Por
RIVA
Outro dia vi no Facebook um post que me chamou a atenção.
Como muitos outros aplicativos existentes por lá, esse perguntava qual seria o título do livro da sua Biografia.
Foi um baque ...
Lembrei-me que há uns 15 anos, em um treinamento corporativo
da empresa InMind num hotel no Catete, uma das atividades consistia em cada um
colar nas costas dos outros papeletas com adjetivos que classificavam o colega.
Classificação livre !
Virei o centro das atenções, porque fiquei com as costas
abarrotadas de papeletas, e pior, NUNCA soube o que estava ali, porque no
exercício não se podia ver o que escreveram. Só o facilitador aproveitaria as
colagens para continuar a atividade, estatisticamente, de forma a classificar a
empresa pela classificação dos seus colaboradores.
Até hoje fico tentando imaginar o que escreveram em mim. E
esse é o ponto principal nessa questão : o que os outros pensam de você ? Como
o definem ?
No trabalho você pode ser visto de uma maneira, em casa de
outra, no seu condomínio de outra ... enfim ... quem é o Riva ? Quem é você ?
A minha biografia certamente seria composta por versões do
Riva em família, no ABEL onde joguei bola por 21 anos, no círculo de amigos
mais chegados, nas empresas por onde deixei pegadas (todas profundas, com
certeza), mais as impressões de 600 seguidores no Twitter, mais de 500 no
Linked In (um Facebook profissional, com contatos do mercado de trabalho), por
pessoas com pouco contato no seu dia a dia, no meu ir e vir, pelos fantásticos
funcionários do meu condomínio, onde moramos desde 1982, pelos fanáticos amigos
do WhatsApp Flu, que conversam diariamente há tempos ..... quem mais ?
Tem aquela máxima do tipo : imagine o seu velório ... quantas
pessoas estarão lá ? Dá para mensurar ? Isso significa o quanto você foi
admirado, querido, na sua existência ? Que pelo menos tenha 6 pessoas para
carregar o caixão (rsrs).
Mas voltando ao tema, antes que vocês fujam para as
montanhas, qual seria o título do livro
da sua Biografia ?
Se fosse minha autobiografia, eu teria algumas alternativas,
baseadas em um pouco do que sei de mim, e um pouco do que sei que pensam de
mim. Vejam alguns :
a)O que vou ser quando crescer
b)Um tricolor easy rider
c)
Mr.
Irreverência
d) Fazendo a curva por fora
e)
Chutando
com as duas
f)
Vai
pra lá ? Então vou pra cá
g)
Sobre
duas rodas, sempre
h) Ramble on (edição estrangeira)
i)
Acabou
mesmo ?
![]() |
| O que vou ser quando crescer? |
![]() |
| Chutando com as duas |
![]() |
| Easy Rider |
![]() |
| Irreverente |
E você, consegue listar uns títulos para a sua Biografia ?






15 comentários:
Eu já escolhi a inscrição a ser colocada no meu túmulo, que serviria também como titulo de minha autobiografia. Será "Nunca falhei"
Gusmão,
Isto nem é epitáfio e nem titulo de livro, mais parece propaganda enganosa (rsrsrs).
Você não entendeu. Eu nunca falhei como zagueiro central, nunca falhei nos horários combinados (sempre fui pontual), nunca falhei com amigos, e nunca falhei naquele jogo chamado cama-de-gato (o laço de barbante entre os dedos), sempre foram os outros que falharam. He he he he .
Riva,
Não vou escrever minha biografia. Um de meus filhos terá esta incumbência.
Mas se eu fosse escrever, provavelmente o titulo seris "Dobrei na esquina errada".
Hmmmm ... Carrano, passo .... não vou pedir para vc justificar, mas é bem interessante e abrangente rsrs.
Vamos ver se surgem mais títulos interessantes.
Quem sou eu?
Se eu soubesse talvez tivesse curado uns 80% de minhas mazelas...
E quem sabe poderia criar um título para minha biografia.
Cheguei a fazer um post chamado "Carlos é Plural?", que alguns podem afirmar que seria o tal título, aliás bastante adequado. Quem sabe?
Conferir em
http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2011/11/carlos-e-plural.html
Desculpe Riva. Ontem estive fora do ar (minha net é brasileira) e não li seu desafio.
Eu não acredido em biografias e sendo assim não seria hipócrita a ponto de escrevê-la, mas como brincadeira arrisco umas ideias.
Vou ali e já volto.
Um dia, finalmente saberei a verdade.
Fiz o que pude.
Sou o máximo - desagrado gregos e troianos.
Nunca votei no PT.
Você faria melhor sendo quem sou?
Muito boas ! rsrsrs
O assunto é provocador, tipo, olhar para o espelho e dizer quem é essa pessoa ....
