7 de fevereiro de 2019

Afinal, quem é LORD GIN?



Campus da Universidade Federal Rural do Rj, em Seropédica

Casa da Moeda

Quem é LORD GIN? Não sei.

Qual a relação entre a Universidade Rural e a Casa da Moeda?   Na primeira ele estudou e na segunda trabalhou.

Claro que não me refiro à bebida. Esta muitos conhecem.

Trata-se certamente de um codinome, um apelido, um nickname. Ele tem feito preciosos comentários aqui no blog, muito especialmente na postagem cujo link coloco a seguir. Basta clicar:

Eis seus comentários aglutinados:
LORD GIN disse...
bons tempos,em que trabalhando na Casa da Moeda,praça da República,vindo de Campo Grande, caminhava desde a Av. Venezuela ´,, vislumbrando e saboreando pequenos detalhes do dia a dia.........

LORD GIN disse...
Como admirador do Lavoisier, na teoria e na prática do nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, costumava junto com um colega de trabalho minerar nos brechós das cercanias em busca de sucatas perdidas. O Palácio das Ferramentas expunha sempre algumas preciosidades diárias, a preço de bananas, em uma banca externa. Era festa.

LORD GIN disse...
...por falar em bananas, lembrei da padaria Bassil na senhor dos passos,que ainda existe e resiste...excelentes esfihas,kibes e pães árabes..muitas vezes, para aproveitar melhor o tempo do almoço e utizar nas incursões pela área, fazíamos ali uma breve pausa degustativa, por sinal deliciosa. Quanto às memórias afetivas, só as fraternais....rrssss

LORD GIN disse...
...Quanto tempo passado de algo aqui lido, teriam todos sumido, dentro de uma integral com limites do zero ao infinito?


LORD GIN disse...
....desculpe-me Carrano, o comentário foi meu, que uso o codinome LORD GIN. Houve falha de minha parte na aposição correta do dito....mais tarde farei outra consideração sobre os jacarés velhos e machos. 
http://img1.blogblog.com/img/blank.gif

LORD GIN disse...
Fazendo uma correlação entre os jacarés e humanos septuagenários e machos, ainda plenos de testosterona , Pantanal e Amazônia, que tal uma piranha assada ou um caldo?

LORD GIN disse...
...voltando às derivadas de tempos passados , que praticamente é o que temos, lembro de uma visita à Universidade Rural, em Seropédica, onde estudei nos anos 60. Lá, nos lindos corredores internos de estilo colonial, tendo ao centro um lago e jardins ficam afixadas as placas dos formandos de várias décadas , inclusive da minha turma de 70, e também algumas placas menores onde os remanescentes de turmas de formandos de décadas anteriores manifestam sua homenagem aos colegas que já passaram pelo portal rumo ao infinito. Em uma dessas placas com os dizeres ...aqui estiveram os X remanescentes da turma do ano Y....Fica difícil de ler sem pensar que somos parte do sistema universal e envoltos pela rede invisível de energia cósmica . Senti uma epifania indescritível.....dito isto vamos ao futuro....

LORD GIN disse...
Caro marrano,digo Carrano. Gostar ou não de futebol é de pouca relevância, tendo em vista que o meu pensamento no momento do comentário estava a nível espiritual com reminiscências vivenciadas em várias épocas da vida e mormente porque era um jogo que não representa nada para mim. E mesmo que fosse do Brasil, hj já nem vejo mais o jogo todo,só alguns lances, tendo em vista a corrupção vigente entre dirigentes, treinadores, emissoras de TV, marcas comerciais e afins e o comportamento mercenário de muitos jogadores , me dando a certeza que na atualidade a seleção de futebol não representa nossa brasilidade.Fazendo uma conjuminação entre pensamentos anteriores aqui emitidos e relativos a sete décadas, te digo que copa mesmo foi a de 70.

LORD GIN disse...
..Olá Carrano, nada de velho ou de novo no front?


LORD GIN disse...
Olá Carrano....já que vale o antigo, mais uma da Rural....nos idos de 70 tendo concluído minha graduação em Eng. Química e sem emprego ainda, consegui um estágio na Universidade Rural, no instituto de Tecnologia , num programa de controle microbiológico de alimentos. Tempo passava e nada de emprego...Num dia chuvoso, numa estrada de barro que ligava a estrada Rio São Paulo ao local de estágio, a tabatinga ia aderindo ao solado do sapato, pesando cada vez mais..Nessa sequência de acontecimentos e tendo em vista minha situação eu chorei....Mais a frente já no prédio do Instituto de Tecnologia me deparei com um painel de um congresso de Química, contendo um trecho de lusíadas,do velho Camões, Canto I, versículo 40 onde dizia: E tu,Padre de grande fortaleza/Da determinação que tens tomada/Não tornes por detrás,pois é fraqueza/Desistir-se da cousa começada. A simples leitura me revigorou...um mês depois estava empregado no mesmo local que ainda hoje labuto.

