segunda-feira, outubro 26, 2026

Flávio se revela como Mr. Hyde, criatura malígna

Não votei no Bolsonaro "moderado", por absoluta falta de motivação. Aos 86 anos de idade, tendo visto de tudo um pouco no  período, seria idiota se enxergasse no Flávio um Dr. Jekyll.

Para mim sempre foi e sempre será um Mr. Edward Hyde. Está no DNA.

Deixo de lado a novela de Robert Louis Stevenson, porque muitos, a exemplo de Lula, jamais leram um livro, e portanto não compreenderão o significado.

Vou às fábulas, mais precisamente a Esopo, porque a tradição oral  tem mais penetração no estrato social que acessa este blog.

E resgato a narrativa do fabulista grego sobre a efêmera parceria entre o sapo e o escorpião.

Recordem:

Um escorpião precisa atravessar um rio, mas não sabe nadar. Ele pede ajuda a um animal que consegue fazer a travessia. No caso um sapo.

O sapo, desconfiado pelo histórico do escorpião, recusa no início, com medo de ser picado e morrer.

O escorpião argumenta que seria ilógico picá-lo, pois se o animal morrer e afundar, o ele (escorpião) morrerá afogado junto.

Convencido pelo argumento racional, o sapo aceita levá-lo nas costas. No meio do rio, o escorpião pica o animal.

Quando ambos começam a afundar, o sapo pergunta por que ele fez isso. O escorpião responde: "Porque é da minha natureza".

Nunca me iludi com escorpiões que simulam ser racionais.

Não entendeu a razão desta postagem? Ouça o pronunciamento do filho do capitão negacionista, após a derrota. 

Ao invés do protocolar, civilizado e elegante telefonema ao vencedor, reconhecendo a derrota e desejando sucesso na sua gestão, o que fez  escorpião, ou Bolsonaro moderado?

Revelou-se um Dr. Hyde, incontrolável, nocivo, de natureza perversa.


Mau perdedor, farsante. A verdade dos fatos: como alguns municípios descumpriram a obrigação legal de manter a frota de ônibus funcionando regularmente a campanha de Lula foi ao TSE pedir pedir a prorrogação do horário de funcionamento dos urnas.

O pedido foi formulado, por volta das 13:00 horas, ao tribunal competente, ou seja o Tribunal Superior Eleitoral.

O presidente da corte eleitoral, que tem cara de alfaiate, um certo Kassio, ligado umbilicalmente à campanha contrária, omitiu-se, decidiu não decidir.

Face a omissão do TSE, a campanha prejudicada recorreu ao STF. O presidente da corte suprema, que tem cara de pároco do interior,  preferiu sortear um relator para apreciar o caso.

O sorteio randômico decidiu que a relatoria caberia ao Zanin, que está no tribunal porque foi advogado do presidente do momento. Assim como o presidente do TSE, também ministro do STF, cumulativamente, está nos colegiados porque é tremendamente evangélico.

Erros e omissões:

1. Nunes Marques tinha que decidir, e preferiu não decidir. Seria porque teoricamente iria favorecer o Lula? Não sei, só suscito a dúvida. No pleito passado, pedido semelhante, foi prontamente respondido pelo TSE, então presidido pelo Alexandre  de Moraes, pela negativa.

2. Fachin, poderia ter ele mesmo, unilateralmente, decidido, afinal preside o tribunal.

3. Zanin, deveria ter declinado, sob justificativa que o caso está sob apreciação do TSE, que tem a competência originária.

Mentiras, omissões e narrativas falsas do Flávio:

1. O seu partido, ou seu comitê de campanha, também recorreu ao TSE. Ele omite tal fato.

2. Ele mente ao afirmar que fiscais de seu partido foram impedidos de atuar. Tal fato é negado até mesmo por seu ministro de algibeira: o Nunes Marques.

3. É risível argumentar que a prorrogação do horário, em algumas pouca seções eleitorais, deram ao Lula a vantagem de mais de 4.000.000 (QUATRO MILHÕES) de votos. Ridículo, bizarro, para dizer o mínimo. 

Que estirpe!!!


PS: Quem me conhece sabe que não sou petista e muito menos lulista. As razões caberiam numa outra postagem. Quem sabe um dia escrevo.

16 comentários:

Jorge Carrano disse...

Quando a direita se afastar, se livrar dos Bolsonaro, certamente voltarei a minha origem.

Jorge Carrano disse...

