terça-feira, outubro 31, 2023

Oito batalhas ... e onde estão os combatentes?

Para  permanecer na elite - Série A - do Campeonato Brasileiro, o Vasco precisa vencer cinco dos oito jogos faltantes, sendo quatro deles na casa do adversário.

Faz-me rir. 😄😄😄

São eles, pela ordem: Cuiabá (F), Botafogo, América, Cruzeiro (F), Athletico Paranaense (F), Corinthians, Grêmio (F) e Bragantino.

Nem Hercules, que realizou doze trabalhos dificílimos conseguiria superar estes que o "Trem Bala da Colina" terá pela frente.

Prestem atenção nos adversários e suas colocações na tabela. Com todo o respeito,  nem Flamengo, nem Palmeira e nem Atlético Mineiro, que têm os melhores elencos, a meu juízo, seriam capazes de realizar esta proeza.

Portanto, caros vascaínos, preparemo-nos para o pior: conseguir retornar a série A,  em 2025.

Nada tenho contra o  técnico, que está fazendo o que pode, ou seja, limonada sem limão.

Dois jogadores que nos deram esperanças não corresponderam. Antes pelo contrário decepcionaram. Foram dinheiro  jogado fora e vãs esperanças: Alex Teixeira e Jair (ambos de bom passado).

Payet tem elegância, trata a bola por você, com intimidade, mas está como um vinho "gran cruz" oxidado. Serve como vinagre vintage.

Os resto é resto mesmo, tirante os seguintes que gostaria continuassem no clube: Léo Jardim, Piton, Gabriel Pec e Vegetti. 

Há um jogador, no elenco, que se houvesse vestibular para ingresso no futebol ficaria reprovado, se a nota mínima fosse quatro: Robson Bambu.

Para ter chance de operar o milagre da salvação, o Vasco teria que atuar, nos próximos oito jogos,  com a disposição, entrega, determinação com que jogaram o Goiás, contra o próprio Vasco, e o Cuiabá diante do Botafogo.

Ou seja, oferecendo sangue, suor e lágrimas, diria Churchill.

segunda-feira, outubro 30, 2023

Meu pânico compartilhado

Os primeiros rumores já haviam tirado minha tranquilidade. Agora, diante de fatos concretos, opiniões (e preocupações) confiáveis, e experiências bem-sucedidas, estou apavorado.

O motivo, claro, é a Inteligência Artificial.

Curioso é que até os 7 ou 8 anos de idade, Flash Gordon sequer atraia meu interesse. Passei batido pela ficção científica de minha infância. Considerada a obra clássica do gênero - "Dr. Frankenstein" - não me provocaria interesse, se dela tivesse tido  conhecimento.

Crescidinho, estudando administração, cheguei a um dos nomes mais festejados no campo: Peter Drucker.

Duas de suas célebres frases guardo até hoje, porque  comprovadas e por isso repetidas ad nauseam.

Uma é: tudo que está numa prancheta já está  superado. A outra, irretocável: a melhor maneira de prever o futuro é cria-lo.

O pessoal que lida com tecnologia levou ao pé da letra esta última afirmativa. E aí está a IA (Inteligência Artificial).

Para registro do momento em que comecei a pensar com preocupação com a ousadia do homem, foi vendo a ciência fazer papel de Deus; e como  exemplo cito a clonagem da ovelha Dolly.

Em outro campo importante da vida em sociedade fui impactado com a obra "1984" que de visionária nada tinha. A ficção só estava na minha cabeça.


Lá no início mencionei experiências bem-sucedidas.  Pois bem, um amigo dos mais cultos e de QI fora da curva com o qual tenho o privilégio de conviver fez uma pergunta, séria, ao ChatGPT.


A resposta obtida é absolutamente surpreendente, impressionante, pela clareza e profundidade.

Não posso declinar o santo, apenas o milagre, porque envolve direitos autorais.

