24 de março de 2013

Duelo de musas


Nossa (ainda) musa, Sharapova, começou bem a temporada 2013, vencendo com autoridade o Premier de Indian Wells: 6x2 e 6x2.

Este embate caracterizou-se por confrontar duas musas do tênis mundial: a russa Maria Sharapova de um lado e a dinamarquesa Caroline Wozniacki do outro.

Sharapova venceu no quesito esportivo e, penso eu, também no beleza.

Vejam e decidam. Nas três primeira fotos a dinamarquesa, nas três seguintes Sharapova.



























23 de março de 2013

Scheduled

Programe suas visitas virtuais ao blog:

24/03 Duelo de musas  by JC
25/03 Drones - parte I by Freddy
26/03 Drones - parte II by Freddy
27/03 Anomalias by JC
28/03 Advogados são um perigo, e os médicos? by JC
29/03 Páscoa by Ana Maria
30/03 ?
31/03 ?
01/04 Curling by JC
02/04 Sunday brunch by Erika France
03/04 ?
05/04 Cinquenta tons by Freddy
06/04 ?

Como podem ver, alguns dias estão sem programação. Todavia, há um post do Freddy (Pra que TV?) para ser programado.

O que sinto falta no estádio de futebol


Para início de conversa, do público. Vasco e Flamengo com mais de 100 mil torcedores. Fla x Flu também. Seleção brasileira, sempre, com mais de 100 mil. Eu estava no Maracanã no jogo Brasil X Paraguai pelas eliminatórias da Copa de 1970. Era muita gente. Muita mesmo (falam de 140.000). Assisti sentado de lado, graças à solidariedade de torcedores que já ocupavam os degraus das arquibancadas e me permitiram sentar onde deveriam estar apoiados os pés.

Nem vou mencionar o Brasil X Espanha da Copa de 1950, porque foi um caso excepcional, inclusive com invasão do estádio com portão posto abaixo.

E tem o seguinte, se me permitem uma opinião radical. Ôlas e avalanches podem até ser divertidas, mas são desnecessárias no futebol. Assim como vuvuzelas. E, last but not least, dancinha coreografada para comemorar gol. Coisa muito babaca.

A entrada das equipes em campo era uma festa maravilhosa, com agito de bandeiras. As torcidas de Vasco e Flamengo tinham lugares marcados nas arquibancadas. A do Vasco ficava à direita das cabines de rádio e a do Flamengo è esquerda. E ambas tinham, também, uma sala onde eram guardadas as bandeiras e os instrumentos musicais das bandinhas.
No outro dia o Vasco jogou, contra o Nova Iguaçu, para um público de pouco mais de mil pagantes. Vergonha!

Outra coisa de que sinto muita falta, é chegar ao estádio, com as equipes já em campo, e saber quem vai jogar. Os uniformes clássicos, tradicionais, eram respeitados. O Vasco, por exemplo, com um uniforme azul é uma heresia, por mais bonito que pudesse ser (e não era).

O Fluminense, no outro dia, estava jogando com uma camisa bordô, ou grená, sei lá, irreconhecível para mim. Foi preciso esperar o narrador para saber que era o Fluminense. Mas já foi pior, já foi laranja.

Está certo que os patrocinadores de uniformes, e também os clubes, precisam vender camisas, mas as alterações deveriam se limitar aos detalhes, como tipo de gola (em V ou em curva, ou tipo  polo), ou tipo de manga, enfim precisam ser criativos, sem, contudo violentar a tradição e as cores oficiais dos clubes.
Quem acompanha futebol deve lembrar que o Flamengo, não faz muito tempo, jogou com o uniforme do Olaria (ou do Tabajara ) nas cores azul e amarelo. Que coisa horrorosa.

Que saudade do locutor anunciar “A ADEG informa, substituição na seleção brasileira, sai Garrincha e entra Jairzinho”. Ou, ainda, “sai Gerson e entra Rivelino”.

