23 de maio de 2016

NADA A ACRESCENTAR








Ah, se as propriedades, títulos e cargos não fossem fruto da corrupção. E se as altas horarias se adquirissem só pelo mérito de quem as detêm.

Quantos, então, não estariam hoje melhor do que estão? Quantos, que comandam, não estariam  entre os comandados ?



(William Shakespeare, em O Mercador de Veneza).

Romances históricos

Fui ao Aurélio para ver a definição de romance. Acho que cabe no título.

Quem quiser aprender um pouco sobre a história da monarquia francesa, sobre o apogeu e queda dos Cruzados, sobre as guerras entre França e Inglaterra, e não quer um texto maçante, cansativo, sem um bom molho de intrigas, traições, precisa (deve) ler a coleção escrita por Maurice Druon, intitulada "Os Reis Malditos".


Vol. 6
Vol. 2

Vol. 5
Vol. 3

  
Vol. 1

Vol. 7


Vol. 4

































Na minha família todo mundo leu, e eu que havia lido a partir de empréstimos feitos pelo Hermes Santos, que não tinha a coleção completa, acabei pegando os restantes (são sete volumes) com o Fernando Guimarães, quando trabalhei na Fia Lux, na década de 1960.

Acabei comprando a coleção inteira, que achei numa livraria em Ribeirão Pareto-SP, quando lá morei, entre 1976 e 1978. Anos mais tarde a Erika, minha nora, mandou colocar capa dura.

Já se você prefere a história da monarquia inglesa, sobretudo a dinastia Tudor, pode ler a obra de  Philippa Gregory.




Os livros acima mencionados não esgotam a obra de Philippa, são apenas alguns exemplos. Ademais é vastíssima a literatura sobre os Tudors, inclusive com versão em vídeo, exibida na TV, com grande sucesso. 


Marco Tulio Cicero
Um personagem fantástico (acima), orador, político  e estadista, da velha Roma, tem sua história contada por Robert Harris, numa trilogia excelente. Falo de Cicero.









Recomendo estes livros citados, para quem realmente gosta de leitura que diverte e instrui.


22 de maio de 2016

As praças, pracinhas e jardins que frequentei

A minha primeira praça, na fase criança, foi a Dr. José Vitorino. Só que naquele tempo eu não sabia o nome dado àquele espaço  de lazer e prática de esportes, entre as ruas  Santa Clara  e Cel. Miranda (esta uma continuação da rua São Diogo, onde residíamos).

Quando foi construída e inaugurada  foi uma alegria geral entre a garotada e os adolescentes do bairro Ponta D’Areia, naquele trecho do bairro, próximo à praia e à Vila Pereira Carneiro.

Além de uma boa quadra poliesportiva, de piso de cimento, a praça foi dotada dos equipamentos de recreação  infantil: balanços, gangorras e  escorregador.

Anos mais tarde, já casado, morando na Av. Feliciano Sodré, levei meu filho primogênito no carrinho de bebê até aquele espaço para pegar um solzinho.

Bem, a frequência ocasional da Praça da República, na fase adolescente, deveu-se a dois fatos: estudar no Liceu Nilo Peçanha e ser usuário da Biblioteca Estadual.


Forum, prédio antigo, também na Praça da República

Visão da Praça da República, com om prédio da Assembleia Legislativa,
atual Câmara de Vereadores,ao fundo.

Biblioteca Estadual, na Praça da República
Crescido e namorando, aqueles namoricos básicos, gostava do Campo de São Bento onde havia certa privacidade à noite. O guarda municipal era tolerante.

Campo de São Bento

Campo de São Bento
 Muitos anos depois, casado, aposentado e filhos criados, na década de 1990, frequentei o Campo de São Bento porque Wanda, minha mulher, expunha (e vendia) lá suas telas, na feira de artesanato, que ainda existe, agora acrescida de gastronomia. 


Ainda em Niterói, e como decorrência da exposição das telas da Wanda, durante um pequeno período, aos domingos, frequentávamos  a Praça Getúlio Vargas, na Praia de Icaraí, próxima da Reitoria (antigo cassino).



Praça Getúlio Vargas, feirantes de artesanatos

Praça Getúlio Vargas, visão parcial

Quando o Ronnie Von cantava “A praça” eu me lembrava da Jerônimo Monteiro, em Cachoeiro de Itapemirim. Não foi lá que começou o nosso amor. Mas eu e Wanda passeamos muito, mãos dadas, sonhando com nosso futuro, planejando casa, filhos, atividades e viagens.

(A praça, Ronnie Von)
“Hoje eu acordei
Com saudades de você
Beijei aquela foto
Que você me ofertou
Sentei naquela banco
Da pracinha só porque
Foi lá que começou
O nosso amor”

Praça Jerônimo Monteiro

Praça Jerônimo Monteiro, outro aspecto


Passaram-se os anos, desde os passeios ao cair da tarde na praça Jerônimo Monteiro, em Cachoeiro de Itapemirim, até que voltasse a frequentar com certa assiduidade uma praça ou jardim. Foi em São Paulo, onde morei inicialmente num hotel durante ano e pouco (13 meses), no centro da cidade.