LORD GIN disse...
Caro Carrano, grato pelo encômio e convite a expor minha larva, digo lavra, mas nada tenho arquivado pois o pouco que escrevo é devido a estímulos de assuntos que despertam algo lá no recôndito e ou advindos da memória atávica. De qualquer maneira estarei por aqui sempre observando e caso lembre de algumas outras passagens interessantes terei o maior prazer em participar.

LORD GIN disse...
Olá Carrano, por falar em saudade e recordações de tempos idos, mas mantidos vívidos no desgastado registro de memórias , tenho a comentar a existência de um local situado bem distante do nosso charmoso centro do Rio de Janeiro e chamado de Beco dos Crioulos.No caso hoje é uma rua nomeada travessa Manoel de Jesus. Esse local situado na periferia de Campo Grande foi habitat de antigos escravos alforriados onde na década de 80 ainda morava uma senhora de idade centenária filha de escravos, a qual conheci.Futuramente contarei algumas passagens ocorridas nesse beco e com a descrição das condições de algumas habitações lá existentes, por essa época.

LORD GIN disse...
Passado algum tempo volto à narrativa....O dito Beco liga a Av. Cesário de Melo à Estrada do Cabuçu. A Cesário de Melo é a antiga Estrada Real, que conheci ainda sem asfalto e com postes de transmissão de energia, feitos de troncos de eucalipto. A referida estrada real era a via de locomoção da família real do palácio em São Cristovão para sua casa de campo,situada em Santa Cruz, um casarão que pertenceu aos jesuitas, dentro de uma enorme fazenda que abrangia toda aquela região até a Costa Verde. Hoje esse imóvel é ocupado por uma unidade de engenharia do exército.A dita estrada real tinha os marcos de distanciamento feitos de granito e com o símbolo imperial,tendo inclusive um local entre Bangu e Campo Grande denominado Marco Sete, onde obviamente existe o marco de nº 7. Ao longo da via ainda existem alguns outros marcos. A Estrada do Cabuçu do outro lado do Beco liga Campo Grande ao Rio da Prata, onde está localizado o ponto culminante da cidade que é o pico da Pedra Branca.Não deu tempo para falar do Keké verdureiro e os irmãos Periquito e Tico Tico, moradores do Beco, porque o mundo gira e a Lusitana roda.

LORD GIN disse...

...voltando ao Beco, que neste caso tem duas saídas....O Keké era um negro forte ,ajudante de caminhão e possuidor de uma voz potente, que gostava muito de cantar músicas interpretadas por Jamelão. Mais tarde, já definhando fisicamente e com visão prejudicada vendia verduras na vizinhança em um carrinho de mão .Os irmãos Periquito e Tico Tico, negros franzinos viviam de pequenos expedientes.Periquito tinha algum dote musical e tocava num conjunto musical de chorinho nomeado pancada no saco.A morada dos irmãos ,em pleno Beco e herança dos pais era uma construção de pau a a pique com teto de zinco e o piso de terra batida onde dentro, alem de pessoas circulavam patos ,galinhas ,gatos e cães. O banheiro , do lado de fora, continha um simples buraco do boi e a água para banho, um luxo, vinha de um poço artesiano com ajuda de baldes. Tico Tico tinha uns dois quartinhos para alugar, também construídos daquela forma rudimentar. Nessa época eu tinha um bar e depósito de bebidas em frente ao Beco, num imóvel que herdei do meu pai, um imigrante português de Vilela Seca e que tinha se estabelecido anteriormente nesse local com uma carvoaria, que vendia tocos de lenha,querosene e óleo diesel. Advindo dessa atividade e ajudando o velho nesse trabalho veio meu apelido de Paulinho carvoeiro. Outro dia conto mais, do Beco e do bar.....