Agora se ouve ou se ouvia (não mais Maracanã), “sai Hulk e entra um Zé qualquer”. Preferiria ouvir, “sai Hullk ... para nunca mais voltar”. Não que o Hulk seja um perna-de-pau, mas não é jogador para seleção nacional. No Vasco, no lugar do Eder Luiz, vá lá que seja.

Tenho saudade do campeonato carioca com o Canto do Rio disputando e com os grandes tendo que vir ao Caio Martins jogar contra ele. E tenho saudade de clubes tradicionalíssimos, reveladores de craques, como o Madureira, o São Cristóvão, o Olaria, o Bonsucesso, o Campo Grande e a Portuguesa, além, claro, de Bangu e América.

Hoje o que vemos são equipes “itinerantes”, bancadas por prefeituras, sem torcida mesmo, na acepção da palavra. Algumas pertencem a empresários.
Todos estes times citados eram facilmente identificáveis em campo, pois seus uniformes eram conhecidos.

Já que falei das torcidas, sinto saudade das brigas “de mão”, sem armas, já que eram inevitáveis algumas vezes. Nem mesmo os mastros das bandeiras eram utilizados para agressão, era considerado crime de guerra.

E quando digo que eram as vezes inevitáveis é porque palavrão ainda era obsceno e muitos maridos ou namorados não admitiam seu uso nas proximidades de onde estavam sentados. Sobre o juiz, o máximo que se dizia é que era “bicha”, em coro. Mas isto já nos anos 1960.

Os dirigentes eram um capítulo a parte, chamados de cartolas, fizeram história em seus respectivos clubes e viraram lenda ou folclore: Gilberto Cardoso, Carlito Rocha, Heleno Nunes e até mesmo o professor Plinio Leite, dono de colégio em Niterói, que presidiu o America, campeão carioca, com um time sensacional.

Folclórico seria o Castor de Andrade, presidente do Bangu, que bancava, depois dos industriais da fábrica de tecidos do mesmo nome (a família Silveira) um time de ponta, com Zizinho.

Os jogadores, o mais das vezes, jogavam várias temporadas pelo mesmo clube (com exceção dos chamados pequenos, que revelavam talentos), criando com isso uma identidade com a torcida: Pavão, no Flamengo, Pinheiro, no Fluminense, Beline, no Vasco, Nilton Santos, no Botafogo, são associações inevitáveis.

O profissionalismo é inevitável. Afinal hoje o futebol é business, e para todo o sempre será. Mas uma pitada do espírito amadorístico nos jogadores daria um tempero excelente. Mercenários e chinelinhos, são pragas que precisam ser extirpadas.

Já que estou me expondo mesmo, uma palavra final sobre execução de hino nacional antes das partidas regionais e nacionais, obrigatório em alguns estados (felizmente não no Rio). Falta-me um adjetivo para definir o quanto acho inoportuno, descabido e irritante. A torcida não presta atenção e até vaias são ouvidas; os jogadores ficam saltitantes para não esfriar a musculatura; ninguém sabe a letra direito; os narradores não sabem o que fazer (respeitam ou aproveitam para dar as escalações?)

E qual é o sentido do hino antes do jogo? Patriotismo ou patriotada? Populismo de deputados venais, corruptos e safados, em sua maioria, que votam matérias sem objetivos claros e alcançáveis como esta. 

22 de março de 2013

Vasco e Flamengo campeões, no Rio, de vices-campeonatos



A pecha de eterno vice colada no Vasco não tem apoio estatístico.

Nos últimos 20 anos, o Flamengo foi 11 vezes vice-campeão em torneios e campeonatos oficiais, tantas quanto o Vasco neste período.

Neste particular o Clube Atlético Mineiro, o famoso “galo das alterosas”, juntamente com o outro mineiro - Cruzeiro - é que são os campeões de segundos lugares, com um total de 13 vices. E o São Paulo também tem 13.

Em Minas, tal se explica, em parte, pelo fato de sendo os dois os  maiores clubes mineiros e papões de títulos regionais, se alternando nas conquistas, quando um é campeão o outro em geral é vice.

