quarta-feira, agosto 01, 2012

Jogos Olímpicos de Londres 2012


O Eton Dorney Rowing Centre se localiza num lago artificial, o Dorney Lake, de propriedade do Eton College. *

No Tamisa (não está na foto acima) ainda são encontradas e pescadas enguias. Peixe de aspecto meio nojento. No prato, depois de preparado, é quase tão repugnante quanto a muçuã que comi em Belém do Pará.

Como no rio londrino ela é cada vez mais escassa, agora são importadas da vizinha Irlanda. Diz a lenda que é tão afrodisíaca quanto a piranha pantaneira e a raspa do osso do nosso tucunaré.

Mas em Londres ainda é tradicional comer a enguia cozida com purê de batata. Aliás que em Londres não há como não comer peixe e batata.

Nas quadras, campos de futebol, quadras, piscinas, raias e arenas, estamos sofrendo com algumas decepções.

Exemplos? Joana Maranhão, uma espécie de Ronaldo na Copa da França. Teve um peripaque, caiu, cortou o supercílio e não competiu no dia (400m medley). Diferentemente do Ronaldo que foi para o jogo e não jogou nada. A Joana, no dia seguinte,  foi para a outra prova (200m medley) e aí aconteceu o mesmo do Ronaldo, não nadou nada. Vexame como última colocada na sua série de semifinal. Despedida melancólica, com o tempo que fez, não teria passado nas seletivas e não estaria nas olimpíadas. Foi fazer turismo em Londres.

Como foram os irmãos Hipólyto. Tanto o Diego, quanto a Daniele não corresponderam e ficaram nos devendo muito.

Voltando as piscinas, outros nadadores, vários outros, não conseguiram atingir, sequer, os índices obtidos  em provas pré-olímpicas  que os qualificaram para Londres.

Ou seja, pioraram suas marcas, ao invés de melhorarem. Não entendo como um atleta que tem como ideal participar de uma olimpíada, se esforça para chegar até lá e, lá estando, não dá o máximo de si, não se supera em busca de resultados expressivos, mesmo que não se traduzam em medalhas. Pô, os caras não repetem índices que já alcançaram. O que é isso? Tremedeira? Relaxamento? Falta de garra? Falta de foco?

Os psicólogos precisam explicar este fenômeno.

Segundo ouvi de um comentarista de natação, o critério adotado pelo Brasil, para classificação de nadadores, é que atinjam, no mínimo,  o 12º tempo de olimpíada anterior ou campeonato mundial. Se bem entendi, aquele que alcança a marca obtida pelo 12º colocado na olimpíada anterior consegue classificação e vai representar o Brasil.

E sabe o que acontece? Eles conseguem em disputas regionais (Sul-Americanos ou Pan-Americanos, ou outras seletivas) os índices estabelecidos, mas não repetem as marcas quando chegam a competição para valer.

Pelo comentário do analista da ESPN, vários deles se tivessem nadado dentro dos tempos que conseguiram antes das Olimpíadas e que os credenciaram, teriam chegado às semifinais.

Todos os que foram eliminados logo no início teriam chegado, pelo menos, às  semifinais se repetissem tempos que já alcançaram. Alguém explica isso?

O basquete feminino vai de mal a pior e chego a supor que além de não lograrmos posição honrosa em Londres, corremos o risco futuro, a exemplo do que aconteceu com os marmanjos que ficaram três olimpíadas sem participar, de não conseguirmos classificação para as próximas. A sorte  das meninas (algumas já nem tanto) é que a próxima competição olímpica será no Rio de Janeiro.

No vôlei feminino a situação não é mais alentadora. Devemos ficar fora do pódio, sem medalhas.

Já o handebol feminino está caminhando bem.  Sem alarde.

O basquete masculino, surpreendentemente, mesmo com o abominável Leandrinho*,  tem mais chance de medalha do que o vôlei masculino, o que nos últimos anos seria impensável. O vôlei conseguiu medalhas e o basquete sequer participou, nas três últimas competições .

O futebol aumentou suas chances com a inesperada e, porque não, vergonhosa eliminação da Espanha. No terreno dos vexames o Uruguai deu o dele também, perdendo para o Senegal, a primeira derrota deles na história das olimpíadas. E olha que eles ganharam a medalha de ouro em 1924 e 1928. E no futebol profissional atravessam uma boa fase, são campeões Sul-Americanos.




