11 de junho de 2017

Depois dos 4X3 no TSE


É trágico, não deveríamos fazer galhofa. Mas se é para chamar a atenção e mantermos o episódio vivo na memória, como os 7X1 da Alemanha, vamos rir.











Aqueles que acompanham o blog sabem o que penso do Judiciário. Caminha a passos céleres para o descrédito total. A magistratura já contém muitas maçãs podres. O Joesley deveria ser compelido a denunciar  os juízes (titular e substituto) que alega ter comprado.

A manifestação abaixo, de um procurador da República, expressa bem nosso repúdio.


A decisão do TSE foi contra a moralidade?

Lembro vagamente de uma aula de física, ou matemática, não, foi de física mesmo, na qual o professor explicava sistema de forças, representadas por vetores e alguns vocábulos retive na memória: vetores, sentido, direção, grandeza, equivalência, equipolência e resultante.

Não sabia, como não sei, o que fazer com aqueles ensinamentos e como empregar as palavras próprias daquele ramo do conhecimento. Meus vocábulos são contestação, réplica tréplica, arrazoado, petição, agravo e outras expressões próprias do nosso dialeto jurídico.

Se cometo algum atentado à física, desde já me penitencio, mas vou fazer uma comparação entre as ações de vetores de diferentes grandezas e direção e sentido diverso, partindo de uma mesma origem, e decisões esdrúxulas no senado, na câmara e nos tribunais.


Ora, se coloco uma força contrária àquela que existia, mesmo que de grandeza ou intensidade menor, a resultante irá se alterar. Não consigo alterar de pronto e radicalmente  a resultante, mas me aproximo do pretendido pela nova força atuante.

Aonde quero chegar com essa baboseira? Quero chegar as por vezes imperceptíveis modificações de rumos que conseguimos quando colocamos em confronto posições antagônicas, como no caso que ocupa todas as paginas de jornais, nos editoriais e em todas as colunas assinadas por articulistas de política, economia, judiciário e até mesmo mundanismo.

Acho que a resultante se alterou e no sentido e direção do que entendemos como o melhor, o mais digno, o mais ético. O povo está discutindo, a imprensa está monitorando, avançamos.

Foi 4X3 e, cá para nós, esse resultado era conhecido, caso nítido de spoiler, desde que o mesmo tribunal decidira, na véspera, desconhecer as delações da Odebrecht, carreadas aos autos com a ação já em curso.

Esses 3 votos pela cassação não foram suficientes para atingimento do nosso desiderato, mas certamente deixaram uma trilha aberta que será utilizada em outras oportunidades.

Foi assim com o julgamento do mensalão, quando as atuações dos ministros Lewandowski e Dias Tófoli com muita ênfase defenderam posições opostas à que pretendíamos, liderada pelo ministro Joaquim Barbosa.

Foi um ganho. Se não tivéssemos conseguido a prisão de José Dirceu, teria sido muito mais difícil a operação Lava-Jato.

Gilmar Mendes foi, na decisão sobre a cassação da chapa Dilma/Temer, o que Lewandowski foi no Mensalão, quando teve a cara-de-pau de defender delinquentes contra os quais havia provas robustas de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.














Há um outro outro ponto  em comum, assim como no STF tem o ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT, também no TSE tem um ex-advogado da sigla que abrigava uma quadrilha, o ministro Admar Gonzaga. Vocês queriam que eles votassem como, já que não tiveram a dignidade de se declararem impedidos?

Forças políticas atuando em direção e sentido diferentes, mas com um único objetivo final, que seria colocar o país em rota de crescimento econômico, com desenvolvimento social, seria o cenário ideal.

Mas a nossa esquerda é composta de baderneiros, arruaceiros, incendiários, oportunistas e corruptos. Falta sinceridade de propósitos.

Dilma sabia da origem ilícita de recursos de campanha. Não era somente o Temer que estava em julgamento, não esqueçam. Portanto o TSE não absolveu o Temer. Pelo menos não somente ele.

Empunhei cartazes "Fora Dilma" soprei apito e vibrei com o impeachment. Tinha tudo para ficar feliz com a cassação da chapa no TSE, porque ela ficaria inelegível por 8 anos. Embora ela não seja uma ameaça, pois acho que a exemplo de Aécio, acabou politicamente. É carta fora do baralho. 

Mas porque o PT estaria sendo finalmente condenado por práticas ilegais em suas campanhas. O PT não tem um programa de governo, tem um programa de poder, por isso jamais contará com meu voto. 

Vamos ver se nas eleições do próximo ano nós, o povo brasileiro, aprendemos alguma lição neste episódio e escolheremos melhor nossos governantes e parlamentares.

Quer apostar que não? Ainda não! Mas temos que perseverar. 

