sábado, agosto 04, 2012

Blog em luto






O título do post é uma sugestão de meu filho Ricardo, por telefone, ainda durante a partida na qual a musa foi eliminada pela americana.








Meu coração ficou despedaçado. Incrédulo assisti a um verdadeiro massacre. A Serena Williams, serenamente, não deu a menor chance a musa do blog.

É bem verdade que a Serena estaria entre os cinco melhores tenistas... no ranking masculino. Pode disputar, tranquilamente, com os marmanjos, mas nada justifica a atuação irreconhecível da Sharapova. Com um pneu (6x0), na linguagem utilizada pelos tenistas, quando um dos contendores fica no zero num set.

Foi acachapante.



Algumas rebatidas da atual campeã de Wimbledon pareciam ser da Juliana, minha neta, iniciante nas raquetes.

E a Kirilenka, outra Maria, apontada como concorrente da Sharapova no quesito charme e beleza, também não foi feliz e perdeu a disputa pela medalha de bronze.

Novak e Sharapova


Comparem e digam. Tem alguma semalhança? Em comum o fato de serem louras e bonitas.

Uma é americana e atriz a outra é russa e tenista.


Maria Sharapova terá a chance de ganhar, em  Londres, medalha olímpica. E provavelmente será sua última oportunidade, eis que não deve competir no Brasil. Lamento muito, de verdade.


Novak


Sharapova



Maria Sharapova

Kim Novak

Em post anterior fiz alusão não exatamenete a semelhança, mas a associação de belezas que é possível fazer.  Ou uma não lembra a outra?

Vôlei de praia... no Hyde Park




Do mesmo modo como as competições de remo estão sendo realizadas num lago artificial, como vimos em post anterior, as de vôlei "de praia" estão sendo realizadas num parque, no coração londrino.

Assim é que a arena de jogos, chamada de Horse Guard Parade, fica em pleno Hyde Park um dos mais importantes da capital inglesa.

No outro dia um grupo de dançarinas invadiu as arquibancadas e fez a festa dos marmanjos que curtiam um friozinho e que com a presença delas esquentou um pouco.



As cheerleaders, as animadoras, também estão encantando por lá. 


Cheerleaders

Legal a maneira como as meninas russas se cumprimentam na jogada bem sucedida.



O Brasil vai bem nas competições masculina e feminina. Nossas duplas estão avançando par as fases finais. Temos chances boas de medalhas. E estamos precisando. Até o momento nosso desempenho está muito abaixo das expectativas.

Arena de "vôlei de praia". Reconhecem o prediozinho ao fundo?



sexta-feira, agosto 03, 2012

O julgamento do século


 "Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta".(Camões)

No caso o valor mais alto que se alevanta, é  o julgamento no Supremo Tribunal Federal, dos 38 acusados no chamado crime do mensalão (Ação Penal 470). Portanto, chega por enquanto de Olimpíadas 2012.

Bem, uma manobra ardilosa do advogado Marcio Thomaz Bastos, que foi ministro da justiça e cobrou 15 milhões para defender um dos acusados, fez com que fosse perdido o primeiro dia discutindo matéria vencida (porque já julgada). No dizer do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, “o STF  perdeu a tarde debatendo um assunto antigo e do qual já havia opinado – o desdobramento do processo.”

Thomaz Bastos suscitou uma questão de ordem, relativa ao desdobramento do processo, de sorte a assegurar a alguns réus (cidadãos comuns) o duplo grau de jurisdição. Para os que não teriam direito a foro privilegiado por não estarem enquadrados nos casos de autoridades que só podem ser julgados pelo STF, ou seja, os que detém mandato legislativo federal, ministros, etc.

Tratata-se de matéria puramente processual, interpretativa. Hermenêutica de disposições legais. Passarei ao largo do aspecto jurídico, mas manifesto minha posição no sentido de que houve uma tentativa, felizmente frustrada, de atrasar o julgamento.

Tudo provocado pelo ministro revisor do processo – Ricardo Lewandowski – baba ovo de Thomaz Bastos, e de quem eu jamais compraria um carro usado. Só foi acompanhado pelo ministro Marco Aurélio e ficaram votos vencidos. Perderam de 9x2.


Ao final do julgamento, Thomaz Bastos  disse "que não esperava vencer mesmo". Como entendo essa declaração? Que fez chicana. A ideia era só tumultuar o andamento do processo. E conseguiu parcialmente. Perdeu-se toda uma tarde para decidir a questão de ordem que arguiu "sabendo que não venceria".