* Local de disputa das provas de remo e canoagem de velocidade. Tem 2,2 km com 8 faixas. Fica próximo do Castelo de Windsor.

** Se tivesse voz e poder decisório, dispensava o tal de Leandrinho, que joga na NBA (o que não é pouca coisa, admito), ganha bem em dólares, mas para meus parâmetros faz mal ao time. É mascara pura. Só quer arremessar, e o faz com baixo aproveitamento. O Oscar também era fominha. Adorava fazer cestas, mas fazia mesmo.

segunda-feira, julho 30, 2012

London 2012



Às 16:30h, no Brasil, 20:30h em Londres, assistindo pela TV as provas de ontem na competição olímpica de natação, fiquei bastante emocionado com a emoção da nadadora Missy Franklin. Ela conquistara a medalha de ouro na prova do 100m nado de costas e no lugar mais alto do podium, aos primeiros acordes do hino americano, começou a murmurar a letra, numa tentativa clara de não se concentrar no significado do momento. De repente parou o murmúrio e começou a soprar suavemente, soltando o ar, estaria bufando se os movimentos fossem incontroláveis e fortes. Mas não, eram suaves, estava evidente que contralava a emoção. Mas ao final do hino, quando já reiniciara a cantar baixinho, só para ela, as lágrimas brotaram e começaram a escorrer pela sua face. Com as costas das mãos, disfarçando o gesto, tentava inutilmente  seca-las.

Foi aí que me emocionei mais do que ela. Sempre fui emotivo, mas depois do AVC piorou muito a minha emotividade. No caso que narro, emocionou-me a americana ficar emocionada com a conquista do premio maior, representado por uma medalha dourada, vendo a bandeira de seu país subindo no mastro ao som do hino nacional. A emoção transbordante é emocionante.


Na foto abaixo já controlara as lágrimas e sorria ao lado das medalhistas de prata e bronze.


   She won the 100 metres backstroke gold medal at the London Olympics 


Que será que passava na cabeça da Missy? Era orgulho por haver bem representado seu país? Seria pela alegria que estaria propiciando aos seus pais? Ou seria pura alegria por ela mesma, pelo prazer pessoal.


Não importa foi bonito ver.

É verdade que muitos outros vencedores nestas mesmas olimpíadas, extravazaram alegria, sorrisos (e também lágrimas emocionadas) e acenos de mãos  para os parentes e amigos nas arquibancadas, mas foi aquele nadadora ali, no alto do pódio, não conseguindo, malgrado todo o esforço que fez, soltando o ar ou balbuciando a letra de seu hino nacional, que me levou às lágrimas.




A razão principal, imagino, é que em momentos como aquele a gente consegue identificar um ser humano.

Carta de Nova Petrópolis




Por
Ricardo dos Anjos









FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE


NOVA PETRÓPOLIS – Na tarde de sábado, 28/7, centenas de integrantes de grupos locais, nacionais e internacionais, além de estudantes e representantes de entidades, levaram sua arte à Av. 15 de Novembro, entre o Parque Aldeia do Imigrante e a Rua Coberta. Nesta edição, o Desfile do Festival Internacional de Folclore contou também com carros alegóricos e alas temáticas – representando o cooperativismo, a escola, as formas de entretenimento e trabalho dos imigrantes alemães vindos à região -, além da distribuição de fitas, frutas, biscoitos e chope.
            Muitas pessoas assistiram à atração, que teve duração de quase uma hora. O supervisor de segurança patrimonial Márcio José Rocha, 36 anos, de Paranaguá, Paraná, estava passeando pelo município e parou para assistir ao desfile. “Fomos pegos de surpresa e achamos muito bonito”, disse, acrescentando que aceitou o convite para ver as apresentações na Rua Coberta.


NAS COMUNIDADES


            Com o objetivo de facilitar o acesso e de aproximar a comunidade da diversidade cultural presente em Nova Petrópolis durante o 40º Festival Internacional de Folclore, grupos locais e comunidade organizam noites culturais gratuitas pelo interior.
Grupos folclóricos locais e dois grupos visitantes fazem deste, um momento único para as pessoas que não podem se deslocar até o centro da cidade para assistir as apresentações artísticas. “É um momento de descontração e integração da nossa comunidade com os grupos visitantes. Um momento de troca de experiências e culturas”, afirma Carla Cristiane Ferreira, coordenadora do evento.
Em cada noite cultural os grupos locais ou corais iniciam com a sua apresentação a partir das 19h30min para, em seguida, dar espaço aos grupos visitantes. Confira as datas e as localidades que serão contempladas com as noites culturais e seus respectivos grupos.


