Nunca declinei expressamente, mas os que nos acompanham, fielmente, partícipes ou não, já perceberam que recebo diariamente o informativo “Migalhas”, de conteúdo jurídico, tantas foram a citações feitas ao veículo neste espaço virtual.
Da edição nº 6452, com link de acesso a seguir, selecionei esta pérola bem-humorada, escrita de forma poética, com conteúdo explosivo, que me divertiu, mas me arrepiou porque perdi, há muito, minha carapaça política agora vulnerável, tantas e tão frequentes foram as armadilhas, tramoias, factoides, e negociações espúrias que a atingiram nas últimas décadas.
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A atual composição do STF é grotesca, esdrúxula, espúria, anômala. Mas pode piorar.
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| Lei de Murphy |
Eis a matéria aludida:
"Direto da Redação
A manhã despontava serena. As primeiras brumas se dissipavam lentamente, enquanto os raios do sol acariciavam a relva ainda úmida de orvalho. Pássaros ensaiavam suas melodias, e os redatores desta folha chegavam, um a um, para mais uma jornada de labor jornalístico. Tudo era paz. Até que alguém, rompendo o silêncio bucólico, leu em voz alta a notícia de que Pablo Marçal se colocara à disposição para ocupar uma cadeira no STF, num eventual governo Flávio Bolsonaro. A informação provocou visível tremedeira num vetusto redator deste vibrante matutino, homem de muitas primaveras, incontáveis governos e algumas desilusões institucionais. Ainda tentavam acalmá-lo quando um foca, sentado ao lado, resolveu acrescentar, com a inocência própria dos que ainda não aprenderam a medir as consequências das palavras: - E imagine quando ele souber que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha também pode aparecer na lista... Foi um alvoroço. Todos correram para tapar a boca do rapaz, temendo que a segunda hipótese, lançada inopinadamente, produzisse no venerando colega efeitos irreversíveis. Restabelecido o silêncio, ouviu-se apenas o canto de um sabiá. A natureza, alheia às especulações sobre o Supremo, prosseguia seu curso. Já a pressão arterial do redator..."



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