17 de junho de 2016

Escolha o vinho de sua predileção


Não sei se um enólogo, um enófilo ou um sommelier, preparou uma carta de vinhos produzidos na Península Ibérica, que atende a todos os gostos e ocasiões.

No dia dos namorados, por exemplo, segundo um amigo  me informou, os mais procurados foram o Periquita e o Pinto.





PINTO: vinho de aroma intenso. Na boca é bem equilibrado. Delicado com taninos suaves e redondos. Referência em tradição. Ao entrar na taça revela leve aroma de couro.

PERIQUITA: Aroma suave, quando jovem. À boca, apresenta taninos finos e elegância.  Harmonização clássica.

ANUS: Considerado o melhor vinho da Região dos Países Baixos, conquanto exija paladar diferenciado. À boca seu sabor se aproxima dos Grand Cru de Borgonha. Produção limitada, restrito a períodos anuais.

FORÇA NO PAU: aroma nobre e complexo. Quando maduro, buquê decresce rapidamente, razão pela qual dever ser levado de imediato à boca. Quando jovem, preserva final elegante e prolongado.

MONTE DOS CABAÇOS: muito apreciado outrora. Atualmente,  a dificuldade de acesso à região produtora e a falta de interesse pelo seu padrão, tornou-o um vinho raro.

FINCA LA PICA: vinho tipicamente jovem. Buquê intenso porém de rápida duração. Harmoniza-se com carnes brancas, vermelhas, assadas, cruas; enfim, com todos os tipos de carne.

CHÃO DE ROLAS:  para quem deseja um vinho frutado. Os apreciadores dessa variedade raramente optam por outra. Exige moderação, dado a abundância de aromas.

PORRAIS:  é um vinho que se presta tanto para harmonizações quanto para ser degustado sozinho. A breve passagem pelo carvalho garante equilíbrio e sedosidade para momentos descontraídos.


Nota do editor: na adega acima há um  vinho exótico infiltrado. De casta comum e apreciado em todo o planeta.

16 de junho de 2016

DESISTO

Não haverá, provavelmente, melhor oportunidade do que esta para minha mulher aprender um pouco sobre futebol.

Afinal estão rolando na TV, direto, desde a manhã até o final da noite, diariamente, quatro competições, a saber: Eurocopa, Copa América, Brasileirão da série “A” e Brasileirão da série “B”, que assisto por causa do Vasco (sim, é vício).

Por que assisto, então a série “A” do Campeonato Brasileiro? Para torcer contra o Flamengo. Sou como o falecido pai de meu amigo Castelar (também falecido), que comemorava a vitória do Vasco com euforia comedida (ôba!), mas comemorava com extremo alarde a derrota rubro-negra (com hurras e vivas).

Mas voltemos a Wanda e seu aprendizado sobre futebol.

Evidentemente que ela não está no nível daquela da piada do Chico Anysio, que mal sentou na arquibancada do Maracanã perguntou ao namorado quem era  bola.

Mas está no nível de dúvidas muito, por assim dizer, primárias, inocentes demais, inusitadas. Querem um exemplo? O jogador se aproxima da área e fica frente a frente com o goleiro adversário. Chuta afobado em cima do goleiro. Ao lado corria, livre e solto, um companheiro da equipe.

Com a jogada bisonha do atacante, que chutou onde estava o goleiro, minha mulher com o ar decepcionado pergunta, “ele não poderia ter passado a bola para o colega que estava do lado?”
Diante de minha incredulidade com a pergunta, insiste com a maior inocência: “podia?”

Perceberem a dificuldade?

Bem, pelo menos ela conhece a bola e sabe que ela, a bola,  é peça fundamental do jogo, embora para alguns dos jogadores seja detalhe irrelevante. Eles sabem dar pontapé e são uns trogloditas. Botinudos mais perigosos do que um pit bull enfurecido.

A dificuldade para compreensão de algumas regras é muito grande. E escolhi para inicio de conversa uma das mais controvertidas, combatida e que alguns entendem que deveria ser abolida: impedimento.

