levedura, pão, caramelo, um quê de chocolate amrgo, grãos de café, cravo e especiarias.

Para entendedores, mais uns 15 tipos de paladares (rs rs).

Isso nos traz à Barock Dunkel, para mim o melhor rótulo que a Weltenburger Kloster trouxe para o Brasil. Classificada como sendo uma cerveja de puro malte escura tipo Abadia, ela é um exemplar diferenciado dessa classe, sendo uma das mais antigas dunkel fabricadas no mundo e digna representante da elegância da era barroca, tendo conquistado o 1º lugar em sua categoria na citada World Beer Cup no ano de 2008.


O autor e sua preferida: Barock Dunkel

Vendida em garrafas de 500ml, latão de 473ml ou "keg" de 5 litros, seu teor alcoólico é relativamente baixo (4,7%) o que não diz nada do sabor marcante e típico das dunkel. Um quê de torrefação, caramelo, pão, há quem perceba notas de café e até de chocolate. O inevitável mas presente amargor é discretíssimo pois vem acompanhado de uma sensação adocicada do malte que persiste ao final.

O aroma é um dos pontos altos dessa excelente cerveja e posso testemunhar fato curioso. Um dia, tendo tomado uma no escritório, enquanto digitava no meu desktop, comecei a sentir um cheirinho agradável, como se fora um sachê no cômodo. Não demorou e achei o motivo: a taça vazia de Barock Dunkel que eu havia deixado sobre a mesa!

Bom, só nos resta agora sonhar com uma visita à matriz, onde além de conheer o deslumbrante sítio onde a Abadia de Weltenburg e cervejaria anexa se encontram instaladas, poderemos nos sentar num glamuroso biergarten e degustar todos os 10 tipos de cerveja ali fabricados (hic!), acompanhados de quitutes típicos da culinária alemã!

Abadia de Weltenburg e as falésias do Rio Danúbio

10 de setembro de 2012

WELTENBURGER KLOSTER - parte 2





Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






Abadia de Weltenburg e Rio Danúbio

Não, hoje não falaremos da Abadia de Weltenburg e seu visual de sonho e sim das cervejas que são fabricadas no Estado do Rio de Janeiro pelo Grupo Petrópolis. Como comentei no post passado, dos 10 rótulos existentes na Alemanha a Weltenburger Kloster escolheu 4 para lançar no Brasil:
- 2 claras (Urtyp Hell e Anno 1050)
- 2 escuras (Barock Dunkel e Hefe-Weissbier Dunkel)

Todas, menos a weissbier (trigo) estão sendo distribuídas em 3 formatos: latão de 473ml, garrafa de 500ml e barrilzinho de 5 litros, chamado por eles de “keg”.

Comecemos pelas claras. Até pouco tempo atrás o brasileiro consumia preferencialmente cervejas claras e leves, que o mercado popularizou recentemente com o nome de Pilsen. O modo de fabricação das pilsen foi descoberto em 1842 pelo alemão Joseph  Groll quando chamado a desenvolver novos processos de fabricação de cerveja para o condado de Pilsen, hoje localizado na República Tcheca. Uma cerveja límpida foi finalmente produzida e é a conhecida Pilsner Urquell, a primeira pilsen do mundo.

O processo de fabricação de cervejas límpidas, filtradas, não significa que elas sejam pilsen, mas o nome vende... Bom, a Weltenburger Kloster efetivamente produz uma Pils, mas não aqui. A mais leve escolhida por eles para nós foi a Urtyp Hell. Em português pode ser livremente traduzida como “cerveja clara fabricada de acordo com métodos originais”.

Urtyp Hell

Não pretendo dar aula de cerveja, não tenho conhecimento para isso. Limitar-me-ei a tecer meus modestos comentários pessoais. Curiosamente, o sabor da Urtyp Hell me transporta mentalmente à minha infância, quando a gente experimentava a espuminha da cerveja que nossos pais bebiam. Com o tempo os fabricantes nacionais deixaram de lado esse método tradicional de produção, só retomado recentemente. Acredito que a Antarctica Original seja uma delas.

A Urtyp Hell é leve, com teor alcoólico de 4,9%, bem adequada ao nosso clima tropical. De todas as cervejas trazidas para nós pela Weltenburger Kloster, é a mais próxima do que um brasileiro imaginaria como cerveja para acompanhar um churrasco ou tomar quando estiver com calor, numa praia por exemplo.

