14 de dezembro de 2014

FÉRIAS




Estou concedendo férias a toda a equipe do Generalidades Especializadas.

Assim, a partir da próxima semana, redatores, revisores, webdesigners, diagramadores, o copydesk, os fotógrafos, meu ghostwriter, colaboradores anônimos, enfim todo mundo, estará em gozo de justo e merecido descanso.

É bem verdade que com os salários atrasados nem todos poderão desfrutar das delícias de Paris, Londres e Roma, o famoso circuito Helena Rubinstein, como se dizia em priscas eras. Mas tem Tribobó, Itaboraí e Maricá a preços módicos.

Estou envidando esforços para ver se pago, até o dia 20, o décimo terceiro salário... de 2012.

Se a equipe retornar,  no próximo ano continuaremos a ocupar espaço virtual com "prolegômenos e finalmentes", apropriando-me da fala gostosa do Odorico.

Não fizeram greve porque  se por um lado não recebem, por outro não fazem praticamente nada. Eu acumulo as funções de todos.

Alguns colaboradores, freelancers, sem vínculo de emprego, como o Freddy, o Riva, a Ana Maria, a Alessandra e outros menos assíduos, como a Beth e a Claudia Almeida, que não recebem sequer um fee ou um pro labore, estão tramando à sorrelfa para que eu pague o dobro. Pode isto?

Com a inflação dentro da margem de erro, é um exagero pretender o dobro do nada que recebem.

Bem, nada não é verdade: sempre elogio e agradeço penhorado pelas colaborações.

Uma decisão já foi tomada. Na próxima temporada os comentários continuarão a custo zero para os internautas.

Outra decisão. Comentários com aleivosias assacadas contra o blogueiro,  impropérios, xingamento (é com xis mesmo revisor?) e imputações indecorosas  às mães, não serão publicados.

Quem não tiver nada melhor para fazer pode enviar posts para publicação futura. Viram como sou otimista? Acredito que teremos futuro.

Quero ver o Riva, sem um campeonato rolando com o Fluminense na disputa, e sem o Generalidades Especializadas por duas semanas. Haja Led Zeppelin  e Johnnie Walker (rs).

Somente uma coisa tem caráter solene, formal, pompas e circunstâncias, neste post. Uma coisa plural.

                                 BOAS  FESTAS!!!


Nota do editor: não menciono Natal e Ano Novo em respeito aos judeus, chineses, muçulmanos e outros povos e raças que comemoram ou confraternizam de modo diverso e em outras épocas do ano.

Business is business

Fico impressionado como algumas pessoas são criativas para ganhar dinheiro. Por vezes são atividades estranhas, inusitadas, mas não podem ser rotuladas de ilegais, se partirmos da norma aceita de que toda atividade não defesa (proibida) em lei é permitida.

Chamemos de pilantragem, no bom sentido.

Já estava fechando o laptop caseiro, para dar-me um período do descanso, até a virada do ano, quando vejo entre as mensagens classificadas como spam, pelo gmail, a que abaixo reproduzo:

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Caramba, já criamos a figura do flanelinha, que vem a ser o sujeito que assumindo a posse do espaço urbano, uma via pública, cobra para "tomar conta" de seu veículo estacionado naquele área comum.

Faz propaganda enganosa pois promete uma segurança que não dá, e praticamente deixa o motorista numa sinuca de bico: se recusa pagar o preço pedido está arriscado a encontrar o carro com pneus arriados, sem o retrovisor lateral e, quem sabe, todo riscado. O motorista se sente compelido a pagar, menos para garantir a segurança de seu patrimônio, e mais com receio das represálias.

Outro personagem que criamos há muito tempo foi a do despachante. A burocracia do país favoreceu o aparecimento desta figura que entra na fila por você, perde nas repartições correndo atrás de carimbos e reconhecimentos de firmas, o tempo que você não tem.

Em torno dele - despachante - criou-se uma enorme cadeia de espertalhões, corruptos de meia pataca, funcionários públicos de baixo escalão (nada comparáveis com os marajás da Petrobrás), que criam dificuldades e vendem facilidades.

Pode observar que o despachante consegue, em curto espaço de tempo, o que você não consegue em meses de perambulações, idas e vindas.

Isto porque ele criou links, vínculos, pontes com os tais barnabés que por um trocado para a cerveja agilizam o andamento de seu processo.

