6 de novembro de 2022

Vasco volta à elite, até quando?

 


O titulo da postagem não tem conotação depreciativa, até porque sou vascaíno.

A dúvida, e insisto nela, está relacionada a qualidade do elenco do clube. Tirante algumas pouquíssimas exceções, o elenco é nível série "C", isso mesmo, série "C", ou terceira divisão se preferirem.

Com este elenco atual o Vasco não se mantém na série "A". Repito, com este elenco volta para a segunda divisão.

Vamos ver se o novo gestor (acionista do futebol), investe firmemente no clube, até para poder obter resultados financeiros, desde que se trata de empresa comercial.

É primordial que não tenha como objetivo ganhar  dinheiro a curto prazo, vendendo os direitos federativos de alguns promissores jogadores, egressos das categorias de base e que poderão se transformar em talentos valorizados no mercado internacional.

Eles foram fundamentais na pífia campanha do Vasco nesta temporada.

Na verdade, os astros, em harmonia, ajudaram na classificação entre os quatro primeiros.

A sorte ajudou em muito, tanto quanto a fidelidade, paixão e decisiva participação da imensa torcida.

Estou comemorando sem muita euforia, discretamente.

Em tempo: o goleiro que critiquei e ao qual faço restrições, foi o nome do jogo final contra o Ituano.

O Ituano amassou o Vasco, não fora a penalidade e a expulsão de um jogador logo no início da partida e o resultado poderia ter sido outro.

No papel, na teoria, na tradição, na lógica (digamos assim), na história, subiram os quatro mais importantes: Cruzeiro, Grêmio, Bahia e Vasco.


5 de novembro de 2022

DISCURSOS CÉLEBRES


Alguns discursos, ao longo dos tempos e obviamente da história, entraram para os almanaques, os anais.

Até quem não é ou foi operador do Direito  ou historiador, conhece as Catilinárias, conjunto de discursos de Cicero, acusando Catilina no Senado romano:

"Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência? (...) Não vês que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem?"


Em "Oração aos moços", escrito por Rui Barbosa, paraninfo da turma de 1920 dos formandos de Direito, da Faculdade do Largo de São Francisco, uma das mais, se não a mais importante do país, lido pelo professor Reinaldo Porchat, em face de problemas de saúde de Rui, que não compareceu à cerimônia, um trecho é recorrente em vários contextos:



De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, e rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

E o  discurso de posse do presidente John F. Kennedy que seduziu os Estados Unidos em sua chegada à Casa Branca?

"Não pergunte o que os Estados Unidos podem fazer por você, mas o que você pode fazer pelos Estados Unidos".


Afirmou Kennedy à multidão reunida no Mall de Washington na gelada manhã de 20 de janeiro de 1961.

CHURCHILL


"Não tenho nada a oferecer senão sangue, trabalho, lágrimas e suor".

Trecho do discurso de Winston Churchill ao assumir como primeiro-ministro do Reino Unido, em 1940, em plena II Guerra Mundial.

São passagens icônicas, perpetuadas, enaltecidas, partes da oratória de políticos que entraram para a história e não somente por suas falas.

Por falar em políticos e história, acho sensacional a passagem da carta-testamento de Getúlio Vargas, quando de seu suicídio:
"Saio da vida para entrar na história".

Não menos bem colocada a acusação: "À sanha de meus inimigos deixo o legado de minha morte".

Este post sobre oratória tem como motivação a observação do colaborador/seguidor/cliente, tricolor, engenheiro e amigo Riva, sobre o discurso de Lula quando proclamado eleito.

Ele achou chinfrim, demagógico, enquanto eu, admito que exagerando um pouco, achei muito bom, como de um estadista. Cumprimentos ao ghost writer.

3 de novembro de 2022

PATETICO

Fantasiado de Zelensky e com entonação de frade franciscano.

Esqueceu que ainda é o presidente que deve determinar o cumprimento da lei.

E ainda insiste em deixar aberta a possibilidade de golpe, sugerindo as manifestações em outros locais.





CHEIROS

Alguns cheiros são muito agradáveis. Não há um consenso mundial sobre quais seriam eles.

Na minha lista, sem qualquer tipo de ordem preferencial, alguns que lembro neste momento em que escrevo:

Bebê após banho 

Um livro novo recém editado

Café passando no coador

Amendoim torrado

Grama molhada

O cheiro de terra após uma chuvarada no verão

Pipoca na manteiga

Mulher amada saindo do banho com algumas gotículas ainda caindo dos cabelos

Bolo da avó

Tempero (alho e/ou cebola fritando)

Baunilha

Chocolate


 Ginger Body Spray (Game on) da Jack Wills


Pão saindo do forno




Existem outros, claro, que agradam a muitos, mas não me comovem. Exemplo? Automóvel novo.