Faça um teste, mas com assunto sério, não consultando como seria a atriz "Fulana de Tal" atraente e atualmente em evidência, inteiramente nua.

Estou menos assustado com a IA, e o que vem por aí, posto que suspeito que todos devemos estar assustados e preocupados com a falta de limites ao seu uso.

Martha Medeiros, cronista, melhor do que eu poderia tentar dizer (e olha que bem mais nova do que eu), assim se expressou em sua página dominical:

"Por exemplo idosos 80+ se irritam ao realizar operações bancárias através de aplicativos. ""Chega não quero mais brincar"". Eu, uma jovem senhora (ah! os eufemismos) também ando exausta da obrigação de ter que me atualizar a cada novidade tecnológica.  Achei que lidar com uma Smart TV serai meu auge, mas veio esta Inteligência Artificial para atazana. Olha, ainda quero brincar, mas sem fanatismo".

A crônica segue e sugiro a leitura. Aplacou meu medo, já que estamos todos apavorados.

sábado, outubro 28, 2023

GUERRAS

 

As guerras não são novidade na história humana.

Elas existem desde priscas eras, tempos imemoriais.

Estão registradas em hieróglifo, cuneiforme ou desenhos rupestres.

Hieróglifos

Escrita cuneiforme



E desenhos rupestres encontrados em cavernas mundo afora, como os abaixo:


Caverna britânica


Caverna nos USA, com 6.000 anos

Algumas delas eram conteúdo das aulas de história, ministradas pela professora Molca, no Colégio Plinio Leite, onde fui ginasiano na década de 1950.

As motivações, como ainda hoje, eram expansão territorial, criação de grandes impérios, como os persa, macedônico ou romano; ou religião; ou petróleo; ou lagostas.

Sim, guerra por pesca de lagosta, entre Brasil e França, que por pouco não se consumou.

Guerra da Lagosta



Algumas foram regionais, com a do Paraguai e a das Malvinas, aqui em nosso continente.

Brasil no meio.

Algumas duraram anos, como a equivocadamente denominada Guerra dos Cem Anos, abaixo ilustrada.

Inglaterra X França

Se algumas foram regionais, duas delas, ocorridas no século XIX, foram mundiais, com participação do Brasil, episodicamente.

Esta guerra que se desenrola com toda a crueldade, com toda a desumanidade, diante de nosso olhos estarrecidos, deprimidos, tristes e envergonhados, dá-se entre um país independente e soberano e um braço armado da luta palestina pelo direito de ser também um país independente e soberano, com território para chamar de seu, como já tem o seu oponente Israel.

As guerras abaixo mencionadas, cujos registros obtive na internet,  para citar a seguir, estão aqui apenas para sustentar minha tese de que "desde que o mundo é mundo", os homens não se entendem.

E manifestam suas ambições de poder, suas índoles doentias, seus sentimentos mal formados, suas necessidades de afirmação, seus exibicionismos e desejos de plumas, lantejoulas e paetês.

Um par de observações finais. A ONU não passa de um acrônimo, onde vigora a excrescência de um só país poder vetar, no Conselho de Segurança,  o desejo de outros 192 países membros. A decisão nem chega à plenária.

Uma resolução de interesse da humanidade não pode ficar adstrita ao voto sempre passional do "manda chuva" da época em 5 países ideologicamente distintos.

Acho que o Brasil deveria se desfiliar da ONU pelo e enquanto não seja mudada sua Carta Regimental. 

terça-feira, outubro 24, 2023

Eleições na Argentina

 

Ainda bem que Los Hermanos tiveram juízo nas eleições do último domingo, e deixaram o Bozo portenho em segundo lugar, na decisão em dois turnos.

Tenho mais razões para não gostar dos argentinos do que razões para aprecia-los; e ter um mandatário com ideias de Trump e Bolsonaro como vizinho não me agrada.

O que me desagrada na Argentina e nos argentinos?