Apresentação em Centros Comunitários


 
 
 

sábado, julho 28, 2012

Ainda as Olimpíadas 2012




Enquanto assistimos em nossas telas de TV, tablets ou iPhones, aqueles que não fomos até Londres, a um espetáculo artístico/cultural magnificamente concebido e realizado com dedicação e entusiasmo por centenas de voluntários britânicos, que ao longo dos últimos dois anos dedicaram muitas hora de seus momentos de descanso em exaustivos ensaios para que a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos saísse perfeita técnica e visualmente, aqui no Brasil temos um rol de mazelas, descalabros e absurdos, isto há 4 anos do patrocínio das próximas Olimpíadas.

Entre alguns dos problemas com os quais nos deparamos são surreais. Exemplo? Os novos trens adquiridos para o metrô, não couberam nos tuneis abertos e obrigaram à reformas nas estações.

Um velódromo, para provas de ciclismo, construído há apenas 5 anos, para os Jogos Pan-Americanos, competição importante no calendário mundial, teve sua pista rejeitada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que recomendou, pasmem sua demolição. Esta aberração que nos envergonha e entristece, ainda vai dar pano para manga. Ora, jogar no lixo 14 milhões de reais, que foi quanto nos custou a “moderna” estrutura para competições de ciclismo, é inconcebível.

Seja porque o Velódromo foi construído em 2007, não faz portanto um tempo demasiado longo, seja porque muitas cidades importantes do país não dispõem de instalações adequadas para este tipo de competição (inadequadas pelo rigores do COI, mas excelentes para, por exemplo, treinamentos), seja porque duvido que neste interregno de 4 anos tenham surgido materiais e/ou técnicas que tornaram obsoleta e imprestável a nossa pista em Jacarepaguá.

Este escândalo é comparável a constatação de que há uma estrutura podre no teto do Maracanã, palco da abertura e de várias disputas. Existirem danos na cobertura de um estádio que ainda está em obras é prova cabal de incompetência e/ou desonestidade e/ou falta de controle.

Estas e outras aberrações estão apontadas em reportagem publicada em revista semanal que circula no Rio, em edição especial voltada para o Estado.

Tenho alguma chance de estar vivo em 2016, pois afinal estou somente com 72 anos de idade, e morrerei de vergonha se até lá não forem resolvidos problemas seriíssimos que temos, e que podem comprometer a realização da festa e dos jogos Olímpicos.

As áreas de segurança e transporte, desde os aeroportos, apresentam problemas de difícil solução em tão curto espaço de tempo, que corremos o risco de um vexame de proporções  planetárias.

Enquanto isto, em Londres, a população que não iria ao estádio para assistir à cerimônia, atendendo apelo das autoridades, ficou em casa para diminuir a número de veículos em circulação na cidade e o trânsito fluir mais livremente.

E os milhares de voluntários, técnicos  e profissionais envolvidos nos ensaios e preparativos, guardaram os segredos e truques envolvendo o espetáculo,  de sorte a não estragar a surpresa de quem iria assistir no local ou pela TV (mais de 1 bilhão de pessoas) ao redor do mundo.

Educação, orgulho nacional, dignidade e respeito. Será que além de instalações adequadas teremos estes ingredientes de caráter e honra?


Em Londres e adjacências, as instalações ou seja, estádios, quadras, arenas,  piscinas, raias e pistas, foram construídos aproveitando, tanto quanto possível, equipamentos existentes, como no caso das provas de tiro, que estão sendo realizadas num antigo quartel da Artilharia Real, construído em 1776, no sudoeste da cidade.


Enquanto o Estádio Olímpico de Pequim, que ficou conhecido como o "Ninho de Pássaro" nos impressionou pela estética, pelo design, o construído em Londres tem formas arquitetônicas mais austeras e a preocupação maior foi com a sustentabilidade. Pragmaticamente trocaram o belo pelo racional.


Finalmente, hoje, aqui e agora, termino falando de outro show, desta feita o de imagens. Assisti competição de remo, logo cedo (aqui no Brasil, pois há uma diferença de fuso de 4 horas) e de natação à tarde.


No remo tivemos imagens laterais dos barcos em disputa, de frente e, com resultado excelente, do alto, com visão geral da raia. Sensacional. E o Centro Aquático que sem desprezar a prioridade de ser sustentável e legado importante para a cidade, atendeu também o aspecto estético. Seu teto em forma de onda tem um resultado visual muito bacana.