Nota do autor: senhores engenheiros, matemáticos, físicos, mil perdões.

Imagens: Google.

10 de junho de 2017

“A concepção natural vai deixar de existir”

Olha aí acima, no título, uma previsão sobre o futuro. No último post, um aforismo, do Peter Drucker, lecionava não ser possível prever o futuro.

Preocupado com a matéria pensei na abstinência sexual dos pósteros. Será mesmo?

Logo, logo afastei de mim este cálice e pensei com meus botões. Sempre teremos o fator saliência se o de preservação da espécie for abandonado.

Este vaticínio é de um médico espanhol especialista em reprodução humana. Carlos Simon é o nome dele. Não confundir com antigo árbitro de futebol que agora ganha a vida dando pitaco nas arbitragens alheias.

Ora vejam só toda uma tradição, desde Adão e Eva, que flagrados pulando a acerca, culparam a serpente traiçoeira e a maçã apetitosa, foi no rola-rola, no papai-e-mamãe clássico que a espécie se perpetuou.

Minha contribuição foi artesanal mesmo. E a seleção dos genes não foi necessária. Deu tudo certo, se descontados uma hipermetropia aqui uma diabetes na maturidade ali, nos cérebros tudo perfeito com minha prole.

Indagado se a seleção do gene não esbarra em questão ética diz o ginecologista/obstetra, com nome de juiz de futebol, que não. E aduz: não estamos falando da escolha do sexo do bebê ou da cor dos olhos, estamos falando de saúde.

Isso me remete a um antigo programa de TV, chamado “Sem Censura”, exibido na TV Cultura. Numa entrevista com o cantor/compositor Paulinho Moska, ele disse para a apresentadora que o filho que acabara de nascer era de supermercado.

Diante da falta de entendimento e surpresa, explicou que era perfeito e lindo, como se tivesse sido escolhido numa gôndola de supermercado: “quero aquele ali”. 

8 de junho de 2017

“Não podemos prever o futuro, mas podemos cria-lo”

A frase do titulo é de autoria de ninguém menos do que Peter Drucker. Ícone quando se fala em administração, gerenciamento, gestão de negócios e pessoas.

Guru de tantos, quanto eu, fomos yuppies (young urban professional), nas últimas décadas do século passado.

Trabalhei numa empresa bem posicionada no mercado, que anteviu a necessidade de desenvolver novos negócios, e criou uma gerência para tal fim.

Como tudo passa, é preciso pensar e agir mais rápido ainda porque quem corre fica no lugar, quem para é atropelado.

Acho que foi o mesmo Peter Drucker que sentenciou que tudo que está numa prancheta já está superado. Estão aí os smartphones comprovando o enunciado.

Um caso clássico que ouvi durante curso básico de administração na Fundação Getúlio Vargas foi a dos armadores e grandes companhias marítimas focadas em transporte de passageiros. Era óbvio que o transporte aéreo substituiria, com grandes vantagens, as viagens de navio, entendidas estas como meios de transporte.

Então, resolveram fazer da viagem marítima um fim em si mesma. Os grandes transatlânticos, a par de nos levarem  a lugares paradisíacos, a outros continentes, passaram a oferecer conforto, diversão e luxo. As viagens em transatlânticos propiciam muito lazer, vários programas: shows, cassinos, restaurantes, piscinas, etc.

Nem vou mencionar Alex Raymond (Flash Gordon), Julio Verne, George Lucas, e alguns outros visionários, ficcionistas, responsáveis por ideias futuristas que se materializaram.

Entretanto houve quem não pensasse no futuro e na velocidade com que as coisas acontecem desde o século XX. Vejamos negócios rentáveis que pouco-a-pouco perderam importância e mercado.

Começo pelo meretrício. Foi um excelente negócio, que enriqueceu trabalhadoras e empresários. No passado namorados não "ficavam", roubar um beijinho já era uma proeza, não havia a concorrência de amadoras, que "por uma coisa  à toa, uma noitada boa" dizem sim.


Não sei se ainda existem as chamadas casas de tolerância,  rendez-vous ou puteiros, mas o fato é que o meretrício, acreditem, era considerado um mal necessário.

E os sapateiros, que colocavam solado e substituíam os saltos gastos nos sapatos?  As biqueiras e os saltos dos calçados masculinos sofriam desgaste e quem não podia estar sempre comprando calçados (eram caros), procurava um destes sapateiros.



No meu bairro, em Niterói, era o Osni que realizava este serviço com perfeição e tinha enorme freguesia. Levava um bom tempo para entregar o sapato que com ele deixávamos. E olha que trabalhava com um auxiliar.

Lembram da Lan House? Estava sempre lotada. Foi uma febre tão grande que em quase todas as cidades foram abertos pontos para este fim: usar a internet. Hoje temos internet no celular. Todo mundo tem.