LORD GIN disse...
....Certo dia chuvoso, caia uma garoa fininha, entrei no Beco onde conhecia a maioria dos moradores pois tinha vivido ali perto a minha juventude e ao passar pela casa do Tico Tico avistei o Keké verdureiro que me saudou todo triste e choramingando,pois estava ao relento, num cubículo sem cobertura e todo molhado. Perguntei por que ele estava ali assim e não dentro da casa, onde geralmente ficava. Segundo ele o Tico Tico o tinha retirado da casa. Questionei a razão daquilo ao Tico Tico que logo me disse que o Keké tinha urinado lá dentro . Para apaziguar a contenda e tirar o Keké daquela situação adentrei na casa e mandei buscar unas cervas e uns pastéis numa das muitas barracas do Beco. A partir daí e já tendo alterado o estado de consciência do Tico Tico para melhor, fiz uma proposta ao dito. Perguntei se ele aceitaria uma quantia em dinheiro para uma estadia de cerca de três dias para o Keké, que era a previsão da duração da chuva. A proposta foi logo aceita e o Keké ganhou abrigo, que incluía até comida. Feito o pagamento perguntei se já teria algo para o Keké mastigar e o Tico Tico imediatamente começou a cozinhar uns ovos´colhidos ali mesmo das galinhas que circulavam na casa. Na sequência, sentado num sofá bem castigado pelo uso, bebi mais umas cervas e contemplei em epifania o desenrolar daquela situação inusitada que guardo na mente até hoje e tenho prazer em relatar.

LORD GIN disse...
Outro personagem característico do Beco era o Machado, um negro de pouca altura ,voz mansa e muito amigável.Tinha sido o treinador do time de futebol da área, o Santa Rosa. Muito conhecido na periferia Machado vivia numa casa simples no Beco , com mulher e filhos. A casa ,mais organizada que a do Tico Tico, já tinha um piso de cimento com vermelhão.Ele Sobrevivia de pequenos trabalhos de limpeza,capina e mandados, inclusive lá da minha casa. Certo dia chamei o Machado para me ajudar na capina de um terreno que tinha comprado para fazer uma casa , pois o capim navalha que o cobria já tinha altura de mais de dois metros.Peguei meu Jeep da segunda guerra,um WW2 MB Willys e partimos para o terreno. Levamos uns três dias para findar o trabalho pois na realidade queria conhecer melhor a área onde moraria futuramente. Nos intervalos que eram maiores do que o trabalho em si as cervas matavam a sede.Terminada a capina resolvi voltar ao Beco e levando o Machado para sua casa, pelos fundos do Beco ,ou seja, entrando pela estrada do Cabuçu, num trecho que era transitável só para pedestres. Nesta época uma verdadeira trilha off road para veículos. Com meu jeep pintado de Olive Drab e alguns símbolos do exército americano adentrei com certa velocidade na trilha. Embaixo de uma árvore , numa área desabitada, estavam reunidos em torno de um tabuleiro mais de 20 pessoas no famoso jogo de Ronda , naquela época proibido. Quando o jeep foi avistado a rapaziada saiu em disparada, largando tabuleiro ,cartas e até dinheiro de apostas. Um pouco depois ,reconhecendo Machado e a mim vieram se reagrupando.Pensaram que era o exército invadindo a área. Voltaram ao jogo e tudo terminou na boa.


LORD GIN disse...
O Madureira nasceu ali na meiuca da Rua Carius com o Beco. A maioria dos terrenos tinha passagem sem cercas de um lado para o outro.Esse personagem ganhou tal apelido no Beco por ter sido roupeiro do Madureira A. C durante muitos anos. No Madureira seu apelido era Rato
pois tinha um rosto peculiar, com uma barbicha rala e bigode fininho, que justificavam o dito apelido. Através dele soube de muitas histórias que aconteciam nos bastidores do futebol, no dia a dia com jogadores , nos vestiários e nos hotéis em que se hospedavam na ocasião dos jogos fora.Também contava coisas que ouvia em conversas da diretoria quando reunidos com dirigentes de outros clubes tratando do empréstimo de jogadores que despontavam e demonstravam boas habilidades futebolísticas. Infelizmente o Madureira foi
vítima do alcoolismo,sendo despedido do emprego.Passou então a viver de pequenos expedientes na área , inclusive no depósito de bebidas e bar que eu mantinha na época. Mesmo tendo bebido ele mantinha uma conduta digna no dia a dia.Ele gostava muito de pescar e inúmeras vezes fomos ao Grumari , praia que gosto muito e sobre a qual descreverei alguns aspectos muito interessantes, mais adiante.