Se o TSE tivesse sido célere na solução da inelegibilidade do Garotinho, é possível que o Eduardo Paes não tivesse perdido a eleição. Mas a inação do TSE sob esta presidência é lamentável.

Jorge Carrano disse...

Deputado pede à PGR que impeça Flávio de sair do país por investigação sobre Dark Horse.

https://iclnoticias.com.br/deputado-pede-a-pgr-que-impeca-flavio-de-sair/

Jorge Carrano disse...

Duda Salabert pede apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro.

https://www.brasil247.com/brasil/duda-salabert-pede-apreensao-do-passaporte-de-flavio-bolsonaro/

Jorge Carrano disse...

Com 100% das urnas apuradas, os números foram:

Lula - 64.256.232 votos (51,79% dos válidos)
Flávio Bolsonaro - 59.826.041 votos (48,21% dos válidos)

Jorge Carrano disse...

Partidos aliados de Flávio reconhecem vitória de Lula na eleição.

https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/partidos-aliados-de-flavio-reconhecem-vitoria-de-lula-na-eleicao/

Jorge Carrano disse...

O fruto não cai longe do pé.

RIVA disse...

Deixando as nossas ideologias de lado, não concordo (eu e o Mundo da Psicologia) com sua afirmação "Para mim sempre foi e sempre será um Mr. Edward Hyde. Está no DNA."

A pessoas mais respeitáveis podem sim esconder impulsos obscuros, reprimidos, instintos, que se negados (hipocrisia ou cegueira) pode torná-los mais perigosos ainda !!

Todos nós temos nossos lados moral, social e civilizado, mas também egoísta, impulsivo e destrutivo. Em atitudes, ações e pensamentos.

Resumindo meu comentário (sem ideologias pessoais) : o perigo não está em possuir um lado Mr Hyde, está em fingir que ele não existe em nós.

E focando na trágica escolha de 64 milhões de brasileiros (uma espécie de Escolha de Sofia), vamos nos preparar para o pior :

4 anos de muito egoísmo, zero altruismo, zero politicas abrangentes para a sociedade, zero investimentos estrangeiros, zero aumento do nosso grau de educação, saúde e desenvolvimento, zero possibilidade de mitigação do absurdo deficit fiscal (impossível matematicamente), zero irreversibilidade dos pacotes de bondades, E O QUE É PIOR : sem SEGURANÇA PÚBLICA, vital para qualquer IR e VIR de qualquer natureza.

Fiz a minha parte, dei meus 2 passos em direção a um FUTURO melhor para meus filhos, netos e bisnetos. Mas 64 milhões não quiseram, usam um chapéu maior do que a cabeça ......

RIVA disse...

R E F L I T A M (encaminhada)

Governos vêm e vão, mas o caráter de uma nação se revela nas escolhas de seu povo.
Eleger pela quarta vez o maior ladrão da história do país não representa apenas uma decisão política, mas um verdadeiro atestado de fracasso moral de grande parte da sociedade brasileira.
Aceitar alguém com esse histórico na Presidência revela uma profunda deterioração dos valores éticos que deveriam orientar qualquer sociedade civilizada. Esse personagem passará. Não será eleito novamente e talvez sequer conclua seu mandato.

Entretanto, o problema é muito maior. Como transformar um país em que mais da metade da população parece disposta a relativizar a honestidade, a integridade e o caráter?
Como apostar em um lugar melhor para nossos filhos quando a grande maioria ignora a virtude moral?
Como lutar por uma nação onde a moralidade e a ética são suplantadas pela corrupção?

Governantes são passageiros, mas a degradação moral de uma sociedade pode atravessar gerações. E quando uma parcela tão expressiva da população já não reconhece e relativiza determinados limites éticos, torna-se difícil acreditar em qualquer transformação coletiva.

Resta, portanto, uma conclusão tão amarga quanto inevitável: a salvação sempre será individual.

Lutem por si. Defendam somente seus interesses. Deixem que as mentes moralmente deterioradas sucumbam às consequências do país que elas próprias escolheram.

Para reflexão.

Jorge Carrano disse...

Trata-se de uma opinião sua? Se não, quer dar o crédito a quem de direito?
Pergunto por causa do "encaminhada".

Jorge Carrano disse...