Como sempre faço, estava xeretando o GE, em busca de algo marcante, até porque hoje é uma data marcante ..aniversário do meu caçula Paulinho (35 anos), no dia 26 de julho, Dia da Vovó ... foi minha avó Carolina que me criou, tendo em vista a cegueira da minha mãe, embora isso não impedisse minha mãe de "pôr as mãos sobre mim", enquanto pôde.
Amamos demais nossos filhos, nada mais importante e significativo/representativo do amor que nos une.
Resolvi comentar por aqui, porque é um post de 4 anos atrás, quando jamais imaginaria escrever na minha biografia sobre a pandemia de 2020. Como é a vida .....
Hoje, após 132 dias trancados em casa, eu e a MV saímos pela primeira vez para uma caminhada pelo bairro.
Nos deparamos com fila para entrada controlada no Campo de São Bento, protocolos para entrada na missa da igreja da Porciúncula, resistimos e não entramos no Tevere para comprar nossa pasta de grão de bico preferida.
Tudo isso não estava nem sonhava constar na minha autobiografia há 4 anos ....
O que mais vem por aí ??
E quanto ao título? Finalmente escolheu?
Ainda estou por aqui ...
Freddy foi embora em 6 de abril de 2017, um vazio enorme na minha vida. Impreenchível.
Foi- se a maldita pandemia de 2020 a 2023, data do término global.
França ganhou a Copa de 2018 (e parece que vai ganhar esse ano também) e a Argentina em 2022.
Da política me recuso a tentar resumir, porque não vai me fazer bem nem a vocês...
Em 4 de novembro de 2023 meu FLU conquistou a Glória Eterna, em pleno Maracanã, na final com o Boca Juniors da Argentina : 2x1. Chorei como criança nas arquibancadas.
Fiz ótimas viagens, principalmente em 2018 pra visitar meu filho 02 na Europa, em 2019 fomos à Italia e em 2024 ao casamento do meu filho 02 por lá.
Boas viagens por aqui também, principalmente às serras de Santa Catarina e a Porto Seguro e Holambra.
A família vai aumentar agora em agosto, com meu netinho europeu ... e rubro-negro ! hehehe.
Tudo passou rápido demais ... e lá vamos nós.
Quanto ao título da biografia, acho que AINDA ESTOU AQUI é bem legal ... direitos autorais ?
Caro Riva,
Ad cautelam, por prudência que como caldo de galinha não faz mal a ninguém, se e quando for publicar sua biografia altera o título.
O escolhido por você corresponde ao do laureado filme de Walter Salles, “Ainda Estou Aqui”.
No caso do aludido filme o pronome “Eu” está oculto por elipse, mas é recuperado perfeitamente pela desinência do verbo.
Antes de escrever este comentário, à guisa de alerta, perguntei a notabilíssima IA se minha interpretação estaria correta e a resposta foi que sim.
Take care.
E ..... AINDA ESTOU POR AQUI ...?
Caro BM, olha a resposta da IA Copilot sobre minha consulta :
Exatamente, Paulo — títulos iguais não são impeditivos por si só. 🎵
No mundo da música, é muito comum que diferentes artistas lancem faixas com o mesmo nome, e isso não gera problema algum, porque o que distingue cada obra é o conjunto: autor, letra, melodia, registro e direitos autorais.
📚 Para livros e filmes, a lógica é parecida: o título em si não é protegido por direitos autorais. O que é protegido é o conteúdo da obra (texto, roteiro, personagens, etc.). Então, você pode publicar um livro com um título já existente ou até usar o nome de um filme como título. O que pode acontecer é:
Confusão comercial: se o título for muito famoso, pode ser difícil destacar sua obra.
Questões de marca registrada: se o título estiver registrado como marca (por exemplo, Harry Potter ou Star Wars), aí sim pode haver restrição, porque marcas têm proteção específica.
Marketing: usar um título já conhecido pode atrair atenção, mas também pode gerar expectativas ou comparações.
Muitas vezes o título vale por si. São muito mais inspirados do que a obra.
Como exemplo menciono um que lamento não ter concebido: “O acrobata pede desculpas e cai”.
Fausto Wolff tem seu público, e entre eles não me incluo.
Assim como algumas dedicatórias são definitivas. Exemplo? “A Pilar, como se dissesse água.” De José Saramago a sua companheira.
“Pardo, paisano e pobre – tirado a sabido e a porreta.” epígrafe de “Tenda do Milagres, de Jorge Amado, é uma síntese perfeita e acabada do personagem.
De minha parte evitaria o plágio, seja por cautela, seja por princípio. Sempre fui, por exemplo, crítico de minha mulher enquanto pintora, quando reproduzia tela alheia.
Acho a criatividade fundamental na arte. Embora alguns defendam que cópias bem feitas exigem arte.
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