quarta-feira, julho 18, 2012

Classificados selecionados

Ainda repercute na imprensa, agora de Niterói, o premio conquistado pela TAU Virtual, em concurso patrocinado pelo jornal "O Estado de São Paulo".

Afinal a firma embore preste serviços para empresas de todo o país, está sediada em Niterói, desde de sua constituição há 12 anos.

Vejam abaixo:

terça-feira, julho 17, 2012

Olimpíadas de Londres - 2012



Vejam que estava com tudo pronto para acompanhar, em Londres, as Olimpíadas 2012: camisa do Arsenal, boné da Guinness e guia da cidade. Quase tudo pronto, melhor dizendo. Faltavam as libras, o passaporte no prazo de validade, e a possibilidade de me afastar das atividades profissionais por, pelo menos, vinte dias.

Admito que na verdade tinha apenas a vontade. Mas, como diz o outro, vontade dá e passa.


Está certo, sei que  a Guinness  não é de Londres, mas esta foi a cidade mais próxima da Irlanda em que tomei a ótima cerveja.

Por falar nisso, a viagem até a Irlanda, com passagem por Escócia e País de Gales, será a próxima que farei.

 Londres é para pessoas de bom gosto, pessoas sofisticadas que aceitam e respeitam as tradições, mas estão abertas para as inovações, para a vanguarda. Todo mundo fala dos grandes costureiros franceses e italianos, principalmente, mas eu louvo Mary Quant que revolucionou moda e costumes femininos.


São Paulo peleja com o Tiete há anos, e não consegue transformar aquele esgoto a céu aberto num rio (que já foi), enquanto isso  no Tamisa (tão poluído ou pior), depois de recuperado, encontra-se até  salmão. 

Londres tem uma faixa de pedestres, na Abey Road, que é centro de atração turística. Se quem vai a Roma tem que ver o Papa, quem vai à capital inglesa tem que tirar foto atravessando a rua celebrizada pelos cabeludos. Os Beatles são um fenômeno inexplicável. Gerações, como a de meus filhos e netos, que não os viram juntos e ao vivo, brilhando (senão em vídeos), são apaixonados por suas músicas.


A par de uma faixa de travessia de pedestres, a cidade tem um endereço famoso que nada mais é do que residência de um personagem de ficção. O número 221b, da Baker Street é o endereço do mais famoso detetive e, na vida real, abriga um museu dedicado a Sherlock Holmes, criação de Arthur Conan Doyle.


Foto Juliana Carrano
Londres, pela terceira vez abrigará a competição mundial, e Elizabeth II, soberana que está no trono, aplaudida e saudada pelo povo, nas comemorações de seus sessenta nos de reinado, é a terceira monarca a acompanhar os jogos. O primeiro foi Eduardo VII, em 1908, o segundo George VI, em 1948 e agora a filha deste, Elizabeth.

Além de um dos maiores estadistas de todos os tempos – Winston Churchill -  a Grã-Bretanha  foi berço de notáveis escritores. Uma curiosidade em relação a escritores, é que dois famosos, de nacionalidade britânica, mas nascidos na Índia, faleceram em Londres: Rudyard Kipling e George Orwell.

Uma de minhas frustrações foi não ter podido, já nem digo frequentar, mas entrar um pouquinho, só para conhecer, num daqueles clubes exclusivos, conhecidos como “Gentlemen's Club”, onde sentados numa bergère capitoneé você lia o The Times, e era atendido por um garçon vestido a caráter, que se apeoximava e perguntava com aquele sotaque  de Oxford: “O drink de sempre, senhor?”

Meu amigo Castelar (http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/12-07-10/ainda_as_garrafas_-.aspxcerta feita me prometeu falar com um amigo dele que poderia intermediar esta minha visita. Mas o Borghoff  (assim se chamava o amigo) morreu recentemente e ficarei frustrado o resto da vida. Até porque, pelo que fui informado, estes clubes estão fechando há algum tempo e são cada vez mais raros.