Devo estar me manifestando em húngaro, ou sânscrito, ou grego, sei lá. O Riva comenta sobre “nossas ideologias”. Como se fossem antagônicas as nossas posições político-partidárias. Ideologia induz a componentes filosóficos, sociológicos ou antropológicos que não domino. Seria como sair de um poço manilhado para um artesiano, que exige outra profundidade.
Qual seria a minha ideologia na visão dele? Tentando interpretar as manifestações, acima publicadas, imagino que ele esteja impactado pelo resultado das urnas.
A quem interessar possa: estou temeroso, mas não estaria menos se o Flávio tivesse vencido. Existem algumas coincidências nas razões de desconfiança e desconforto com a vitória de Lula, como teria desconfiança e desconforto com a vitória do Flávio.
O post de amanhã está escrito e programado para publicação. Mas meu instinto me diz para fazer uma pausa no blog, até assentar a poeira, pelo Riva e por outros “bolsonaristas” amigos e conhecidos.
Não estou me comunicando bem. Há ruído na comunicação. Não consigo me fazer entender.

RIVA disse...

Recebi como "encaminhada" através de um amigo de Fortaleza.
Posteriormente, a mesma mensagem do grupo de 1966 do Abel, dessa vez escrito "Autor desconhecido".
Concordo 100%, e por isso reencaminhei.

RIVA disse...

Caro amigo BM.

Acho que já me externei sobre isso, bem como vc também sobre seu posicionamento.
Somos diferentes, sim, ideologicamente ( p.e., crenças religiosas é uma das nossas diferenças, que faz parte da construção ideológica de uma pessoa).

Eu sou um HUMANISTA , muito bem definido pela IA Gemini do Dr.Goo, para quem não sabe o significado. Simples assim.

Por que vc insiste em se justificar (seu PS no fim do post) como "não petista, não lulista" ?

Minha opção, na atual eleição, é o remédio amargo (segundo dezenas de milhões de brasileiros), como uma espécie de tratamento muito doloroso para extirpar esse doença que nos aflige há décadas. Diferente 180º de você. Respeito. Discordo.

Abrs

Jorge Carrano disse...

Memória auxiliar, para após ter idade:

"errotado nas urnas, Flávio Bolsonaro nega resultado e passa atestado de mau perdedor."

https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/post/2026/10/derrotado-nas-urnas-flavio-bolsonaro-nega-resultado-e-passa-atestado-de-mau-perdedor.ghtml


""O discurso dos derrotados "– Oliveiros Marques.

https://www.brasil247.com/blog/o-discurso-dos-derrotados/



Kassio Nunes Marques discursou na noite de domingo, 25, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva .

“Registro que liguei para os dois candidatos para confirmar o resultado do pleito. Ao presidente Lula, registro o reconhecimento da Justiça Eleitoral por participação em mais esse pleito e pela vitória."

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/politica/o-discurso-do-presidente-do-tse-apos-vitoria-de-lula-para-o-quarto-mandato/


RIVA disse...

Memória Auxiliar : seu remédio na época. O mesmo que o meu atual,

http://jorgecarrano.blogspot.com/2018/08/bolsonaro-por-que-nao.html

Jorge Carrano disse...

Mudo de opinião, sim. Adoto o princípio do antagonismo, utilizado, por exemplo, na toxicologia.
Como já declinei aqui, ad nauseam, sou contra um e também contra o outro. Não, concomitantemente. Como até relógios parados, por duas vezes no curso de um dia, marcam o horário correto, as duas correntes de opinião podem ter razão ocasional.
Na grade de matérias no meu tempo de faculdade, havia (não sei se ainda há), uma disciplina chamada “Medicina Legal”. Ademais disto fui gerente geral de laboratório farmacêutico fitoterápico e tive que ler algumas coisas, porque até mesmo ervas podem ser tóxicas.
Por isso me aventuro a comentar que na toxicologia, existe o conceito de usar uma substância perigosa para anular os efeitos de outra. O exemplo mais clássico é a atropina.
A atropina é extraída de plantas venenosas e pode ser mortal em doses incorretas. No entanto, ela é o principal antídoto usado para salvar pessoas intoxicadas por gases ou inseticidas. Ela bloqueia os receptores do corpo que seriam destruídos pelo veneno original.
Veneno pode curar veneno, como prova o álcool. Em casos de envenenamento por metanol, os médicos utilizam o etanol (comum nas bebidas) concentrado, diretamente na veia como antídoto.
Bem, quando votei no “mito”, um mal conhecido (PT) poderia ser combatido por ele, imaginei. No entanto o capitão se revelou aos meus olhos como um mal talvez pior.
Mulheres bonitas e homens inteligentes mudam de opinião.
Aguardo, esperançoso, um Carlos Lacerda.