Explico com calma: entre a bola e a baliza tem que ter, pelo menos, dois jogadores adversários. Se não houver a jogada é interrompida e é assinalado o impedimento. Entendeu? Sim, entendi. “Em qualquer lugar que a bola esteja?”

Não, pelo amor de deus, somente quando  o objetivo é fazer o gol no adversário.

Dois lances depois, para minha provação, houve um gol e não havia dois jogadores da defesa contrária entre a bola e a meta.

Ela cobrou logo, “ué o bandeirinha não marcou o impedimento. Ele errou?”

Não, queriiiida, ele não errou, é porque o bola veio até o autor do gol, tocada pelo zagueiro adversário.“Ah! Então tem exceção?” 

Tem sim, hesitei em dar exemplo, para não confundir mais, mas querendo mostrar erudição futebolística, mencionei que havia outra exceção: se o atacante está em seu próprio campo ele não fica impedido, pode, mesmo estando sozinho, correr em direção ao gol e assinalar.

Abri parêntesis para explicar que baliza, meta ou trave são a mesma coisa. Foi mais fácil do que explicar que escanteio pode ser chamado de corner, que vem do inglês, onde inventado o esporte.

Nunca pensei ser tão difícil ensinar e explicar futebol.

No jogo do Vasco o Madson, na cobrança de uma lateral cedido pelo time do Náutico, arremessou a bola próximo da grande área e o Andrezinho chutou e fez o gol.

Ela, incrédula, perguntou se valeu. Claro que sim, respondi. “Mas ele é o goleiro do Vasco?” Não, respondi em meio a comemoração. “Então por que pode jogar com as mãos?”

É duro gente, por hoje é só. Só sobre regras, porque tenho outras pérolas para contar.

Em campo as seleções da Suíça e da Romênia. Pergunto, para puxar assunto, para quem ela vai torcer. Pensei com meus botões que ela escolheria alguma equipe pela cor do uniforme, ou pelos jogadores mais bonitos. Afinal durante a execução dos hinos, quando as câmeras de TV focalizam, em close cada um dos jogadores dos dois times ela fica avaliando: “bonito”,  “bonito”, “feio” e assim sucessivamente.

Mas qual o que, ela comentou que torceria pela Suíça – perguntando qual das duas equipes era a do país da fondue. 

Informei e minha mulher explicou que a torcida se deveria ao fato deles fazerem um queijo melhor do que o romeno, fabricarem melhores relógios e serem os escolhidos para a guarda papal.

Faz sentido, não? Tem muita lógica, não acham?

14 de junho de 2016

Hipocrisias

A hipocrisia humana não tem limites.

Hoje vou me colocar, uma vez mais, e da forma mais explícita, sobre coisas que me incomodam.  Caminhos equivocados, de novo sob minha ótica, para corrigir (lato sensu), equívocos, erros do passado, tratamentos desumanos, evolução da espécie e outras teses que me incomodam.

Vou começar pelo acordo ortográfico, firmado entre países que têm a língua portuguesa como oficial, numa desnecessária tentativa de unificar a ortografia do idioma.

Esse malsinado acordo é de 2009, mas entrou oficialmente em vigor no primeiro dia deste ano, depois de um período de carência que encerrou em 31 de dezembro do ano passado.

Fazem parte desta comunidade, salvo engano, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor Leste, São Tomé e Príncipe.

Vejam a desnecessária confusão causada. Como advogado, levei anos escrevendo que apresentaria contra-razões de recurso. Agora, desde 2009, devo escrever contrarrazões. Escrevia microondas, ao me referir ao forno, e agora tenho que escrever, na língua erudita, micro-ondas.

E como é doloroso escrever cinquenta sem o valioso trema. Conto até dez antes de grafar em meus textos a palavra subsequente sem os dois pontinhos lado a lado, que me lembravam que não deveria, na pronúncia da palavra, esquecer do letra “u” ali espremida. Afinal não falo subsekente, não é mesmo?

Enfim, esta reforma não agradou nem aos gregos e nem aos troianos. Ou seja, nem aos lusitanos, que a partir do latim vulgar e do dialeto crioulo criaram a língua pátria, e nem aos colonizados pelos navegadores que se aventuravam por mares nunca dantes navegados.