Praça da República, em São Paulo

Praça da República, em São Paulo



Falo da Praça da República, próxima da famosa esquina de São João com Ipiranga. Lá existia uma grande e famosa feira de antiguidades, artesanato e gastronomia.

A melhor comida baiana, fora de Salvador, comia-se na Praça da República. O acarajé era imbatível. Tanto que mesmo após levar a família para a cidade, e morando no Brooklin (longe), vez ou outra fomos, aos domingos, passear naquela praça. E comprei algumas quinquilharias por lá.

Ainda em São Paulo, e morando num flat em Pinheiros – apenas eu e minha mulher - bem próximo da Praça Bendito Calixto, quase sempre, quando passávamos o final de semana na cidade, frequentávamos a praça, onde além de comprar antiguidades (comprei muitos LPs de jazz que ainda conservo) e xícaras antigas para coleção de meu filho Jorge, comíamos.


Praça Bendito Calixto
Praça Benedito Calixto, muita antiguidade

Praça Benedito Calixto, gastronomia
Além de antiguidades, na praça tem inúmeros pintores que expõem suas telas, e tem um setor de gastronomia. Mas para nós, o melhor era a barraca onde vendiam os famosos pastéis de feira. E o nosso sabor predileto era o de pizza.

Isso mesmo, sabor pizza, cujo recheio era muzzarela (mussarela se preferir), uma fatia de tomate e orégano. Uma delícia. Os paulistanos não dispensam pizza nem no pastel (rsrsrs).


Nota do autor: fotos pinçadas no Google. As que possuímos, antes da era digital, precisariam ser escaneadas.

21 de maio de 2016

Temer erra ao recriar o MinC

Uma cambada de "artistas", que mistura ideologia coim fisiologia, tanto fez baderna que acabou por conseguir um retrocesso no programa do governo Temer de reduzir os ministérios.

Ceder às pressões foi um erro. Curvou-se e  se enfraqueceu politicamente.

Segundo  grande erro de Temer. O primeiro foi colocar no ministério denunciados por corrupção na Lava Jato. E são vários.

Onde já se viu, ceder a estes "artistas da Lei Rouanet" que prestaram um desserviço ao pais na semana passada em Cannes. 


Circula na internet uma versão adaptada da foto original, que critica a atitude destes "artistas" fariseus.


O texto que acompanha a fotomontagem que ridiculariza  os que cobiçam as verbas  do governo diz com propriedade:

CERTOS ARTISTAS BRASILEIROS ACEITAM A CORRUPÇÃO, O DESEMPREGO, A INFLAÇÃO, A MENTIRA E A MÁ GESTÃO.
DILMA 11 MILHÕES DE DESEMPREGADOS
Vejam abaixo uma síntese da situação da "cultura" no Brasil. O governo patrocina montagens e projetos "culturais", com fins lucrativos. Um adsurdo!




Pichadores e baderneiros da CUT (vejam a faixa na fotoabaixo) continuam a ocupação do Capanema. Eles são os defensores da cultura no Brasil? Estamos  daquele jeito e mal pagos.







http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/05/temer-decide-recriar-ministerio-da-cultura-anuncio-deve-ser-na-terca.html

Praças, pracinhas e jardins

Pedi a alguns colaboradores (alô Gusmão) posts sobre pracinhas de suas memórias afetivas. Estou aguardando.


Enquanto não chegam os texto e as ilustrações, mostro praças europeias, com conceito muito particular.

Todas, entretanto, cartões postais das respectivas cidades. Mesmo quem jamais viajou para o exterior, por opção ou impossibilidade financeira ou física, já ouviu falar ou viu documentários e reportagens sobre elas.

Talvez não tanto a Plaza Mayor em Salamanca, uma das minhas preferidas. Gosto mais do que da Plaza Mayor de Madrid. Fotos do acervo do blogueiro ao final.

Plaza Mayor de Salamanca

Plaza Mayor de Madrid
Na Itália, destaque para as praças Navona e da República.

Piazza  della Repubblica

Piazza Navona

No Vaticano a famosíssima Praça de São Pedro.

São Pedro - Vaticano

Em Veneza a mais visitada praça, a  de São Marcos.

Piazza San Marco



Na Inglaterra (Londres), uma praça homenageia um herói, Horatio Nelson.

Trafalgar Square


Em Paris a Place de La Concorde.

Place de la Concorde

Naquelas arcadas da praça de Salamanca funcionam bares, que servem tapas e bebidas.
No verão na Espanha, bastante quente, tomei boa cerveja, ocupando uma das mesas que são colocadas do lado de fora. Vejam nas fotos abaixo, o blogueiro, sua mulher e outros turistas paranaenses.



Esta cidade abriga uma das mais antigas  e tradicionais universidades, que tive a oportunidade de visitar.