LORD GIN disse...
A praia do Grumari fica numa área de preservação ambiental e tem cerca de 2,5 km extensão. Situada entre a Prainha ,no Recreio, e as praias só acessíveis por caminhada e nominadas de Inferno,Perigoso,do Meio,da Tartaruga e no extremo a praia da Barra de Guaratiba, junto à Restinga de Marambaia.Uma paisagem excepcional que vale a pena ser vista. O Grumari é um verdadeiro anfiteatro natural formado por um semi círculo de montanhas cercado pelo mar. Muito tempo atrás eu pertencia ao Grêmio Excursionista de Campo Grande e acampávamos nas praias já comentadas e fazíamos caminhadas até o pontal, em frente à praia da Macumba, voltando depois pela estrada da Grota Funda até a Ilha de guaratiba onde pegávamos um onibus até Campo Grande. Esse nome de Ilha de Guaratiba nada tem a ver com a geografia do local em si pois advém do nome do Sr Willians , um inglês morador em Guaratiba, que administrava a antiga linha de bondes que fazia a ligação de Campo Grande à região de Guaratiba e Rio da Prata.Por essa razão e importância do personagem o local se tornou a Ilha de Guaratiba. Bons tempos.........


LORD GIN disse...

Carnaval na bocada e uma reminiscência veio à tona...Formado por moradores do Beco e Rua Carius havia o bloco denominado Sinfonia dos Tamancos cuja peculiaridade marcante alem dos carnavalescos muito animados era o uso por todos os integrantes dos ditos tamancos. O bloco era bem constituído, com fantasias simples e criativas e uma boa bateria.O destaque da coisa era a paradinha, executada de tempos em tempos nos locais de desfile com maior platéia, onde todos retiravam os tamancos e executavam toques manuais com os tamancos que arrepiavam. Também executavam passos de dança tocando os tamancos no chão ao toque do surdo.Contando com alguns desses participantes que também faziam parte do conjunto Pancada no Saco, já mencionado e do bloco Solta os Bichos do Rio da Prata, tive a idéia de fazer um bloquinho que chamei de Bloco da Pipa. Nesse tempo eu tocava de forma sofrível um trompete e só sabia algumas músicas , principalmente a relativa à música das pipas ..... tá com medo tabaréu a minha pipa é de papel e uma música de introdução ao carnaval.....Daí veio a idéia de fazer o Bloco da Pipa..continua.....

LORD GIN disse...
A pipa em si era o estandarte do bloco pois era constituída de três varas de bambu em cruz, formando a armação de uma pipa cafifa , a mais utilizada naqueles tempos. Outras duas variações de estilo de pipas eram a pipa pião e a arraia.A vara central tinha cerca de 4 metros de altura e as duas laterais uns três metros. Eram aparafusadas nas junções e feitas as delimitações da armação com barbante crú. O revestimento era com jornal e cola de farinha de trigo,tal qual na feitura das cafifas para cruza, naquela época.Os candidatos a desfilar no bloco ajudavam a montar a bicha, no chão em frente à minha casa.Feita a pipa,reunida a bateria e o trompetista sofrível, amante de músicas clássicas, e os componentes era hora de iniciar a coisa. Antes disso eu pegava na encolha, o velho penico de ágata da minha mãe, já desgastado pelo tempo de uso e cheio de fissuras internas que deviam abrigar milhares de colônias de estreptococus e outras de nome mais complexo. O dito penico era preenchido com cerveja e se tornava o rito de iniciação dos novatos pretendentes a desfilar no bloco.Tinham que tomar uma boa porção de cerveja acondicionada no vasilhame para serem considerados iniciados.....continua....




LORD GIN disse...
O bloco tomava o rumo da estação de Campo Grande , mas no caminho era de lei uma parada na casa da Madame Odete, costureira e carnavalesca famosa, mulher de um ex bicheiro. Ali nos eram fornecidas algumas fantasias já usadas em outros carnavais mas que se adequavam perfeitamente ao nosso propósito de pura farra carnavalesca. A pipa empinada dominava o cenário e era admirada pela platéia circundante, mormente quando eu executava a música de introdução do carnaval, uma marchinha antiga, e depois o tá com medo tabaréu a minha pipa é de papel. Na sequência mais foliões se juntavam a nós e sempre fazendo o ritual do penico.A pipa , pelas suas descomunais dimensões, quando encostada às arvores de algum terreno vazio servia de parede de mictório também.E lá íamos naquela animação até a rua Coronel Agostinho, hoje o calçadão de Campo grande. Numa dessas idas fomos respeitosamente abordados por um cineasta de Campo Grande, o Waldir Onofre que estava filmando um episódio de um filme que se passava no carnaval e nos convidou para participar do mesmo, só que no outro dia. Concordamos, mas como acontecia todo ano o desfile era só de um dia porque a turma nunca se reunia duas vezes seguidas..infelizmente não cabe descrever aqui algumas cenas picantes que aconteciam durante o evento.....bons tempos...