E, brincalhão,  ainda fez ironia, dizendo que "não esperava amealhar tantos votos." Míseros dois. É fácil fazer gracejo quando está ganhando 15 milhões para defender membro de "sofisticada organização criminosa", no dizer do Procurador Geral da República, a quem compete e acusação.

Este - Marco Aurélio Mello - a horas tantas, em seu voto na questão de ordem, falando da sobrecarga do Tribunal, informou que tem um processo de relatoria dele que está aguardando desde 1992 ser apregoado e colocado em pauta de julgamento, embora seu voto já esteja proferido. Gente, 10 anos na fila aguardando julgamento. Coloque-se no lugar daquele que ansiando por justiça , aguarda ver reconhecido ou evitada uma lesão a direito seu.

Bem este processo do mensalão tem 50.389. São 234 volumes e 500 apensos. Sabem lá o que é isso? Este mês, seguramente, a Corte Suprema ficará por conta de um único processo. Este cujo julgamento iniciou hoje. Não para apreciação do mérito com absolvição ou condenação dos acusados, mas com um  questão se ordem desnecessária, constituindo-se numa manobra que, embora legal, tinha como objetivo atrasar o curso regular do processo, entre outras coisas para que não seja julgado antes da aposentadoria de dois dos  ministros da composição atual, o que ocorrerá ainda este ano.


No melhor trecho dos debates hoje, o ministro-relator - Joaquim Barbosa - disse clara e abertamente, que o ministro-revisor - Ricardo Lewandowski agiu com deslealdade. 


Palmas para Joaquim Barbosa que ele merece.
  

quinta-feira, agosto 02, 2012

Tristeza, decepção e vergonha em Londres




Foto: Juliana Carrano

A tristeza do dia, 5º das olimpíadas, foi derrota da Maria Sharapova, que perdeu para a alemã Sabine Lisicki, no tie-break.  Aos 25 anos dificilmente virá ao Brasil em 2016 representando a Rússia. Perderemos duplamente, pelo tênis que jogo e pela beleza que desfilaria em solo carioca. Ela começou muito jovem e já se percebe, nas reações, que a resistência física está diminuído. Teve um gesto de irritação, com ela mesma, que rebateu muito mal uma bola. Bateu fortemente com a raquete no piso e não sei como não a quebrou.


Double-decker

Entre as decepções uma já era esperada por este blog. Falo da seleção feminina de basquete. Muito fraca tecnicamente e muito sem tesão. Reitero que a geração de Paula, Hortênsia, Martha e Janeth  era infinitamente superior.

O vôlei feminino, atual campeão olímpico, ganhou a duras penas da Turquia, mas perdeu para os Estados Unidos e hoje para a Coreia do Sul. Ficou complicada a classificação. Não deixa de ser uma decepção.

A outra decepção foi inesperada. A colocação de Cesar Cielo, que não subiu ao pódio nos 100m, ficando em 6º lugar. Eu pessoalmente esperava que saíssemos das míseras 3 medalhas conquistadas no primeiro dia de competições. Mais que nada. Perece que nos 50m, prova na qual detém record mundial, terá mais chances. Se não conquistar o ouro que venha pelo menos um bronze.

Entre as vergonhas coloco as atitudes do judoca italiano Roberto Meloni que perdeu para o brasileiro Tiago Camilo e, além de reclamar o tempo todo, mau perdedor, na hora do ritual clássico dos lutadores frente a frente para proclamação do resultado, não manteve a postura corporal  correta e para receber o cumprimento do Tiago, não levantou o braço mantendo-o estendido ao longo do corpo, oferecendo apenas a mão baixa. Uma lástima. Nunca saberá vencer porque não sabe perder.

Vergonhosa também, a atitude do jogador galês convocado para a seleção de futebol na cota dos 3 acima da idade limite de 23 anos, para integrar a seleção britânica. Ganhou, inclusive, a faixa de capitão. E até este ponto não tinha nenhuma contestação. Foi convocado em detrimento de vários outros bons jogadores, alguns dos quais genuinamente ingleses e ainda ganhou a honra de carregar a faixa de capitão da equipe.
Todavia, na hora da execução do hino do reino unido, recusou-se a cantar sob a alegação de que o “God Save the Queen”, não é o hino oficial da Grã-Bretanha. Misturar política com desporto é bobagem. Se não concordava com os critérios do comitê olímpico britânico, poderia ter recusado a convocação. O David Beckham, por exemplo, ficaria feliz com a vaga dele  e a braçadeira de capitão.