Como mencionei foram os que me ocorreram enquanto escrevia. 

2 de novembro de 2022

É indigno quem apoia idignidade

 

 

Tudo tem limite. Inclusive o respeito, a admiração ... até o amor fraternal ou incondicional ... pois como disse o poeta "é infinito enquanto dure".

Mário Castelar, querido amigo, irmão espiritual, destes que consideramos imprescindíveis, definitivos, costumava dizer que “amigo não julga amigo”. Nunca concordei, mas jamais manifestei minha discordância, por respeito de opinião.

Ele faleceu, há oito anos, como meu melhor amigo se excluirmos desta categoria os filhos. 

Outro amigo de infância, dos bancos primários, meu padrinho de casamento, com quem participei de política estudantil afinados em ideias e princípios, num dado momento resolveu se candidatar e ingressar na política profissional.

Estou preservando seu nome porque nunca lhe dei direito de resposta. Nossa divergência que resultou em afastamento social e fim da amizade teve motivação política, nunca revista entre nós.

Quando ele resolveu se candidatar ao parlamento, promoveu um jantar em petit comitè, com lugares marcados, em sua residência em São Francisco.

Declinei do convite porque o principal convidado   do anfitrião era Roberto Jefferson, dirigente do partido pelo qual ele se candidataria.

Telefonou-me gentilmente e formulou o convite, do qual declinei pedindo: “...... (omissis) me inclui fora desta.”

Fez-se enorme silêncio; tive tempo de lhe desejar sorte e desligamos. Faz muito tempo, anos demais para recordar.

Sabem o por quê? Porque o ponto de ruptura da tolerância, da aceitação da divergência, da combustão da amizade, chegara ao limite extremo de aceitação, de assimilação.

Sou assim, tenho limites e valores pétreos como algumas cláusulas constitucionais.

Fica o registro, ilustrado com caso real pinçado entre outros. Não fiz, certamente, falta a ele em sua trajetória de vida; mas ele tampouco, com seu distanciamento, levou-me a lamentar.

Diz o surrado provérbio popular: "quando um não quer dois não brigam."

Se minhas palavras, no bojo do título, desagradarem, paciência: não serei hipócrita.


PS:

1) posso revelar o nome se indagado individualmente.

2) ele não se elegeu.

3) tenho parentes próximos, na situação relatada de apoio ao desequilibrado.  E também eles estão ao alcance de minha opinião. Também rotulo de indignos pela persistência, porque não têm déficits cognitivos. Bolsonaro é a síntese da indignidade. Vejam como saiu.

1 de novembro de 2022

A falácia do "capital político"

 

Não aguento mais a repetição ad nauseam, de repórteres, comentaristas políticos, enfim a imprensa em geral, de que Bolsonaro sai com grande "capital político" em face dos 58 milhões arredondando) de votos que obteve.

Coloca-lo como líder inconteste deste contingente eleitoral, é um erro, uma falácia.

Eleitores fieis aos princípios defendidos por Bolsonaro, na verdade, não atingem este número alardeado. Não, não estou contestando o número, ele é verdadeiro.

O que contesto é a afirmativa, falsa, de que foram votos  dados ao Bolsonaro. Assim como boa parte dos votos dados ao Lula não foram de eleitores que o admiram e respeitam.

Excluam-se os eleitores antipetistas, de um lado; e de outro a rejeição ao energúmeno que tentava a reeleição.

Passando na peneira, para que sobrem os convictos, nem um e nem outro teria a votação alcançada.

Bandnews, CNN, Globonews e outros canais informativos, insistem em repetir como rebanho sem raciocínio  a locução "capital político".

Torcer para o Corinthians contra o Flamengo, não me faz torcedor corintiano. Ambas as torcidas são abomináveis.

Num dado momento uma é mais palatável do que outra.

PRF virou milícia

 

Dando vazão a sua índole, o capitão transformou a Polícia Rodoviária Federal em milícia.

Nós sabemos o que acontece em casos que tais.

Não esqueçamos que Bolsonaro ainda é o presidente da República e cabe a ele e ao ministério de nomeou controlar a crise, liberar as rodovias e restabelecer o direito de ir e vir.

O desabastecimento é responsabilidade dele. Só um desequilibrado não entende o que está provocando.