LORD GIN disse...

Passou aqui na minha rua um bloco de moradores da cercania bem animado, com um conjunto de instrumentos de sopro afinadíssimos constando de tuba ,sax,trombones e trompete que me fez lembrar o ancião Bloco da Pipa.Aproveito para relatar um dos lances ocorridos numa das saídas do bloco. Como disse anteriormente apesar da farra, existia uma certa disciplina a ser seguida. No decorrer de uma delas um grupo de meninos travestidos pediu para participar e foram aceitos. Eram muito animadas e executavam coreografias que valorizaram o desfile. No final da coisa , depois do ritual de queimar a pipa e um toque de silêncio executado no trompete, em respeito ao estandarte querido ( RIP ), dois rapazes vieram pedir a mão das meninas aos diretores do Bloco. A coisa foi concedida com a recomendação de que o tratamento a ser despendido a elas fosse o melhor possível. E assim se encerrou mais um desfile do Bloco da Pipa. OBS: se as senhoritas reclamarem será culpa sua de publicar tal acontecimento.

LORD GIN disse...
Olá Carrano e não marrano como eu, de provável origem sefardita em diásporas de tempos idos na velha Lusitânia e Galícia e talvez um cristão novo, tendo em vista alguns aspectos de genealogia e sobrenome..... Na realidade te respondi, mas parece que por um acidente de TI a msg não foi enviada. Nela eu respondi que vim a te conhecer por aqui e nestes dias comecei a ler algo sobre vc e suas atividades pertinentes. Interessante a sua cultura e verve prolixa em vários campos. Por falar em diásporas, filósofos e península Ibérica tenho uma admiração imensa pelo Spinoza , sua coragem de enfrentar o poder das igrejas,tanto judia como católica e isto há mais de 500 anos, alem da sua visão do mundo, da qual compartilho até onde alcança a minha pouca condição de entendimento no assunto em epígrafe.

LORD GIN disse...
Por falar em cruzamento de dados,dado a época de entregar o suado ganho à RFB, explico aqui o codinome LORD GIN. Na década passada eu era contumaz frequentador de sala de chat, no caso a sala A do Terra e inicialmente entrei com o codinome Mr Walker, homenagem ao meu personagem preferido das histórias em quadrinhos o fantasma voador da baia de Bengala, na sua identidade civil quando ia namorar a Diana Palmer e em outras atividades específicas.Troquei depois para o LORD GIN, que era uma paródia não muito entendida do personagem LORD JIM do livro do Joseph Conrad. Nessa época gostava de GIN e o personagem se adequou à conjuminação biunívoca.Um LORD bebedor de Gin. Muitas vezes, na sala A, dialogando até com cinco colegas ao mesmo tempo e em assuntos variados, era questionado porque escrevia errado o nome do personagem do livro. Explicava a razão da coisa e nem me LIXAVA com certos comentários......bons tempos.....

LORD GIN disse...
Já que o antigo voltou, me reporto à década de 50 e início dos 60 quando o fornecimento de água na Zona Oeste era caótico. Só as ruas principais , mormente no centro de Campo Grande tinham água encanada. A Estrada Real onde eu morava era uma das beneficiadas pois a tubulação principal passava ali. Na periferia a população sofria e se abastecia em poços, cuja boca era formada por um círculo de tijolos e tinha uma trave com uma roldana de madeira improvisada que girava e por meio de cordas permitia o levantamento da água em baldes, como na casa do Periquito e aqui descrito anteriormente. Na entrada do Beco dos Crioulos tinha água encanada numa famosa bica comunitária , onde a turma vinha buscar água seja em latas de banha equilibradas no topo da cabeça ou em barris antigos onde a inventividade dos usuários criava sistemas de tracionamento por meio de ferros de vergalhão dobrados,formando alças que deslizavam internamente nas abas desses tambores de 180 litros , possibilitando o giro dos referidos para longas distâncias.Já nesse tempo existiam os famosos gatos de água ou ratões do banhado ,formando um emaranhado de canos saindo da bica e adentrando no Beco.