E, finalmente, a maior vergonha até agora. A eliminação de 4 duplas do badminton, desclassificadas por suposto corpo mole. “Não teriam usado os melhore esforços para vencer”, segundo avaliação dos juízes. Duas duplas da Coreia do Sul, uma da China e outra indonésia jogaram sem combatividade e cometendo erros básicos, primários, para influir no chaveamento na etapa de quarta-de-fnal. Perder a partida significaria enfrentar um competidor mais fraco na etapa seguinte. Provavelmente estas duplas, ora desclassificadas, não poderão participara da competição em 2016, no Brasil. Que bom, menos trapaceiros entre nós.


Underground



Era uma partida de hockey, disputada em Londres, válida pelas Olimpíadas de 2012. Não teria grandes atrativos senão para os aficionados do esporte, não fora o fato de reunir de uma lado a equipe da Gran-Bretanha e, de outro a da Argentina.

Isto depois da Argentina ter eito uma gracinha, aliás com sabor inglês, de haver realizado um védeo promocional, no qual aparece um jogador de sua equipe de hóquei treinando nas ilhas Falklands, correndo e se exercitando, com ma legenda tipo: “Estamos treinando em território argentino para competir na Inglaterra”.

Tirante a pitada de humor, que volto a dizer tem tempero britânico, tratava-se de uma provocação. Mas inoportuna,  provocativa.

Os argentinos são arrogantes, convencidos, mas também inconsequentes e sem noção de perigo. Quando resolveram invadir as ilhas que chamam Malvinas, não levaram em conta que a Inglaterra está acostumada com guerras há séculos. Enfrentou muitas, algumas de longa duração, uma delas chegando aos 100 anos.

Ora, isto lhes deu uma enorme experiência em combates. Foi covardia o resultado. Diria benfeito não fossem as vidas de jovens sacrificadas pela irresponsabilidade de alguns generais, soldadinhos de chumbo, pretensiosos.

Mas isto era história passada e senão por pequenas bravatas e provocações do lado portenho  o episódio estaria condenado ao esquecimento. Mas eles fizeram a gracinha que relatei e o mundo todo viu por causa do fenômeno internet. 

Vai daí que este jogo de hóquei poderia degenerar e se transformar numa incontrolável pancadaria entre os atletas e entre o público presente, torcedores dos dois países, até porque o tal esporte é, por natureza, violento, agressivo, com muito contato físico.

Felizmente falou mais alto o espírito esportivo  e não houve brigas, nem entre jogadores e nem entre os torcedores. E não houve novidades no resultado os ingleses venceram com certa facilidade.

Ao final do jogo os atletas se confraternizaram civilizadamente. E não obstante as provocações de repórteres de TV, fazendo perguntas maliciosas a alguns dos torcedores, das duas nacionalidades, as respostas, inclusive dos argentinos, foram no sentido de que não se deve misturar política e esporte.

Bonito! Legal mesmo.

Hoje o Michael Phelps, nadador americano, entrou para história, onde permanecerá por um bom tempo, como o maior vencedor em Olimpíadas. Conquistou, com as de hoje, um total de 19 medalhas, sendo 15 delas de ouro.

Se considerarmos o peso de cada medalha de ouro que é de 400 gr, se o Phelps colocasse todas no pescoço para uma foto, por exemplo, iria provocar uma contusão séria na cervical, pois afinal teria que suportar 6 quilos. (15x 400gr).

A propósito, as medalhas de ouro são, na verdade compostas de 92,5% de prata, apenas 1,34% de ouro. O resto é completado com cobre. Elas têm 85 milimetros de diâmetro e 7 milimetros de espessura. Foram fabricadas 2.100 medalhas. Se outros competidores não fizerem como o judoca brasileiro, que deixou cair a sua e quebrou a argolinha onde passa a fita, e será substituída pelo COI, a quantidade cunhada será suficiente para premiar todos os vencedores.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Jogos Olímpicos de Londres 2012


O Eton Dorney Rowing Centre se localiza num lago artificial, o Dorney Lake, de propriedade do Eton College. *

No Tamisa (não está na foto acima) ainda são encontradas e pescadas enguias. Peixe de aspecto meio nojento. No prato, depois de preparado, é quase tão repugnante quanto a muçuã que comi em Belém do Pará.

