Leio, estarrecido, que o Judiciário do Rio de Janeiro está lançando a campanha “ Favor não jogar seu filho no lixo. Dar em adoção é um sublime ato de amor”. Eu devo estar febril, alguma coisa que comi ontem não me fez bem ou bebi (vinho ou cerveja) além da minha conta. Dar um filho é um ato de amor? Eu diria que ato de verdadeiro amor é morrer (se necessário) por um filho. Ou doar, não o filho mas para um filho, um rim, uma córnea ou o que seja possível.
Pelos meus valores éticos, morais e afetivos, a relação entre pais e filhos há de ser sempre calcada no respeito e no amor. Não consigo aceitar qualquer coisa diferente.
Em razão disto, crimes como os cometidos por Suzane von Richthofen, que ajudou a matar seus pais, e de Alexandre Nardoni , que matou ou ajudou a matar sua filha, são imperdoáveis, não havendo para tais crimes outra pena senão a morte.
Diria mais, a morte sem sofrimento, rápida, nem seria a mais adequada. Recentemente circulou na internet a notícia de que o Nardoni havia sido assassinado na prisão a golpes de pedradas. A notícia - tenho ímpetos de dizer - infelizmente era falsa.
Tal pensamento, que reconheço desumano, remete-me a Henrique VIII, que entendendo imperdoável a traição de seu chanceler, determinou que fosse designado um aprendiz como executor da sentença de morte por decapitação. Segundo registros históricos, o carrasco, muito nervoso, porque inexperiente, teria desferido vários golpes (ao que consta três) até conseguir cortar a cabeça de Thomas Cromwell.
Já ficou claro que sou inteiramente favorável a pena de morte. Acho que povo civilizado não pode prescindir deste tipo de expurgo. Dentro da lei que discipline. Mas isto, quem sabe, será objeto de um post futuro.
quinta-feira, novembro 26, 2009
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Um comentário:
Sou contra a pena de morte, mas a favor da prisão perpétua.
Sou também a favor de que o preso trabalhe de alguma maneira de modo a amortizar o gasto que a sociedade tem para mantê-lo encarcerado.
Hoje, outubro de 2015, somos obrigados a testemunhar Suzane saindo do regime fechado, por conta de leis anacrônicas. Mas a moça é esperta. Já no ano passado recusou a progressão para regime semiaberto. E agora também, pretende manter residência no Presídio de Tremembé, numa ala mais nova e com poucas detentas.
A chance de ser justiçada (executada) é grande e ela sabe disso...
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