Eles não concordam comigo quanto a:

Chorizo
Um  Chateaubriand  (400 gramas de mignon, com 5 cm. de altura, bem passado por fora e malpassado por dentro) será sempre melhor do que o chorizo. 

Chateaubriand


Pelé jogou infinitamente melhor do que Maradona.

Para que legenda

Jogava bem.

Búzios tem mais atrações do que Bariloche.

Búzios tem mar

San Carlos de Bariloche tem lago



Os Bolsonaro apoiam Milei, assim como apoiavam a cloroquina ao invés da vacina.

Garoto propaganda  da cloroquina


Juízo argentinos.


segunda-feira, outubro 23, 2023

10 X 10 foi o resultado

 

Se me não trai a já saturada memória, foi o advogado e locutor esportivo radicado em São Paulo - Walter Abrahão - quem, lamentando jogo com resultado 0 x 0, disse ao microfone que não era resultado do jogo, mas sim a nota a ser atribuída as equipes.

Parafraseando o locutor diria que o resultado do jogo Flamengo X Vasco deveria ter sido 10 X 10, como notas as duas equipes.

Com efeito foi um bom jogo, intenso, com momentos de pura arte quando tocavam na bola principalmente o uruguaio Arrascaeta e o francês Payet.

Este último parágrafo  é provocativo. Os brasileiros envolvidos jogaram bem. Os dois "gringos", visivelmente fora de forma, sequer terminaram a partida em campo.

Por problemas físicos. O francês ainda acima do peso o que se percebe no olhar, sem necessidade de balança; e o uruguaio porque vem de contusão e está ainda em transição física.

Voltando aos estrangeiros, principalmente sul-americanos, que invadiram nosso futebol, diria que estão contribuindo para melhoria do padrão das partidas, de um modo geral.

Para dar apenas mais um exemplo, notem a importância do colombiano Jhon Arias para o  Fluminense.

O papel deles se assemelha ao ocorrido na Premier League com a chegada, em larga escala, de africanos e latinos.

A liga inglesa é hoje uma vitrine para o futebol.

O nosso campeonato nacional, a julgar pela melhoria dos elencos, a presença de público nos estádios, mais atenção aos gramados, e um calendário mais racional, poderá vir a ser exportador e não somente importador de futebol.

A presença de grandes talentos, de várias e  diferentes origens, em todas as ligas, está oxigenando o mais popular e apaixonante esporte do planeta.

Querem exemplo? O egípcio Salah, ora no Liverpool, da Inglaterra.

O maior exemplo da importância de bons elencos, no  momento, é a transmissão do campeonato saudita. Tem cabimento a Arábia Saudita ter seu futebol exportado para o mundo, graças as presenças de  Cristiano Ronaldo, Neymar e outros, e o nosso não estar nas grades das emissoras de TV mundo afora?

Acho que chegaremos lá, abandonando a rançosa xenofobia. O que inclui, claro, investimentos estrangeiros. As sociedades anônimas vieram para ficar.

Etnia, religião e ideologia política não podem ser varáveis seletivas, no universo do futebol.

Vinicius Jr é um bom exemplo.

sábado, outubro 21, 2023

A sorte do Fluminense. Será?

 

Por que o Fluminense teria tido a sorte de ter como adversário, no próximo dia 4, o Boca Juniors, da Argentina?

Acertou quem respondeu porque o tricolor carioca terá a seu favor a segunda maior torcida do planeta: a dos que torcem contra clubes argentinos.

A primeira e maior torcida do planeta é a constituída pelos que torcem contra o Flamengo. 😐😐😐

Será que o fato dos brasileiros estarem torcendo contra o Boca Juniors terá influência no resultado?

Não creio. A conferir.

Antes da partida, já amanhã, os argentinos, se não tiverem juízo, amargarão uma derrota: Javier Milei.

Quem viver verá!