Como no rio londrino ela é cada vez mais escassa, agora são importadas da vizinha Irlanda. Diz a lenda que é tão afrodisíaca quanto a piranha pantaneira e a raspa do osso do nosso tucunaré.

Mas em Londres ainda é tradicional comer a enguia cozida com purê de batata. Aliás que em Londres não há como não comer peixe e batata.

Nas quadras, campos de futebol, quadras, piscinas, raias e arenas, estamos sofrendo com algumas decepções.

Exemplos? Joana Maranhão, uma espécie de Ronaldo na Copa da França. Teve um peripaque, caiu, cortou o supercílio e não competiu no dia (400m medley). Diferentemente do Ronaldo que foi para o jogo e não jogou nada. A Joana, no dia seguinte,  foi para a outra prova (200m medley) e aí aconteceu o mesmo do Ronaldo, não nadou nada. Vexame como última colocada na sua série de semifinal. Despedida melancólica, com o tempo que fez, não teria passado nas seletivas e não estaria nas olimpíadas. Foi fazer turismo em Londres.

Como foram os irmãos Hipólyto. Tanto o Diego, quanto a Daniele não corresponderam e ficaram nos devendo muito.

Voltando as piscinas, outros nadadores, vários outros, não conseguiram atingir, sequer, os índices obtidos  em provas pré-olímpicas  que os qualificaram para Londres.

Ou seja, pioraram suas marcas, ao invés de melhorarem. Não entendo como um atleta que tem como ideal participar de uma olimpíada, se esforça para chegar até lá e, lá estando, não dá o máximo de si, não se supera em busca de resultados expressivos, mesmo que não se traduzam em medalhas. Pô, os caras não repetem índices que já alcançaram. O que é isso? Tremedeira? Relaxamento? Falta de garra? Falta de foco?

Os psicólogos precisam explicar este fenômeno.

Segundo ouvi de um comentarista de natação, o critério adotado pelo Brasil, para classificação de nadadores, é que atinjam, no mínimo,  o 12º tempo de olimpíada anterior ou campeonato mundial. Se bem entendi, aquele que alcança a marca obtida pelo 12º colocado na olimpíada anterior consegue classificação e vai representar o Brasil.

E sabe o que acontece? Eles conseguem em disputas regionais (Sul-Americanos ou Pan-Americanos, ou outras seletivas) os índices estabelecidos, mas não repetem as marcas quando chegam a competição para valer.

Pelo comentário do analista da ESPN, vários deles se tivessem nadado dentro dos tempos que conseguiram antes das Olimpíadas e que os credenciaram, teriam chegado às semifinais.

Todos os que foram eliminados logo no início teriam chegado, pelo menos, às  semifinais se repetissem tempos que já alcançaram. Alguém explica isso?

O basquete feminino vai de mal a pior e chego a supor que além de não lograrmos posição honrosa em Londres, corremos o risco futuro, a exemplo do que aconteceu com os marmanjos que ficaram três olimpíadas sem participar, de não conseguirmos classificação para as próximas. A sorte  das meninas (algumas já nem tanto) é que a próxima competição olímpica será no Rio de Janeiro.

No vôlei feminino a situação não é mais alentadora. Devemos ficar fora do pódio, sem medalhas.

Já o handebol feminino está caminhando bem.  Sem alarde.

O basquete masculino, surpreendentemente, mesmo com o abominável Leandrinho*,  tem mais chance de medalha do que o vôlei masculino, o que nos últimos anos seria impensável. O vôlei conseguiu medalhas e o basquete sequer participou, nas três últimas competições .

O futebol aumentou suas chances com a inesperada e, porque não, vergonhosa eliminação da Espanha. No terreno dos vexames o Uruguai deu o dele também, perdendo para o Senegal, a primeira derrota deles na história das olimpíadas. E olha que eles ganharam a medalha de ouro em 1924 e 1928. E no futebol profissional atravessam uma boa fase, são campeões Sul-Americanos.




* Local de disputa das provas de remo e canoagem de velocidade. Tem 2,2 km com 8 faixas. Fica próximo do Castelo de Windsor.

** Se tivesse voz e poder decisório, dispensava o tal de Leandrinho, que joga na NBA (o que não é pouca coisa, admito), ganha bem em dólares, mas para meus parâmetros faz mal ao time. É mascara pura. Só quer arremessar, e o faz com baixo aproveitamento. O Oscar também era fominha. Adorava fazer cestas, mas fazia mesmo.