Flanelinhas e despachantes são, assim como a jaboticaba, coisas que só encontramos no Brasil.

Criamos também a figura do Fiador profissional. Alguém que à soldo assina seu contrato de locação, pois tem boa ficha cadastral. O preço que você irá pagar é salgado, mas pior é não ter quem assuma o risco de oferecer a garantia locatícia de praxe.

Como em muitos condomínios ninguém se oferecia  ou aceitava ser Síndico, foi criado o sindico profissional, este com carteira assinada e tudo.

E não demora a cadeira administração de condomínios será incluída nos curricula dos cursos de administração (FGV e PUC), juntamente com finanças, marketing e recursos humanos.

Agora esta de maquiar visitas aos sites e blogs, seria interessante se nós aqui do GE estivéssemos preocupados com a visibilidade, com a repercussão das bobagens que perpetramos. Preferimos que fique mesmo entre nós. E um ou outro anônimo pentelho.

Fico me perguntando se alguém paga para ter visitas ao seu site. Que prazer pode haver sabendo que os acessos são "mentirosos", programados por computador? Engana aos outros mas não consegue enganar a si mesmo. Ou consegue?

Nota do editor: todas as piadas de anônimos, neste post, serão deletadas.

13 de dezembro de 2014

As intenções eram boas, os resultados desastrosos

Ele mantinha alguns pássaros em gaiolas e num grande viveiro.

Um dia recebeu a visita de uma prima, ativista dos movimentos de preservação do meio-ambiente e militante de uma ONG que defende a vida animal.

A prima ficou horrorizada quando viu os pássaros “em cativeiro”, segundo palavras dela. Ele argumentos que alguns estavam com  ele há muitos anos e eram muito bem cuidados: água fresca todos os dias, em bebedouros e banheiras lavados constantemente, ração e frutas frescas (mamão, banana, laranja, tomate)  pelo menos duas vezes por semana e todas as outras preocupações cabíveis  tipo o tempo de exposição ao sol, diariamente, o jiló e a couve sempre colocados na parte interna da grade das gaiolas, enfim todos os desvelos.

Alguns eram  canoros, outros atraiam pela plumagem.

Ainda assim a defensora da natureza não cedeu e continuou a argumentar, agora já chantageando filosoficamente, que a liberdade não tem preço e não seria  a alimentação diária que compensaria a prisão.

Ainda mais para os pássaros, que podem voar.

Naquela noite ficou insone, matutando sobre as palavras da prima, visitante ocasional.

No dia seguinte, com o coração partido, pegou a gaiola do canário-da-terra e ao invés de retirar o fundo para troca do jornal que substituía diariamente e trocar também a água do bebedouro, num impulso abriu a porta da gaiola e ficou observando o passarinho, que parecia feliz. Pulando de um poleiro ao outro.

O canarinho aparentemente não se deu conta de que a porta estava aberta para a liberdade. Aproximou a mão e finalmente o canário amarelo, já na terceira muda, saiu voando.

Mas não foi longe, seja por falta de hábito, seja por falta de fôlego, seja até mesmo por dúvida. Aqui me concedo uma licença poética para admitir que ele hesitou entre a segurança e garantia de subsistência e a possibilidade de voar. Parecia se indagar, para onde vou?

O fato, e agora já não é especulação do escriba, é que pousou logo a uns dez metros adiante,  justo no muro da casa.

Não se sabe de onde, e sem prévio aviso, um gavião, do tipo carcará, deu um rasante e capturou o indefeso canário.

O homem, arrasado, pensou com seus botões: às favas a prima, militante xiita da defesa da natureza.

A liberdade teve um preço... o mais alto para o canarinho.


Ele vinha pela estrada na velocidade de cruzeiro, apreciando a paisagem que embora conhecesse de sobejo, a cada dia apresentava uma tonalidade ou uma luz diferente.

De repente, adiante, um corpo na estrada, meio na pista de rolamento, meio no acostamento.

Uma mulher aparentando desespero acenava com uma das mãos e com  a outra apontava paro o corpo estendido no chão.

Ele passou direto tentando olhar melhor o cenário. Já ia a pelo menos cinquenta metros quando a emoção, superando a razão, fez com que ele freasse o automóvel e engatasse ré.

Retornou a distância que o separava da mulher e do homem no chão, inerte.