Mas e em São Paulo, como se explica? Não são apenas dois os postulantes de títulos.

Aqui no Rio também não é diferente. Temos nestes últimos 20 anos (antes havia mais), pelo menos 4 grandes clubes disputando títulos locais.

E o time do urubus  foi vice tantas vezes (11) quanto o Gigante da Colina.

Esta afirmativa está calcada em estudo  e pesquisa encontrável no sitio 

Só precisa ser mais divulgado.

21 de março de 2013

Jam Thumbprint Biscuits




Por
Erika France
teawitherika.wordpress.com




I was reading an article written by Hugh Fearnley-Whittingstall about the invasion of American coffee shops in Britain and how it's changing the consumers' behaviour. "Supersized decorated cookies" and "enormous cartoon cupcakes" are taking the place of good old bickies but they're like a well-dressed, handsome but dumb boy: easy on the eyes but very disappointing in comforting.





With that in mind I remembered that I hadn't posted anything yet from one of my favourite blogs, Technicolor Kitchen. I used to make these biscuits a long time ago but I lost the recipe when I decided to transfer all my recipes to the computer. Not that I didn't make backup cds, I surely did! Lots of them. The problem was that I used a programme to edit the recipes that was simply discontinued (PageMaker) and the copies I had wouldn't work in the more modern system versions. Of course it was my fault: I knew it was going to be discontinued and yet I kept postponing migrating my recipes to a more reliable format, like .txt. Damage was done, so let's move on and find another biscuit recipe. And that's how I found Patricia's Chocolate Thumbprints. I have adapted it slightly because I prefer my thumbprints with jam but they are delicious and very easy to make anyway.


JAM THUMBPRINT BISCUITS

(makes about 35 biscuits)


INGREDIENTS


115g unsalted butter, softened

½ cup (70g) confectioners' sugar, sifted

¼ teaspoon salt

1 teaspoon pure vanilla extract

1 ¼ cups (175g) all-purpose flour, sifted

about 6 tbsp jam (I made some with guava and some with apricot jam)





METHOD

Preheat oven to 180ºC and line two baking trays with parchment.

In the bowl of a stand mixer fitted with the paddle attachment, beat together the butter, sugar, salt and vanilla on medium-high speed until smooth, about 2 minutes. Beat in flour, beginning on low speed and increasing to medium high, until a dough forms – it won’t be sticky.

Roll dough by teaspoonfuls into balls, and place them 2cm apart onto prepared tins. Bake for 10 minutes, remove from oven, press thumb into tops of biscuits to make indentations and fill them with a bit of jam. Return to oven, and bake until light brown on the edges, 7 to 9 minutes more. Remove to a wire rack to cool.

NOTES: It's best to use the back of a measuring teaspoon or the end of a wooden spoon to make the indentations so that you don't burn your thumbs :)

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20 de março de 2013

40 anos de The Dark Side of the Moon


 Por
 José Frid




No dia 1 de março passado foi comemorado os 40 anos do lançamento do disco "The Dark Side of the Moon", do Pink Floyd, quarenta e dois minutos e meio de puro rock progressivo inglês. Aquele do LP com capa negra e um prisma central transformando um raio de luz em arco-íris. Para festejar, tirei o bolachão da capa de papelão e coloquei na vitrola, ou melhor, no toca-discos, ou ainda no pick up Garrard e deixei rolar as dez faixas, lógico com pausa para virar de lado. Enquanto degustava as músicas, lia as letras no encarte central, os músicos participantes, etc. Aconteceu? 

Sonho apenas...

Na verdade, entrei na internet e encontrei no YouTube um "vídeo" com a capa e o som do disco inteiro. Depois de degustá-lo, fui ouvindo as músicas conforme as encontrava, ora na versão original, ora por banda cover. E assistindo aos videos no YouTube. Modernidades ....