LORD GIN disse...
As duas ruas Cesário de Melo e Cabuçu que limitam o Beco se encontram antes do infinito,numa esquina.Nessa esquina havia o entroncamentos dos trilhos dos bondes que seguiam para o Rio da Prata, Monteiro, Pedra de Guaratiba e willians digo, Ilha de Guaratiba, sub bairros de Campo Grande.Ali os bondes tinham uma parada para aguardar seu horário e a liberação das linhas para seus respectivos destinos.Em cada um dos quatro cantos existia um bar. Nesse tempo, de poucos serviços de transporte, era um verdadeiro terminal onde as pessoas aguardavam seus bondes, tomavam umas e outras , faziam amizades , iniciavam papos de conquista e ou futuros encontros.O resultado desses encontros furtivos geravam inúmeros casos de amores proibidos,dai originando para o local o nome de Esquina do Pecado, que se mantem até hoje. Obs: sem mais pecados, pois não existem mais os bondes e os bares.Tiraram o sofá da sala........

LORD GIN disse...
Certa feita, por acaso no dia do meu aniversário, alguns amigos resolveram fazer uma festa. Um deles era dono de açougue e outro um militar reformado que adorava festas , foguetórios e churrascadas.Instalaram um sistema de som potente e rolava de pagode até música clássica. O local era em frente ao Beco e a música, de som potente, ia até aos confins do pé do morro dos caboclos , no corredor de propagação de som formado pelo Beco e Rua Carius. Cerveja e carne rolavam à vontade e a galera ia se aproximando, na tentativa de pegar uma Xêpa. A coisa estava tão farta que não faltava nada, inclusive umas moças bonitas e formosas como você gosta e já insinuado aqui no site. Um dos amigos estava de posse de dezenas de cédulas antigas, achadas no colchão da sua falecida mãe, já sem valor e não mais emitidas, cuja cor predominante se equiparava à das cédulas em circulação e de maior valor daquela época. Num dado momento o dono das cédulas começou a queima-las uma a uma na churrasqueira, numa coreografia que simulava serem verdadeiras. A notícia se espalhou no Beco, como rastilho de pólvora aceso , causando enorme comoção inclusive entre as belas meninas, que pediam misericórdia para aqueles velhos pedaços de fibras de algodão impressos em calcografia , offset e tipografia. A partir daí o que rolou é mera imaginação... ou .... realidade plena......



NOTA DO EDITOR:
Macacos me mordam se a história do Beco, com os personagens mencionados, não der um romance.
Coragem, LORD GIN, e mãos a obra.

5 de fevereiro de 2019

Telas famosas


Em matéria de pintura fico com os impressionistas. Em especial Monet e Renoir. Por isso acho a visita ao D'Orsay tão importante quanto ao Louvre.

Renoir

Monet
Aqui, entretanto, não cuidarei de minhas preferências, o que de resto não interessa a ninguém.

Registrarei apenas algumas telas que, nem sempre pelo rigor técnico ou qualidade artística, são muito conhecidas, comentadas e visitadas nos museus onde estão expostas.

Começo com um clássico, de um dos mestres do Renascimento. Leonardo da Vinci e sua "A última ceia"


A mesma concepção ficcional, obra da criatividade do artista, temos na tela "O grito do Ipiranga" ou "Independência do Brasil", de Pedro Américo. 


Não aprecio o cubismo, mas a tela "Guernica", de Picasso, tem outros significados que vão além do estilo.


Embora não seja apaixonado pelos surrealistas, prefiro estes aos cubistas. E Dalí é uma referência.

Persistência da memória


Temos ainda os realistas aqui representados  por de Gustave Courbet, com sua "A origem do mundo", exposta no D'Orsay.


Para concluir, uma obra-prima do expressionismo, do norueguês Edvard Munch. O artista pintou quatro versões desta tela, intitulada "O grito". Três delas estão expostas numa galeria em Oslo, a quarta foi danificada.

O grito
Quase esqueço de uma das mais badaladas telas, que se encontra no Louvre e acaba por decepcionar muitos  dos visitantes por motivos nada acadêmicos: seu tamanho ( 77X53 cm).

Mona Lisa ou A Gioconda

3 de fevereiro de 2019

Apodo, cognome, apelido ou alcunha


Lembro alguns personagens, reais ou ficcionais, que ganharam alcunhas ou ficaram associados a algum tipo de comportamento ou bandeira. Ganharam um adesivo que não desgrudou de seu nome. Um título outorgado pela mídia ou por admiradores.