Pior do que a ortografia eventualmente diferente, é o significado inteiramente diferente, de palavras escritas da mesma forma. Todos conhecem alguns exemplos: bicha, paneleiro, e muitas outras.

Já que falei em crioulo, referindo-me ao dialeto, emendo falando de outra bobagem criada por desocupados. E essa bobagem é a coisa do politicamente correto.

Desde quando dizer que o crioulo foi lá, meteu três goals e ganhamos o jogo, era ofensivo ao maior jogador de futebol de todos os tempos até agora? Digo até agora porque não demora aparece um Messi bom na cabeçada e com mais vigor físico e supera o negão.

Negão, aliás, era como ele mesmo se referia ao jogador. Lembram que ele falava na terceira pessoa?

Inventar o politicamente correto foi um dos grandes erros cometidos por quem não tem cartão-de-ponto para bater pela manhã cedo.

E o bulling (de bully – valentão)? Querem coisa mais babaca? Se vocês não conhecem, conheço eu, muitos diplomatas, magistrados e empresários bem sucedidos que em criança eram chamados de “quatro olhos”, se usavam óculos; ferrugem, se tinham sardas no rosto e mãos; “caolho” se tinham desvio ocular. E por aí vai...

Nenhum destes que conheço ou ouvi falar, ficaram traumatizados, revoltados, inseguros ou deprimidos.

Ficam deprimidos aqueles que, caolhos ou não, sardentos ou não, ficariam do mesmo jeito. São traços da personalidade.

Uma das piores expressões cunhadas e que foram desvirtuadas é a tal de direitos humanos. Ora, a composição obriga ao atendimento de duas premissas. Pressupõe que ambas estejam presentes: ser direito e ser humano.

Ora, se uma Richthofen da vida mata os pais enquanto estes dormiam, por motivo torpe (e mesmo que não fosse), estamos diante de um caso em que não estão presentes nem o direito e nem o humano.

Ela não tinha o “direito” de matar e sua atitude de “humano” não tem nada. Logo, ela pretender regalias, condições menos adversas de cumprimento da pena, é coisa ridícula, sem amparo, sem fundamento.

Desde quando um estuprador de menor, por vezes criança de 5 anos de idade, é humano, ou tem direito?

Não tem nenhum direito, nem à vida. E aí abordo outra matéria controvertida, mas sobre a qual tenho opinião definida, madura, sedimentada porque fruto de muitos anos de reflexão: sou a favor da pena de morte.

Para finalizar, sobre invencionices, sentimentos de culpa hipócritas e descabidos, menciono as politicas raciais afirmativas. Em outras palavras, os sistemas de cotas.

Desde quando os “brancos”, os arianos são culpados pela escravidão? E desde quando protecionismo, sem mérito do favorecido, redime ou corrige erros?

Estas políticas realimentam preconceitos, discriminações. 

13 de junho de 2016

Para você, relacionamento, a carta que nunca enviei...




Por 
Rodrigo Muniz




Sempre respeitei minha irmã, por todas as razões pelas quais respeitamos brothers&sisters. E também, entre outras coisas, pelo seu amor às letras. Sempre leu muito, desde os clássicos até as bulas dos medicamentos (rs).

Telefonou e perguntou se poderia enviar, para publicação no blog, um texto em prosa de um jovem poeta de suas relações (é amiga da mãe do escritor).

Claro, respondi, tendo em vista que uma recomendação dela - Ana Maria - dispensa qualquer crivo ou peneira.

Eis abaixo o texto que me enviou: 


"Enquanto a meta for perfeição e não felicidade, cumplicidade, amizade e respeito, sempre haverá uma trava.

Uma trava de conceitos, o que é perfeito pra você pode não ser pra mim. E nos deparamos com uma questão muito comum, a diferença. Que origina alguns dos muitos problemas na sociedade de uma forma geral, por que seria diferente no relacionamento a dois?! Mas tudo é uma questão de aprender e de respeitar.

A individualidade deve ser respeitada, antes de tudo. Pensamentos diferentes, vontades diferentes, tempos diferentes, não são sinônimos de um casal infeliz. Individualidade é sinônimo de um casal que se respeita, mas principalmente sinônimo de casal.