Parou no acostamento, desceu e se aproximou. Foi rendido de surpresa pelos dois. Tanto o homem, que levantou de um salto, quanto a mulher, estavam armados.

Ficou  sem o carro, os documentos, cartões de crédito e as roupas.

Só de cueca, na estrada, acenava mas  nenhum imprudente parava para ajuda-lo. Ninguém teve drama de consciência.


Desagravos

MARINHA



AERONÁUTICA

A família de Nelson Freire Lavenére-Wanderley vem a público para protestar veementemente contra a absurda e mentirosa afirmação da Comissão da Verdade de que o referido seria responsável por qualquer tipo de crime em sua vida e/ou em sua carreira militar.

Sua vida inteira foi marcada por um espírito nacionalista, patriótico e de Homem de bem. Seus contemporâneos, no país e no exterior, que o conheceram, independente de credo político, guardam dele a melhor lembrança que se pode ter de uma pessoa honrada e de princípios. 

Suas virtudes são comprovadas pelos conhecidos, amigos, colegas de farda, familiares, por quem com ele conviveu ou o procurou e pela História da Força Aérea Brasileira registrada até ontem.

Mesmo após reformado, permaneceu se dedicando exclusivamente a assuntos vinculados à Aeronáutica, como historiador e conferencista.

Sem poder imaginar essa mentirosa insinuação que hoje lhe fazem e expressando seu amor à FAB ele disse: “A epopéia do Correio Aéreo Nacional não terminará; ela se transfere, de geração em geração. Sob novos tempos, ela prosseguirá impulsionada pelo anseio que empolga a Força Aérea Brasileira de servir à Pátria, de ser útil e de participar da integração e do desenvolvimento nacional”.

No decorrer do texto do relatório da comissão, seu nome surge pelo fato de que em 4 de abril de 1964, ao assumir o comando da 5ª Zona Aérea foi alvejado com tiros, dos quais 2 o acertaram, desferidos por um oficial a quem dera voz de prisão e que, ato contínuo foi morto por um 1 tiro dado por um terceiro oficial presente no recinto de seu gabinete.

O fato foi largamente divulgado por toda a mídia nacional, foi instaurado um inquérito para apuração dos fatos e um processo penal que absolveu, em todas as instâncias, o oficial que alvejou o insubordinado. Até a viúva do oficial morto, em carta aberta publicada no jornal O Globo, se manifestou elogiando o Comandante por ter mandado prestar honras militares ao oficial por ocasião de seu enterro.

Durante os depoimentos para comissão, a verdade foi distorcida, escamoteada e escondida para que o falecido fosse considerado vítima militar da revolução e justificasse uma indenização. Para isso então surgiu uma versão de que o mesmo teria sido vítima de rajada de metralhadora nas costas, com 16 perfurações apontadas numa perícia médica. 

Essa versão teve sua revogação pedida por participantes da comissão, mas esta optou por não discutir se a morte ocorreu por legítima defesa e salientou-se que o deferimento da versão já dada se concretizou por decreto presidencial e que a CEMDP não teria competência para revogá-la e assim permanece até hoje, conforme consta nas páginas 60 e 61 do Direito à Memória e à Verdade da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da Republica, de 2007.

A acusação de crime é contra o Patrono do Correio Aéreo Nacional, título que lhe foi concedido, em 12 de junho de 1986, em reconhecimento à sua carreira militar e ao seu legado para a FAB. Principalmente, por seu pioneirismo no CAN, onde, junto com Eduardo Gomes, Lemos Cunha, Casemiro e tantos outros traçaram os caminhos que hoje unem a Nação Brasileira. 


Em Ordem do Dia do Comandante da Aeronáutica em 12 de junho de 2014, foi dito: “HOUVE UM DIA EM QUE PIONEIROS EMPUNHARAM O ESTANDARTE DOS BANDEIRANTES E COMEÇARAM A SEMEAR, POR ESTE IMENSO PAÍS, AS OPORTUNIDADES DO ENCONTRO, DA SOLIDARIEDADE E DA INTEGRAÇÃO. HÁ OITENTA E TRÊS ANOS, OS TENENTES NELSON FREIRE LAVENÉRE-WANDERLEY E CASEMIRO MONTENEGRO FILHO VENCERAM A SERRA DO MAR E FIZERAM DO 12 DE JUNHO DE 1931 UM MARCO DE PATRIOTISMO E TENACIDADE”.