A Plaza Mayor de Madrid, abaixo, também tem bares no entorno. Na foto o blogueiro e sua mulher.



Notas: as fotos das praças estão no Google. As duas últimas, tiradas na Espanha em 2002,  são do álbum de viagens do autor.

20 de maio de 2016

Acorda amor



Por
Ana Maria Carrano








Este é o título de um sambinha composto por Chico Buarque com o pseudônimo de Leonel Paiva e Julinho da Adelaide numa tentativa para driblar a Censura que havia proibido diversas composições suas. 

A música foi lançada no disco Sinal Fechado, em 1974.

Acorda Amor
Composição: Leonel Paiva / Julinho Da Adelaide

“Acorda, amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura”

A música foi composta durante o Regime Militar que vigorou no Brasil no período de 1964 a 1985, e esta primeira estrofe retrata a sistemática adotada pelos órgãos de repressão aos grupos que ameaçavam a segurança do Governo.
Os militares atuantes no DOI (Destacamento de Operações e de Informações) apreendiam os suspeitos, na maioria das vezes, durante a noite e chegavam em carros escuros e não identificados.
Atualmente, os investigadores da Operação Lava Jato, conduzem os suspeitos e acusados para depoimento em condições semelhantes: de manhã bem cedo o Japonês da Federal aparece de surpresa.

“Acorda, amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens
E eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame. ”

Os guerrilheiros e militantes de grupos de esquerda que almejavam a implantação de regime similar ao de Cuba e Rússia, sabiam-se investigados e por este motivo mudavam constantemente de endereço, sendo que os líderes, muitas vezes, não dormiam duas noites no mesmo local. 

“Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer”

O DOI, mais conhecido como DOI-CODI, com a inclusão de outro Setor destinado a análise de informações, a coordenação dos diversos órgãos militares e o planejamento estratégico do combate aos grupos de esquerda, CODI, tinha por objetivo identificar células comunistas e seus militantes para neutralizar suas atividades que incluíam ações de guerrilha e crimes comuns.
Por este motivo a detenção durava longos períodos e, em algumas ocasiões resultava no desaparecimento ou morte de alguns presos.
O governo brasileiro, após o afastamento dos militares do poder, reconheceu a existência de 356 vítimas, sendo 216 mortos e 140 desaparecidos.
A Comissão da Verdade, criada por movimentos e partidos de esquerda para investigar este momento histórico, concluiu que foram
191 mortes, 210 desaparecimentos e 33 dados como desaparecidos cujos corpos foram localizados posteriormente. 
A tortura nos porões do DOI foram lamentáveis ações de um grupo de militares radicais, não se constituindo regra geral. Haja visto que a Comissão de Anistia aprovou 40.300 pedidos de indenização, sendo as vítimas fatais menos de 1% dos presos.
Na ditadura na Argentina (1976 a 1983), foram registrados cerca de 30.000 desaparecidos, visto que o regime vigente não deixava mortos.
Em Cuba, no regime admirado pelos nossos esquerdistas, foram comprovadas 136.288 vítimas fatais do regime mantido há 45 anos pelos irmãos Castro. 

“Acorda, amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre, o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção!
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa, não reclame”

As pessoas alvo das ações do DOI CODI sabiam exatamente o porquê de sua prisão.
Nunca li nenhum relato de presos inocentes no regime militar, diferentemente das vítimas das ações das guerrilhas urbanas ou rurais, estes sim inocentes.
Finalmente, na sua música, Chico Buarque inclui, após cada estrofe, o refrão:

“Clame, chame lá, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão”

Tanto chamou e clamou, que deu no que deu. 

Nota : Eu tinha 19 anos quando começou o Regime Militar. Trabalhava e estudava e sentia os reflexos das ações da esquerda. Sentia-me insegura, assim como a grande maioria dos brasileiros.


Sites para consulta.



http://www.ternuma.com.br/index.php/parameditar/1753-involucao-de-fidel-castro-pode-ter-fuzilado-20-mil-pessoas

19 de maio de 2016

As primeiras damas

Desde Maria Tereza Goulart não temos uma primeira dama, por  assim dizer, tão atraente.



A primeira-dama provisória, em exercício, veio suprir a lacuna.



Ela que já foi miss Paulinia (SP), agora não mais exibe sua plástica publicamente, senão em fotos tomadas em ângulos reveladores, como abaixo.






Carla Bruni-Zarkosy, antes de ser a primeira-dama francesa, foi modelo fotográfico e é cantora.





Carla Bruni

Grace Patricia Kelly, atriz premida com Oscar, foi a primeira-dama, ou melhor, Princesa de Mônaco.


Morreu tragicamente, em desastre de automóvel, como outra princesa popular,  a Diana, Princesa de Gales.


Grace Kelly

E tem uma outra representante da nobreza na Inglaterra, futura esposa de rei, que tem muito charme e simpatia. Trata-se de Catherine Elizabeth Middleton, duquesa de Cambridge.