REI
Título conferido a Pelé, no reino do futebol; é ainda e a despeito de Messi, Cristiano Ronaldo, Maradona e não mais que dois ou três que vi jogar.

Existem outros reis, como Roberto Carlos, cantor popular. Vascaínos os dois. 

Nem sempre um título nobiliário ou monárquico atribuído pela imprensa é engrandecedor e invejável. Exemplo?




LADRÃO REALIZADOR
Quem é muito jovem talvez não tenha ouvido falar de um político que inobstante ser suspeito de corrupto, ganhou o beneplácito da população por ser responsável por muitas obras importantes.

Ficou conhecido como o homem "que rouba mas faz". Chamava-se Adhemar de Barros.




AMORAL
O nome dele era Amaral Neto, mas seus adversários coloram nele o epíteto de Amoral Nato. Se era uma qualificação injuriosa, na época para mim pouco importava porque a bandeira que esse repórter, jornalista e deputado federal desfraldava era o da instituição da pena de morte no Brasil.

A alcunha derivava, salvo engano, de fazer reportagens a troco de dinheiro, em seu programa televisivo "Amaral Neto, o repórter"




BOB FIELDS
Um dos homens mais cultos, mais importantes de sua época, atuante em várias frentes políticas, diplomáticas e econômicas, por sua ligação ou especial interesse pelos americanos do norte ganhou da esquerda festiva o apelido de Bob Fields.

Não acho que fosse um colonizado. Seu livro "Lanterna na Popa" é um repositório de informações úteis e históricas, com foco no Banco Mundial, na criação da ONU após a II Guerra Mundial, em sucessão à Liga da Nações, que havia sido criado logo após a I Guerra, e outros acontecimentos aos quais esteve presente, como  a criação do FMI.

Extremamente culto, inteligente e poliglota, foi malhado pela esquerda hilariante d'O Pasquim, mas estava acima e não foi atingido.




CAÇADOR DE MARAJÁS
Este personagem  foi um blefe, um caso típico de fake news, propaganda enganosa. Perdeu-se e para não ser cassado renunciou.

Mas se levarmos em conta as falcatruas ou malfeitos de alguns que o sucederam na presidência, seu caso seria se juizado de pequenas causas.

Promoveu algumas medidas positivas em seu governo, com destaque, na minha visão, para o fim da reserva de mercado da informática que havia sido criada por João Figueiredo.

É mais lembrado, entretanto, por ter confiscado a poupança dos brasileiros. Deveria ser por ter aberto a economia para o capital estrangeiro.




TIRAR DOS RICOS E DAR AOS POBRES
Isso se faz não na "mão grande" mas sim tributando quem tem maiores lucros ou rendas de quaisquer fontes e empregando o dinheiro arrecadado em programas sociais, investindo em educação, saneamento básico e capacitação profissional.

Robin Hood, lendário ladrão e assaltante de comitivas nas estradas, só pode ser cultuado na floresta de Sherwood, no condado de Nottingham.  Não aqui entre nós.

Mas continua sendo referência quando se trata de roubar dos ricos e dar aos pobres.


Errol Flynn no papel do personagem

LEVAR VANTAGEM SEMPRE E EM TUDO
Coitado do niteroiense tri-campeão mundial de futebol. Por causa de uma frase em um comercial veiculado nas rádios e TVs há alguns anos, tem seu nome associado ao espertalhão, ao cara que "gosta de levar vantagem em tudo". 

Gerson de Oliveira Nunes, certamente preferiria o apelido de "Papagaio", dado pelos companheiros futebolistas.




DA-LHE RIGONI
Luis Rigoni, de quem somente os mais antigo e especialmente turfistas ouviram falar e viram atuar, era um jóquei que ao contrário da maioria não espancava suas montarias para faze-las correr mais.

Ele simplesmente roçava seu chicote por trás da orelha do animal, para estimulá-lo. Por isso ficou conhecido como o "Homem do Violino".
http://www.jcb.com.br/noticias/27111/uiz-igoni-o-lendario-omem-do-iolino/




1 de fevereiro de 2019

VOLTA EM GRANDE E ALTO ESTILO







 Sorry periferia, como diria o Ibrahim Sued, festejado colunista mundano do século passado.

Quem poderia prever, ao cabo de um bom tempo descontinuado, que a anunciada volta do blog teria tanta repercussão.