Bem, restou um outro desejo, mais fácil e simples de realizar. Jogar dardos (setinhas) num pub, tomando uma caneca de Guinness.



segunda-feira, julho 16, 2012

Sete décadas de mudanças em Niterói

Em sete décadas a cidade mudou muita coisa. Perdeu a condição de capital do Estado do Rio de Janeiro que, então, não englobava a cidade do Rio de Janeiro, que tinha o papel de Capital da República, chamada de Distrito Federal.

Em minha certidão de nascimento, datada de abril de 1940,  consta Distrito Federal. Quando minha família mudou para Niterói, eu tinha apenas 3 anos de idade. Sou niteroiense por adoção.

Já mudei da cidade em três oportunidades, mas sempre retornei, porque aqui criei raízes.

A mais visível das mudanças é a presença, na paisagem da Baia da Guanabara, da ponte que liga a cidade à antiga capital federal, que no mesmo período perdeu o status de capital do país, passou à condição de capital do Estado da Guanabara e, com a fusão, à capital do Estado do Rio de Janeiro.

O Estado do Rio de Janeiro na configuração de hoje é maior do que à época em que Niterói era sua acapital.

Este fator, a construção da ponte, contribuiu em muito para outras mudanças bem significativas na "Cidade Sorriso".

Vou tentar, no correr da pena (ou dedilhamento do teclado) com base na memória meia desgastada, apontar algumas, sem ordem estabelecida de importância ou cronologia.

A primeira que me ocorre, está no comércio da cidade. E alterou para melhor.

Antigamente era necessário atravessar a baia, nas velhas e boas barcas da Cantareira, para ir fazer compras.

Em Niterói era possível comprar, apenas, artigos de armarinho, miudezas. Tecidos e calçados populares. Tinhamos quitandas e armazéns de secos e molhados. Supermercados nem pensar.

Vestuário, masculino ou feminino, só mesmo no Rio de Janeiro, onde se encontrava maior variedade e qualidade. Eletrodomésticos a mesma coisa. Dizíamos que as lojas da capital tinham maior sortimento.

As mulheres que podiam, iam as lojas prêt-à-porter, como a Sloper, instaladas na avenida Rio Branco e nas ruas do Ouvidor e Gonçalves Dias, apenas para citar as mais importantes artérias ou vias públicas (linguagem da época) onde se concentrava o comércio mais, como direi, sofisticado? Elegante?

Sim pelo menos para os padrões da época. Hoje Niterói abriga um sem número de butiques, filiais de grifes famosas no Rio e em São Paulo, e uma grande quantidade de outras criadas na própria cidade, por empreendedores locais.

Os grandes magazines, tais como Mesbla e Sears, ficavam do outro lado da baia. Bem depois instalaram filiais aqui na cidade, os quais, a exemplo das matrizes cariocas, desapareceram do cenário comercial.

Os magazines, que vendiam de um tudo e pertenciam a um só dono ou sociedade, deram lugar aos Shoppings Centeres.


Hoje a cidade tem Shoppings bem movimentados e comporta, certamente, pelo menos mais um de grande porte, a julgar pelo movimento que se verifica no Plaza.

Algumas lojas mais conceituadas atraiam consumidores e faziam com que as pessoas fossem até o Rio de Janeiro (DF) para comprar. Por exemplo, calçados era  na Clark ou Casa Pedro (sapatos femininos forrados); Casa José Silva e Ducal (confecção masculina) e outras que, no correr dos anos,  abriram filiais em Niterói (com exceção da Casa Pedro). Bem mais tarde todas as citadas lojas  desapareceram tragadas pela concorrência e/ou má administração.

A compra de material ótico, como binóculos, lupas, microscópios e outros itens que tais, era efetuada na Lutz Ferrando, no Rio de Janeiro.

Assim como relógios era de bom alvitre comprar na Casa Masson.

Os chapéus  na Ramenzoni, as meias na Casa Olga, e luvas nas luvarias Gomes ou Monteiro, todas no Rio de Janeiro.

Material de papelaria, em especial escolar, era comprado no centro do Rio de Janeiro, na Casa Mattos ou na Casa Cruz, que posteriormente vieram se instalar com filiais em Niterói. Até mesmo os uniformes eram adquiridos n'A Colegial, que também acabou por se instalar aqui na cidade. E já não existe.