Casal é feito de dois, logo de dois modos diferenciados de ver a vida, dois jeitos distintos de se portar pela manhã, por exemplo. É sinônimo de casal onde um respeita o outro no simples modo em que o outro é. Se quiser alguém exatamente como você, case-se com você. Depois me conte a tediosa experiência.

Discordar, quer um verbo mais bonito para um texto sobre relacionamento?!

Você deve estar me achando louco, mas não. Vamos analisar: Imagina um longo namoro sem a discussão aparentemente chata de qual filme assistir, qual restaurante ir ou para onde viajar. Agora imagine esse mesmo relacionamento cheio de diálogos, planos, pesquisas de roteiro e diretor, cheff e localização ou gastos com filtro solar ou repelente, por exemplo.

Não, as duas situações nunca se encontrarão no mesmo relacionamento. Não há o que pesquisar ou planejar, tudo já foi decidido por um conselho comum, pronto e ativo, também conhecido como “tanto faz” vindo de uma das partes envolvidas. 

Longe de mim dizer que um casal deve discordar sempre, mas convenhamos que discordar é bom, entrosa, anima, cria expectativa e ansiedade para dizer o famoso “eu disse que do outro jeito era melhor”, ou simplesmente deixar o outro orgulhoso com um “é, você tinha razão”.

Acima, a primeira coisa que pensou ao deparar com “discordar” foi “brigar” certo?!

E continuou lendo meio retraído por estar só tentando entender onde vai chegar esse texto meio sem jeito. Vou aguçar um pouco mais sua curiosidade, por que não brigar?!

Brigar é tão bom, principalmente quando o motivo é desnecessário e a reconciliação é digna de um último capitulo de Manoel Carlos, ou quando simplesmente após uma longa guerra de coceguinhas, já não se consegue lembrar o porquê da briga ter começado.

O maior medo da maioria das pessoas apaixonadas é o tédio. Pois eu associo diretamente o tédio a ausência de discordância e brigas.

Nada é mais tedioso que tudo estar sempre perfeito. Dela ou dele fazer sempre exatamente o que você quer ou pensa. Não, eu definitivamente não acredito que duas pessoas distintas possam ter opiniões idênticas sobre tudo a todo o momento.

Eu associo esse excesso de afinidades à omissão de uma das partes, parte essa que se sentirá mal após algumas seções de “você que sabe” o que causará a parte ativa, ou mandona como a primeira a irá chamar, um grande conforto. Conforto esse que aos poucos se transformará em tédio, tédio esse sem explicação, que irá avançar para a discordância de qualquer coisa banal em forma grave, que agravará para brigas tolas com proporções gigantescas seguidas de reconciliações tristes e recheadas de mágoas.

Em meio a tantas contradições e complicações, um relacionamento feliz e saudável é leve, com equilíbrio entre chatices e momentos bons, onde ninguém se doa de mais ou de menos, onde ninguém cobra de mais ou de menos.

Deve haver bom senso na hora de escolher pelo o que discutir. Sim, guarde as forças, as lágrimas e os argumentos infalíveis para quando eles realmente necessitam ser utilizados, para quando por mais que se evite a discussão de acontecer, por qualquer motivo que seja, o outro insiste!

Não se esqueça “quando um não quer, dois não beijam” amplie a superfície de aplicação da regra. Falei de brigas, discordâncias de forma sadia e natural, me inspirei na desculpa de barraco em festa chique “isso acontece sempre gente”.

Mas como toda pessoa que fala de relacionamento, me senti livre para descrever o que seria bom, o que eu acredito que faz com que não se crie travas e nem discordâncias de grandes proporções que possam chegar a falta de respeito mútuo, o que torna o clima muito desagradável.


Acrescente, então, ao seu amor, carinho, atenção, diálogo, guerras de cócegas, risadas, muitas risadas, travesseiros, momentos ou momentos com travesseiros. Adicione mais afinidades aos finais de semana.

