Quando eu era criança, na década de 1940 e até os primeiros
anos da década de 1950, ouvia de nacionalistas criticas às trocas comerciais
entre Brasil e Estados Unidos da América do Norte.
O lamento era que exportávamos matérias primas e importávamos,
quinquilharias, traquitanas, como brinquedos e botões de galalite (ou galalith), e outros itens menos nobres.
Agora fazemos pior importando cultura, tradições e bobagens
do Tio Sam.
Essas coisas a seguir - algumas bizarras - não fazem parte de
nossa história, não têm raízes lusitanas ou tupiniquins. Mas somos macacos de
imitação e ainda pensamos, como Juracy Magalhães, que o que é bom para os USA é bom para o Brasil.
Muito antes pelo contrário deveríamos repelí-las como espécies invasoras,
como fazemos com alguns peixes e vegetais. Ou taxa-las pesadamente de sorte a
torna-las inviáveis como bens, serviços ou lazer de consumo.
E menos ainda movimentos nacionalistas estremados, radicais.
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| https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwdd8g54j7qqo |
Me inclua fora disto:
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| Dia das bruxas |
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| Promoção comercial |
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| UFC ou MMA |
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| Futebol americano |
Notas:

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6 comentários:
E nos viciaram nos Chiclets Adams , na caixinha amarela, sabor hortelã.
Fui ao GUGO saber quem foi JURACY.
Em relação ao foco do post, deve dizer que SEMPRE fui fissurado em TUDO que vinha dos EUA, e afirmo até hoje, aos 74 anos de idade, que a viagem que fiz aos EUA com apenas 16 anos num intercâmbio cultural foi um dos momentos mais felizes da minha vida.
Lá tive acesso direto a todo o acervo musical que ouvia "aos goles" na Radio Mundial do Big Boy, podia comprar e saborear os verdadeiros hotdogs, mascar os chicletes originais (em lâminas, não eram pastilhas), assistia a TV colorida em casa (era 1969), comprei meu tênis Converse All Star que sonhava todos os dias, viajei pela 1ª vez nos jatos americanos da McDonnell Douglas da companhia americana BRANIFF (eu ia ao Galeão na época apenas para admirá-los do terraço), comprei todos os dias meus cigarros PARLIEMENT que só conseguia às vezes em Copacabana, importados a peso de ouro, fui a NY ver de perto o Empire Estate e a Estátua da Liberdade, símbolos pétreos da America, visitei todo arrepiado a chama eterna no túmulo do Kennedy no cemitério Arlington em Washington, vi o Greatful Dead tocar seu rock a 3 metros de distância do Jerry Garcia, vi pela 1ª vez uma porta se abrir automaticamente ao pisar um tapete, vi NEVE e fiz meu 1º boneco de neve, ao qual batizei com o nome de Walker (um dia explico porque) ..... e quando retornei ao Brasil fiquei muito, mas muito tempo mesmo achando que tudo foi um sonho, maravilhoso ....
Valeu, Juracy !! Podíamos ao menos hoje imitar também a postura da Suprema Côrte dos EUA. Seríamos uma nação, não um país.
Tive muitos momentos felizes no Brasil mesmo. Quando pude, fui alargar minha vivência, principalmente experiências culturais, na Europa.
Na minha passagem pela Faculdade de Direito aprendi, conceitualmente, se bem me lembro (passados 60 anos), que um Estado é uma Nação politica e juridicamente estruturada.
Não entendi a diferença entre país e nação. Sorry.
Nação se refere a um grupo de pessoas que compartilham elementos culturais, históricos, linguísticos, étnicos. País se refere a um território com fronteira.
E aí vc falaria novamente ...."não entendi !!"
Pedi então à minha amiga IA uma resposta à sua dúvida, pois creio que ela é mais amena ...enfim, eis a resposta dela :
EU : Um país pode não ser uma nação ?
IA : Sim. Um país pode não ser uma nação, pelo menos no sentido de não corresponder a uma única identidade nacional homogênea.
Um país é uma entidade política. Já uma nação é uma comunidade humana unida por identidade, cultura, história, língua ou sentimento de pertencimento.
E aí EU complemento, tentando me fazer entender :
- pergunte aos 64 milhões se aqueles 60 milhões são brasileiros ?
- pergunte agora aos 60 milhões se os 64 milhões são brasileiros ?
Temos uma nação ?
Caro Riva,
De novo, não entendi. E não é implicância. Gosto de você, a despeito de nossas enormes divergências.
O socorro da IA não ajudou muito. Aliás, a Barsa e a Lello Universal (que tínhamos em casa) eram enciclopédias mais confiáveis, porque obras humanas.
Mas voltando a vaca fria, até os índios brasileiros eram organizados em nações, como as tribos africanas e os aborígenes australianos. Nunca foram países.
Minha comparação foi entre Estado e Nação, não com país.
A IA viajou.
Temos um país com 2 nações. Não somos uma nação, uma única nação.
Uma tem 64 milhões de habitantes e outra com 60, cada qual com seus cada quais.
O Reino Unido, por exemplo, é um país formado por ingleses, escoceses, galeses e irlandeses do norte, mas que mantêm identidades nacionais distintas.
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