Os arautos exigentes irão trombetear, as aves agourentas irão gorjear que se trata de pequeno espasmo pré-morte, os pessimistas e a enorme legião de “idiotas da Objetividade (licença Nelson)” acreditam e torcem para que o blog amargue o ostracismo, o abandono, o esquecimento e a morte em prestações.

Mas veja se não é para regozijo. E nem todos são da família ou amigos diletos. Até confrades que já haviam sido contabilizados em “perdas” ou em “ativos duvidosos”, voltaram ao espaço virtual.

ÔBA!!!


Aqui ficarão perpetuadas as palavras de incentivo, de generosos elogios e de apoio. 

Para ler os comentários, até o momento, basta clicar no link a seguir:

https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1700309095653144445&postID=7400032174806829683&isPopup=true

30 de janeiro de 2019

ESTUPRO X CASTRAÇÃO




                ESTUPRO X CASTRAÇÃO

Esta sentença, proferida na então província de Sergipe, em 1833, trata de uma acusação de atentado violento ao pudor. Embora muitos garantam a autenticidade da peça até indicando  que o original dela está guardado no Instituto Histórico de Alagoas, há quem questione. Leia o texto:
"O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará.
Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.
CONSIDERO:
QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;
QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer; conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;
QUE Manoel Duda é um sujetio perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.
CONDENO o cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos , Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha (Sergipe), 15 de outubro de 1833.


NOTAS do blogueiro:

1)   Poderá ser lida através do link abaixo:

2)   Imagens relacionadas:

3)   Este caso não é verídico? Seria fake news? Boato?
Leiam em:
https://www.boatos.org/brasil/estupro-punido-com-castracao.html





28 de janeiro de 2019

DESPEDIDAS


Os mais idosos hão de se lembrar do Silvio Caldas, um dos cantores populares de maior sucesso no século passado.

Conhecido pelo apodo de "Caboclinho querido", deixou gravações antológicas como a da canção "Chão de Estrelas", que tem versos primorosos de Orestes Barbosa.

No final da sua vitoriosa carreira, promoveu várias apresentações de "despedida". Anunciava o show como sendo o último, o da despedida dos palcos, mas passado certo tempo anunciava outro com a mesma finalidade.

Por isso ganhou também o apelido de "Cantor das despedidas". Leiam em


Pois bem. Também eu, enquanto blogueiro, já me despedi várias vezes, ameaçando descontinuar o blog. A última vez foi em novembro passado, quando o blog completou 9 anos de  existência.

Mas tive uma recaída e aqui estou eu, de volta. Tinha decidido canalizar o tempo disponível para escrever um livro, mas qual o quê. Fiquei no perfil dos personagens sem inspiração e talento para faze-los interagir.

Aqui posso perpetrar bobagens sem grandes pretensões literárias e sem preocupação com frases aforísticas.

Mario Jorge Lobo Zagalo diria, "vocês vão ter que eme aturar". Não é o meu caso porque acessar este blog não é uma obrigação, uma rotina, como era acompanhar a seleção nacional.

Continuarei disponibilizando o espaço para amigos e parentes que queiram enriquecer este sitio com suas histórias vividas e ficcionais, suas narrativas de viagens, suas opiniões e suas criticas.

Não faça cerimônia para aplaudir, sentado ou de pé,  quando eventualmente algum texto for de seu agrado.

#vamosemfrente

7 de janeiro de 2019

YOGA & MEDITAÇÃO


Está na hora de você levar a cabo suas promessas, os compromissos assumidos com você mesmo de este ano fazer regime, matricular-se numa academia e/ou fazer meditação.


Livre-se do stress, ou minimize seus efeitos danosos, praticando yoga e meditação.

Espaço Dharma Bhümi

Visite o espaço Dharma Bhümi, instalado no Center IV, prédio localizado na Rua Gavião Peixoto, 182, em Icaraí. Próximo do Campo de São Bento.

O espaço funciona na sala 713. Visite para conhecer, fazer uma aula experimental, sem custo e verificar dias e horários disponíveis.

Ou acesse o site cujo link está a seguir
http://www.dharmabhumi.com.br/ 
e/ou telefone para 97008-5889 para se informar melhor.

Uma vez ao mês, você terá a opção de praticar ao ar livre, em recanto sossegado da praia da Boa Viagem por detrás do MAC. Vide foto do ano passado.



Tenha um Feliz Ano Novo, com muita saúde e paz.