25 de julho de 2026

O futebol se basta

Falo do nosso futebol (football), e não daquela coisa estranha, jogada com uma bola oval, que os americanos amam.

Aquele  e muitos outros esportes que eles praticam precisam de shows para dar consistência ao evento.

Não, o nosso futebol, paixão em todo o planeta, prescinde de um Super Bowl.


Precisa de bons  jogadores, com habilidades  técnicas, e aplicação  tática ofensiva. Não de Madonas e Shakiras (com todo o respeito).

O dia em que me virem assistindo a uma apresentação de Justin Bieber, por favor, providenciem minha internação. Trata-se demência senil.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyvgqx9e14o

Além, claro, dos artistas do  espetáculo - os jogadores - bastam apenas um campo de futebol oficial, padrão FIFA, cujas medidas exigidas são de 105m de comprimento por 68m de largura (área de 7.140 m²). As balizas devem ter largura: 7,32 metros (distância interna entre os dois postes) e altura: 2,44 metros (distância da base do solo até a parte inferior do travessão). A espessura dos postes (traves) e do travessão devem ter a mesma largura e espessura, que não devem exceder 12 centímetros, e sempre pitadas, obrigatoriamente, na cor branca.

Idealmente os padrões de altura do gramado seriam 20 mm a 25 mm (favorece a velocidade e a precisão do toque de bola). Deve ainda o gramado, convenientemente, ser irrigado antes da partida.

As partida têm a duração de 90 minutos, divididos em dois tempos de 45 minutos.

Fazer pausas de 3 minutos no meio de cada etapa, criando 4 tempos de partida é invencionice americana para atender conveniências comerciais nas transmissões.

Outra babaquice é a premiação  com anéis. Bastam as medalhas  e o troféu  habitualmente conferidos.

Pronto o cenário, nada mais além disso. Minto, há um outro elemento importante: a arbitragem. É um problema a ser equacionado. 

Não posso ir a um passado muito remoto, mas posso ir aos anos 1940, quando jogavam Zizinho, Di Stefano, Puskas e outros.

Acompanhei Pelé e Maradona. Zidane, os  Ronaldos (incluindo o Cristiano), e Messi.

Agora Lamine Yamal, Estevão, Max Dowman, e outros que estão surgindo. 

Eles foram, são, e  sempre serão as atrações.

A precocidade, assim como a longevidade, são fenômenos  visíveis. Os jogadores estão se mantendo em atividade durante mais tempo, e em bom nível, como Cristiano Ronaldo, e o goleiro Fábio, do Fluminense.

Na outra ponta, os talentos se destacam desde os 15 anos nas categorias de base, e alguns aos 16 já brilham em equipes das maiores ligas.


Nota: Show do intervalo da final da Copa tem Madonna com Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho e homenagem a Pelé. https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyvgqx9e14o

5 comentários:

Jorge Carrano disse...

Os brasileiros gostam de show. A prova são os realizados na Praia de Copacabana, com Lady Gaga, Madona e Shakira, de graça, que reuniram mais de um milhão de pessoas.
Mas não é necessários misturar shows artísticos, considerado o futebol como arte.

Jorge Carrano disse...

O Campeonato Carioca, na década de 1940 e início dos anos 1950 era tão apaixonante, envolvente, disputado, quanto hoje é a Premier League.
Sem comparações objetivas, posto que a qualidade dos gramados era outra, a bola era outra, a velocidade de jogo era mais lenta, e o preparo físico dos atletas era pouco enfatizado.

RIVA disse...

Concordo 1000% com tudo que foi escrito pelo meu caro amigo BM sobre o FUTEBOL, mas o fato, a realidade, é que envelhecemos e a banda está passando rápido pela nossa avenida, tocando uma música que não conhecemos. Mas nossos filhos e netos conhecem.

Para eles, está tudo normal, tudo bacana com o futebol, afinal nasceram mais ou menos no fim dos anos 70 ou nos anos 80. Claro viram os Ronaldos, Messi e CR7, mas não incomoda a desconfiguração dos uniformes tradicionais, as redes das balisas sem o chuá, os Hydration Break, as propagandas das Bets nas camisas, a extinção dos geraldinos e arquibaldos, da charanga, a intromissão do VAR nos festejos dos gols, não incomoda a fortuna gasta para colocar milhares de cadeiras nos estádios onde ninguém senta para assistir uma partida, não incomoda a distribuição de anéis de conquista ao invés de somente taças ...

Temos que dar passagem, a vida pede passagem e fizemos o que podíamos e tínhamos que fazer. AGora é com eles.

Um sofá confortável é o bastante !

Jorge Carrano disse...

Comentário duro e seco, porém bem embasado, Riva.
Recuso-me a sentar num sofá e assistir ao debacle total do futebol paixão, e o surgimento do futebol business, bets.

Jorge Carrano disse...

A precocidade:
O “pequeno Messi” do Manchester United, a sensação de 16 anos do Liverpool e 10 jovens talentos que merecem atenção, agora que os clubes da Premier League dão início aos amistosos de pré-temporada.

https://www.goal.com/br/listas/o-pequeno-messi-do-manchester-united-a-sensacao-de-16-anos-do-liverpool-e-10-jovens-talentos-que-merecem-atencao-agora-que-os-clubes-da-premier-league-dao-inicio-aos-amistosos-de-pre-temporada/blt37c553d463d3ddb7