A ironia é que o Fluminense dependerá - e  muito - de um argentino para chegar a vitória. Trata-se de seu artilheiro Cano.

Tango
De minha parte aprecio um tango bem dançado, os vinhos feitos a partir da casta Malbec, especialmente em corte com a Cabernet Sauvignon,  e fui fã da Gabriela Sabatini.

Sa
Sabatini aos 51 anos

Ah!!! Sim, tiveram  Di Stefano,  Maradona e Messi.

sexta-feira, outubro 20, 2023

Congresso inoperante, pífio

 

Recebido via e-mail  sob o título " Notícias da Câmara dos Deputados".

boletins@camara.gov.br


Notícias
sexta-feira, 20 de outubro de 2023

 

Por que publicar este noticiário oficial?


Porque um dos projetos de lei, apreciado e aprovado pela comissão de constituição e justiça, remete-me aos anos 1940/1950.

Era um menino, ginasiano, peladeiro em rua de barro batido (sem calçamento) e, claro, naqueles longínquos anos pós-guerra, absolutamente inocente.


Entretanto lembro perfeitamente da exigência de apresentação de documentos especiais a que estávamos submetidos os brasileiros, em várias situações.


Por exemplo: prestação de concurso público, nomeação para cargo público, prestação de vestibular para ingresso em universidade pública, e vários outros fins.

Os documentos eram: Atestado de Bons Antecedentes e Folha Corrida.

Agora, decorridos dezenas de anos, mudança de século, teremos, se aprovado em plenário o projeto, uma lei que tornará obrigatória a apresentação de atestado de bons antecedentes para casar ou, pior se for isso, uma folha corrida fornecida pela autoridade policial.

Tenho acompanhado, porque recebo o boletim supramencionado, a bizarrice, o ridículo, a aberração, de alguns projetos levados a comissão de constituição e justiça.

Em geral me divirto. Legislar sobre situações incontroláveis, é forma mais fácil de criar o que denominamos de "leis que não pegaram".

Ou como você proibir um filho de fumar. Ele não fumará na sua frente, mas e na rua, no colégio, na festinha?  Se não houver controle absoluto das variáveis, caímos no inócuo.

Olha só. Não li o projeto, portanto posso estar equivocado. Mas para ser aplicável erga omnes, também as mulheres deveriam ser obrigadas a apresentação da certidão negativa de evento criminal. Ou não? Quantos casos temos de notícia de mulher que matou o marido, ou contratou sua morte, pelos mais diversos motivos: herança, traição, etc.

E os casos de união estável, espontâneos e informais? Arriscaria dizer que atualmente tão numerosos quanto os casamentos formais regulados em lei. E nem sempre com escritura declaratória da união.

E quem não tendo antecedentes criminais, num dado momento delinqua? Pode haver uma primeira vez, por motivações as mais diversas.

Um repertório de projetos de leis, oportunísticos, pontuais, casuais, são comuns no chamado "baixo clero", integrado por parlamentares inexpressivos.

Enquanto isso, questões importantíssimas, como a implantação da pena de morte; liberação e regulamentação do jogo de azar; aborto; eutanásia, limitação do número de mandatos parlamentares e prazo para exercício de funções judicantes  nos tribunais superiores, entre outros relevantes temas de interesse da sociedade, não encontram patrocinadores.

Saudades de Amaral Neto, que defendeu arduamente a pena de morte; e de Nelson Carneiro, defensor do divórcio em priscas eras quando só tínhamos o desquite.

Foram quixotescos, combativos e corajosos com suas bandeiras de votos vencidos.


Nota: 

1) Não entro no mérito da integridade moral do, por exemplo,  Amoral Nato, apelido a boca pequena do parlamentar.

2) Antigamente os pais fumavam mas proibiam (ou recomendavam) que os filhos não fumassem.

3) Nosso Congresso é fisiologista, por vezes folclórico ou risível.