O mesmo Homem que entre as inúmeras homenagens que a FAB lhe prestou ressaltamos apenas a última, ocorrida em 15 de outubro de 2014 quando foi inaugurado um auditório na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica com seu nome, é apontado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como responsável por crimes cometidos.

Não é justo, moral nem ético que a FAB que ressalta entre seus valores a liderança, como motivador de seus subalternos; o servir à Pátria, como essência de exemplo; a honra, como decoro da classe; a coragem, traduzida pela franqueza, perseverança e firmeza de atitudes e de convicções e a lealdade, como compromisso assumido com a Instituição e junto a seus superiores, pares e subordinados não se pronuncie a respeito dessa acusação.



EXERCITO

O general de Exército da ativa, Sérgio Etchegoyen, chefe do Departamento Geral do Pessoal, assina nota, em conjunto com a sua família: 

"Ao apresentar seu nome, acompanhado de apenas três das muitas funções que desempenhou a serviço do Brasil, sem qualquer vinculação a fatos ou vítimas, os integrantes da CNV deixaram clara a natureza leviana de suas investigações e explicitaram o propósito de seu trabalho, qual seja o de puramente denegrir", diz a nota. "Ao investirem contra um cidadão já falecido, sem qualquer possibilidade de defesa, instituíram a covardia como norma e a perversidade como técnica acusatória", prossegue a nota, acrescentando que, "no seu patético esforço para reescrever a história, a CNV apontou um culpado para um crime que não identifica, sem qualquer respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa".

A família estuda formas de entrar na Justiça contra o relatório da comissão.

Esta é a primeira manifestação de um general da ativa, que integra ao Alto Comando do Exército, a condenar a conduta da Comissão Nacional da Verdade. O Comandante do Exército, general Enzo Peri, foi comunicado pelo general Etchegoyen da decisão da família de responder às acusações. 

Oficiais da ativa não costumam se pronunciar em relação a questões políticas, por conta de restrições impostas pelo Regulamento Disciplinar do Exército, deixando este papel, normalmente para os militares da reserva.

Desta vez, no entanto, o repúdio, do general veio em forma de uma nota de desabafo, de uma família que se considera atingida pela comissão, o que é, no mínimo, inédito. Oficiais consultados pelo Estado consideraram "legítima" a forma usada pelo general Etchegoyen e há preocupação de que outras manifestações aconteçam.

O general Etchegoyen já esteve envolvido em outro episódio em defesa do pai, que lhe custou 15 dias de prisão, em outubro de 1983, quando era capitão subcomandante do 3º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, localizado em Brasília. O então capitão de 31 anos reagiu às acusações à época comandante Militar do Planalto, general Newton Cruz, que convocou uma reunião com todos os cerca de 200 oficiais da área para atacar o funcionamento do Congresso e classificar como "incompetente", "frustrado" e "mau caráter" quem comparecesse às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Câmara ou do Senado para prestar de depoimentos. Na época, o Congresso noticiara que convocaria o então general da reserva Leo Etchegoyen, pai do hoje chefe do DGP, para depor sobre a possibilidade de serem devassadas contas bancárias sigilosas de brasileiros em bancos da Suíça, que Leo Etchegoyen, quando era adido militar na Suíça, constatou que era possível, desde que o governo brasileiro solicitasse a providência. Só que o pedido nunca chegou.

Diante das críticas indiretas ao seu pai, o então capitão Etchegoyen, interrompeu a palestra do todo poderoso general Newton Cruz, avisando que entre os que iriam depor estava seu pai. O general Newton Cruz disse que não sabia e foi contestado mais uma vez pelo capitão que lembrou que não tinha como ele não saber porque aquilo estava sendo amplamente noticiado e afirmou que não admitia que a honra e a dignidade de seu pai fossem atacadas. Recebeu voz de prisão de oito dias, ampliada em mais sete, depois, por ter recorrido contra a punição.

A íntegra da carta da família Etchegoyen, contra a Comissão Nacional da Verdade:

A comissão nacional da verdade (CNV) divulgou ontem seu relatório final, onde relaciona 377 nomes sob a qualificação de "autores de graves violações de direitos humanos". Nela consta o nome de Leo Guedes Etchegoyen.

Sobre o fato, nós, viúva e filhos, manifestamos a nossa opinião.