As imagens das provas de natação também são fantásticas. Permitem observar os movimentos de pés, pernas e braços dos nadadores, e oferecem visão geral de toda a piscina o que nos permite acompanhar o desempenho de nossos nadadores e torcer por eles. 


O Thiago Pereira fez bonito, ficando com a medalha de prata nos 400m medley, ficando à frente de ninguém menos do que o cultuado Michael Phelps, que acabou  fora do podium.


Mas bonito mesmo, nos enchendo de orgulho, fez a Sarah Menezes, judoca que ganhou ouro, mostrando técnica, mas sobretudo raça.


Sarah Menezes


Raça e disposição que faltaram à equipe de basquete feminino que perdeu vergonhosamente, pela falta de combatividade  e atenção, para a fraca equipe francesa.


Hoje foi isso, 3 medalhas, uma de cada cor e metal, o que não deixa de ser relevante e auspicioso.

Show







Desde ontem Londres tem uma atração a mais, temporária, por pouco mais de duas semanas (27 de julho até 12 de agosto): as Olimpíadas.

Maratona de competições com a participação de 204 países, disputando 39 modalidades esportivas, reunindo 10.400 atletas, em números redondos. 

Nem todos disputam todas as modalidades, obviamente, porque existem índices pré-estabelecidos que devem ser alcançados para inscrição, e  em outras existe número fechado de participantes, como nos esportes coletivos de um modo geral, cujas vagas são decididas em eliminatórias.

A delegação dos USA, com pouco mais de 600 atletas é maior do que a do país sede. Querem retomar a liderança no quadro geral de medalhas. Principalmente as douradas. A propósito foi interessante a mensagem de despedida ada Michelle Obama. Teria dito para os atletas: divirtam-se... e vençam!

Terminada a competição, Londres volta (espero) a sua rotina de tradições, pubs, London Eye, Abadia de Westminster, Museus, Big Ben, etc.

Falar em tradição – e Big Ben -  eles levam tão a sério esta coisa que para poder abrir uma exceção e o famoso relógio soar  (badalar) por três minutos, foi necessária a oitiva e aprovação do Parlamento. Desde os funerais de George VI, em 1952, tal não acontecia.

A solenidade de abertura foi um show, cansativo, mas belíssimo.

A história da formação do Reino Unido em encenação, sem diálogos, apenas ao som de músicas.

Por falar em música, que profusão de ritmos e estilos. E as bandas? Chega a ser covardia, pois a Grã Bretanha é berço das maiores de quantas já aparecerem.

Tivemos Shakespeare, Mr. Bean, James Bond e McCartney, drama, cinema, humor, musica erudita, popular (até hip hop), rock e muita utilização de efeitos especiais e recursos tecnológicos que garantiram resultado magnífico. Talvez melhor para os mais de 1 bilhão de telespectadores no mundo todo, do que para os cerca de 80.000 presentes ao estádio.

E o encerramento em alto estilo, com Paul McCartney botando o público presente e mais as delegações para cantar. E regeu o grande e inusitado coral como um maestro. Para a idade mostrou que conservou os cabelos e a vitalidade para cantar e se esgoelar em agudos bem altos.

Coisas que chamaram minha atenção, independentemente da ordem de importância:

- A serenidade da rainha. Impassível e "majestosa". E que energia, afinal foram 3 horas e pouco de solenidade. E ela impávida.

- Chefes de Estado e de Governo, Monarcas, Membros  de algumas casas monárquicas , representantes diplomáticos, autoridades públicas e primeira dama americana, tiveram seus cinco segundos de visibilidade aplaudindo o deswfile de suas delegações.

- Nos desfiles algumas delegações com mais dirigentes do que atletas, todos com seus poucos segundos de fama nas imagens da transmissão pela TV.

- Sharapova (cadê meu anti-hipertensivo?) levando a bandeira da Rússia.

- Muitas mulheres bonitas, em delegações tão improváveis quanto as do Azerbaijão e da Jordânia, para citar apenas duas.

- Mas também muito tribufu, barangas de várias cores de pele e vestimentas estranhas. E banguelas.

- A Siria, praticamente em guerra civil estava lá representada e com atletas inscritos nas competições. Assim como o Haiti, falido e em situação de penúria. E também como os Palestinos que ainda brigam por um território para nele fixar a pátria.