Compartilhe mais os estresses do dia-a-dia, de segunda á sexta feira somente em horário comercial. Compartilhe também sonhos, metas, planos, o instante em que algo tão pequeno te fez lembrar-se da pessoa amada, a quebra da dieta em plena quarta feira, você sabe que vai ouvir um “não podia ter feito isso” típico de mãe, mas vai compartilhar com quem ama, talvez, o momento mais doce do dia após uma amarga reunião com o chefe ou notícia de um não encontro entre vocês. 

Doe tudo o que puder ao outro, compartilhe sempre que for possível - ninguém sabe de tudo ou viu tudo ou não precisa de nada realmente. Tudo que for bom e fizer bem, merece ser dado de bandeja a pessoa que queremos bem.

Vamos fazer do relacionamento uma troca, zerar o cronômetro e começar a contar tudo de novo, afinal tudo é novo.

É novo aos olhos de quem vê e um olhar apaixonado nunca será igual a um olhar solitário. Cada dia é um novo dia, é um dia de aprender e ensinar, crescer e ajudar, brigar e reconciliar, ceder e invadir.

Cada dia é um novo dia e esse dia tem que ser o melhor, feito da melhor pessoa que você vê com a melhor pessoa que você pode ser."


Nota do editor: nossos agradecimentos ao Rodrigo por compartilhar conosco sua compreensão sobre relacionamentos. Ele está no Facebook, no endereço em epigrafe.

Prêmio que recebeu por sua atuação na "Accenture". Nem só de poesia vive o autor.



11 de junho de 2016

Quem diria, a Argentina ...


Foi a musa, no tênis, antes da Sharapova

Desde menino na transição para rapazinho, tomei implicância com argentinos. Um deles era dono da oficina onde meu pai consertava seu velho Buick 1938. Ele, o argentino, não o automóvel, parecia-me muito antipático. O carro era apenas muito velho, pois já estávamos na década de 1950.

Vez ou outra ouvia alguém dizer que os argentinos eram muito convencidos, muito arrogantes, que pensavam e agiam como se fossem superiores, achando-se os europeus do continente.

Ademais disso, ou talvez por isso, havia uma enorme rivalidade no futebol. Além dos encontros na competição continental (Copa América), os dois países disputavam um troféu intitulado Copa Roca. Nesta competição direta o Brasil (at least) leva vantagem, conquistando 11 vezes contra 4 vitórias do oponente. Mas nunca foi fácil, todos sabemos.

Estive em Buenos Aires para não mais voltar

Pouco conhecia do país, senão que era o nosso principal fornecedor de trigo e que por causa deles o pãozinho nosso de cada dia subia de preço vez ou outra. Ou faltava farinha no mercado.

A imagem negativa do país portenho foi se diluindo com o tempo, sem explicação. As pessoas falavam (alguns ainda falam) mal dos argentinos, acusando-os de tudo um pouco, de milongueiros à mal-educados.

São passionais, com certeza. Vide os tangos.

Carlos Gardel
Até que passei a admirar o Di Stefano, jogador que defendeu a seleção espanhola, depois de ter defendido a da  Argentina. Ele foi um jogador tão fantástico, tão importante, que por sua (his) causa foi efetivado um acordo (aceito pela FIFA), entra Barcelona e Real Madrid, estabelecendo que ele atuaria pelos dois clubes, em temporadas intercaladas.

O Barcelona depois desistiu deste inusitado acordo e ele jogou apenas pelo Real Madrid, algumas temporadas, onde conquistou vários títulos inclusive da Champions.

O Barcelona o queria para formar um ataque potente, no qual já jogava o Kubala, grande astro húngaro. Acabou jogando, no Real, ao lado de outro ainda mais renomado húngaro: Puskás.

Em dado momento o ataque do Real Madrid reuniu Di Stefano, Puskás e o nosso Didi. Vejam abaixo:

Didi, Di Stefano e Puskas
Foi mais ou menos quando descobri que a grande referência do tango, o ritmo musical tradicional mais tradicional da Argentina, não era nascido no país. Era francês, falo de Carlos Gardel. E nem dava para a gente tirar sarro porque nossa estrela maior na música era portuguesa – Carmem Miranda.


O nome do Juan Emanuel Fangio começou a ficar familiar por causa de suas seguidas vitórias nas corridas automobilísticas, inclusive aqui Rio de Janeiro no circuito de rua, na Gávea, em torno do morro Dois Irmãos, conhecido como “Trampolim do Diabo”.