(Pausa para os mais novos: disco, LP e bolachão eram formas de chamar um disco de vinil (plástico duro), normalmente preto, com diâmetro de uns trinta centímetros, no qual eram feitos sulcos para gravar as músicas, entre 4 a 7 de cada lado, que depois eram lidas por uma agulha magnética, que decodificava o sinal e enviava para um amplificador e dele para as caixas de som. O disco vinha dentro de um saco de celofane, ou plástico fininho e transparente, este acondicionado em uma capa de papelão com fotos, desenhos, textos, etc.

Alguns dos LPs tinham encartes impressos com mais fotos, as letras das músicas, os músicos envolvidos em cada faixa, detalhes de gravação, etc. Os saudosos dizem que o som do vinil é melhor que o do CD, da música digital, mas a maioria não tem ouvido para perceber e/ou o barulho ambiental não permite ouvir a diferença.

Voltando ao lado escuro da lua, a primeira faixa - Speak to me – já traz surpresas, apresentando vários efeitos sonoros que, depois vão aparecer em outras faixas. Ela engata em "Breathe", lindíssima, segue por "On the run", outro ponto alto, até "explodir" no espetáculo de "Time". O que era aquilo???

Lembro como se fosse hoje o impacto ao ouvir a música: um longo silêncio inicial (muitos, na primeira vez que a escutavam, achavam que havia algum defeito no disco), quebrado por um despertador barulhento, um som ou outro, num crescendo, o tic-tac do relógio, a batida do coração, até explodir na canção!

Imperdível, inesquecível. Até hoje ela provoca impacto em todo mundo. Quem não cantou com eles "Ticking away the moments that make up a dull day.... guitarras, teclado, batera ... tudo perfeito. Segue a lenta "The Great Gig in the Sky", um vocal para dançar coladinho... vira o disco!

 O lado B começa muito bem com "Money" e suas registradoras. Depois "Us and Them", saxofones, sintetizadores, guitarras... até Eclipse, última faixa do LP quarentão, na qual o grupo conclui que "...there is no dark side of the moon, really. Matter of fact, it's all dark.", Será?

Ouvir as diversas faixas trouxe-me recordações daquela época. 

Lógico que no Bananão, como dizia o contemporâneo Ivan Lessa no Pasquim, o LP em versão nacional só chegou muitos meses depois, mas as pessoas antenadas já o conheciam e divulgavam nas rádios, como o Big Boy em seus programas na Rádio Mundial (alguém ainda escuta música no rádio, sem ser no do carro? Alguém ainda escuta programa musical de rádio?).

Para um garoto como eu, naqueles tempos as músicas eram divididas em três grupos: para ouvir, para dançar separado e para dançar juntinho. Algumas músicas integravam mais de um grupo, é claro, pois adolescentes e jovens nunca foram muito rígidos.

Para ouvir seriam as músicas com muitos solos de guitarra, teclados infinitos, solos de bateria, etc., normalmente mais longas que o usual, que a gente escutava sozinho ou em grupos de amigos, numa aparelhagem de som estéreo ou quadrifônica (?). Chegava a dar um "barato".... Led Zeppelin, Alice Cooper, Black Sabbath, Rick Wakeman, Deep Purple, Gênesis, The Hollies ... As músicas dos Beatles, já separados, também faziam parte das ouvidas e não dançadas.

As músicas para dançar separados eram aquelas muito animadas, com refrão, que se ajustava alguns passos para fazer bonito nos bailinhos. Muito comum cantar/berrar junto com o artista, mesmo não sabendo inglês. Ninguém ficava parado, valia até dançar com mulher feia (nos casos delas, homens feios, que naquela época, como Tim Maia cantava, valia tudo, só não podia homem com homem, mulher com mulher. Dançava-se e examinava-se o mulheril (homarada para elas) em volta, preparando-se para o set das músicas lentas, o ponto culminante das paqueras. Um sorriso aqui, uma piscada acolá, um aceno, um movimento de corpo, eles anotando a ordem de ataque...