As locadoras, que começaram com as fitas VHS, e depois  o CD e o Blu-Ray, resistiram até que os serviços oferecidos pela via eletrônica tornaram antiquado, desnecessário, ir a uma locadora pegar um filme. A NetFlix e outras empresas que oferecem um amplo cardápio de filmes a preço módico acabou com as locadoras.


Algumas cidades, pelo mundo afora, adotaram serviços de locação de bicicletas, mas quando eu era garoto e não tendo uma Hercules, uma Phillips ou uma Monark, podia recorrer a este serviço. Para lazer, por diversão. Havia lojas que vendiam, consertavam e alugavam bicicletas.



Quando íamos para Miguel Pereira, então ainda um distrito do município de Vassouras, e eu um menino, alugava uma bicicleta para passear no pequeno jardim da cidade. Andava em círculo margeando os limites do bosque. Era uma festa para quem não tinha a sua Caloi.

E fotografia 3/4? Coitados dos lambe-lambe que também documentavam nas praças em todas as cidades, os momentos românticos entre namorados, as reuniões de família. 



Ninguém mais precisa do lambe-lambe, o modismo da vez são as selfies; e os retrato 3/4, de frente, sem chapéu e fundo branco não mais são exigidos para documentos, escolas ou faculdades.

Os blogs já caminham para tornaram-se uma coisa jurássica. Que faço?  

Imagens: todas obtidas via Google.

5 de junho de 2017

Século XIX, década de 70


Os anos 70, do século passado, trouxeram-me muitas alegrias, e alguns contratempos, inclusive em relação a saúde, embora de pequena monta, felizmente.

Na aludida década nasceu meu segundo filho, consolidei uma posição profissional a nível gerencial, mudei de mala e cuia para São Paulo (capital), e vivi na cidade por longos 10 anos.

Era leitor d'O Pasquim, menos pelo viés ideológico da maioria de seus colaboradores, mas pelo humor apurado (Millôr, Jaguar, Ziraldo, Henfil), pelas matérias do Ivan Lessa, desde Londres e do Paulo Francis, desde Nova Iorque.

Tive carro roubado (sem ter feito seguro), no estacionamento de um hipermercado na Marginal Pinheiros, uma Brasília com apenas 5.000 quilômetros rodados.

Faltavam três dias para o Natal e ao chegar no estacionamento, com dois carrinhos abarrotados, acompanhado de minha mulher e dois filhos menores, tive a surpresa: cadê o automóvel?

Adotadas as providências de deixar as compras e a família em casa, no Brooklin Novo, no mesmo táxi fui para o Distrito Policial fazer registro do furto.

O policial, ao cabo do registro do caso, fez o seguinte comentário: se o senhor tem fé em São Judas Tadeu pode ser que ele ajude. Estamos fazendo o alerta para as unidades móveis. Mas se não aparecer até amanhã só poderá ser encontrado em Pedro Juan Caballero. Esta cidade paraguaia estava na moda.

Não apareceu e o prejuízo está no rol dos contratempos que mencionei lá no primeiro parágrafo. Comprei um Passat.

Neste período ouvia muita música, e lia bastante. Não havia internet, DVD, NetFlix, smartphone, estas novidades mais ou menos recentes em nossas vidas.

STEVIE WONDER, embora não fosse classificável como do jazz (minha preferência musical), fazia muito sucesso com uma música bem interessante, de muito ritmo. Ouçam e relembrem:



Vou deixa-los com outros artistas e outros gêneros muito apreciados na década a qual me refiro.



GEORGE BENSON




QUEEN




JOHN LENNON




VILLAGE PEOPLE





Sim, foram bons os anos 70. Vivemos, até, o milagre econômico. E sagramo-nos tricampeões mundiais de futebol, de forma invicta, com a melhor seleção já formada.

4 de junho de 2017

REPERCUTINDO


Merval Pereira

Robin Hood
Abordou um defeito de nossa formação, temos malvados preferidos.
Verdade, sou eu que digo, teve gente achando que o deputado Roberto Jeferson, acabou por nos fazer um favor, pois ao abrir a boca facilitou o processo do mensalão.
O também deputado Eduardo Cunha, atolado até o pescoço em processo de corrupção, foi peça importante no impeachment de Dilma, o que para muitos foi muito bom para o país.
Os Odebrecht, Emilio e Marcelo – pai e filho – ao abrirem o jogo revelaram uma imensa rede de corrupção nos poderes da República. O lamaçal alcançou os pés de Lula e da quadrilha albergada no PT.  Muito bom para o país, segundo muita gente.
E os irmãos Batista – Joesley  e Wesley – com desplante e  cinismo, revelaram o que desconfiávamos, ou seja, a promiscuidade nas relações dos empresários com a classe política, que resvala para o judiciário. Joesley disse para o presidente que, pasmem, tinha no bolso um juiz e seu substituto.
Em todos estes casos tem gente achando que há um vetor heroico, corajoso, vilania positiva. Temer pode cair, o que para muita gente é bom para o país.