Jamais fomos contatados por qualquer integrante ou representante daquela comissão, nem o Exército recebeu qualquer solicitação de informações ou documentos acerca de Leo G. Etchegoyen.

Ao apresentar seu nome, acompanhado de apenas três das muitas funções que desempenhou a serviço do Brasil, sem qualquer vinculação a fatos ou vítimas, os integrantes da CNV deixaram clara a natureza leviana de suas investigações e explicitaram o propósito de seu trabalho, qual seja o de puramente denegrir.

Ao investirem contra um cidadão já falecido, sem qualquer possibilidade de defesa, instituíram a covardia como norma e a perversidade como técnica acusatória.

No seu patético esforço para reescrever a história, a CNV apontou um culpado para um crime que não identifica, sem qualquer respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Leo Guedes Etchegoyen representa a segunda geração de uma família de generais que serve o Brasil, com retidão e patriotismo, há 96 anos.

Seguiremos defendendo sua honrada memória e responsabilizando os levianos que a atacarem.

Porto Alegre, RS , 11 de dezembro de 2014
Lucia Westphalen Etchegoyen, viúva
Sergio Westphalen Etchegoyen, filho
Maria Lucia Westphalen Etchegoyen, filha
Alcides Luiz Westphalen Etchegoyen, filho
Marcos Westphalen Etchegoyen, filho
Roberto Westphalen Etchegoyen, filho


12 de dezembro de 2014

IN MEMORIAM

A verdade encomendada, caolha, parcial, leviana, irresponsável, chapa branca, teve espaço na mídia, com direito a choro. O outro lado da moeda, dos que tombaram defendendo a democracia não tiveram o mesmo espaço porque a imprensa pode até ser livre, mas é mercenária. Consta que a publicação da homenagem abaixo, em O Globo de ontem, foi matéria paga, com despesa rateada entre os Clubes Militares.

Se hoje temos uma democracia que permite até a instalação de uma "comissão da vergonha", como esta que apresentou um relatório ficcional, foi porque um grupo de civis e militares tiveram a coragem e a dignidade de rechaçar a tentativa daqueles que pretendiam nos impor um regime estranho a nossas tradições.

Com uso de meios escusos, como sequestros, assaltos a bancos e luta armada que fez muitas vítimas.

Para mim e outros tantos brasileiros que vivemos aqueles momentos de apreensão, esses patriotas citados, cujas famílias não têm suas lágrimas mostradas no Jornal Nacional, merecem meus respeitos e meu aplauso.

                                                             

Piorar não vai, ou vai?

Eurico toma posse e promete um novo Vasco, que deixará como legado para os  sete  netos e para toda a imensa torcida.

Eleito,  já fizera um discurso emocionado falando em resgate do respeito e retomada da fase de glórias. E prometendo que segunda divisão, enquanto for vivo, jamais ocorrera.

Eu não duvido!  Eurico tem defeitos? Sim, certamente. Alguns são visíveis, outros lhe são atribuídos e alguns, provavelmente, são insuspeitáveis. Mas e o Roberto, mosca-morta, banana, palerma e outros adjetivos que lhe são atribuídos nas redes sociais. Além de outros deslizes que lhe foram imputados? É inocente de que?

Mas vamos lá Vascão!

De minha parte, havendo um projeto/campanha de sócio-torcedor, bem criado, inteligente, abrangente (capaz de motivar os torcedores fora do Rio)  e executado com rigor e publicidade massiva,  posso até aderir. E posso comprar camisa e boné com as cores gloriosas do Gigante da Colina. Para mim e para os filhos e neto, também vascaíno.

É possível renegociar com credores e equacionar as dívidas;  e prestigiar a garotada dos juniores. Chega de veteranos sonolentos, tipo Douglas, Fabrício e Kleber, e outros até piores porque sem nenhuma técnica.

Fico envergonhado que o Internacional, de Porto Alegre, com todo o respeito, tenha mais de cem mil sócios ativos e o Vasco não chega nem perto disso. E a renda proveniente das mensalidades/anuidades é extremamente importante para o clube.

Esta primeira fase da nova administração será de muita austeridade e controle rígido de gastos. Mas quem sabe um novo patrocinador master, e boas parcerias com fornecedores de material e, quem sabe, um projeto para modernização e ampliação de São Januário não anime mais a torcida, que anda meio arredia.