Penso que este tipo de comércio, de venda de uniformes escolares, despareceu, pelo menos como lojas estabelecidas em frente de rua, como se diz em relação aos pontos de venda não localizados em shoppings.

Sombrinhas e guarda-chuvas era imperioso comprar na Vezuvio, loja tradicional na então capital do país.

Lojas de eletrodomésticos, fundamentais para compras de utensílios, máquinas e equipamentos domésticos, que chegavam ao Brasil via importação, como Rei da Voz, Casa Neno, J. Isnard, Castelo do Rio, Lojas Palermo e outras, só  existiam na capital federal.

Mais tarde, vieram para Niterói a Casa Neno e a J. Isnard, que me lembre as primeiras do ramo, assim como já tinham vindo os magazines Mesbla e Sears.

No terreno da gastronomia então, foi enorme a transformação. Surgiram na cidade, nos últimos anos, vários bons restaurantes, bistrôs e lanchonetes. E foram criados pólos em alguns pontos da cidade.

Daquela época distante, anos 1940/1950, há uma honrosa exceção de sobrevivência, embora tenha perdido seu caráter de encontro de políticos, empresários e profissionais liberais, no horário de almoço. Falo do restaurante Monteiro, na Rua da Conceição, onde ainda se come um bom filé de namorado com arroz de brócolis (tradicional da casa).

As redes de fast food mais conhecidas, como MacDonald’s e Bob´s levaram algum tempo até aportarem na cidade. Mas se espalharam por vários pontos.

Em Niterói, nas décadas supracitadas, o point para degustação dos recém-chegados deliciosos e nutritivos lanches, era a (havia somente uma) Lojas Americanas onde eram encontrados o Milk Shake, o Sundae, a Banana Split e outras tentações geladas.

Em se tratando de casas de chá e doceria, tínhamos, aqui em Niterói, a Leiteria Brasil, mas em nada se comparava ao charme e elegância da Confeitarias Manon e Cavé, que ainda existem no Rio de Janeiro, e andam as turras em briga no Judiciário. E a mais bonita, sofisticada, charmosa e elegante de todas as confeitarias era, como até hoje, localizada no Rio de Janeiro. Refiro-me a Colombo.

Ao mesmo tempo e na mesma intensidade, com que o comércio de Niterói ganhou impulso, do outro lado as lojas mais elegantes e sofisticadas foram se deslocando para a zona sul e o do centro do Rio de Janeiro foi perdendo expressão.

Quem possuía carro europeu, como pai, que tinha um "Austin A70", inglês, enfrentava uma enorme dificuldade para aquisição de peças. Em Niterói havia apenas uma loja especializada, chamada Auto Europeu a qual, não raro, não tinha em estoque a peça ou componente que precisávamos. Então a solução era atravessar a baia. Ou encomendar lá mesmo na Auto Europeu e aguardar dois meses, até que chagassem via São Paulo.

Outra lastimável alteração ocorreu com a praias internas, na Baia da Guanabara, que aqui deste lado também eram bastante frequentadas: Icarai, São Francisco (que na época ainda carregava o Saco), Flechas, Boa Viagem. Locais de lazer, paquera, prática de esportes.

Atualmente apenas as chamadas praias oceânicas são balneáveis. Esta mudança foi para pior. Como piorou  o trânsito. E o sistema de saúde e o de ensino público, nos níveis fundamental e médio.

Tínhamos algumas boas escolas públicas de nível então chamado primário, tais como o Raul Vidal, o Portugal Pequeno, o Pinto Lima e outros. E no nível médio (ginasial, clássico e científico) tínhamos o  Liceu Nilo Peçanha, referência em ensino, que só encontrava rival no Pedro II, no Rio de Janeiro. E o Instituto de Educação, que formava professoras primárias. 

No terreno das escolas técnicas profissionais, as Escolas Henrique Lage, na zona norte e o Aurelino Leal, no Ingá, que agora perdeu o caráter de escola técnica.

Os bondes, e os ônibus elétricos que os sucederam, que atravancavam, segundo diziam, o trânsito, pela morosidade e exclusividade de linha ou traçado de tráfego, desapareceram e deram lugar a uma cada vez maior frota de automóveis particulares, que transformou a cidade num gigantesco engarrafamento.