Ancelmo Gois e outros colunistas

No Ancelmo Gois e outras diversas colunas, nos periódicos mais tradicionais, notícias de fechamentos e entrega de chaves.
Na zona sul do Rio, no Leblon, foi a loja Roberto Simões, de presentes finos.
Em Ipanema foi a Toulon, grife de roupas.
No Centro do Rio, na Rua da Carioca, de tradição de comércio diversificado e popular, a do conhecido Bar Luiz, foi a vez de fechar as portas o restaurante Cataroca, que não é do tempo em que trabalhei lá, no nº 4, local de funcionamento do Banco Metropolitano, bem defronte ao Bazar Francês (brinquedos pra mim e pra vocês, lembram?). Mas consta que o restaurante funcionou lá por 20 anos.

Elio Gaspari
Publicou notinha sobre a população carcerária. Ressaltou que 60% composta por negros. Verdade! E pobres.


Mas chamou a atenção para um fato importante. A Lava-Jato não mandou prender nenhum negro. E muitos brancos e ricos estão atrás das grades.
Digo eu: o que isto prova? Não há negros na política? Não há negros empresários? Negro só comete crime comum? Negro é esperto e não se deixa ser gravado e filmado. Os negros são honestos? 
Precisamos criar um sistema de cotas para corrupção (rsrsrs).

2 de junho de 2017

Sobre Fluminense x Grêmio e o ATO DE TORCER



Por
RIVA
(reproduzindo texto do Dr. Sena, médico cardiologista de Nikity)








"Cheguei cedo ao Maracanã como nunca aconteceu antes. Faltava ainda uma hora para o jogo e entre rampas e túneis, escolhi ficar em um local não muito comum. Sei lá, não queria muvuca hoje. Talvez fosse um sinal.


E então o jogo começou: o juiz expulsa um nosso, o Grêmio faz um e logo depois faz dois. Mata o jogo. Mata a classificação. O Maracanã murcha.

De repente do meu lado esquerdo ouço gritos desenfreados de NENSE enquanto do meu lado direito ouço vaias e xingamentos de todos os tipos.

Eu, bem ali no meio, sou um pouco dos dois naquele momento. Quero cantar, mas quero xingar quem tá cantando. Quero xingar, mas quero aplaudir quem canta. A dualidade me deixa confuso e no intervalo eu simplesmente escolho descer ao setor inferior, coisa que raramente fiz nesse tal "novo" Maracanã. Foi a melhor decisão.


Assisto o segundo tempo sentado, sem forças para cantar e nem para ir embora. Quero só estar ali. Marcar presença.

Mas aí aqueles torcedores que ficavam ao meu lado esquerdo não querem saber disso. Cantam. Apoiam. Empurram.

De repente, todo o Maracanã parece estar jogando junto. Menos aquele lado direito que ainda insiste em xingar e vaiar. Penso: torcer é realmente uma coisa de maluco! Antes eu tava puto com tudo.

Agora tô rindo com o menino de uns 3 anos que tava na minha frente pulando e cantando todas as músicas. O jogo parece não existir mais.

Estamos ali simplesmente pelo ato de torcer. Cantamos todas as músicas. Gritamos o nome dos jogadores que merecem. E, ironicamente, gritamos olé quando conseguimos trocar uns 5 passes.

Saio do estádio com um sentimento que não sei definir.

Na saída encontro um grupo de torcedores do Grêmio antes de entrar no metrô. Eles me parabenizam pela "minha" torcida e dizem que nunca viram isso antes na vida. E que na "Arena isso jamais aconteceria".

Ainda não sei o que pensar. Depois eles perguntam como é "aquela música do meu coração acelera", eu os ensino. Eles agradecem e me parabenizam de novo. Eu os parabenizo pela vaga. Um deles me abraça e diz: nós ganhamos o jogo, mas os verdadeiros vencedores hoje foram vocês.

E só sabe disso quem entende que torcer é algo inexplicável. Vou embora agora entendendo as coisas. E transbordando de orgulho daquele lado esquerdo."

PS: esse texto, autorizado, foi esplendorosamente escrito pelo meu amigo Sena, sob forte emoção, após testemunhar a atitude da torcida do meu FLUMINENSE no Maracanã, na quarta-feira, com o time perdendo e sem nenhuma chance de classificação logo no início do 1º tempo do jogo.


Mas ficaram lá, até o final, demonstrando seu amor pelo clube do seu coração. É realmente inexplicável, uma paixão que muitos não compreendem. Eu compreendo.....e como !