- Aula de história e, principalmente, geografia para ninguém botar defeito. Quando estudante primário e ginasiano, nas aulas de geografia tive algumas obrigações implacáveis, como aprender os afluentes do Amazonas, nas duas margens e que o Pico da Bandeira era o mais alto em nosso território (depois mudaram). Isto na geografia nacional porque na parte geral, o negócio era aprender as capitais dos grandes países europeus, asiáticos e americanos do norte e do sul. Dos africanos nem tanto, apenas Angola e Moçambique. Hoje a tarefa de decorar os países existentes já se revela inatingível, imagine as capitais. Dou trinta minutos ao caro leitor para lembrar o nome dos 204 países que se apresentaram no desfile de abertura.

- O desfile, mais do que de atletas, possibilitou a apreciação de raças e etnias as mais diversas, de países de língua e religião as mais variadas. E bandeiras nacionais muito coloridas. E o colorido das vestimentas dos africanos é bonito de ver.

- Chamou a atenção a alegria com que as pessoas desfilam, seus sorrisos francos, suas danças e acenos de bandeirolas com justo orgulho nacional. 



- A confraternização espontânea de praticamente todas as nacionalidades do planeta, sem ódios e rancores, sem preconceitos ou intolerâncias, cantando juntos “Hey jude”.




Olha gente, cheguei, por breves instantes, a achar que o ser humano é viável e, ao contrário do que afirmou o genial Millôr, deu certo.



sexta-feira, julho 27, 2012

Nova classe média



Uma nova classe média, à qual se incorporou uma parcela significativa da classe “C”, segundo padrões estatísticos consagrados, surgiu no país nos últimos dois anos.

Estes novos integrantes da classe média, egressos de extratos sociais mais baixos economicamente falando, como não poderia deixar de ser absorveram hábitos e costumes próprios desta faixa social/econômica.

Hábitos de compras e de opção por produtos e serviços aos quais não tinha acesso.

Cartões de crédito e assinatura de TV fechada  estão entre os itens que alcançaram estes novos consumidores.

A falta de experiência e de controle orçamentário, somados ao açodado anseio de possuir e desfrutar de casa própria, mesmo que de padrão mais popular, e de automóvel, está levando algumas pessoas à insolvência, protesto de títulos e perda, por confisco dos bens, em função de inadimplência. É preciso aprender a planejar. Não gastar mais do que ganha. Resistir a tentação do crédito fácil.

Há esperança que a melhoria no padrão financeiro, com mudança no patamar de renda, leve a uma maior preocupação com os estudos, pelo menos dos filhos, o que significa dizer que estes sendo mais cultos e educados, e tendo melhor capacitação profissional, irão ascender social e profissionalmente e    passarão a melhor escolher seus clubes do coração.

Esta digressão tem por finalidade dizer que há fundada esperança de que os torcedores do urubu diminuam com o tempo, na medida em que a chamada nova classe média, à longo prazo,  tenha mais instrução e cultura e saiba discernir melhor.

A torcida do Vasco tende a crescer muito, por ser a melhor opção para pessoas esclarecidas, de gosto apurado, inteligentes e cultas. Botafogo e Fluminense seriam aceitáveis alternativas.

Urge que saiam, metaforicamente, do lixão onde vivem as aves que servem de símbolo da torcida quantitativamente maior e qualitativamente menor.

Essa tese pode ser preconceituosa, polêmica e gerar controvérsias, mas irá se confirmar como verdade. O tempo cura todas as doenças.

A sociedade mais culta será mais exigente com relação ao clube para torcer.  Quem viver verá.

quinta-feira, julho 26, 2012

Maria, mas não uma qualquer

Maria Sharapova é tenista profissional, ganhadora de vários torneios internacionais. Além de esportista vencedora é uma linda mulher como atestam as fotos abaixo.


Ela mereceu este post exclusivo porque quando aparece no blog o número de acessos na Russia cresce magnificamente. Vejam que a Russia ocupa a terceira posição em número de acessos ao blog. E embora o blog não tenha objetivos comerciais, é gratificante saber que estamos sendo visitados virtualmente num país tão distante. Fico todo pimpão.


As estatísticas confirmam: Visualizações de página por país.





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Tenho esperança que um dia algum visitante virtual, da Russia ou adjacências, venha a fazer comentário sobre a musa, no idioma russo.

Ai ficarei mais pimpão ainda.