A frase do titulo é de autoria de ninguém menos do que Peter
Drucker. Ícone quando se fala em administração, gerenciamento, gestão de
negócios e pessoas.
Guru de tantos, quanto eu, fomos yuppies (young urban professional),
nas últimas décadas do século passado.
Trabalhei numa empresa bem posicionada no mercado, que anteviu
a necessidade de desenvolver novos negócios, e criou uma gerência para tal fim.
Como tudo passa, é preciso pensar e agir mais rápido ainda porque quem
corre fica no lugar, quem para é atropelado.
Acho que foi o mesmo Peter Drucker que sentenciou que tudo
que está numa prancheta já está superado. Estão aí os smartphones comprovando o enunciado.
Um caso clássico que ouvi durante curso básico de administração
na Fundação Getúlio Vargas foi a dos armadores e grandes companhias marítimas focadas
em transporte de passageiros. Era óbvio que o transporte aéreo substituiria,
com grandes vantagens, as viagens de navio, entendidas estas como meios de
transporte.
Então, resolveram fazer da viagem marítima um fim em si
mesma. Os grandes transatlânticos, a par de nos levarem a lugares paradisíacos, a outros continentes,
passaram a oferecer conforto, diversão e luxo. As viagens em transatlânticos
propiciam muito lazer, vários programas: shows, cassinos, restaurantes,
piscinas, etc.
Nem vou mencionar Alex Raymond (Flash Gordon), Julio Verne,
George Lucas, e alguns outros visionários, ficcionistas, responsáveis por ideias futuristas que se materializaram.
Entretanto houve quem não pensasse no futuro e na velocidade
com que as coisas acontecem desde o século XX. Vejamos negócios rentáveis que pouco-a-pouco perderam
importância e mercado.
Começo pelo meretrício. Foi um excelente negócio, que
enriqueceu trabalhadoras e empresários. No passado namorados não "ficavam", roubar
um beijinho já era uma proeza, não havia a concorrência de amadoras, que "por
uma coisa à toa, uma noitada boa" dizem
sim.
Não sei se ainda existem as chamadas casas de tolerância, rendez-vous ou puteiros, mas o fato é que o
meretrício, acreditem, era considerado um mal necessário.
E os sapateiros, que colocavam solado e substituíam os saltos
gastos nos sapatos? As biqueiras e os
saltos dos calçados masculinos sofriam desgaste e quem não podia estar sempre
comprando calçados (eram caros), procurava um destes sapateiros.
No meu bairro, em Niterói, era o Osni que realizava este
serviço com perfeição e tinha enorme freguesia. Levava um bom tempo para
entregar o sapato que com ele deixávamos. E olha que trabalhava com um
auxiliar.
Lembram da Lan House? Estava sempre lotada. Foi uma febre tão
grande que em quase todas as cidades foram abertos pontos para este fim: usar a
internet. Hoje temos internet no celular. Todo mundo tem.
As locadoras, que começaram com as fitas VHS, e depois o CD e o Blu-Ray, resistiram até que os serviços
oferecidos pela via eletrônica tornaram antiquado, desnecessário, ir a uma
locadora pegar um filme. A NetFlix e outras empresas que oferecem um amplo
cardápio de filmes a preço módico acabou com as locadoras.
Algumas cidades, pelo mundo afora, adotaram serviços de
locação de bicicletas, mas quando eu era garoto e não tendo uma Hercules, uma
Phillips ou uma Monark, podia recorrer a este serviço. Para lazer, por
diversão. Havia lojas que vendiam, consertavam e alugavam bicicletas.
Quando íamos para Miguel Pereira, então ainda um distrito do
município de Vassouras, e eu um menino, alugava uma bicicleta para passear no pequeno jardim da
cidade. Andava em círculo margeando os limites do bosque. Era uma festa para
quem não tinha a sua Caloi.
E fotografia 3/4? Coitados dos lambe-lambe que também documentavam nas praças em todas as cidades, os momentos românticos entre namorados, as reuniões de família.
Ninguém mais precisa do lambe-lambe, o modismo da vez são as selfies; e os retrato 3/4, de frente, sem chapéu e fundo branco não mais são exigidos para documentos, escolas ou faculdades.
Os blogs já caminham para tornaram-se uma coisa jurássica. Que faço?
Imagens: todas obtidas via Google.