Hoje nas baladas não há necessidade de músicas lentas, todo mundo já sai de casa para beijar muito, pegar, ficar, etc. Combinado por celular, e-mail, Face, Twitter, etc. Tudo muito descontraído, direto ao ponto. Naquele tempo era mais complicado, tinha que seguir as regras sociais.

Ápice das festas e dos bailinhos era o set das músicas lentas, onde se dançava coladinho. Carly Simon, Billy Paul, Elton John, Michael Jackson, Roberta Flack, Paul McCartney, John Lennon, Cat Stevens, Stevie Wonder, The Carpenters, Bee Gees, Marvin Gaye, Doobie Brothers, entre outros, não podiam faltar. Decorava-se as letras para poder cantar (?) ao pé do ouvido da selecionada daquela noite e, quem sabe, encantá-la e se dar bem.

Era mais ou menos assim: nos primeiros acordes da canção lenta inicial, o cidadão rapidamente se dirigia à escolhida da noite. Se desse sorte, ela aceitava seu convite e iam para a pista. Caso contrário, ele disfarçava o insucesso, dava uma volta pelo salão e atacava a segunda incauta, a terceira, os padrões de exigência caindo, a quarta, o desespero por estar acabando a música, a quinta ...

Bem sucedido, na pista, ele se controla e põe educadamente as mãos na cintura dela, ela envolve seu pescoço com os braços. Dois pra lá, dois pra cá.

Neste primeiro movimento ainda há um oceano entre os corpos do casal. Mais balanços no compasso da música e o oceano se esvai lentamente à medida que os corpos vão aproximando-se lentamente, conforme o interesse recíproco, achegando-se, aconchegando-se, nenhum homem é uma ilha, corpos colados, ele cantando no ouvido dela, ela não ligando para o mal inglês dele, ele sentindo o corpo dela junto ao seu, ela o dele suando juntos, um roçar na nuca, a cintura dela gingando entre os dedos nervosos dele, ela encosta a cabeça no ombro dele, que afasta delicadamente os cabelos e arrisca um leve roçar de lábio na orelha dela, ela estremece, ele percebe, os rostos se aproximam, Paul MacCartney ataca de “My Love”, os narizes se tocam, respiração ofegante dos dois, inclinam as cabeças num balé mágico e ... The Kiss!! A lua se ilumina por completo, Pink Floyd, não há lado escuro para os amantes!

Nota do editor/blogueiro: o José Frid, estreante aqui no blog, é cunhado do Rick Carrano, colaborador assíduo deste espaço virtual.

19 de março de 2013

Vale dos Vinhedos - revisita 2013 (parte 4, Caminhos de Pedra)


Por 
Carlos Frederico March (Freddy)



Como fechamento de nossa revisita ao Vale dos Vinhedos, vale contar o episódio relacionado com nossa participação no passeio Caminhos de Pedra, constante da programação original do pacote por nós adquirido.

É um roteiro cultural a partir de Bento Gonçalves no qual podemos admirar casas de pedra preservadas da época da colonização italiana da região. Em algumas delas, podem ser feitas paradas para visitação, degustação de itens quando for o caso, ou simplesmente fotos.

Cabe no momento abrir um parêntesis para comentar que o povo da região tem uma religiosidade muito acentuada, basicamente de origem católica. Em todos os caminhos percorridos vez por outra damos de cara com oratórios à beira da estrada, e um taxista nos afiançou que há milhares deles espalhados pela região.

Realmente vimos diversos em nossos passeios, sendo que na rua da Casa Valduga há um deles, que eu aproveitei para fotografar.

Um dos milhares de oratórios espalhados na região dos vinhedos
Como dissemos logo na parte 1 dessa série de relatos, nossa recepção pelo pessoal da Villa Valduga foi excepcional. Houve, no entanto, um único deslize na programação: uma alteração sem aviso prévio da ordem dos passeios. O que seria feito na 6ª (Caminhos de Pedra e atividades complementares, dia inteiro) foi antecipado para a 5ª feira, dia em que estava programado relax pela manhã e retomada de atividades próximo à hora do almoço (11:30, curso de degustação).