Para início de conversa, Eurico já avisou que vai reabrir a discussão sobre a localização da torcida vascaína no Maracanã. 

Tradicionalmente, porque desde  a inauguração do estádio, em 1950, os vascaínos e posicionavam à direita da tribuna de honra do estádio. O palerma do ex-presidente, frouxo, nada fez para defender nossos interesses quando a nova administração do estádio, o tal consórcio,  alterou esta norma histórica.

Eu mesmo cansei de ir ao Maracanã me dirigindo direto para o setor à direita. Digo mais, a torcida do Vasco tinha uma sala onde guardava os instrumentos da bateria e as bandeiras. Já nem falo da sala, mas o lugar a direita é por tradição e história, dos vascaínos.
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/eurico-diz-que-torcida-do-vasco-volta-para-seu-lado-de-direito-no-maracana.html

Na queda de braços com o Fluminense, na primeira batalha, na FERJ, deu Vasco:
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/campeonato-carioca/noticia/2014/12/vasco-recebe-garantia-da-ferj-por-antigo-lado-da-torcida-no-maracana.html


A presença de autoridades na solenidade de posse, dá uma ideia do prestígio e da força que o Vasco tem.

Os links a seguir levam à matérias sobre a posse, projetos, declarações,  juras e promessas de resgate do respeito e dignidade. E maracutaias, ao que parece, na gestão Dinamite:

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/eurico-chora-dedica-gestao-aos-netos-e-fala-em-remedios-amargos-no-vasco.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/prefeito-do-rio-revela-pedido-anti-fla-de-eurico-tem-que-vetar-essa-arena.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/ze-luis-moreira-confirma-isaias-angioni-e-mantem-misterio-sobre-joel.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/eurico-reforca-diretrizes-essa-historia-de-ceo-nao-funciona-no-vasco.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/vasco-paga-parcela-da-timemania-e-tenta-renegociar-dividas-por-cnds.html

http://globoesporte.globo.com/df/noticia/2014/12/quase-metade-dos-torcedores-do-df-se-diz-flamenguista-vasco-em-2.html

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2014/12/eurico-exibe-contratos-rebate-e-ironiza-exito-de-advogado-em-caso-romario.html

Fotos ilustrativas a seguir foram pinçadas na internet:

A torcida empolgada, leal, que merece uma boa gestão - 2014

Solenidade de posse, com autoridades  presentes

De uns tempos para cá o charuto inseparável


Comemorando a vitória nas eleições

Precisamos de um time como este, no mínimo -  1987



Nota do editor: a equipe base em 1987, era composta de Dunga, Tita, Romário e Roberto 

11 de dezembro de 2014

Óia nóis again em SJI

As feministas de plantão devem estar pensando: - Olha o absurdo botava a mulher para trabalhar e ficava sentado na sombra.


Não é verdade! Observem que se trata de uma pose para foto. Notem a posição da tesoura; é possível cortar com a tesoura na vertical? Além do mais, tínhamos cortadora de grama elétrica.


As marinhas penduradas na parede são obras da Wanda, que era mais hábil com os pinceis do que com a tesoura de poda (AHAHA).

Como escrevi na outra vez, a gente bebia, o mais das vezes, na varanda que era bem mais fresca. Bem, a Wanda também bebia (refrigerante) no bar.  Vejam na foto abaixo. Na outra foto, vê-se o sino que fazia as vezes de campainha da casa (tinha uma cordinha pendurada na parte externa).


Meu negócio era ficar sentado, ou deitado na rede. Era neste jardim da frente da casa que eu pretendia fazer o viveiro aberto e depois desisti. Os beija-flores vinham diariamente e nos dias mais quentes eu os banhava com o esguicho da mangueira. Eles adoravam... e eu também.


Bill aprendeu com a Wanda e também fazia pose para foto. Na que está mais abaixo ele estava recepcionando a Mag que acabara de chegar. Ela cresceu e ficou quase do tamanho dele. A foto está cortada porque a Margaret era o foco principal.



A Mag II já mais crescidinha, era a favorita da Wanda.



Eu não disse que o Bill aprendeu a fazer pose?




Nota do editor: as colaborações rariáram. Meus parceiros aqui no blog andam na entressafra. Por isso apelo para imagens de arquivo e ao tema recorrente: casa na roça.