Não demora estaremos engarrafados na saída da garagem do prédio. Correndo o risco de dali não sair.

Num balanço das modificações ocorridas nas últimas décadas, acho que o ponteiro pende para o lado "piorou", na maioria dos quesitos.

Ou não? 



domingo, julho 15, 2012

Torço pelo Vasco




Assim como meus filhos e neto. Assim como o Aldir Blanc e seu neto Pedro.




E também como o Matinho da Vila e sua filha Mart'nália. E Paulinho da Viola, Tereza Cristina, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e muitos outros bambas do samba e da música popular brasileira em geral.





E como Ferreira Gular e João Ubaldo Ribeiro, bambas da literatura.


Como Fátima Bernardes, Juliana Paes, e mais um sem número de mulheres inteligentes, famosas, celebridades e bonitas.















Como os primos  Marcos Palmeira e Bruno Mazzeo, sobrinho e filho, respectivamente, do Chico Anisyo.
















E, ainda, Antonio Pitanga e sua filha Camila.



O poder político no Estado do Rio esta nas mãos de vascaínos: Sergio Cabral (governador) e Eduardo Paes (prefeito do Rio).



E os reis, gente: Pelé e Roberto Carlos, também torcem pelo Trem Bala da Colina.





Vale lembrar do Tremendão, amigo de fé, irmão camarada do Rei. E da Fernanda Abreu, também torcedora do Gigante da Colina.


Fernanda
Erasmo











E as belezuras, em dose dupla, do nado sincronizado: Bia e Branca. Ou Branca e Bia.


E fortões bons de briga, como Minotauro. Vai encarar?



Post anterior sobre o Vasco e sua torcida famosa, ilustre, seleta,  em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2011/08/galeria-de-vascainos-ilustres-e-famosos.html

sexta-feira, julho 13, 2012

Classificados selecionados


Meu filho, autor do post anterior, em matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo (Estadão),
em entrevista por ocasião do recebimento de prêmio conferido à Tau Virtual.

Leiam a matéria na versão on line do Jornal, em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,midias-sociais-dao-a-agencia-espaco-na--premiacao-,899662,0.htm

Sorria


Por
Jorge Carrano

(Original publicado em http://www.cavernaweb.com.br/?p=2582)



Quanto tinha apenas 14 anos,  em 1840, o  imperador Dom Pedro II foi seduzido pela fotografia.  O aparelho que registrava as imagens, chamado Daguerreótipo, havia sido inventado no ano anterior pelo francês Louis-Jacques Daguerre (1787-1851).

Em 1888, surge a Kodak, fundada por George Eastman, o inventor do filme fotográfico. Durante o século 20,  Kodak foi sinônimo de fotografia, e levou para as mãos de milhões de amadores a possibilidade de registrar momentos. Um aniversário, o Natal, a viagem de férias com a família, a chegada dos filhos e netos. O Kodachrome, a mais famosa película já produzida, ganhou até uma música, feita por Simon & Garfunkel.

Foi a popularização da fotografia que permitiu o surgimento do fenômeno “foto feliz”, que não existia no tempo em que o registro visual era feito pela pintura. Parece que o turista e a fotografia foram inventados no mesmo momento. Afinal, você não vai para Paris tirar foto com cara triste, certo?

Ao retornar, as pessoas colavam as fotos em álbuns, as espetavam em murais de cortiça e andavam com elas para mostrar aos amigos. Os problemas eram muitos: e se o filme acabasse? E se a foto ficasse ruim? Você só saberia quando voltasse para casa.

Com o tempo, as câmeras digitais, depois os celulares e tablets se encarregaram do papel de registrar momentos. E outros álbuns virtuais surgiram para dividir as imagens com os amigos: as redes sociais.

Resultado: o Instagram, fundado apenas em outubro de 2010, foi comprado pelo Facebook por um bilhão de dólares, e a Kodak não vale mais nada.

