O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, vem conduzindo uma campanha para eliminar o "juridiquês, que assola o linguajar forense.
Está criando um Dicionário/compêndio, com palavras, expressões e locuções latinas, de largo emprego em petições e arrazoados, e que poderiam muito bem ser evitados, com o uso de uma linguagem, por assim dizer, coloquial.
Inteligível para as partes, serventuários e operadores do Direito em geral.
O nome cogitado, para as palavras/locuções que seriam banidas é "Dicionário de Péssimas Expressões", a meu juízo de pouca inspiração.
Nem todas as palavras do vocabulário jurídico corrente serão proscritas.
O site de conteúdo jurídico "Migalhas" aderindo à batalha encabeçada pelo ministro Barroso, ora no exercício da presidência do STF, publica na edição de hoje, um ótimo exemplo.
https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgzGxRxBGjCFwnrkxjQMCHNkXqQrW
Analise perfunctória - o exemplo - poderia ser substituída, sem perda de entendimento ou compreensão, por avaliação superficial.
Há alguns anos, através de um antigo veículo de comunicação (boletim/jornal) da OAB, defendi a tese de que antes de eliminar o dialeto forense, ou simplificar a escrita, a campanha deveria ser pelo uso escorreito da língua pátria, terrivelmente agredida, com frequência, por "adevogados" feitos nas coxas, como antigas telhas coloniais, formados em faculdades cujo conteúdo programático se restringia ao carnê de pagamento das mensalidades.
E aduzia que, em tese, as petições não são escritas e destinadas aos clientes "leigos", mas sim aos magistrados.
A discussão não progrediu.
A ideia não é nova, já foi defendida e discutida no Congresso, em outras tribunas e veículos informativos, por legisladores, juristas e acadêmicos.
A matéria encontrável no link a seguir é bem ilustrativa.
Hoje, com quase sessenta anos de formado e quase o mesmo tempo de exercício da advocacia, penso um pouco diferente.
Muitas das vezes queremos impressionar aos juízes com citações latinas, e exibir para o ex adverso (perdão, advogado da parte contrária) uma pretensa erudição.
E, de quebra, justificar honorários rsrsrs.
Como estou em fim de carreira, vou me manter fiel ao linguajar culto, erudito, torcendo para que a simplificação não descambe para a vulgaridade.
Tipo o que se usa no Twitter. Mas ergástulo público, para se referir a simples cadeia é dose para mamute.