Lembrem-se de que a viagem se iniciou numa 4ª feira, tendo nós acordado às 4 da manhã para conseguirmos pegar o avião às 8 no Aeroporto Tom Jobim (Galeão). Enfileiramos uma série de traslados: táxi Niterói-Rio, voo Gol, carro Porto Alegre-Bento Gonçalves, chegando à Villa Valduga por volta de 1 da tarde. Sem saber das alterações, em vez de relaxar um pouco à tarde, nós exageramos na alimentação: lauto almoço e depois jantar harmonizado, incluindo vinhos e espumantes. Às 22:30, retornando cansadíssimos do jantar de boas vindas, ansiando pelo merecido descanso, fomos informados através de um comunicado frio deixado na porta de que a programação havia sido alterada.

Problemas pessoais relacionados com minha saúde (excessos alimentares) me obrigaram a cancelar nossa participação no passeio, já que havia necessidade de acordar novamente cedo, preparar-se e estar alerta e apto já às 9 da manhã. Sem chance! Depois do café, já restabelecido fisicamente, dirigi-me à recepção e
relatei meus argumentos, admitindo ser responsabilidade minha a decisão de não participar da programação já adquirida, mas lamentando a troca de dias, não prevista no folder recebido quando da aquisição do pacote - entreguei uma cópia ao atendente.

Eis que no sábado, um dia antes do retorno e em pleno café da manhã nos vinhedos (início da festa da vindima), fomos abordados por representante da direção e nos oferecem fazer o passeio integral Caminhos de Pedra com motorista particular, o mesmo contratado por nós para fazer o transfer Villa Valduga - Gramado, próxima "perna" de nossa viagem pela Serra Gaúcha. Ele seria o nosso guia no passeio com almoço incluso, ou seja, programação integral personalizada!

Ficamos impressionados com a gentileza. Resolvemos aceitar pela metade, ou seja: estipulamos um passeio light (nós escolheríamos quais atrações seriam vistas, não todas elas) e declinamos da oferta do almoço incluso, motivados pela ansiedade de ir logo para Gramado.

E assim foi feito. Após o check-out na Villa (10:00), o motorista-guia nos levou ao passeio pelos Caminhos de Pedra. Vimos muitas das atrações em trânsito, seguindo atentamente as explicações, e resolvemos parar em apenas 2 delas (Casa da Ovelha e site de filmagem do filme Quatrilho).

Miniatura da Casa da Ovelha

Na Casa da Ovelha, além de assistir a vídeo e fazer degustação de itens produzidos com leite de ovelha, fomos assistir a uma demonstração de pastoreio com uma cadela Border Collie adestrada, a Brenda, de 10 anos. Brenda, pela idade já avançada, consegue pastorear cerca de 300 ovelhas, mas parceiras mais jovens
podem dar conta até de 1.000 cada uma!

Demonstração com cadela border collie

Depois fomos ao sítio onde foi filmada uma cena do filme O Quatrilho. O sítio ficou famoso e hoje é preparado para visitação, degustação de licores e salames, além de conseguirmos explicações detalhadas tanto sobre o lugar como sobre as filmagens - que geraram menos de 4 minutos na montagem definitiva!

Site de filmagem de "O Quatrilho"

Autor e esposa dentro da casa onde foi filmado "O Quatrilho"

Poderíamos ainda ter conhecido a Casa do Tomate e uma ervateira, habituais pontos de parada de turistas na região, mas tendo visitado os dois locais acima referenciados, por opção pessoal demos por encerrado o passeio aos Caminhos de Pedra e seguimos retos para Gramado, onde chegamos às 13:30, a tempo de ainda pegar o almoço alemão no restaurante do Hotel Ritta Höppner, onde nos hospedamos. Mas isso é assunto para outro post!

Hotel Ritta Höppner, Gramado-RS