Sabatini

Apareceu a Gabriela Sabatini brilhando nas quadras e fora delas, com tanto destaque quanto a nossa Maria Esther Bueno, com a diferença que a portenha conquistou uma medalha olímpica (prata). 

Os vinhos argentinos começaram a se destacar primeiro do que os nossos. A região vinícola de Mendonza era mais valorizada – e ainda goza de Mais prestígio - do que a nossa Serra Gaúcha.

Vista de Mendonza
Cresci, visitei o país que tem uma parte da região da Patagonia,  lindíssima, e uma das maiores reservas de água do planeta. Água é, e será cada vez mais, um bem preciosíssimo.

Ushuaia, na Patagonia argentina

Pouca coisa me agradou na Argentina, onde não tenho planos de retornar. Comi chorizo em mais de um lugar e não gostei. Algumas de nossas churrascarias servem cortes mais suculentos e macios. Comi  alfajores e não foram os melhores que experimentei. Sou mais os da Kopenhagen.



Buenos Aires não oferece coisa alguma que não encontremos no eixo Rio-São Paulo. As casas de shows de tangos apresentam bons espetáculos de música e dança, para assistir uma só vez. Assim como em Lisboa declinei de um convite para assistir a “outro” show de fado, com canto e dança, porque são coisas que a agente assiste uma vez e nunca mais quer ver de novo. Sabe a dança folclórica gaúcha? Interessantíssimo, mas repetir a dose fica over. 

Chula
Para não dizerem que sou bairrista, o desfile das escolas de samba, no Rio de Janeiro, é para assistir uma vez só.

Agora convenhamos, os caras  ganharam duas vezes seguidas medalhas de ouro em Olimpíadas (2004 e 2008), e nós ainda corremos atrás de nossa primeira. Ganharam medalha de ouro olímpica no basquete, em 2004. É mole? O Brasil ganhou mundial de baquete, mas eles ganharam antes, em 1950.

Hoje nada tenho contra os argentinos. Eles invadiram nossas praias, especialmente Búzios e Camboriú,  mas em compensação todos os anos levas de brasileiros vão para San Carlos de Bariloche. Bonitinha, né!?

Como fiel turista, minha mulher comprou chocolates, em Bartiuloche
As mulheres argentinas são tão belas quanto as nossas, fruto da grande presença, na colonização, de italianas, açorianas e inglesas.
Tivemos Pelé e Garrincha, eles Di Stefano, Maradona e Messi. Falo só de talentos fora da curva.

O que neste momento devemos invejar, no bom sentido, é que estão encontrando, primeiro que nós, o caminho da recuperação econômica do país. Macri parece ser uma boa solução, enquanto Temer é apenas, e por enquanto, um bom trocadilho. É para temer, até prova em contrário.
  
O casal Obama recepcionado pelo casal Macri, na Patagonia

  
Nota do autor: nestes links a seguir, alguns dados sobre automobilismo, no Rio de Janeiro (com vídeo) e matérias sobre Di Stefano.




10 de junho de 2016

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Sharapova dois anos fora das quadras. Para quem já estava, sob o ponto de vista esportivo, na descendente, é muito tempo. A mulher, entretanto, está na maturidade com tudo nos devidos lugares.

Lamentei muito o doping e custo a crer que tenha sido intencional.

Fred, segundo o Riva o chinelinho mais bem pago do planeta, deixa o Fluminense depois de 7 anos. Riva é seguidor e colaborador do blog, e tricolor roxo, ou melhor, grená, verde e branco.

Alguns fungos, leveduras e bactérias são muito úteis e contribuem decisivamente para obtenção de vinhos e queijos, por exemplo.  E participa até do pãozinho de cada dia (fermento biológico). Cunha também teve contribuição decisiva no processo de impeachment. É um microrganismo se observado sob o ponto de vista ético/moral.

E a Tassia Camargo, hein?! Fora da mídia, da dramaturgia e de seu juízo perfeito, a julgar pela campanha que deu início. Publicou um vídeo, na rede, falando da fome de Dilma. Ou é malcaratismo, ou é esclerose em estado adiantado.