Como toda cerveja alemã, alguém poderá vir a reclamar de um discreto amargor, mas é característico das melhores cervejas do mundo. A propósito, a Weltenburger Kloster Urtyp Hell ganhou o 1º lugar na categoria Münchner Helles (cervejas claras tipo Munique) na World Beer Cup de 2012, em San
Diego, California/EUA. Obviamente foi a original alemã, mas esperamos que a de Petrópolis seja um perfeito clone da mesma, já que é produzida sob rigorosa supervisão da matriz.

Anno 1050


A outra cerveja clara introduzida no Brasil pela Weltenburger Kloster é a excelente Anno 1050. De acordo com a propaganda oficial, segue a mesma receita dos monges medievais da Abadia de Weltenburg desde 1050, daí o nome. É uma cerveja tipo abadia de puro malte, na Alemanha classificada como “märzen”, que até pouco tempo atrás era produzida apenas nos meses de março de cada ano (daí o nome märzen: de março). Nem clara nem escura(cor de mel), nem forte nem fraca (5,5m,% de teor), esse tipo é bem apropriado para o início da primavera.

Farei uma pausa para informar que os alemães tinham o hábito saudável de beber as cervejas certas para cada época do ano. Fortes no inverno, leves no verão, tipos intermediários nas meias estações. Hoje nem tanto, de sorte que as märzen são fabricadas atualmente no ano inteiro.

A Anno 1050 é, pois, uma märzen clássica, com sabor marcante, ligeiramente adocicada mas com o já conhecido amargor residual, nela bem discreto. Para não deixar de fazer uma tosca comparação tupiniquim, lembra o jeitão da Bohemia Confraria - que também recebe aqui a classificação abadia. Eu a considero uma cerveja de degustação, ou seja, não adequada para se sentar e descer um engradado dela enquanto jogamos uma conversa fora, bem entendido?

No próximo post, falarei das 2 cervejas escuras. Deixo vocês com uma imagem do interior da igreja da abadia de Weltenburg.


Tubos do órgão da igreja da Abadia de Weltenburg

8 de setembro de 2012

De Gabriela para Carminha (passando pela Suellen)



Por
Ricardo W Carrano



A Carminha também é aquela vilã dem quem gostamos, alias ela tb é uma loura bastante sexy. Muita gente vai sentir saudades dela  quando o inevitável último capitulo chegar e ela enfim após fazer suas inúmeras falcatruas e maldades (uma delas foi cornear um craque flamenguista) verá tudo ir pro beleleu, quem sabe ela mesma. Que achamos graça nas paiadinhas macabras de Carminha eu tenho certeza, mas será que não gostamos dela como maneira de demonstrar o espirito transgressor ?
Falar sobre isso é complicado, e mesmo dificil, mas fato é em se tratando de novela (senão ninguém assiste) o povo gosta mesmo de de ver um vilão bem esperto judiar dos pobres mocinhos de maneira
quase sempre inverossimil a novela inteira antes dos inevitáveis casamentos e “viveram felizes para sempre” e vocês amigos do blog …. têm o seu lado vilão ?

Mas como o assunto também continua sendo … mulher gostaria de perguntar se um de vocês já sabe o time da Suellen. Eu aposto que boa parte da mulherada não gosta da pobrezinha da vadia só porque ela é …. Gostosa. Seria também acho eu impossível que num destes folhetins (onde as situações se repetem constantemente) não fosse incluída uma figura vistosa como ela. Bem eu estou falando apenas
tecnicamente, agora com a palavra os amigos do blog.

Suellen (Isis Valverde)
Carminha (Adriana Esteves)

Abração.
Ricardo (águas passadas debaixo da ponte não movem nada)

Fotos : fonte Google 1- Carminha (Adriana Esteves), 2- Suellen (Isis Valverde)


7 de setembro de 2012

Corpo ardente

Por 
Ana Maria Carrano






CORPO ARDENTE

Em meio a noite, uma angústia me desperta.
Todo o meu corpo numa ânsia louca. 
A roupa me incomoda e me aperta,
Mesmo estando folgada e sendo pouca.

Vejo ao meu lado um corpo em repouso,
E logo aumenta o ardor que me invade.
Quero tocá-lo, hesito e não ouso
Revelar essa minha ansiedade.

Mas o meu corpo fica mais sensível,
Sinto na pele um fogo, uma aflição,
A um ponto tal que me é impossível, 
Não partilhar com  alguém a sensação.

Acordo meu amor e com emoção,
Me insinuo e pergunto : - Qual a causa
Do incontrolável ardor, será tesão?
E ele, adormecido diz: - É menopausa.
                                                 
(02/90 – amc)