Mas a ditadura do sorriso, aquela sensação de estar num eterno comercial de margarina, é mais que um resultado da tecnologia. É um fenômeno social. Observe as imagens dos seus amigos no Facebook.  Sempre sorrindo, ou fazendo alguma palhaçada. E as fotos de viagem? O sujeito nem desembarca no aeroporto e já está postando foto no seu perfil do Facebook.

A cultura do sorriso tornou-se obrigatória. Temos uma necessidade muito grande de sermos queridos, admirados, e por que não também “curtidos” e “comentados” ?

O sorriso nos tempos atuais acaba sendo mais o componente de um fenômeno de consumo rápido, para ser “compartilhado” em tempo real, do que parte de um momento de alegria a ser perpetuado.

N. do E: o autor do texto é primogênito do blogueiro.

quinta-feira, julho 12, 2012

Marca líder = substantivo comum

Aquela receita vinha passando de geração para geração, na família, desde a bisa “Inhorinha”. E fazia sucesso.


Um dia uma visita gostou tanto que pediu a receita. Berenice, a anfitriã,  respondeu que era muito simples e seria possível memorizar. Farinha de trigo, amido de milho, açúcar, leite, ovos, manteiga e fermento. A ordem dos produtos possivelmente não seria esta, mas não importa para contar o caso.

A visita estranhou. Amido de milho? Onde compro isso?

Isso aconteceu com a Maizena, como poderia ater acontecido com o pó Royal.

Maizena era substantivo comum, designativo de amido de milho, assim como pó Royal era o fermento.

As receitas, mesmo as publicadas na imprensa, estipulavam, tantas xícaras de Maizena, uma colher de pó Royal, ao invés de mencionar os produtos amido e fermento. Acabava como se fosse fundamental utilizar a marca mencionada, sob pena de não dar certo.

As pessoas não faziam pudim de leite condensado, mas sim de Leite Moça. A receita começava assim, uma lata de leite Moça, a mesma lata cheia com leite de vaca, e assim por diante...

Algumas marcas eram tão conhecidas e tão presentes no mercado, que seus nomes acabavam por designar tipo de produto.

Haste flexível com ponta de algodão

Você já ouviu alguma mãe recomendar que o filho passe haste flexível no ouvido depois do banho? Não, claro. A mãe usa e recomenda usar Cotonete (marca registrada da Johnson &Johnson). Cotonete virou nome do item de consumo.






Algumas marcas até hoje conservam esta característica de designarem, genericamente, como substantivo,  um determinado utensílio. Caso da Gillette (marca registrada da Procter&Gamble), que é sinônimo de lâmina de barbear. Até para apontar o lápis, usávamos gilete nos tempos de escola.


Algumas marcas já não têm esta força, embora aqui e ali ainda signifiquem  um item de consumo geral, com nome próprio. Exemplo clássico é a cerveja. No Rio de Janeiro, durante muito tempo (agora um pouco menos), tínhamos tomado umas bramas na noite anterior e não umas cervejas.

Consta inclusive que o folclórico e falecido ex-presidente do Corinthians, de nome Vicente Matheus, certa feita numa entrevista teria dito que iria comemorar um título com umas braminhas da Antarctica.

Piada ou não, com o Vicente Matheus tudo era possível, a verdade era uma só: no Rio e em alguns outros locais, o nome Brahma era genérico de cerveja, substantivo comum.

As mulheres usavam Modess, mesmo que o absorvente fosse de outro fabricante que não a Johnson&Johnson, proprietária, também, desta marca comercial.

Apenas os mais antigos haverão de lembrar. Mas antes do papel higiênico ser vendido em rolo, era comercializado em pacotes com folhas retangulares, com as dimensões, sei lá, de 15cm por 20 cm, e cerca de 80 folhas em cada embalagem. A marca mais vendida era a Sanitário. Então, quando nos referíamos a papel sanitário, na verdade falávamos de papel higiênico.

Hoje poucas marcas atingem este nível de popularidade a ponto de se tornarem substantivo ao invés de uma marca registrada desta ou aquela empresa.

Talvez as cópias feitas pelo sistema e nas máquinas da Xerox, seja caso cada vez menos comum de nome próprio que vira comum.

Ainda se diz e escreve que é necessário fazer xerox dos documentos. E existem outras copiadoras no mercado e sistema reprográfico diferente.