Temer andou fazendo bobagens. Em busca de apoio entre congressistas, principalmente com vistas a votação do impeachment no senado, andou nomeando políticos indiciados e que poderão ser julgados e condenados, pelos mesmos crimes que afastaram Dilma.

Fez uma enorme bobagem  ao recriar o ministério da cultura, que ficaria muito bem como uma secretaria do ministério da educação. Demonstrou fraqueza, insegurança, e com isso abriu precedente que levou equipe da antiga Controladoria Geral da União a se rebelar contra a criação e nomeação de um ministro para o um novo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, em substituição a CGU.

Houve manifestações de funcionários e chefes regionais se demitiram.
Leiam:
http://www.valor.com.br/politica/4569183/servidores-ameacam-greve-geral-contra-novo-ministerio-da-transparencia

Sarney poderá ser preso com atraso de muitos anos. Renan está maduro e Cunha está como no jogo de bola-de-gude, quando meninos dizíamos em nossa vez: "bola ou búlica" (búrica). Ou é cassado na Câmara ou é preso pela Lava Jato (obstrução à justiça).

Sarney é daquelas pessoas que você não precisa dizer porque está prendendo, ele sabe que está devendo.

Nestes tempos bicudos, com a economia em frangalhos, muito desemprego, muita gente não tem onde cair morto. E se morrer é melhor que seja em casa, porque se for num acidente de trânsito ou num tiroteio ou mal súbito na rua, não haverá, no IML, médico para fazer autopsia e liberar o corpo. 

8 de junho de 2016

Dr. Paulo Ubiratan - cardiologista

Não o conheço, mas se clinicasse em Niterói, e tivesse convênio, claro, com o meu plano de saúde, seria o meu cardiologista. Transcrevo trecho de entrevista (está no Google, em http://recebiporemail.com.br/2009/09/dr-paulo-um-medico-nada-convencional-quebrando-mitos.html

O cardiologista, Dr. Paulo Ubiratan, de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados...
Pergunta: Exercícios cardiovasculares prolongam a vida, é verdade? 
Resposta: O seu coração foi feito para bater por uma quantidade de vezes e só... não desperdice essas batidas em exercícios. Tudo gasta-se eventualmente. Acelerar seu coração não vai fazer você viver mais: isso é como dizer que você pode prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca !!!
P: Devo cortar a carne vermelha e comer mais frutas e vegetais?
R: Você precisa entender a logística da eficiência... .O que a vaca come? Feno e milho. O que é isso? Vegetal. Então um bife nada mais é do que um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango.

P: Devo reduzir o consumo de álcool? 
R: De jeito nenhum. Vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado, o que significa que, eles tiram a água da fruta de modo que vc tire maior proveito dela. Cerveja também é feita de grãos.. Pode entornar!

P: Quais são as vantagens de um programa regular de exercícios?
R: Minha filosofia é: Se não tem dor...tá bom!

P: Frituras são prejudiciais?
R: VOCÊ NÃO ESTÁ ME ESCUTANDO!!! ... Hoje em dia a comida é frita em óleo vegetal. Na verdade ficam impregnadas de óleo vegetal. Como pode mais vegetal ser prejudicial para você?

P: Flexões ajudam a reduzir a gordura? 
R: Absolutamente não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho.

P: Chocolate faz mal?
R: Tá maluco? !!!! Cacau!!!! Outro vegetal!! É uma comida boa pra se ficar feliz !!! E lembre-se: A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca - Cerveja em uma mão - tira gosto na outra - muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU !!! QUE VIAGEM!!!

P S.: 
SE CAMINHAR FOSSE SAUDÁVEL O CARTEIRO SERIA IMORTAL...!
BALEIA NADA O DIA INTEIRO, SÓ COME PEIXE, SÓ BEBE ÁGUA E É GORDA....!
COELHO CORRE, PULA E VIVE 15 ANOS, TARTARUGA NÃO CORRE NÃO FAZ NADA E VIVE 450 ANOS !!!!
Se você não encontrar sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar, pinga e gelo e vá ser feliz!" 


Boa sorte!!!